2º MERYL STREEP
A grande dama do cinema norte-americano estreou na tela grande em 1977 com um papel coadjuvante no drama “Julia”, estrelado por Jane Fonda e Vanessa Redgrave. Foi o bastante para chamar a atenção dos produtores da minissérie “Holocausto” de 1978, que rendeu a Meryl Streep seu primeiro Emmy como melhor atriz. No mesmo ano fez parte do elenco do aclamado drama de Michael Cimino, vencendor de cinco Oscar, “O Franco-Atirador”. Longa que expôs as consequências desastrosas da guerra do Vietnã em três amigos. Streep recebeu sua primeira indicação ao Oscar, na categoria coadjuvante. A vitória na mesma categoria viria no ano seguinte com “Kramer vs. Kramer”, fenômeno de 79 com Dustin Hoffman. A estréia de Meryl na disputa pelo prêmio da Academia na categoria principal veio com o “A Mulher do Tenente Francês” de 1982, que rendeu a ela o BAFTA e o Globo de Ouro. Seu projeto seguinte foi um dos mais inesquecíveis de sua extensa carreira, “A Escolha de Sofia”. O drama sobre jovem polonesa que sobreviveu a um campo de concentração nazista foi indicado a cinco Oscar e venceu na categoria melhor atriz, a segunda estatueta de Streep. Que derrotou a também talentosa Jessica Lange, e sua excelente performance em “Frances”. Nascia naquele momento uma das maiores rivalidades daquela década.
Lembranças de Hollywood
Durante os anos 1980 e 1990, Meryl continuou colecionando sucessos de crítica e indicações à prêmios. “Silkwood – O Retrato de uma Coragem”, “Entre Dois Amores”, “Ironweed” – parcerias com Robert Redford e Jack Nicholson respectivamente -, “Um Grito no Escuro”, “Lembranças de Hollywood”, “As Pontes de Madison” – dirigida por Clint Eastwood -, “Um Amor Verdadeiro” e “Música do Coração”. Deram a ela indicações a categoria principal no Oscar. Versátil e consciente do seu talento, Streep experimentou outros gêneros e filmes despretenciosos. Os romances “Amor à Primeira Vista” com Robert De Niro, e “A Difícil Arte de Amar” com Jack Nicholson, as comédias “Ela é o Diabo” e “A Morte Lhe Cai Bem”, de Robert Zemeckis (“Forrest Gump”) e o filme de aventura “O Rio Selvagem” de Curtis Hanson (“L.A. – Cidade Proibida”) são bons exemplos para quem quiser ver uma Meryl menos “séria”.
As horas
Muitas atrizes reclamam que os papéis no cinema começam a diminuir quando passam a barreira dos 50 anos, esse não foi o caso de Streep. A primeira década de 2000 foi tão ou mais formidável para a atriz do que as anteriores. Sucessos de bilheteria como “O Diabo veste Prada” e “Mamma Mia“, a apresentaram para as novas gerações. Pelo papel da bitch Miranda Priestley de “Prada”, Meryl recebeu mais uma indicação como melhor atriz. No total ela tem 15 nomeações ao prêmio da Academia, até agora claro. Porque, com certeza, a 16º virá com o longa “Julie & Julia”. Onde interpreta a renomada chef Julia Child. Sem nenhum projeto confirmado para 2010, parece que Streep deixará seus fãs com saudades. Na expectativa por novos, e brilhantes trabalhos.
Maior sucesso: “O Diabo veste Prada” (2006)
Maior fracasso: “O Suspeito” (2007)
Personagem da década: Miranda Priestley em “O Diabo veste Prada” (2006).













