CINEMA NA PANELA

Dezembro 18, 2009

As atrizes da década – Parte 5

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"That's all"

"That's all"

2º MERYL STREEP

A grande dama do cinema norte-americano estreou na tela grande em 1977 com um papel coadjuvante no drama “Julia”, estrelado por Jane Fonda e Vanessa Redgrave. Foi o bastante para chamar a atenção dos produtores da minissérie “Holocausto” de 1978, que rendeu a Meryl Streep seu primeiro Emmy como melhor atriz. No mesmo ano fez parte do elenco do aclamado drama de Michael Cimino, vencendor de cinco Oscar, “O Franco-Atirador”. Longa que expôs as consequências desastrosas da guerra do Vietnã em três amigos. Streep recebeu sua primeira indicação ao Oscar, na categoria coadjuvante. A vitória na mesma categoria viria no ano seguinte com “Kramer vs. Kramer”, fenômeno de 79 com Dustin Hoffman. A estréia de Meryl na disputa pelo prêmio da Academia na categoria principal veio com o “A Mulher do Tenente Francês” de 1982, que rendeu a ela o BAFTA e o Globo de Ouro. Seu projeto seguinte foi um dos mais inesquecíveis de sua extensa carreira, “A Escolha de Sofia”. O drama sobre jovem polonesa que sobreviveu a um campo de concentração nazista foi indicado a cinco Oscar e venceu na categoria melhor atriz, a segunda estatueta de Streep. Que derrotou a também talentosa Jessica Lange, e sua excelente performance em “Frances”. Nascia naquele momento uma das maiores rivalidades daquela década.

Lembranças de Hollywood

Durante os anos 1980 e 1990, Meryl continuou colecionando sucessos de crítica e indicações à prêmios. “Silkwood – O Retrato de uma Coragem”, “Entre Dois Amores”, “Ironweed” – parcerias com Robert Redford e Jack Nicholson respectivamente -, “Um Grito no Escuro”, “Lembranças de Hollywood”, “As Pontes de Madison” – dirigida por Clint Eastwood -, “Um Amor Verdadeiro” e “Música do Coração”. Deram a ela indicações a categoria principal no Oscar. Versátil e consciente do seu talento, Streep experimentou outros gêneros e filmes despretenciosos. Os romances “Amor à Primeira Vista” com Robert De Niro, e “A Difícil Arte de Amar” com Jack Nicholson, as comédias “Ela é o Diabo” e “A Morte Lhe Cai Bem”, de Robert Zemeckis (“Forrest Gump”) e o filme de aventura “O Rio Selvagem” de Curtis Hanson (“L.A. – Cidade Proibida”) são bons exemplos para quem quiser ver uma Meryl menos “séria”.

As horas

Muitas atrizes reclamam que os papéis no cinema começam a diminuir quando passam a barreira dos 50 anos, esse não foi o caso de Streep. A primeira década de 2000 foi tão ou mais formidável para a atriz do que as anteriores. Sucessos de bilheteria como “O Diabo veste Prada” e “Mamma Mia“, a apresentaram para as novas gerações. Pelo papel da bitch Miranda Priestley de “Prada”, Meryl recebeu mais uma indicação como melhor atriz. No total ela tem 15 nomeações ao prêmio da Academia, até agora claro. Porque, com certeza, a 16º virá com o longa “Julie & Julia”. Onde interpreta a renomada chef Julia Child. Sem nenhum projeto confirmado para 2010, parece que Streep deixará seus fãs com saudades. Na expectativa por novos, e brilhantes trabalhos.

Maior sucesso: “O Diabo veste Prada” (2006)

Maior fracasso: “O Suspeito” (2007)

Personagem da década: Miranda Priestley em “O Diabo veste Prada” (2006).

Dezembro 17, 2009

As atrizes da década – Parte 4

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3º KATE WINSLET

Atriz jovem com mais indicações ao Oscar, protagonista do filme de maior arrecadação da história do cinema mundial – “Titanic” -, amada por nove entre dez cinéfilos. Essa é Kate Winslet, que após seis indicações ao prêmio da Academia, saiu vencedora este ano pela atuação no drama “O Leitor”. A inglesa de 34 anos sempre caminha pela segurança dos filmes dramáticos – contemporâneos ou de época – exceção feita ao romance chatinho água com açúcar “O Amor não Tira Férias”. Muito mais uma atriz do que uma estrela de cinema, Winslet não se deixou levar pelo furacão do fenômeno “Titanic”. Recusou papéis em produções badaladas como “Shakespeare Apaixonado”, “Anna e o Rei” e “O Senhor dos Anéis – As Duas Torres”, optando por priorizar produções independentes como “Fogo Sagrado” de Jane Campion (“O Piano”). O próximo projeto da vencedora do Oscar como melhor atriz desde ano é uma comédia, dirigida por Peter Farrelly! Que dirigiu em parceria com o irmão Bob os sucessos “sem noção” “Débi & Lóide” e “Quem vai Ficar com Mary?”. Escolha mais improvável do que essa, impossível. Ótimo para os apreciadores de Kate Winslet, a veremos em novos desafios.

Maior sucesso: “O Amor não Tira Férias” (2006)

Maior fracasso: “Enigma” (2001)

Personagem da década: A “louca” Clementine Kruczynski de “Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças” (2004).

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4º NICOLE KIDMAN

A belíssima ruiva de pele alva e olhar sedutor saiu do casulo em que viveu nos anos 90, na primeira década vigente. A separação do astro Tom Cruise proporcionou a Nicole Kidman experimentar uma liberdade que a muito tempo ela não saboreava. Os sucessos dos longas “Moulin Rouge!”, musical de Baz Lhurmann que revitalizou o estilo, e o suspense “Os Outros” do espanhol Alejandro Amenábar foram a luz que a atriz precisava para começar a brilhar de forma merecida. Tudo parecia perfeito, os sucessos de crítica se repetiam nos filmes lançados na sequência. “As Horas”, pelo qual foi premiada como melhor atriz e “Dogville”, filme denso e difícil credenciaram Kidman como a atriz mais importante do momento.  O épico “Cold Mountain”, que se não foi um sucesso como os outros longas, ao menos garantiu a atriz mais uma indicação ao Globo de Ouro. Mas, a maré começou a mudar com a comédia com elenco estelar “Mulheres Perfeitas”, fracasso de crítica e público. Os sucessos medianos de “A Intérprete” e “Margot e o Casamento” não salvaram Nicole do estigma de “pé frio” que as bombas “A Feiticeira“, “Invasores”, “A Bússola de Ouro” e “Austrália” a deram. As expectativas estavam todas em “Nine”, novo musical em que a atriz tem um pequeno papel em um elenco de feras: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Sophia Loren, Penelope Cruz, Judi Dench e Kate Hudson. Infelizmente a crítica norte-americana não gostou do longa, muito menos de Kidman. Em 2010 a atriz aposta todas suas fichas no drama “Rabbit Hole”, que poderá representar o início de sua volta por cima. É o que espero!

Maior sucesso: “Os Outros” (2001)

Maior fracasso: “Invasores” (2007)

Personagem da década: A doce e apaixonante Satine de “Moulin Rouge!” (2001).

Dezembro 16, 2009

As atrizes da década – Parte 3

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5º CATE BLANCHETT

Ela incorporou as mais distintas vidas nesta década, de figura etérea da Terra Média a ícone da época de ouro de Hollywood. Cate Blanchett é sempre sinônimo de talento e versatilidade. Quatro vezes indicada ao Oscar, única mulher da história do cinema a ser finalista do prêmio da Academia com o mesmo personagem, no caso a rainha Elizabeth I. A atriz saiu vencedora em 2005 como melhor atriz coadjuvante ao compor com maestria a estrela Katherine Hepburn em “O Aviador”, de Martin Scorsese. Passeando por longas comerciais como a trilogia “O Senhor dos Anéis” e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, quarta parte da série idealizada por Steven Spielberg e George Lucas, e dramas de prestígio como “Notas sobre um Escândalo” e “Babel”, ela nunca decepciona. Mas, nem uma das mais sólidas e talentosas atrizes do cinema contemporâneo internacional conseguiu escapar de fracassos de crítica e ou bilheteria. Blanchett experimentou isso com o western/suspense de Ron Howard “Desaparecidas” e com os dramas “Charlotte Gray” e “Segredos de Berlim” de Steven Soderbergh. Em 2010 a atriz estrelará ao lado de Russell Crowe uma nova versão de “Robin Hood”, dirigida por Ridley Scott. Sem dúvidas se existisse sinônimo para a palavra talento, ele seria Cate Blanchett.

Maior sucesso: “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” (2001)

Maior fracasso: “Desaparecidas” (2003)

Personagem da década: Sheba Hart, a professora adúltera de “Notas sobre um Escândalo” (2005).

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6º REESE WITHERSPOON

Foi com a patricinha fútil, mas com grande coração, Elle Woods de “Legalmente Loira” que Reese Witherspoon virou estrela internacional em 2001, na sequência a loira com cara de menina estrelou uma série de comédias românticas: “Doce Lar”, “Legalmente Loira 2″ e “E se Fosse Verdade“, que faturaram alto nas bilheterias. Até que em 2005 surpreendeu a todos ao roubar a cena de Joaquin Phoenix em “Johnny & June”, cinebiografia dirigida por James Mangold sobre o casal de músicos Johnny Cash e June Carter. Além de ofuscar o colega, a atriz levou o Oscar como melhor atriz para casa. Após trabalhar com Meryl Streep em  “O Suspeito” e faturar alto com a comédia “Surpresas do Amor”, Reese deu uma freada na carreira. Mas deve voltar aos cinemas no ano que vem com um novo projeto do diretor James L. Brooks (“Melhor é Impossível”).

Maior sucesso: “Legalmente Loira” (2001)

Maior fracasso: “Feira das Vaidades” (2004)

Personagem da década: June Carter em “Johnny & June” (2005).

Dezembro 15, 2009

As atrizes da década – Parte 2

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7º HILARY SWANK

A trajetória nos cinemas de Hilary Swank parece um conto de fadas ou uma daquelas pitorescas novelas mexicanas da década de 90. Após estrelar a nada vista quarta parte da série “Karatê Kid” e participar de “Barrados no Baile” (“Beverly Hills 90210″), a atriz foi aprovada para o desafiante papel da transexual Teena Brandon em “Meninos não Choram”, de 1999. Com atuação impecável, Hilary faturou o Oscar como melhor atriz em 2000 derrotando feras como Meryl Streep, Annette Bening e Julianne Moore. Todos pensavam que Swank se tornaria uma estrela, o que não aconteceu. Afundada em péssimos papéis em bombas como “O Enigma do Colar” e “O Núcleo”, parecia que ela não passaria de uma promessa que não vingou. Eis que surge Clint Eastwood em sua vida e o papel emblemático de Maggie, a “Menina de Ouro”. O longa lançado em 2004 fez a limpa no Oscar do ano seguinte, e Hilary levou seu segundo prêmio na categoria principal de atuações para casa. Tornando-se uma das poucas atrizes com duas indicações e duas vitórias na história do Oscar. Mas, novamente, ela não soube escolher seus projetos e hoje é vista em bombas como “Dália Negra”, “A Colheita do Mal” e o “caça-Oscar” – que não deu certo – “Amelia”. Muda de agente Hilary!

Maior sucesso: “Menina de Ouro” (2004)

Maior fracasso: “A Colheita do Mal” (2007)

Personagem da década: A batalhadora Maggie Fitzgerald de “Menina de Ouro” (2004).

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8º JENNIFER ANISTON

A estrela do seriado “Friends” tomou o cinema, principalmente as comédias, como sua casa na primeira década dos anos 2000. Sucessos como “Todo Poderoso”, “Quero Ficar com Polly“, “Separados pelo Casamento” e “Marley & Eu” deram a ex-friend status na tela grande que nenhum companheiro do extinto seriado conseguiu. A veia dramática de Aniston foi conferida com sucesso no longa “Por Um Sentido na Vida”, pelo qual foi indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz. Apesar dos êxitos, a atriz não escapou de algumas bombas. Como “Dizem por Aí…” e “Fora de Rumo“, duas obras esquecíveis. A eterna Rachel poderá ser vista em 2010 na comédia de ação “The Bounty”, veremos como ela se sairá no território habitual da deusa Angelina Jolie.

Maior sucesso: “Todo Poderoso” (2003)

Maior fracasso: “Fora de Rumo” (2005)

Personagem da década: Rachel Green do seriado “Friends” (1994-2004).

Dezembro 14, 2009

As atrizes da década – Parte 1

Arquivado em: Cinema — procurado8 @ 11:06 pm
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Montar listas de melhores é complicado, sempre fica alguém talentoso e bacana de fora. A primeira década de 2000 viu novas estrelas surgirem, e também, a consagração de atrizes mais experientes. Eis, a primeira parte da minha lista das dez atrizes que definiram a década. Hoje, 10ª e 9ª colocadas.

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9º HALLE BERRY

Primeira atriz negra norte-americana a vencer o Oscar na categoria principal, a bela Halle Berry colecionou feitos – positivos e negativos – durante a década. O ápice de sucesso em sua carreira aconteceu entre os longas “A Última Ceia”, de 2001, que lhe rendeu o prêmio da Academia e o sucesso de bilheteria “X-Men 2″. Em 2004 Berry estrelou o mega-fracasso “Mulher-Gato”, considerado um dos piores filmes dos últimos dez anos. Passados cinco anos do desastre, a atriz ainda não conseguiu recuperar o prestígio e sucesso que tinha antes do filme genérico da felina da DC Comics. Longas de sucesso de bilheteria e crítica, respectivamente, como “X-Men: O Confronto Final” e “Coisas que Perdemos pelo Caminho” deram novo fôlego a Berry.

Leia mais sobre Halle Berry.

Maior sucesso: “X-Men: O Confronto Final” (2006)

Maior fracasso: “Mulher-Gato” (2004)

Personagem da década: Letícia Musgrove de “A Última Ceia” (2001). Vencedor de diversos prêmios, entre eles o Oscar em 2002.

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10º JENNIFER CONNELLY

A jovem atriz surgida em meados dos anos 80 com “Labirinto – A Magia do Tempo” e “Construindo uma Carreira”, passou a década de 1990 em branco com excessão a bem sucedida ficção científica “Cidade das Sombras”, mas entrou com “pé direito” nos anos 2000 com sucessos de crítica como os dramas “Réquiem para Um Sonho”, “Pollack” e “Uma Mente Brilhante”, que rendeu seu Oscar como atriz coadjuvante. Interessada em trabalhar com o cultuado diretor Ang Lee, de “O Tigre e o Dragão” e “O Segredo de Brokeback Mountain”, Connelly embarcou em “Hulk”. Adaptação dos quadrinhos da Marvel, que dividiu opiniões em seu lançamento em 2003. O longa, que prima pelo visual apurado, não foi o sucesso esperado por todos. Na sequência Jennifer nos proporcionou uma das melhores atuações da década no drama “Casa de Areia e Névoa”, em que revoltantemente foi ignorada pelo Oscar. “Água Negra”, filme mal compreendido de Walter Salles e “Pecados Íntimos” com Kate Winslet foram outros trabalhos de Jennifer Connelly, que volta aos cinemas no fim deste ano com o drama “Creation”. Retrato da trajetória do casal Charles (Paul Bettany) e Emma Darwin.

Maior sucesso: “Uma Mente Brilhante” (2001)

Maior fracasso: “Água Negra” (2005)

Personagem da década: a depressiva Kathy de “Casa de Areia e Névoa” (2003).

Dezembro 5, 2009

Garota, Interrompida: 10º aniversário

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“Alguma vez você já confundiu um sonho com a realidade? Ou roubou algo quando você tinha o dinheiro? Você já se sentiu triste? Ou pensou que o trem estava em movimento quando ele estava parado? Talvez eu fosse louca, talvez fossem os anos 60….ou talvez eu fosse apenas uma garota, interrompida” – Susanna

É assim que um dos filmes mais marcantes e emocionantes, da minha vida, e dos últimos dez anos começa. Baseado na autobiografia de Susanna Kaysen, jovem que nos anos 60 foi internada em uma clínica psiquiátrica após tentar o suicídio ingerindo aspirinas com vodca. O livro homônimo foi lançado em 1994 e chamou a atenção da atriz jovem sensação da década de 1990, Winona Ryder, que estava no topo com sucessos de público: “Minha Mãe é Uma Sereia“, “Edward Mãos-de-Tesoura”, e crítica: “A Época da Inocência” de Martin Scorsese e “Adoráveis Mulheres”. Que renderam a atriz duas indicações ao Oscar, nas categorias coadjuvante e principal, respectivamente. Após cinco anos de negociações Winona conseguiu tirar o projeto da gaveta, assumindo o papel principal e a produção do longa. James Mangold, que havia dirigido “Cop Land” com Robert De Niro e Sylvester Stallone, foi o escolhido para roteiro e direção.

“Todo mundo sabe que ele fode você, o que não sabem é que você gosta.” – Lisa

Além de Ryder, o excelente elenco feminino trazia as vencedoras do Oscar Vanessa Redgrave e Whoopi Goldberg e era completado com jovens atrizes como Brittany Murphy, Clea Duvall, Elisabeth Moss e Angelina Jolie escalada para o papel da sociopata Lisa Rowe. Com quem Susanna nutria uma relação de amor, admiração e medo. Jolie, já vencedora de dois Globo de Ouro como coadjuvante e principal por “Geroge Wallace” e “Gia“, colocou todo o elenco no bolso e levou todos os prêmios da temporada. Inclusive o Oscar, como melhor atriz coadjuvante. Merecido, Angelina está perfeita como Lisa. Suas cenas emocionam, chocam. Temos raiva, compaixão, ódio e amor pelo comportamento e sofrimento da personagem. Porém, há que se destacar que Ryder, Goldberg, Redgrave e as demais atrizes entregaram grandes performances, o diferencial é que Jolie habitou Lisa. Assim como fez um ano antes com a personagem Gia Carangi em “Gia”. A trilha sonora, com músicas escolhidas por Winona, é outro destaque. As belas “How To Fight Loneliness”, da banda Wilco e “Bookends” de Simon & Garfunkel se destacam. “Garota, Interrompida” foi comparado a “Um Estranho no Ninho” de Milos Formam, na época de seu lançamento. Não gosto de comparações, ambos os filmes são excelentes retratos do sofrimento do ser humano. E nos mostram como é tênue a linha que separa a sanidade da loucura. E será que de perto, alguém é realmente normal?

“Nunca aponte um dedo na cara de um louco.” – Lisa

O QUE ESTÃO APRONTANDO?

Foi com “Garota, Interrompida” que James Mangold chamou a atenção dos grandes estúdios para o seu trabalho. Ele dirigiu na sequência Meg Ryan e Hugh Jackman no romance “Kate & Leopold”, o suspense “Identidade” com John Cusack. A biografia de Johnny Cash, “Johnny & June” com Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon, vencedora do Oscar como melhor atriz pelo papel. Seu longa mais recente lançado foi o western com Russell Crowe e Christian Bale, “Os Indomáveis”. Atualmente dirige Tom Cruise e Cameron Diaz na comédia de ação “Knight & Day”, que chega aos cinemas em julho de 2010.

A festejada Winona Ryder, ícone da geração anos 90, viu sua carreira ir para o buraco, após “Garota, Interrompida”. Estrelou fracassos de crítica e público, “Dominação” e “Outono em Nova York“, e o vergonhoso episódio do roubo de roupas em uma loja de Nova York. Winona nunca mais foi a mesma. Atualmente ela ensaia uma volta por cima com longas como “Os Informantes” e “Star Trek”, em 2010 poderá ser vista no drama dirigido por Darren Aronofsky (“O Lutador”) “Black Swan” com Natalie Portman. O diretor ressuscitou a carreira de Mickey Rourke, quem sabe ele faça o mesmo com Ryder.

A mega estrela Angelina Jolie foi quem melhor soube guiar a carreira após “Garota, Interrompida”. De jovem atriz premiada passou a estrela número 1 do cinema mundial e Embaixadora da ONU. Alternando grandes sucessos de bilheteria como “Lara Croft: Tomb Raider“, que a transformou em estrela internacional, “Sr. & Sra. Smith” e “O Procurado”. Com atuações elogiadas em longas de prestígio como “O Preço da Coragem” e “A Troca“, que rendeu sua segunda indicação ao Oscar neste ano. Mãe de seis filhos, da união com o ator Brad Pitt, Jolie poderá ser vista em 2010 em “Salt“, thriller de ação dirigido por Phillip Noyce (“O Colecionador de Ossos”). Outros projetos da atriz são “The Tourist”, parceria com Johnny Depp e Alfonso Cuáron (“Filhos da Esperança”) e o projeto de Ridley Scott sobre a família Gucci.

Whoopi Goldberg, que viveu o auge de sua carreira nos anos 90 com o Oscar por “Ghost” e o sucesso de bilheteria da série “Mudança de Hábito”, hoje está afastada dos cinemas. Atualmente apresenta o programa norte-americano “The View“.

How To Fight Loneliness – Wilco

Broken-Hearted Girl – Beyoncé

Arquivado em: Música — procurado8 @ 3:40 am
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Álbum “I Am… Sasha Fierce”, lançado em 2008.

“I don’t want a broken heart…”

Dezembro 3, 2009

Grammy 2010

Arquivado em: Música — procurado8 @ 12:58 pm
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BEYONCÉ COLECIONA INDICAÇÕES AO PRINCIPAL PRÊMIO DA MÚSICA MUNDIAL

As indicações para 52º Grammy Awards foram anunciadas na madrugada de hoje, horário de Brasília. Como todos esperavam Beyoncé e seu álbum I Am… Sasha Fierce dominaram, totalizando 10. Entre elas as três mais importantes: gravação – “Halo”, álbum – “I Am… Sasha Fierce” e música do ano – “Single Ladies”. Atras da cantora estão Taylor Swift com oito indicações, o grupo Black Eyed Peas e Kanye West vem na sequência com seis.

E Lady Gaga, cadê?! Calma, hahaha, a sensação do pop foi indicada a cinco Grammy: álbum, gravação e canção do ano entre eles. E, concorre com Madonna na categoria gravação dance. Na qual a rainha do pop foi indicada com a chiclete “Celebration”

A "briga" agora é no Grammy

A "briga" agora é no Grammy

2009 foi definitivamente o ano de Beyoncé, álbum e singles de sucesso, filme número 1 nos EUA, turnê mundial. Tudo que a cantora fez virou notícia. E ainda tem quem duvide de que Beyoncé é a nova “rainha do pop”. Não uma cópia fabricada – Britney, ou uma seguidora talentosa das polêmicas e reinvenções de Madonna – Lady Gaga. E sim, uma artista que tem total controle de sua carreira, possui respeito de crítica e público e o principal canta de verdade. Madonna precisa voltar aos excelentes tempos de “True Blue”, “Like A Prayer”, “Ray of Light” e “Confessions on A Dance Floor” se quiser que a próxima década seja tão vitoriosa quanto foi sua trajetória de sucessos inquestionáveis. E mesmo com a ascensão de Beyoncé, uma coisa precisa ser dita. Madonna nunca deixará de ser a rainha do pop, mas a vida é feita de ciclos e há espaço para dois ícones femininos musicais conviverem em harmonia.

Acho esses títulos de nobreza na música – rainha disso, rei daquilo – fora de moda e desnecessários. Mas se existe alguma “rainha” da música no século 21, esse alguém é Beyoncé. Os sucessos, os prêmios e sua qualidade vocal comprovam isso.

Confira aqui todas as indicações ao Grammy 2010, a premiação acontece em 31 de janeiro.

I AM… TOUR – Sweet Dreams + Diva

Novembro 27, 2009

Open your heart – Madonna

Arquivado em: Música — procurado8 @ 10:26 pm
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Álbum “True Blue”, 1986

Clássico absoluto dos anos 80!

“Open your heart to me, baby…”

Novembro 21, 2009

Flávia Alessandra é o presente de natal

Arquivado em: Televisão — procurado8 @ 11:34 pm
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A deliciosa Flávia Alessandra  é  a capa de dezembro da revista “Playboy”.  Nua pela segunda vez na publicação, seu primeiro ensaio foi na edição de 31º aniversário em 2006, a atriz demonstra excelente forma e muita sensualidade na primeira foto divulgada. No ar  em “Caras & Bocas”, onde vive com competência a protagonista Dafne, Flávia fará nosso natal muito mais interessante!

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