Fique de olho – Idris Elba

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Rapper, cantor e sobretudo ator, Idris Elba não é um novato como possa parecer para quem desconhece sua carreira. Atuando desde 1994 na televisão e 1999 nos cinemas, o inglês de 39 anos vem chamando a atenção de diretores renomados como Ridley Scott e Guy Ritchie, e consequentemente vem ganhando oportunidades de mostrar seu trabalho ao grande público.

Vencedor do Globo de Ouro deste ano, como melhor ator em minissérie pela produção da BBC Luther, um drama policial, Idris teve sua primeira grande chance em 2002 em uma produção televisiva, a série da HBO A Escuta, da qual participou de três temporadas, até 2004. Três anos depois o ator apareceu em produções cinematográficas mainstream, como A Colheita do Mal, terror com Hilary Swank, a sequência Extermínio 2, o romance Daddy’s Little Girls e o drama de Ridley Scott O Gângster, produção indicada a dois prêmios Oscar e estrelada por Denzel Washington e Russell Crowe.

Em 2008 participou de Rock’n'Rolla – A Grande Roubada, bem sucedido thriller de Guy Ritchie protagonizado por Gerard Butler, e um ano depois protagonizou ao lado de Beyoncé e Ali Later o medíocre suspense Obsessiva, versão sem qualidade do clássico oitentista Atração Fatal. Mesmo sendo um dos piores filmes de 2009, Obsessiva foi um sucesso de bilheteria, principalmente nos EUA, arrecadando em sua bilheteria mundial US$ 74 milhões, contra um custo baixo de US$ 20 milhões. No mesmo ano participou de sete episódios da comédia televisa The Office.

Em cena do esperado Prometheus / Divulgação – Fox

Na sequência estrelou ao lado de Jeffrey Dean Morgan, Zoe Saldaña e Chris Evans da adaptação da HQ Os Perdedores, participou como ator convidado da comédia The Big C e ganhou o papel título em Luther, ambos os trabalhos renderam a ele indicações ao Emmy como melhor ator. Esteve também em Thor, com direção de Kenneth Branagh, e Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança, adaptações de personagens da Marvel Comics. Requisitado, Idris Elba têm projetos promissores a estrear: Prometheus, misterioso possível prequel de Alien - O Oitavo Passageiro e que marca sua segunda colaboração com o diretor Ridley Scott, com Charlize Theron, Noomi Rapace e Michael Fassbender no elenco, e em fase de produção: com destaque para a aventura Pacific Rim dirigida por Guillermo del Toro e para a cinebiografica de Nelson Mandela, Long Walk to Freedom que o diretor Justin Chadwick (A Outra) prepara para 2014.

Prometheus estreia no Brasil em 15 de junho.

Whitney Houston: O brilho de uma estrela

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Uma das cantoras mais talentosas e com domínio total de suas habilidades vocais, Whitney Houston teve uma trajetória musical irrepreensível. Vencedora de seis prêmios Grammy, a cantora é a única artista a ter alcançado o primeiro lugar na Billboard Hot 100 por sete vezes consecutivas, das 11 em que esteve em primeiro lugar. Dona do álbum de estréia de uma cantora mais vendido da história e tendo alcançado a marca de mais de 170 milhões de cópias vendidas mundialmente. Na mesma proporção de talento e êxito, a cantora teve uma vida marcada por problemas pessoais, vicio em drogas e álcool, tormentos que a acometiam e eram considerados por ela “demônios interiores”. Aos 48 anos foi encontrada morta no último sábado, 11 de fevereiro, na banheira do quarto do hotel em que estava hospedada em Beverly Hills.

Vinda de uma família de artistas, a mãe Cissy Houston, a prima Dionne Warwick e a madrinha Aretha Franklin, Whitney lançou seu primeiro álbum homônimo em 1985, dele saíram sucessos como Saving All My Love For You, How Will I Know e Greatest Love of All, todos alcançaram o primeiro lugar na Billboard Hot 100. O sucesso continuou no trabalho seguinte Whitney, lançado em junho de 1987, o álbum foi o primeiro de uma cantora a estrear em primeiro lugar na Billboard 200. Três singles foram enorme sucesso: I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me), um dos maiores clássicos da cantora premiado com o Grammy de melhor performance pop, Didn’t We Almost Have it All, So Emotional e Where do Broken Hearts Go. Responsável por reacender no público mundial o gosto por baladas românticas, Houston lançou no início dos anos 90 seu terceiro álbum de inéditas: I’m You Baby Tonight, que trazia sucessos como a faixa homônima e All The Man That I Need.

Com o visual do clipe I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me), sucesso de 87, em O Guarda-Costas de 92 e em imagem promocional do álbum My Love Is You Love de 98 / Divulgação - Sony, Warner, Sony

A cantora vivia estabilidade profissional quando chegou a suas mãos o roteiro de O Guarda-Costas, produção idealizada na década de 70 para Diana Ross e Steve McQueen e posteriormente Ryan O’Neil. Por ser considerado controverso o projeto não seguiu adiante, ganhando as telas apenas em 1993 com Whitney como a estrela máxima do pop Rachel Marron, que se apaixona por seu guarda-costas, interpretado por Kevin Costner. Enorme sucesso no mundo com mais de US$ 400 milhões arrecadados, a produção gerou também o maior clássico da carreira de Houston, I Will Always Love You, gravada originalmente em 1974 por Dolly Parton. Vencedora de dois prêmios Grammy, canção do ano e gravação pop feminina, a música alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot 100 e trazia Whitney no auge de suas habilidades vocais. Foram sucessos também do álbum I’m Every Woman e as indicadas ao Oscar I Have Nothing e Run to You. Disposta a apostar na carreira de atriz após o enorme êxito de O Guarda-Costas, estrelou e assinou as trilhas sonoras de Falando de Amor, que trazia o single Exhale (Shoop Shoop) último da cantora a atingir o topo na Billboard, e Um Anjo em Minha Vida.

Just Whitney (2002) e I Look to You (2009), seus dois últimos lançamentos musicais e a primeira foto do filme Sparkle / Divulgação - Sony

My Love Is You Love lançado em novembro de 1998 foi o primeiro álbum de inéditas de Whitney em oito anos. Como primeiro single fora escolhida a faixa When You Believe seu esperado dueto com Mariah Carey. A canção tema da animação O Príncipe do Egito não foi o sucesso esperado, tendo alcançado a tímida 15ª na Billboard. Diferente dos bem sucedidos lançamentos seguintes: Heartbreak Hotel (2º), It’s Not Right but It’s Okay (4º) e My Love Is Your Love (4º). Seria esse o último grande momento de Whitney Houston na música. No início da primeira década de 2000 sua dependência em crack e o tumultuado relacionamento com seu marido Bobby Brown, com quem foi casada de 1992 a 2007, se tornariam públicos. Devastada pelo vício a cantora lançou apenas dois outros álbuns: Just Whitney de 2002 e seu retorno pós recuperação I Look to You de 2009. Nenhum dos dois trabalhos obteve o sucesso dos anteriores. Após 15 anos afastada dos cinemas, Houston se preparava para retornar com o remake do drama musical Sparkle, do qual também era produtora. O projeto estava em desenvolvimento desde meados dos anos 90, e segundo a distribuidora Sony Pictures deve chegar aos cinemas norte-americanos em 17 de agosto deste ano.

Legado

Whitney Houston, a voz do pop, foi certamente uma das maiores cantoras da história da música. Seus problemas existenciais nunca suplantaram seu genuíno talento. Ela sempre será lembrada por seus êxitos, conquistas e por ter influenciado uma legião de cantoras com potentes vozes como Mariah Carey, Toni Braxton, Beyoncé, Christina Aguilera, Leona Lewis e Jennifer Hudson. Uma grande estrela que ditou tendências e que soube como poucas cantar sobre amor e força feminina. Uma verdadeira diva da música, no real sentido da palavra.

Confira os dez maiores sucessos da cantora

I Will Always Love You (The Bodyguard Soundtrack, 1992) / The Greatest Love of All (Whitney Houston, 1985) / How Will I Know (Whitney Houston, 1985) / All The Man That I Need (I’m Your Baby Tonight, 1990) / I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me) (Whitney, 1987) / Where Do Broken Hearts Go (Whitney, 1987) / Didn’t We Almost Have It All? (Whitney, 1987) / Saving All My Love For You (Whitney Houston, 1985) / I’m Your Baby Tonight (I’m Your Baby Tonight, 1990) / 10º So Emotional (Whitney, 1987)

Clint Eastwood dirige Beyoncé em nova versão de Nasce Uma Estrela

Beyoncé em foto promocional de seu novo álbum 4 / Divulgação - Sony

Uma jovem com talento promissor se apaixona por um astro já consagrado, com a ajuda dele ela conquista o estrelado. Na medida que sua fama e reconhecimento crescem, ela vê o companheiro se afundar no abuso de álcool e drogas.

Essa é a premissa de Nasce Uma Estrela, longa filmado como drama pela primeira vez em 1937 com Janet Gaynor indicada ao Oscar pelo papel principal. Nomeado em outras seis categorias, o filme venceu como história original, de autoria do diretor William A. Wellman e Robert Carlson. A trama foi revisitada em outras duas produções em forma de musical: em 1954 em longa dirigido por George Cukor e indicado a seis prêmios Oscar, incluindo o de atriz para Judy Garland, e 1976 com Barbra Streisand, respectivamente as “estrelas” das versões.

“É a maior oportunidade da minha vida”

Vencedor do Oscar de diretor por duas vezes, Os Imperdoáveis em 1992 e Menina de Ouro em 2005, Clint Eastwood se prepara para levar para as telonas Nasce Uma Estrela pela quarta vez. Atualmente terminando a pós-produção de J. Edgar, drama com Leonardo DiCaprio, Naomi Watts e Judi Dench que estréia nos EUA em 21 de outubro, o diretor pretende dedicar o próximo ano para as filmagens da reimaginação da história da jovem que sonha em virar estrela. Beyoncé, atualmente divulgando o aclamado álbum 4 lançado no mês de junho, confirmou que protagonizará o novo Nasce Uma Estrela. A cantora considera essa a maior oportunidade de sua vida e comentou sobre os filmes do passado:  ”Foi quando me tornei fã de Barbra Streisand. Ao assistir a versão de Judy Garland percebi que, a cada 20 ou 30 anos, uma nova estrela surge e um novo talento representa a geração daquela era. Eu não achei que poderia ter a oportunidade de ser essa estrela.”

De olho no “careca dourado”

Angelina Jolie e Eastwood durante a divulgação do drama A Troca. A atriz foi indicada pela segunda vez ao prêmio da Academia por seu desempenho no longa / Divulgação

É notório que o grande sonho de Beyoncé é ser indicada ao Oscar de melhor atriz, elogiada por atuações em Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho – pelo qual disputou o Globo de Ouro de melhor atriz em papel inspirado na cantora Diana Ross, e Cadillac Records – interpretando Etta James, Nasce Uma Estrela é certamente o longa que poderá tornar esse sonho realidade. Eastwood têm um histórico de dirigir atores e levá-los ao prêmio máximo do cinema comercial: Gene Hackman (vencedor por Os Imperdoáveis), Meryl Streep (As Pontes de Madison), Sean Penn e Tim Robbins (vencedores por Sobre Meninos e Lobos), Marcia Gay Harden (Sobre Meninos e Lobos), Hilary Swank e Morgan Freeman (ambos premiados por Menina de Ouro e ele indicado também por Invictus), Angelina Jolie (A Troca) e Matt Damon (Invictus), tiverem seus desempenhos reconhecidos por filmes assinados pelo diretor.

Nasce Uma Estrela chega aos cinemas em 2013.

Beyoncé mostra novas facetas de sua arte em 4

Divulgação - Sony

“Todos nós temos números especiais em nossas vidas. O quatro é o meu. Foi o dia em que eu nasci, o dia do aniversário da minha mãe e o dia em que me casei”. Beyoncé

Na noite de 31 de janeiro de 2010 Beyoncé fez história no Grammy ao receber seis estatuetas, tornando-se a artista com o maior número de prêmios numa mesma edição do evento. Entre eles estava uma das categorias mais importantes da noite, a de música do ano para Single Ladies (Put a Ring on It) primeiro single do sucesso I Am.. Sasha Fierce. Terceiro álbum solo da cantora e que apresentou ao público uma boa junção de R&B e pop, indicando que ela estava disposta a conquistar novos territórios musicais. Os prêmios de artista da década e do milênio pela Billboard se juntaram a lista de feitos da cantora, e apenas aumentaram as expectativas para o caminho seguinte que ela escolheria.

Sonoridade experimental e influências

Na última quinta-feira, 28 de junho, chegou as lojas 4. Como o título do CD já deixa claro, esse é o quarto trabalho musical solo de Beyoncé e o primeiro sem o pai Matthew Knowles como seu empresário. Tendo como referências naturais Michael Jackson, Whitney Houston, Tina Turner, Lauren Hill e Steve Wonder, a cantora buscou nos músicos citados e nas sonoridades soul e afrobeat do grupo The Stylistics e de Fela Kuti, respectivamente, inspirações para criar o trabalho menos comercial de sua carreira. A começar pelo primeiro single escolhido, a faixa Run The World (Girls), que representa uma volta de Beyoncé a um tema recorrente em sua carreira, a valorização feminina, vista anteriormente em Independent Women - grande sucesso do grupo Destiny’s Child, e Single Ladies. Com uma musicalidade apoiada em elementos de afrobeat e funk, a canção causou estranheza entre o público contemporâneo engessado no electropop usado a exaustão por Lady Gaga, Black Eyed Peas e Britney Spears nos últimos anos. A 29ª posição, melhor da música na Billboard Hot 100, comprovou que o público não estava disposto a sair da zona de conforto. Diferente de Beyoncé, que continuou investido na canção com apresentações irrepreensíveis, como a realizada no Billboard Music Awards e um videoclipe superprodução dirigido por Francis Lawrence (Bad Romance), e que de longe é um dos melhores do ano no gênero. Também utilizando elementos semelhantes ao de Run The World (Girls), aparecem as ótimas Countdown e End of Time, que se forem bem trabalhadas pela cantora poderão se tornar dois grandes sucessos de sua carreira.

Falando sobre o amor

4 em sua versão "Deluxe" / Divulgação - Sony

As batidas agitadas de 4 são acompanhadas por canções que falam sobre amor e superação, como a parceria com o produtor Babyface (Take a Bow - Madonna) Best Thing I Never Had - segundo single do álbum e que obteve a 16ª posição no Billboard Hot 100, Love on Top e a romântica 1+1, que teve uma elogiada apresentação na final do programa American Idol deste ano. Assim como em trabalhos anteriores, Beyoncé reservou grande parte do álbum para as baladas, que possibilitam a cantora utilizar com extrema competência seu talento vocal. Destacam-se I Care, I Was Here e a melhor delas: I Miss You, em que Beyoncé expanja sofisticação. Outras três canções chamam a atenção nesse novo trabalho musical da rainha do R&B: Party, comentada e esperada parceria com os rappers Kanye West e Andre 3000 (Outkast), trazendo uma Beyoncé mais hip-hop, lembrando os tempos do grupo Destiny’s Child. Lay Up Under Me e Schoolin’ Life, músicas que remetem imediatamente a dois ícones e ídolos da cantora: Michael Jackson e Prince.

O ano “quatro”

Seria inocente dizer que Beyoncé não está preocupada com vendas e resultados nos charts mundiais, com certeza ela está. Porém, é inquestionável que a cantora produziu 4 como queria. Introduzindo ritmos diferenciados, se arriscando e fugindo dos modismos atuais que dominam os principais mercados de música comercial. O resultado conseguido pela cantora é de longe seu trabalho mais autoral, coeso e sofisticado. Um risco acertado que a talentosa Beyoncé bancou e saiu vitoriosa, a estréia do álbum em primeiro lugar nos EUA, com 313,420 mil cópias vendidas, e Reino Unido, mostrou que ainda há espaço para inovações bem sucedidas no cenário pop atual.

Destaques: Run The World (Girls), Best Thing I Never Had, Countdown, End of Time, I Miss You, Lay Up Under Me, Party, Shoolin’ Life, I Was Here e 1+1.

4 - Deluxe Edition (EUA, 2011) Produção executiva: Beyoncé Knowles. Columbia/Sony. Cotação: Ótimo

Beyoncé contra-ataca com seu novo álbum 4

Caminhos bem traçados: Run The World (Girls), música com sonoridade experimental apoiada em excelente clipe e no talento de Beyoncé. / Divulgação - Sony

A cantora dá as costas para os modismos musicais, criando uma sonoridade agressiva com seu primeiro single Run The World (Girls)

Há três anos Beyoncé lançou com incrível êxito I Am… Sasha Fierce, seu terceiro álbum solo vencedor de cinco prêmios Grammy em 2010. Com uma musicalidade que passeava pelos tradicionais R&B e hip hop - If I Were Boy e Diva, o CD flertava com o pop em faixas como a excitante Sweet Dreams. Tudo indicava que a cantora entraria de cabeça na moda do electropop em seu trabalho seguinte, principalmente após a dupla colaboração com Lady Gaga nas faixas Video Phone (I Am… Sasha Fierce) e Telephone (The Fame: Monster). Ledo engano, Beyoncé está interessada em inovar.

Estratégia de guerra

Run The World (Girls), primeiro single do novo projeto 4, mantém Beyoncé na temática do “poder feminino” já visitada por ela em Independent Woman e  Single Ladies (Put a Ring on It), inovando na musicalidade apoiada nos ritmos africanos e experimentais. A canção pegou o público mundial de surpresa no seu lançamento em abril, conquistando a decepcionante 29ª posição na Billboard Hot 100. Como era esperado, Beyoncé não perdeu tempo montando uma estratégia de “guerra” para salvar Run The World (Girls).

Primeiro convocou o diretor Francis Lawrence, de superproduções como Bad Romance (Lady Gaga), Circus (Britney Spears) e What You Waiting For? (Gwen Stefani), para comandar o videoclipe da canção. O resultado foi um dos melhores e mais bem produzidos clipes da carreira da rainha do R&B. Na sequência duas performances irrepreensíveis no Billboard Music Awards – do qual saiu com o prêmio de artista do milênio, e no programa especial de despedida da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey. Todo o trabalho resultou em sucesso, tornando música e coreografia populares em diversas partes do mundo.

Ao ver as performances de Beyoncé, seu carisma, talento e presença de palco, constata-se que ela é a única artista da nova geração que pode ser chamada de ícone da música e que no futuro poderá ser comparada em grau de excelência a artistas consagrados como Madonna, Michael Jackson – seu ídolo maior, David Bowie e Tina Turner.

RUN THE WORLD (GIRLS) (4) / cotação: ótimo

4 chega as lojas do mundo em 28 de junho deste ano.

Falta carisma a Christina Aguilera em Burlesque

Urucubaca: Aguilera tentando “flopar” a carreira de Cher / Divulgação – Sony

Musical cafona marca a estreia sem brilho da cantora e o retorno de Cher aos cinemas

A história é a mesma que já foi contada diversas vezes, desde novelas a peças infantis de escola. Ali (a cantora Christina Aguilera), uma garota bonita, boa de coração e com um grande talento, no caso a voz, decide deixar o interior e tentar a sorte na cidade grande para realizar seu grande e dourado sonho: ser cantora de sucesso. Lá ela arruma um emprego como garçonete no teatro Burlesque, um clube norturno neo-burlesco, que possui ecos dos musicais de Bob Fosse Cabaret e Chicago e nos estabelecimentos europeus de entretenimento como o Moulin Rouge. Logicamente que Ali conquistará tudo que sempre sonhou, inclusive a atenção de Tess (Cher), a durona dona do estabelecimento. Além de sucesso, amor e um pouco de inveja das menos talentosas companheiras de trabalho, para dar um tempero ao molho sem graça que é Burlesque. Um amontoado de clichês, escrito e dirigido pelo pouco experiente Steve Antin, que resulta em um dos piores filmes do ano.

Como é mesmo o nome dela?

Burlesque marca a estreia tardia de Christina Aguilera nos cinemas. Famosa por ter uma bela voz e por ser arrogante com jornalistas e colegas de trabalho, a cantora começou sua carreira oficialmente com a canção Reflection da trilha sonora do desenho animado da Disney Mulan. Seu primeiro álbum o homônimo Christina Aguilera foi lançado em 1999 na esteira do sucesso de … Baby One More Time de Britney Spears. Mesmo sem vender o mesmo que a rival, Aguilera emplacou três singles número um na Billboard (Genie in a Bottle, What a Girls Wants e Come On Over Baby (All I Wants  Is You). Depois disso iniciou fase madura com o ótimo e catártico Stripped, e se aventurou pela musicalidade do jazz em Back To Basics, que também foi sucesso. Entretanto, Christina vencedora de cinco prêmios Grammy, viu sua carreira entrar em desgraça quando foi acusada de copiar em sua apresentação no Video Music Awards 2008, a então iniciante Lady Gaga. Grosseira como de costume, Aguilera ironizou dizendo que “não sabia se Gaga era homem ou mulher”. Depois disso Gaga estourou e virou sucesso mundial, enquanto Christina viu sua carreira chegar ao fundo do poço com o enorme fracasso do inconstante álbum Bionic, lançado em 2010 e a recepção morna a Burlesque. Musical que custou 55 milhões de dólares e fez em sua bilheteria mundial pouco mais de 87, não é um fracasso mas passa longe de ser um sucesso, e as indicações ao Globo de Ouro deste ano foram muito mais por falta de opções do que pela qualidade do longa. Há que se destacar que o interesse da imprensa pelo filme foi motivado por uma simples razão: o retorno de Cher, que teve na década de 80 uma carreira bem sucedida como atriz, aos cinemas após sete anos de sua participação na comédia Ligado em Você.

Divulgação – Sony

Christina Aguilera se esforça para dar certo como atriz, porém ela não têm carisma. Catherine Zeta-Jones que estrelou o musical Chicago em 2002, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, esteve vibrante naquele filme. Fazendo dele seu palco. Assim como Nicole Kidman, genial como a apaixonante Satine em Moulin Rouge. As duas atrizes conseguiram o que a cantora não conseguiu, conquistar o público. Pois não basta ter uma voz com enorme alcance, é preciso estabelecer uma conexão emocional com o espectador, e isso a cantora de Beautiful nunca conseguiu, talvez por ser fria e distante ao extremo. Ao menos é essa a imagem que ela cultiva sem parecer querer mudar há 12 anos. Outro erro foi esperar demais para estrear nos cinemas, hoje o nome Christina Aguilera não representa muita coisa para o público em geral, apenas seus fãs se interessam por seus lançamentos. Ela não é um ícone da música como Madonna ou Cher e também não é Beyoncé ou Britney Spears, cantoras da nova geração que conseguiram um lugar privilegiado no cenário musical contemporâneo. Christina não soube se reinventar, transformando-se em apenas mais uma cantora pop como muitas dessas que são despejadas goela abaixo do público pela indústria musical norte-americana a cada ano. Aguilera ficou datada, assim como seu musical Burlesque.

Burlesque estreia nos cinemas brasileiros em 11 de fevereiro.

Burlesque (EUA, 2010) De Steve Antin. Com Cher, Christina Aguilera, Kristen Bell, Cam Gigandet, Stanley Tucci, Eric Dane. Sony. 114 min. Cotação: Ruim 

Tentar sempre, desistir jamais: cantoras no cinema

Cher em Burlesque* e a diretora Madonna / *Divulgação – Sony

Cher

A cantora teve seu auge no cinema na década de 80 com sucessos como As Bruxas de Eastwick e Sob Suspeita. Quatro vezes indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz, ela saiu vencedora em duas oportunidades como coadjuvante por Silkwood – O Retrato de Uma Coragem e principal por O Feitiço da Lua, que também lhe deu o Oscar de melhor atriz. Um prêmio de atuação feminina no Festival de Cannes pelo filme Marcas do Passado e um clássico juvenil, Minha Mãe é Uma Sereia, também fazem parte dos êxitos de Cher. Após estrelar Fiel, Mas Nem Tanto em 1996 e participações coadjuvantes em Chá com Mussolini e Ligado em Você, a cantora retorna aos cinemas passando certa vergonha em Burlesque, musical abaixo da média.

Madonna

A rainha do pop viveu altos e muitos baixos momentos nos cinemas. Procura-se Susan Desesperadamente, Dick Tracy e Evita mostraram que Madonna funcionava como atriz se bem dirigida e com papéis adequados em mãos. Até um Globo de Ouro de melhor atriz em musical por sua representação da primeira dama argentina, ela levou para casa em 1996. Porém abacaxis como Surpresa de Shangai, Corpo em Evidência e Destino Insólito enterraram qualquer chance de Madonna ser levada a sério como atriz. Sempre obstinada, ela prepara um novo filme como diretora W.E., ainda sem data de lançamento. Maior ícone feminino da história da música ela pode se dar a esse luxo.

Beyoncé

Beyoncé será dirigida por Clint Eastwood na nova versão de Nasce Uma Estrela / Divulgação – Paramount

Maior nome da nova geração da música mainstream norte-americana, Beyoncé flerta há um bom tempo com a atuação, e com sucesso. Sua estréia como atriz foi no constrangedor Carmen: A Hip Hopera, e seus filmes seguintes foram Austin Powers e O Homem do Membro de Ouro, a comédia comântica Resistindo as Tentações e a nova versão de A Pantera Cor-de-Rosa. Nem um deles era um projeto ambicioso, diferente de Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho, musical inspirado na vida das Supremes (grupo de Diana Ross). Beyoncé foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz, porém viu todas as atenções irem para a estreante Jennifer Hudson que levou o Oscar como coadjuvante em 2007. Após o péssimo suspense Obsessiva, que apesar do sucesso comercial foi um dos piores filmes de 2009, Beyoncé terá sua grande oportunidade na tela grande: a refilmagem do clássico Nasce Uma Estrela. Estrelado anteriormente por Judy Garland e Barbra Streisand em 1954 e 1976, a nova versão será dirigida por Clint Eastwood. Quem sabe agora Beyoncé consiga realizar seu objetivo nos cinemas, chegar ao Oscar como uma das indicadas.

TOP 5 [Os musicais com melhor faturamento]

1º Mamma Mia!: 609,84 / 2º Grease - Nos Tempos da Brilhantina: 394,58  /  3º High School Musical 3: 252,90 / 4º Hairspray: 202,54 / 5º Moulin Rouge!: 179,21

Christina Aguilera está de volta com Bionic

Divulgação - Sony

“Bionic”, novo álbum de Christina Aguilera, marca seu retorno ao cenário pop mundial após quatro anos do lançamento de “Back to Basics”, seu aclamado trabalho junto a crítica. Esse tempo longe do disputado mercado da música pode significar uma eternidade, se bem que Aguilera lançou em 2008 a coletânea “Keeps Gettin’ Better”, que reunia seus maiores sucessos. Foi, inclusive, durante a divulgação desse material que a cantora se viu envolvida em uma polêmica com a então desconhecida Lady Gaga. Acusada pela imprensa norte-americana de copiar o estilo da nova cantora no Video Music Awards 2008, Christina respondeu que “não sabia se Gaga era homem ou mulher”.

No intervalo que separa esse episódio da volta de Aguilera com “Bionic”, o mundo viu surgir uma nova sensação da música: Gaga, a mesma do “episódio VMA”. A cantora que se transformou em uma pedra no caminho de Christina.

It’s Xtina bitch

Christina decidiu se aventurar pelo electropop e pela estética futurística em “Bionic”. Para primeiro single ela escolheu “Not Myself Tonight”, que em certos momentos lembra a sonoridade de “Gimme More”, hit do álbum “Blackout” de Britney Spears. Diferente da eterna rival, a canção de Aguilera não fez o sucesso esperado, tornando-se um dos maiores fracassos de sua carreira com uma tímida estréia em 23º na Billboard. O desempenho apenas piorou a cada semana, com o single despencando nas paradas musicais ao redor do mundo. O videoclipe da canção, dirigido por Hype Williams – o mesmo do pavoroso “Video Phone” de Beyoncé e Lady Gaga – foi outro fiasco. As semelhanças com “Express Yourself” e “Human Nature”, dois grandes trabalhos de Madonna nas décadas de 1980 e 1990, ofuscaram e chamaram mais atenção do que Aguilera e o clipe que ela julgava ser polêmico. 

Whisper all your fetishes inside my ear... / Divulgação - Sony

Engana-se, entretanto, quem pensa que “Not Myself Tonight” representa a essência do álbum “Bionic”. O novo trabalho de Aguilera abre com a canção homônima, que junto de “Elastic Love”, são as que crumpem o tão falado estilo futurístico proposto. Christina retoma o pop comercial de seu primeiro álbum lançado em 1999, mas com mais estilo e uma sonoridade sofisticada, em “Prima Donna”, “Glam” - tida pelos produtores como a “Vogue” dos anos 2000, mas que passa longe do clássico de Madonna – e na chata “I Hate Boys”. “Desnudate” que traz uma “pegada” latina – ganharia muito se fosse uma parceria com o rapper norte-americano/cubano Pitbull - e ”Woohoo” – colaboração com a pouco conhecida Nicki Minaj – remetem claramente à “Stripped” e sua batida gueto.

I am

Reconhecida por sua forte voz, não é de se estranhar que o melhor momento de “Bionic” seja nas baladas. “Lift Me Up”, “You Lost Me” – que teve uma performance na final do reality show “American Idol” – e “All I Need” são os destaques. Elas comprovam que Christina deveria investir mais nas canções que valorizam sua voz. “I Am” é outro achado do CD, dificilmente essa faixa cairá no gosto popular, assim como aconteceu com “Save Me From Myself”.

“Bionic” acaba sofrendo por ser um álbum tão esperado, comentado e tido como obra-prima antes de seu lançamento. Infelizmente ele passa longe de merecer essa classificação. O trabalho musical é bom, porém ficou devendo. Ele é uma junção de tudo que Christina já fez em sua carreira com um toque do som do momento, o electropop.

You Lost Me – American Idol

Destaques: Desnudate, Prima Donna, I Am, Lift Me Up, You Lost Me e Not Myself Tonight

Bionic (EUA, 2010) Produzido por Christina Aguilera. Sony/RCA. Cotação: bom

Lady Gaga: quem é essa garota?

Divulgação - Universal

Ninguém chamou mais atenção no mundo da música internacional nestes últimos dois anos do que Lady Gaga. A cantora sensação divide opiniões, é considerada por muitos um novo ícone e artista visionária. Por outros é “acusada” de ser uma cópia de tudo que veio antes. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Lady Gaga é uma boa artista, isso é inegável. Ela se tornou mania mundial com muita inteligência, hits viciantes, visuais bizarros e que remetem a artistas consagrados como David Bowie, Madonna e Grace Jones, além de uma boa dose de polêmicas. Apesar disso e de ser a cantora do momento no mundo pop, Gaga precisa de muita estrada para ser colocada no mesmo patamar da rainha do pop Madonna. E o mais importante ela sabe disso, ou tenta parecer saber. Em recente entrevista à revista francesa Les Introcks, ela declarou que considera “indecente” compará-las.

“Eu tenho o maior respeito por Madonna . E para falar a verdade em alguns momentos eu acho indecentes algumas dessas comparações, em cinco minutos que tive as pessoas começaram a achar que eu sou o novo ícone Pop. Eu me sinto como “Quem você pensa que é? As pessoas deveriam me deixar fazer mais coisas antes de me chamarem de ícone Pop.” - Lady Gaga

Stefani Joanne Angelina Germanotta, a Lady Gaga, entrou para o mundo da música através da gravadora Def Jam – a mesma de Rihanna e Mariah Carey – em 2005. Três meses depois foi demitida e começou a realizar apresentações musicais em Nova York. O apelido “Gaga” foi dado pelo produtor musical Rob Fusari, em homenagem à música “Radio Ga Ga” do grupo Queen. O “Lady” veio da parceira de apresentações Lady Starlight, que ajudou Gaga na criação de seus primeiros figurinos. Em 1998 Madonna lançou “Ray of Light”, álbum vencedor de três prêmios Grammy, que representou a gênese da música eletrônica no pop mainstream. Depois dela, Britney Spears com “Blackout” e Kylie Minogue com “X” trouxeram uma nova tendência à música comercial mundial, o electropop. No ano seguinte, na esteira do sucesso de crítica do álbum de Britney, chegou as lojas “The Fame” de Lady Gaga. Seu trabalho musical oficial de estréia, como contratada da gravadora Interscope.

The fame

O primeiro single “Just Dance” foi lançado em oito de abril de 2008 e permaneceu durante três semanas em primeiro lugar na Billboard Hot 100 e United World Charts – UWC. “Poker Face”, segundo lançamento do álbum – a canção “Beautiful, Dirty, Rich” foi single promocional – também alcançou a principal posição nas paradas norte-americanas e do mundo, além de ter sido considerado o maior hit de 2009. “LoveGame” e, principalmente “Paparazzi” com seu videoclipe polêmico também chamaram a atenção. “The Fame” é um álbum que cumpre o que se propõe, ser dançante e despretensioso. Grande acerto de Gaga, que de forma meteórica foi alçada à nova sensação do pop, com indicações à premiações importantes – ela é dona de dois prêmios Grammy, melhor álbum eletrônico/dance (“The Fame”) e gravação dance (“Poker Face”), turnês grandiosas e até uma parceria com Madonna num quadro do programa de humor norte-americano “Saturday Night Live”.

“Ninguém nunca será a nova Madonna. Ninguém vai tomar o lugar dela. O que Madonna fez para o feminismo e para as mulheres de todo o mundo, além de ter contribuído para a revolução sexual não pode ser copiado ou refeito, pois tudo já foi feito.” - Lady Gaga

A rainha da internet: Bad Romance e Telephone / Divulgação - Universal

Mulher mais comentada de 2009, Lady Gaga virou tema de artigos de revistas e sites ao redor do mundo que buscavam entender seu fenômeno meteórico. Em novembro do ano passado chegou às lojas “The Fame: Monster”, EP que faz parte do relançamento de seu trabalho de estréia. Em oito faixas, Lady Gaga versa sobre o lado obscuro da fama em canções como a já clássica “Bad Romance”, “Dance In The Dark” e “Monster”. São destaques também “Telephone”, música rejeitada por Britney e Grace Jones e que virou a segunda parceria com Beyoncé, “Speechless” e “Alejandro”, feita para conquistar de vez os países latinos, assim como Madonna o fez com “La Isla Bonita” em 1986. Os sucessos musicais continuaram em “The Fame: Monster”, – muito superior a “The Fame” – onde Lady Gaga intensificou a bizarrice de suas roupas que são idealizadas por uma equipe de profissionais, denominada “Haus of Gaga”. “Bad Romance”, com seu clipe épico, e “Telephone” alcançaram o topo dos charts mundiais, enquanto que nos EUA ficaram em 2º e 3º lugar respectivamente.

Speechless

O furacão Lady Gaga não tem data para se acalmar, em 2011 a cantora deve lançar seu segundo álbum, novamente em parceria com o produtor RedOne, seu companheiro no anterior. Lady Gaga é verdadeiramente um enigma. Suas músicas são ótimas, ela é inteligente e soube usar como ninguém a internet como ferramenta de divulgação de seus trabalhos. Além da sacada de mestre em reunir diversos conceitos de artistas de ontem e hoje. Principalmente por isso, se “parecer” tanto com artistas contemporâneos, que ela é alvo de críticas e goza de certa antipatia entre admiradores de outros cantores. Sendo chamada de farsa e “modinha passageira”. Talento, faro para o sucesso e consciência de que não está, ainda, no mesmo nível de artistas já consagrados ela tem. E, certamente, mesmo cercada de polêmicas Gaga despertou o adormecido cenário pop atual.

The Fame + The Fame: Monster  (EUA, 2008/2009) Produção executiva: Vicent Herbert. Universal. Cotação: ótimo

Vale a pena escutar: Just Dance, Poker Face, Paparazzi, LoveGame, Brown Eyes, Boys Boys Boys, Bad Romance, Monster, Dance in The Dark, Telephone, Speechless

Christina Aguilera brinca de Madonna em novo clipe

I'm not sorry. It's human nature.

Nesta semana Christina Aguilera fez sua volta oficialmente ao cenário pop musical com o lançamento do videoclipe “Not Myself Tonight”, primeiro single de “Bionic”, quarto álbum de estúdio da cantora. Como o próprio título da faixa deixa muito claro, Aguilera “não é ela esta noite”. Ela tenta ser Madonna, com claras referências ao videoclipe de “Express Yourself”, dirigido por David Fincher em 1989 e que é inspirado no longa alemão de Fritz Lang “Metropolis”. Christina bebeu na fonte da Rainha do Pop ainda com o visual sadomasoquista de “Human Nature” (1995) e a atmosfera de liberação sexual dos clássicos “Justify My Love” (1990) e “Erotica” (1992). Pode-se notar também, de forma sutil, uma clara refêrencia a “Like A Prayer” com a “orgia de mentirinha” na igreja, além do visual “Sweet Escape” de Gwen Stefani.

Dirigido por Hype Williams, o mesmo do pavoroso “Video Phone” de Beyoncé e Lady Gaga, “Not Myself Tonight” também não é um grande clipe. Peca nas cenas sensuais e de insinuação de lesbianismo, que se forem comparadas ao que Madonna fez no início da década de 1990 viram fábula infantil. Em pleno 2010 uma cantora pop beijar outra mulher não soa como moderno ou desafiador aos limites sexuais aceitos pela sociedade, e sim como algo datado. Lugar comum, porque esse tabu já foi quebrado há 20 anos e de forma muito mais eficaz. A música também não ajuda muito, é sem personalidade. Retorno decepcionante de Christina Aguilera, tanto nas paradas musicais quanto em criatividade.

NOT MYSELF TONIGHT (bionic) / cotação: regular

Telephone – Lady Gaga & Beyoncé

Mais do mesmo

O segundo single do álbum de Lady Gaga, “The Fame Monster”, ganhou seu videoclipe. Com participação de Beyoncé, “Telephone” é a nova parceria das duas cantoras. Que colaboraram anteriormente em “Video Phone”, faixa do álbum “I Am… Sasha Fierce”.

Colecionando referências que passeiam pelos longas “Kill Bill”, “Quem é Essa Garota?” e “Thelma & Louise”. “Telephone” é divertido, mas cansa por ser longo demais e pelo excesso de lesbianismo desnecessário. Lady Gaga quis polemizar, porém esqueceu-se que Madonna fez tudo isso, e muito melhor, há 20 anos com “Justify My Love”, o álbum “Erotica” e a polêmica personagem Dita. Os projetos possuíam conceitos, nada era jogado, e sim pensando.

Prefiro “Bad Romance”!

TELEPHONE / cotação: bom