Top 10: Grandes personagens de Michelle Pfeiffer

Michelle Pfeiffer é daquelas poucas estrelas do cinema hollywoodiano que nunca se envolveu em polêmicas ou escândalos, dentro ou fora das telas.

Uma carreira de mais de 30 anos, sucessos aclamados pela crítica e de bilheteria, indicações ao Oscar e trabalhos notáveis em filmes que tornaram-se clássicos ao longo dos anos. Neste fim de semana estreia no Brasil seu novo longa, Sombras da Noite, adaptação cinematográfica de uma novela gótica da televisão norte-americana dos anos 60, que marca seu reencontro profissional com o diretor Tim Burton após vinte anos do lançamento de Batman – O Retorno. A seguir confira uma retrospectiva com as dez personagens mais marcantes da carreira da bela Michelle, uma das maiores musas do cinema mundial contemporâneo.

10º Sukie Ridgemont, As Bruxas de Eastwick

(The Witches of Eastwick, EUA, 1987) Direção George Miller

Warner

Ao lado de Cher e Susan Sarandon, Michelle forma o trio de beldades, que é seduzido pelo misterioso e diabólico Daryl Van Horne. Milionário interpretado pelo sempre genial Jack Nicholson, na comédia com toques de horror As Bruxas de Eastwick. Adaptação do livro homônimo escrito por John Updike, com direção de George Miller (série Mad Max) a produção foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 87. Tendo arrecadado no mundo mais de US$ 129 milhões. Como não poderia deixar de ser, Pfeiffer roubou a cena como a doce Sukie, a mais bonita e encantadora das conquistas de Van Horne. Indicado a dois prêmios Oscar: trilha sonora (John Williams) e Som.

Frankie, Frankie & Johnny

(EUA, 1991) Direção Garry Marshall

Paramount Pictures

Michelle e Al Pacino se reencontraram oito anos depois do violento Scarface, no romântico Frankie & Johnny. Adaptação da peça Frankie and Johnny in the Clair de Lune, que fora adaptada para as telonas pelo autor original da obra, Terrence McNally, com direção de Garry Marshall (Uma Linda Mulher). Pfeiffer está encantadora como Frankie, garçonete realista e sem sonhos amorosos, que encontra em Johnny (um sensível Pacino) uma nova perspectiva de amar e ser amada. Aclamado pela crítica, o romance rendeu a atriz uma indicação ao Globo de Ouro como melhor atriz em comédia.

Elvira Hancock, Scarface

(EUA, 1983) Direção Brian De Palma

Universal Pictures

Após uma estreia morna como protagonista no esquecível e criticado musical Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Voltaram, sequência do sucesso de 1978, Michelle Pfeiffer conseguiu sua primeira grande chance nos cinemas como Elvira Hancock, bonequinha de luxo viciada em cocaína, que torna-se esposa de Tony Montana (Al Pacino), chefão do tráfico de drogas na Miami dos anos 80, em Scarface. Clássico dirigido por Brian De Palma, a produção marcou o primeiro encontro de Pfeiffer, em atuação festejada pela crítica, com Al Pacino, em um filme tão genial quanto violento e polêmico. Indicado a três Globos de Ouro: melhor ator dramático (Pacino), trilha sonora (Giorgio Moroder) e ator coadjuvante (Steven Bauer).

Lauren Hallett, As Barreiras do Amor

(Love Field, EUA, 1992) Direção Jonathan Kaplan

MGM

Michelle está sensível e complexa como Lauren Hallett, dona de casa fascinada pela figura da então primeira-dama dos EUA, Jacqueline Kennedy. O repentino assassinato de John F. Kennedy em 22 de novembro de 1963, deixa Lauren chocada e determinada a ir ao funeral do homem que ela tanto admirava, e assim consolar Jackie. As coisas tomam novo rumo, quando ela conhece John Carter (Dennis Haysbert substituindo Denzel Washington), homem que viaja sozinho acompanhado de sua filha pequena, Jonell. Com direção de Jonathan Kaplan (Acusados), As Barreiras do Amor discute o preconceito racial através do julgamento precipitado de Lauren, que acredita que John seja um sequestrador, e posteriormente o amor, considerado polêmico nos anos 60, que nasce entre os dois. Em uma de suas melhores atuações, Pfeiffer recebeu o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim, além de indicações ao Oscar e Globo de Ouro na mesma categoria.

 Madame de Tourvel, Ligações Perigosas

(Dangerous Liaisons, EUA, 1988) Direção Stephen Frears

Warner

Pfeiffer e o diretor Stephen Frears se reuniram pela primeira vez na adaptação cinematográfica de Christopher Hampton de sua peça Les Liaisons Dangereuses, a partir do livro homônimo escrito pelo francês Pierre Choderlos de Laclos. Na trama, a atriz interpreta com maestria a virtuosa Madame de Tourvel, bela mulher e fiel esposa que vira objeto de desejo do sedutor e mau caráter Visconte de Valmont (John Malkovich). Que ao lado da ardilosa Marquesa de Mertieul (Glenn Close), usa pessoas e quando perde o interesse, as descarta feito objetos. Com uma atuação delicada, Pfeiffer construiu uma personagem apaixonante que lhe rendeu o BAFTA como melhor atriz coadjuvante, entre outras indicações a prêmios importantes na mesma categoria, com destaque para o Oscar. Injustamente, a estatueta dourada foi parar nas mãos de Geena Davis, pela comédia dramática O Turista Acidental.

Isabeau d’Anjou, O Feitiço de Áquila

(LadyHawke, EUA, 1985) Direção Richard Donner

Fox

Dirigido por Richard Donner, de clássicos como Superman – O Filme, A Profecia e a série Máquina Mortífera, O Feitiço de Áquila narra uma das mais belas histórias de amor das surgidas na década de 80. O romance impossível, por culpa de um feitiço do cruel e invejoso Bispo de Áquila, entre o capitão da guarda Navarre e a bela Isabeau d’Anjou. Durante a noite ele se transforma em um lobo, enquanto ela vira um falcão durante o dia. Não poderia existir algo mais triste para um casal apaixonado, sempre juntos, porém sem nunca poder se tocar. Michelle vive uma heroína romântica apaixonada e determinada, disposta a tudo para quebrar a terrível maldição. Rutger Hauer, o valente Navarre, e Matthew Broderick como o divertido Phillipe Gaston, “O Rato”, também se destacam com ótimas atuações nesse clássico do cinema épico e fantástico. Indicado a dois prêmios Oscar: melhor som e efeitos sonoros.

Susie Diamond, Susie e os Baker Boys

(The Fabulous Baker Boys, EUA, 1989) Direção Steve Kloves

Gladden Entertainment

Após viver mulheres românticas determinadas, Michelle deu uma virada na carreira ao aceitar interpretar a sensual cantora Susie Diamond em Susie e os Baker Boys, estreia do roteirista Steve Kloves (Garotos Incríveis) na direção de longas-metragens. Esbanjando sensualidade, a atriz caprichou não apenas na sua habitual excelente atuação, como também soltando a voz com extrema desenvoltura. Na trama ela atravessa como um furacão a vida dos irmãos Jack e Frank Baker, vividos respectivamente pelos também irmãos Jeff e Beau Bridges, ao formar com eles um trio musical. Jack se apaixona pela loura, enquanto Frank se sente incomodado com o destaque conquistado por ela nas apresentações. Festejada pela crítica mundial, Pfeiffer foi indicada aos prêmios mais importantes do ano, entre eles BAFTA e Oscar, tendo vencido o Globo de Ouro e o National Board of Review como melhor atriz do ano. O filme recebeu outras três nomeações ao Oscar em 1990: fotografia, trilha sonora e edição.

Léa de Lonval, Chéri (Inglaterra/França, 2009)

Direção Stephen Frears

California Filmes

Depois de dois anos longe dos cinemas, Michelle Pfeiffer retomou a parceria com o diretor Stephen Frears e o roteirista Christopher  Hampton, vinte e um ano depois do sucesso de Ligações Perigosas, com o drama romântico Chéri. Um retrato sensível e contundente de como é difícil para uma mulher bela e desejada envelhecer sob o olhar preconceituoso de uma sociedade machista e hipócrita. Na adaptação do livro homônimo escrito pela francesa Colette em 1920, Pfeiffer entrega uma de suas melhores e mais corajosas atuações como a cortesã Léa de Lonval. Aos 49 anos, após romper com seu então amante e decidida a se retirar da vida de cortesã, ela se vê surpresa ao se apaixonar por Chéri. Um jovem de 19 anos, filho de sua antiga rival Charlotte Peloux (Kathy Bates). Estreou no Festival de Berlim em 2009, e rendeu a Frears uma indicação ao Urso de Ouro. Inexplicavelmente, Michelle foi esnobada nas premiações daquele ano, mesmo estando luminosa e complexa como Léa.

Condessa Ellen Olenska, A Época da Inocência

(The Age of Innocence, EUA, 1993) Direção Martin Scorsese

Sony Pictures

Michelle Pfeiffer foi a primeira e única escolha de Martin Scorsese para interpretar a Condessa Ellen Olenska, um dos vértices do triângulo amoroso completado por Daniel Day-Lewis e Winona Ryder, no drama de época A Época da Inocência. Cansada de sofrer nas mãos do marido abusivo, e decidida a tomar as rédeas de sua vida, Ellen enfrenta a preconceituosa sociedade do século 19 ao decidir se divorciar. A delicada situação se complica quando ela reencontra um amor do passado, Newland Archer (Day-Lewis) que por obra de interesses e convenções familiares está noivo de sua prima, a dissimulada May Welland (Ryder). Uma das obras mais poderosas do cinema de Scorsese, A Época da Inocencia proporcionou a Pfeiffer brilhar mais uma vez na pele de uma mulher tão frágil quanto determinada. Mais uma complexa construção de personagem, oferecida pela atriz. Um trabalho vibrante e sensível, que rendeu a ela um prêmio especial, divido com Scorsese, no Festival de Veneza em 1993. Vencedor do Oscar de melhor figurino, e indicado em outras quatro categorias: atriz coadjuvante (Ryder), roteiro adaptado, trilha sonora e direção de arte. Injustamente, Michelle foi esquecida na categoria melhor atriz.

Mulher-Gato (Selina Kyle), Batman – O Retorno

(Batman Returns, EUA, 1992) Direção Tim Burton

Warner

Não poderia existir escolha mais perfeita para interpretar a Mulher-Gato de Tim Burton, do que Michelle Pfeiffer. A atriz no auge da beleza, foi além da sensualidade exigida pela gatuna. Criando uma personagem complexa, intensa, sexy e psicologicamente perturbada e perturbadora. Na trama, Selina Kyle é uma tímida secretária que após descobrir que seu chefe Max Shreck (um inspirado Christopher Walken) está desviando dinheiro, é jogada por ele da janela de seu escritório. Após ser “socorrida” por uma horda de gatos, Selina “acorda” da queda. Mas não é mais aquela mulher que todos conheciam, e sim uma força da natureza determinada a jogar e fazer a diferença naquele mundo opressor masculino, seguindo apenas suas escolhas. Batman – O Retorno vai além de uma adaptação de HQ, é um retrato da sociedade daquela época. Quando as mulheres já haviam provado sua força, e estavam dispostas a superar os homens. Pfeiffer entregou não apenas a Mulher-Gato definitiva, mas também uma das mais impactantes atuações dos anos 90. Uma personagem que a consagrou como um ícone na história do cinema contemporâneo mundial, e pensar que a primeira escolha de Burton era Annette Bening, que felizmente preferiu engravidar de Warren Beatty. Sucesso de bilheteria com mais de US$ 266 milhões de dólares em arrecadação, o longa que tinha também no elenco Michael Keaton e Danny De Vito, foi indicado a dois prêmios Oscar: melhor maquiagem e efeitos especiais.

Leia também: As Muitas Faces da Mulher-Gato
Sombras da Noite está em cartaz nos cinemas do Brasil.

7 Respostas para “Top 10: Grandes personagens de Michelle Pfeiffer

  1. Concordo muito com o primeiro lugar, com certeza Mulher-Gato é a mais lembrada e marcante passagem dela pelo cinema, e fez muito bem, Halle que o diga kkkkkk

  2. Valeu a pena ler esta postagem, relembrar as fases de uma atriz que se apresenta com seriedade ao trabalho que aplicam-na. E realmente o papel de mulher gato não teria alguém tão cabível como Michelle Pfeiffer.

  3. Pingback: Cena em destaque: A inesquecível Mulher-Gato de Batman – O Retorno | CINEMA NA PANELA·

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s