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No último domingo, oito de março, comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. A data foi escolhida para celebrar as conquistas profissionais, políticas e pessoais das mulheres. É comemorado desde as décadas de 10 e 20, porém tornou-se uma constante a partir dos anos 60.
Um dos maiores símbolos do feminismo no Brasil na década de 60 foi a atriz Leila Diniz que polemizou ao quebras regras e tabus, como expor sua gravidez em praias usando biquíni. Na década de 80 o seriado “Malu Mulher” virou ícone ao mostrar sua protagonista, interpretada por Regina Duarte, colocando um basta nos abusos do marido e criando sua filha sozinha.
Enquanto no Brasil seriados como “Malu Mulher” e “Mulher” na década de 90, com Patrícia Pillar, além do programa TV Mulher que trouxe a sexualidade feminina a discussões e debates na televisão. No mundo uma cantora era considerada um novo tipo de símbolo de mulher que quebrava paradigmas: Madonna.
Madonna foi considerada durante as décadas de 80 e 90 a grande feminista de seu tempo pela escritora estadunidense Camille Paglia. Hoje sua opinião sobre a cantora camaleônica mudou. “Ela está patética e não é coincidência que a criatividade dela tenha caído”.
Outro alvo das críticas de Paglia é a atriz Angelina Jolie, por seu envolvimento com questões sociais. “Eu fico triste com o que está acontecendo com Jolie. Ela é uma atriz maravilhosa. Deveria gastar seu tempo estudando arte em vez de tentar provar que é Madre Tereza”. No mês em que Camille Paglia nos concedeu a entrevista, Angelina Jolie concorria ao Oscar de melhor atriz pelo filme “A Troca”.
As declarações de Camille Paglia sobre a situação da mulher moderna podem ser aplicadas ao universo feminino catarinense. Pois, em um mundo globalizado como o que vivemos os conflitos, medos e conquistas são comuns a mulheres de diferentes lugares. E, Santa Catarina não foge a regra.
A mulher catarinense conquistou um espaço considerável, mas ainda aquém do que poderia ser, no mercado de trabalho. É comum vermos figuras femininas em cargos de destaque e chefia, porém a realidade não deve ser encoberta, faltam muitas conquistas para as mulheres se colocarem em igualdade com os homens na área profissional. Conquistas que parecem difíceis de alcançar por o mundo ainda ser dominado com mão de ferro pelos homens.