Longe da atuação desde 2010 quando interpretou a femme fatale Elise no sucesso de bilheteria O Turista, Angelina Jolie negocia seu retorno aos cinemas no suspense dramático The Counselor. A produção será dirigida por Ridley Scott a partir de junho deste ano, com roteiro original de Cormac McCarthy, autor dos livros que originaram os longas Onde os Fracos não Têm Vez e A Estrada.
A trama é estrelada por Michael Fassbender (Shame), o ator vive um advogado que se envolve com tráfico de drogas e precisa lidar com as consequências de sua decisão, o que inclui lutar por sua sobrevivência. Javier Bardem, o antagonista, Brad Pitt e Penélope Cruz também estão no elenco.
Jolie protagonizará Maleficent para a Disney, longa que adapta o conto ABela Adormecida a partir do ponto de vista da bruxa e que chega aos cinemas em 2014. E os longas em desenvolvimento Gertude Bell, cinebiografia dirigida por Ridley Scott, o épico Cleópatra com David Fincher e a sequência Salt 2.
Atualização – 09 de maio
Por conflitos de agenda Angelina Jolie deixou o elenco de The Conselour ainda na fase de negociações. As filmagens do novo longa dirigido por Ridley Scott acontecerão a partir de junho, mesma data de início de Malévola, fantasia que Jolie protagonizará para a Disney. Por ser impossível assumir os dois projetos, a atriz deixou o projeto. Segundo informações do site IMDB, Cameron Diaz deve ficar com o papel
The Conselour tem estreia prevista para 2013 nos cinemas norte-americanos.
Angelina Jolie esbanjou sua habitual beleza na pré-estreia em Los Angeles de seu primeiro longa metragem como diretora, Terras de Sangue e Mel. Longa com o modesto orçamento de US$ 10 milhões e produção de Graham King (Oscar por Os Infiltrados)
Jon Voight, pai da estrela, foi prestigiar a nova diretora
Com o companheiro Brad Pitt e brincando de paparazzi
Terras de Sangue e Mel estréia nos EUA em 23 de dezembro e no Brasil em 23 de março de 2012.
Angelina Jolie na pré-estreia de A Árvore da Vida no Festival de Cannes, filme dirigido por Terrence Malick e estrelado por Brad Pitt e Sean Penn.
Em semana agitada de divulgação de Kung Fu Panda 2 em Cannes, a atriz finalmente revelou o nome de seu longa metragem de estréia
O primeiro trabalho de Angelina Jolie como diretora teve seu título divulgado na semana passada, em entrevista da atriz para a revista Entertainment Weekly. O nome escolhido foi In The Land of Blood and Honey, que traz também roteiro assinado por Jolie e ganhou distribuidora e data de estréia na semana passada durante o Festival de Cannes. De olho nas premiações, a FilmDistrict, que adquiriu os direitos do longa, marcou o lançamento para 23 de dezembro. Estrelado por Goran Kostic e Zana Marjanovic, In The Land of Blood and Honey mostra a história de amor entre um sérvio e uma jovem muçulmana e tem como pano de fundo a Bósnia, antes da guerra étnica em 1992.
Existe uma grande expectativa em torno da estréia de Jolie como diretora. O fato de ter filmado com atores do leste europeu e simultaneamente em dois idiomas, inglês e bósnio-croata-sérvio, confirmam a seriedade do promissor projeto.
“O filme mostra as diferentes experiências passadas por várias pessoas, vistas de ângulos diferentes, tendo a guerra como centro. Um casal que talvez tivesse uma vida antes da guerra começar acabou passando por uma história diferente depois da guerra.” – Angelina Jolie em entrevista para a revista Entertainment Weekly.
In The Land of Blood and Honey chega aos cinemas norte-americanos em 23 de dezembro.
+ Cannes 2011: Confira os vencedores do festival
Melhor atriz: Kirsten Dunst em cena de Melancolia
Prêmio Palma de Ouro: A Árvore da Vida, de Terrence Malick Melhor Atriz: Kirsten Dunst, por Melancolia Melhor Ator: Jean Dujardin, por The Artist Melhor Diretor: Nicolas Winding Refn, por Drive Melhor Roteiro: Footnote, de Hearat Shulayim Grande prêmio: Garoto de Bicicleta e Once Upon a Time in Anatolia, de Nuri Bilge Ceylan . Melhor Curta-metragem: Cross Country, de Marina Vroda Prêmio Câmera de Ouro (para o diretor estreante em Cannes): Las Acacias, de Pablo Giorgelli Prêmio de júri: Polisse, de Maiwenn Le Besc
Angelina Jolie, a maior estrela do cinema internacional, retorna em “Salt”. Thriller de ação, em que nada é o que parece ser.
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O evento Sony Summer 2010, realizado pela Sony Pictures com o objetivo de divulgar para o mundo seus principais lançamentos na temporada mais lucrativa do ano no hemisfério norte, aconteceu no início deste mês em Cancun no México. Angelina Jolie, estrela do maior lançamento da empresa, o longa “Salt”, esteve no evento para divulgar o projeto. No filme, que estréia no próximo dia 30 de julho no Brasil, a atriz vive Evelyn Salt, agente da CIA que é envolvida numa trama de mentiras e desconfianças ao ser acusada de espionagem.
O projeto foi originalmente pensado como veículo para o ator Tom Cruise, que recusou a proposta por considerar que se repetiria, pois o ator é estrela da série “Missão: Impossível”, em que vive um espião. Foi o momento dos produtores pensarem em um substituto. Nesse mesmo período Amy Pascal, co-presidente da Sony Pictures, ofereceu à Jolie um papel de bondgirl em uma aventura de 007. Angelina recusou a proposta de Pascal, dizendo “não ter interesse em ser uma bondgirl, mas que adoraria ser James Bond”!
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Foi assim que Edwin Salt virou Evelyn Salt, o Bond que Jolie tanto sonhava interpretar. “Salt” representa para a atriz uma nova oportunidade de estrelar uma franquia de ação com apelo junto ao público jovem, após sua recusa em retornar a um possível terceiro “Tomb Raider”. Roteirizado por Kurt Wimmer (“O Novato”) em parceria, possivelmente não creditada, com Brian Helgeland (Oscar por “L. A. – Cidade Proibida”) nas mudanças necessárias para a troca de gênero da personagem título, “Salt” começou a ser rodado no início de 2009 com direção de um especialista em ação: Phillip Noyce. O realizador australiano, revelado para o mundo com o suspense am alto mar “Terror a Bordo” com uma jovem Nicole Kidman como protagonista, dirigiu também longas de ação que fizeram muito sucesso no início dos anos 1990, “Jogos Patrióticos” e “Perigo Real e Imediato”, ambos protagonizados por Harrison Ford como o agente Jack Ryan. “Salt” marca seu reencontro com Angelina Jolie, ele a dirigiu no bem sucedido suspense “O Colecionador de Ossos”, lançado em 1999 quando a atriz ainda não vivia no centro das atenções da imprensa internacional.
Íntimo e Pessoal
É o momento de Jolie divulgar e falar muito sobre seu novo projeto cinematográfico. Porém, inevitavelmente, sua vida pessoal não poderia ficar de fora de pauta. Parceira há cinco anos do ator Brad Pitt e mãe de seis filhos do ator, três deles biolólogicos, o casal de atores é alvo de inúmeros boatos que estampam os jornais e revistas internacionais. Sobre esse falatório em torno de sua vida privada, Angelina afirma que não se importa com nada do que é publicado sobre seu casamento, por simplesmente não ler ou acompanhar o que é falado sobre o tema mencionado. Tempo para se preocupar com as mentiras inventadas ela parece não ter, além da vitoriosa carreira de atriz, Angelina é também embaixadora do Alto Comissariado das Nações Unidas – UNHCR, desde 2001. O papel da atriz como ativista motivou uma onda positiva de engajamento de estrelas ao redor do mundo. Colegas de Angelina, como as atrizes Nicole Kidman e Charlize Theron são exemplos de quem seguiu os passos da estrela no trabalho realizado junto a ONU. É válido ressaltar que a primeira grande estrela internacional a se comprometer com a ONU de forma recorrente foi Audrey Hepburn.
Salt: heroína ou vilã?
“Salt” chega aos cinemas do Brasil no próximo dia 30 de julho cercado de grandes expectativas, e também de um curioso marketing que nenhum dos envolvidos no longa esperava, a prisão de espiões russos nos EUA por autoridades norte-americanas no final de junho. A operação lembrou os tempos da Guerra Fria, terminada oficialmente em 1991 com a vitória do bloco capitalista (EUA) e desmembramento da União Soviética. Para os fãs de Angelina Jolie e do ótimo cinema de ação, esses dados históricos pouco importam, todos anseiam por rever a estrela na tela grande lutando, atirando e provando ser inocente ou quem sabe nos enganando. Essa é a magia do cinema, um mundo de “faz de conta” que tem Angelina como sua principal musa.
Os admiradores da atriz podem começar a se preparar, Jolie deve diminuir seu ritmo de trabalho nos próximos anos. Ela que acabou de filmar “The Tourist” em Veneza com Johnny Depp, pretende tirar férias e voltar apenas em 2011 com dois projetos que se sairem do papel farão grande barulho: ”Cleopatra”, um novo olhar para a história da rainha do Egito, e “Maleficent”, produção sobre a bruxa de “A Bela Adormecida” e quem tem Tim Burton como favorito a vaga de diretor. Sobre trabalhar com o diretor de “Alice no País das Maravilhas”, Jolie diz que seria “extraordinário”. Ficamos no aguardo dos novos projetos e de quem sabe reencontrar “Salt” num futuro próximo.
Salt estréia nos cinemas nacionais em 30 de julho.
A comédia de ação “Sr. & Sra. Smith” começou a ser produzida em 2004 como veículo para juntar os astros Brad Pitt e Nicole Kidman, que durante anos demonstravam interesse em trabalhar juntos. Doug Liman, do sucesso “A Identidade Bourne”, foi o escolhido para dirigir a empreitada. Pitt já livre das “saias” de “Tróia” se preparava para o longa, quando Kidman as voltas com as refilmagens da bomba “Mulheres Perfeitas” teve que abandonar o projeto, consequentemente o ator também deixou a produção. Johnny Depp e Will Smith foram sondados para assumir o papel de Brad, mas o ator retornou ao projeto quando os produtores conseguiram Angelina Jolie para interpretar sua esposa e espiã rival no filme. Contratados a peso de ouro, 20 milhões de dólares de salário, a dupla começou a rodar “Sr. & Sra. Smith” em meados de 2004, para um lançamento no ano seguinte.
A história do longa era simples, um casal leva uma vida sem graça e burocrática sem saber que ambos são espiões rivais. No desenrolar da trama eles vão brigar e, obviamente, descobrir que ainda se amam. Um típico e clichê enredo das histórias de encontros e desencontros amorosos do cinema, mas com um diferencial, é um filme de ação. E a “mocinha” é vivida por Jolie, especialista e maior estrela do gênero. Enquanto ela faz o espectador babar com suas cenas movimentadas, Pitt flerta com o humor e se sai bem, como já havia acontecido em longas como “Onze Homens e Um Segredo”. É a excelente química da dupla que fez com que “Sr. & Sra. Smith” fosse além de um simples filme de aventura/romance, e tenha se tornado um dos melhores longas comerciais daquele ano.
Dupla dinâmica
Êxito mundial
Estreando em junho de 2005, o longa rendeu em sua bilheteria mundial 478 milhões dólares, sendo o sétimo filme mais rentável do ano no mundo. Jolie, elogiada pela crítica por seu desempenho como Jane Smith, fez as pazes com o sucesso graças ao longa. Superando a má fase que a acompanhava com decepções como “Lara Croft Tomb Raider: A Origem da Vida” e “Alexandre”, que ficaram aquém das expectativas. Foi, também, com “Sr. & Sra. Smith” que a vida pessoal de Angelina mudou ao conhecer e iniciar um comentado relacionamento com o parceiro de cena Brad Pitt, na época ainda casado com Jennifer Aniston, a Rachel do seriado “Friends”.
Território familiar para Jolie, “Sr. & Sra. Smith” representa para a atriz uma transformação em sua carreira e vida pessoal. Além de ser seu melhor trabalho no gênero ação.
Sr. & Sra. Smith (Mr. & Mrs. Smith, EUA, 2005) De Doug Liman. Com Brad Pitt, Angelina Jolie, Vince Vaugh, Adam Brody. 120 min. cotação: ótimo
Próxima atração: Angelina Jolie faz de “O Procurado” um sucesso
Atriz norte-americana mais bem sucedida e assediada dos anos 2000, Angelina Jolie conseguiu algo inédito, unir dois mundos: o das estrelas intocáveis de Hollywood à realidade dos problemas vividos pelos refugiados de guerra ao redor do mundo.
O começo
A pequena Jolie nasceu em 04 de junho de 1975 em Los Angeles, fruto da união dos atores Jon Voight e Marcheline Bertrand que se separaram no ano seguinte. Angelina e o irmão James Haven ficaram com a mãe. Não demorou para a menina se interessar pela atuação, aos sete anos fez uma pequena participação no longa estrelado por seu pai “Lookin to Get Out”, além de ser a estrela dos vídeos familiares de seu irmão. Aos 11 anos ingressou na escola de interpretação Lee Strasberg, especializada em passar para os atores o método de interpretação, baseado nos ensinamentos de Sistema Stanilaslaski do russo Constantin Stanilaslaski. Atores como Robert De Niro, Al Pacino e Dustin Hoffman exercem esse estilo de atuação.
Disposta a ser reconhecida por seu trabalho e não por ser filha de um ator famoso, a atriz adotou como nome artístico Angelina Jolie, deixando de lado o Voight de seu pai. Após fazer parte de dois curtas metragens, “Angela & Viril” e “Alice & Viril”, Jolie participou do filme de baixo orçamento “Cyborg 2″, sequência de um longa estrelado por Jean Claude Van Damme no final dos anos 80. A atriz odiou o resultado final da produção. Em 1995 Angelina apareceu em três produções, as descartáveis “Sem Evidências” e “Sob o Luar do Deserto” que valem uma espiada apenas para quem é fã da atriz e em “Hackers – Piratas de Computador”, longa que mostrava de forma exagerada o mundo da internet. Foi nesse filme que a atriz conheceu seu primeiro marido, o inglês Johnny Lee Miller. Os projetos seguintes, “Duas Famílias em Pé de Guerra” e “Rebeldes” foram lançados em 1996, e pelo último deles Jolie recebeu seus primeiros elogios em um papel dramático.
Gia - Fama e Destruição, 1998 / Divulgação - Warner
Jovem talento
“Prova de Fogo”, uma minissérie para a televisão americana e “Brincando com a Morte”, péssimo longa com o então Fox Mulder David Duchovny, foram lançados em 1997 e não fizeram nada pela carreira de Angelina. Mas o telefilme “O Homem que Não Vendeu sua Alma”, estrelado por Gary Sinise, possibilitou a Jolie finalmente dar vida a uma personagem complexa e interessante, Cornelia Wallace, segunda mulher do governador do Alabama George Wallace. Pelo filme dirigido por John Frankenheimer (“Sob o Domínio do Mal”, “Ronin”) a atriz recebeu o Globo de Ouro como melhor atriz coadjuvante, além de uma indicação ao Emmy na mesma categoria. Nesse período o canal a cabo norte-americano HBO estava iniciando a produção de um longa baseado na trajetória trágica da primeira supermodelo internacional, Gia Carangi, lésbica e viciada em drogas, ela morreu precocemente em 1986 aos 26 anos em decorrência do vírus HIV. Os produtores, fascinados com o magnetismo da atuação e beleza de Angelina a escolheram para o papel. E receberam como resposta um sonoro não da atriz, que achava o papel extremamente difícil e catártico. Após uma longa conversa com os envolvidos na produção, Jolie voltou atrás e aceitou o papel. A veterana Faye Dunaway e Mercedes Ruehl, vencedoras do Oscar, também estavam em “Gia – Fama e Destruição”, que estreou em 31 de janeiro de 1998 na HBO causando grande alvoroço. Todos queriam saber quem era aquela força da natureza, com belos lábios carnudos e olhar penetrante. Jolie já havia atuado em alguns filmes, mas não era conhecida nacionalmente pelo grande público. O triste filme sobre Gia rendeu a Angelina sua segunda indicação ao Emmy e os prêmios Globo de Ouro e SAG como melhor atriz. A partir desse momento sua carreira nunca mais seria a mesma.
Ainda em 1998 estrearam outros dois longas com Angelina, o nada visto “A Cozinha do Inferno” e a colcha de retalhos de histórias em Los Angeles “Corações Apaixonados”, que trazia a atriz acompanhada por um elenco notável: Sean Connery, Gillian Anderson, Ellen Burstyn, Dennis Quaid, Gena Rowalds e Ryan Phillipe. Jolie recebeu o National Board Review, prêmio dos críticos, por sua apaixonante personagem Joan. 1999 pode ser chamado de ano “chave” na carreira de Angelina, com três filmes prontos e a serem lançados. O primeiro deles, a chegar aos cinemas foi a comédia de Mike Newell (“Quatro Casamentos e um Funeral”) “Alto Controle”, que tinha no elenco também John Cusack, Cate Blanchett e Billy Bob Thorton, que meses depois se tornou marido de Jolie. O longa não agradou aos críticos e não obteve um bom resultado nas bilheterias, mas isso não afetou a ascenção da atriz que tinha mais duas cartas na manga. Em outubro daquele ano estreou o suspense policial “O Colecionador de Ossos” que trazia Jolie ao lado de Denzel Washington. Dirigido por Phillip Noyce o longa mantinha semelhanças em seu arco dramático com um dos maiores clássicos do cinema, “O Silêncio dos Inocentes”. Logicamente inferior ao filme estrelado por Jodie Foster e Anthony Hopkins, “O Colecionador de Ossos” foi o primeiro sucesso comercial internacional de Angelina, que oferece uma ótima e segura performance e atua de igual para igual com Washington.
Melhor atriz coadjuvante por Garota, Interrompida / Divulgação - Sony
O Oscar e Tomb Raider
Em 21 de dezembro de 1999 chegou às telas o terceiro filme de Angelina Jolie no ano, “Garota, Interrompida”. Produzido e estrelado por Winona Ryder, que idealizava a produção desde 1993, o projeto um estudo sensível sobre a dificuldade de adaptação de jovens nos confusos anos 70 foi dirigido por James Mangold, e centrava sua atenção em duas personagens: Susanna Kaysen, jovem introspectiva, interpretada por Winona e Lisa Rowe, rebelde e contestadora personagem de Jolie. O elenco do filme trazia também jovens talentos como Jared Leto ao lado de atrizes já consagradas como Vanessa Redgrave e Whoopi Goldberg. O excelente desempenho de Jolie no longa ofuscou a todos e rendeu à atriz o Oscar como melhor coadjuvante, além do Globo de Ouro e SAG Awards na mesma categoria. Cansada de filmes sérios e personagens complexos a atriz embarcou em “60 Segundos”, blockbuster descerebrado de Jerry Bruckheimer estrelado por Nicolas Cage. O passo seguinte foi estrelar a adaptação do game “Tomb Raider”, como a aventureira Lara Croft. Sucesso mundial, o filme foi alvo de muitas críticas negativas, porém transformou Jolie em estrela internacional. A atriz vivia o auge artistico, mas os fracassos dos longas seguintes “Pecado Original”, que a reuniu novamente a Michael Cristofer – seu diretor em “Gia” - e a Antonio Banderas, e “Uma Vida em Sete Dias”, romance sem sal e sem razão de existir que a atriz estrelou em 2002 após recusar o suspense de David Fincher “O Quarto do Pânico”, colocaram em dúvida seu poder na “selva hollywoodiana”.
Voltar para uma sequência de “Tomb Raider” parecia um passo seguro, mas não foi isso que aconteceu. Em 2003 Angelina estrelou “Lara Croft Tomb Raider: A Origem da Vida”, segunda aventura da atriz como Lara. Apesar de melhor que o primeiro filme, o longa não correspondeu às expectativas nas bilheterias. O quadro piorou quando foram lançados “Amor Sem Fronteiras”, drama de Martin Campbell (“007 – Cassino Royale”) com Clive Owen, “Roubando Vidas”, suspense policial filmado no Canadá e que possuia no elenco Ethan Hawke, Gena Rowalds e Kiefer Sutherland e o épico “Alexandre”, todos fracassos de crítica e público. O longa de Oliver Stone sobre a vida do imperador macedônico Alexandre Magno, trazia Jolie como sua mãe a misteriosa rainha Olímpia. A atriz foi alvo de severas críticas pelo sotaque adotado para a personagem, e também por ser apenas um ano mais velha que Colin Farrell que interpretava seu filho. Da fase pós-Oscar apenas dois de seus projetos tiveram bons resultados, a ficção-retrô “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, em que interpretava a valente Capitã Frank Cook e a animação “O Espanta Tubarões”. Que dublou ao lado de um elenco notável, que incluía Robert De Niro, Martin Scorsese e Will Smith. Em 2004 Angelina fez uma breve participação no telefilme da HBO “The Fever” – já exibido no Brasil pelo canal fechado, mas nunca lançado em DVD -, com Vanessa Redgrave em papel indicado ao SAG Awards.
Com Brad Pitt em Sr. & Sra. Smith / Divulgação - Fox
Em ótima fase
Sem o prestígio profissional dos tempos de “Gia” e “Garota, Interrompida”, e sem emplacar um sucesso genuíno de bilheteria desde “Lara Croft: Tomb Raider” de 2001, Angelina Jolie aceitou substituir Nicole Kidman na comédia de ação dirigida por Doug Liman (“A Identidade Bourne”) “Sr. & Sra. Smith” em 2005. Brad Pitt seria seu marido e espião rival no longa, pelo qual a atriz recebeu 20 milhões de dólares, entrando para o seleto grupo de atrizes mais bem pagas do cinema. Durante as filmagens surgiram na mídia boatos de que o casal de protagonistas havia levado a paixão das telas para além das filmagens. O fato de Pitt ser casado com Jennifer Aniston e Jolie ter um histórico de paixão por colegas de trabalho e ou homens casados, colocou mais lenha na fogueira de fofocas. Meses depois o ator se separou da eterna Rachel de “Friends” e em julho daquele ano apareceu ao lado de Angelina e seu filho Maddox em fotos que demonstravam intimidade. O romance, agora, era oficial. Juntos o novo casal formalizou a adoção do primeiro filho de Jolie, da menina africana Zahara e Pax Thien, órfã vietnamita. Em maio de 2006 teve sua primeira filha biológica, Shiloh Nouvel. E sobre “Sr. & Sra. Smith”…, sim o filme fez enorme sucesso de bilheteria, com 478 milhões de dólares arrecadados ao redor do mundo.
Afastada dos cinemas desde o êxito de “Sr. & Sra. Smith”, Angelina retornou à telona em 2006 com “O Bom Pastor, drama de época roteirizado por Eric Roth (“Forrest Gump”) e dirigido por Robert De Niro, a produção foi a segunda incursão do premiado ator na direção. Esnobado pela crítica, o lento e charmoso longa teve um resultado aquém das expectativas, mas mostrou um outro lado de Jolie como a passiva dona de casa Clover Russell. Dividindo na maior parte do tempo cenas com Matt Damon, a atriz demonstrou segurança e entregou uma performance madura e eficiente. “O Bom Pastor” serviu de aperitivo para o grande retorno dramático de Jolie em “O Preço da Coragem” de 2007, longa sobre as horas de desespero vividas por Marianne Pearl, viúva de Daniel Pearl, jornalista decapitado no Paquistão. Adaptação de Michael Winterbottom do livro de memórias de Marianne, o longa em tom de documentário mostrou uma Angelina nunca antes vista em cena. Completamente imersa no papel, a atriz precisava apenas de um olhar para transmitir toda a dor vivida pela personagem. Todo o turbilhão de sentimentos explode em uma das últimas cenas do longa, quando Marianne deixa desabar sua fortaleza em uma sequência emocionante. “O Preço da Coragem” recebeu três indicações ao Independent Spirit Awards, melhor roteiro, filme do ano e atriz para Angelina que foi indicada também ao Globo de Ouro, SAG e Critics Choice. Além de receber o prêmio de melhor atuação do ano no Festival de Santa Barbara. Todos davam como certa sua nomeação também ao Oscar de melhor de atriz, durante a divulgação dos indicados veio a surpresa, Jolie havia sido preterida por Laura Linney e seu desempenho em “Família Savage”. “A Lenda de Beowulf”, animação de Robert Zemckis (“Forrest Gump”) utilizando a captura de movimentos também estreou naquele ano, mas ao contrário de “O Preço da Coragem”, foi uma grande decepção.
Grávida de gêmeos em Cannes e emocionando em A Troca, de 2008 / Divulgação - Universal
Maturidade
Grávida de gêmeos, Angelina tinha um agitado 2008 com três grandes produções que estreariam no decorrer dos meses. “Kung Fu Panda”, animação que a atriz divulgou em junho ao lado dos colegas Jack Black e Dustin Hoffman no Festival de Cannes com uma enorme barriga e “O Procurado”, adaptação de um HQ, estrearam nos cinemas em 2008. Os longas foram enormes sucessos colhendo elogios e rendendo ao redor do mundo 631 e 341 milhões respectivamente, era a comprovação, principalmente por “O Procurado”, de que a presença da estrela era garantia de altas cifras. No mês seguinte Jolie deu a luz ao casal Knox Léon e Vivianne Marcheline, em homenagem a sua mãe falecida em 2007. Em 24 de outubro chegou aos cinemas o mais esperado dos projetos cinematográficos de Angelina em 2008, “A Troca”, drama dirigido por Clint Eastwood e que foi aplaudido pelos críticos em sua exibição meses antes em Cannes. O longa foi mal compreendido pelos críticos norte-americanos, que foram unânimes apenas em um ponto: a poderosa atuação de Angelina como Christine Collins, mãe solteira que tem seu filho dado como desaparecido e que luta para desvendar o caso mesmo tendo como maior adversária a corrupta polícia de Los Angeles em meados da década de 30. O trabalho de Jolie foi irrepreensível e rendeu a ela indicações ao Oscar, Globo de Ouro, SAG e Critics Choice como melhor atriz, um merecido reconhecimento para uma das melhores e mais maduras atuações de sua carreira. Vale destacar uma cena em especial do longa, quando Christine afirma que ganhou esperança para continuar sua luta. Belíssima sequência, auxiliada por uma tocante trilha sonora – assinada por Eastwood – e que tem como alicerce uma inspiradíssima Angelina em sua melhor forma.
Após uma década agitada, com muitos altos e pouco baixos, a musa não teve nenhum longa lançado nos cinemas em 2009. Porém, filmou nesse período o thriller “Salt”, nova parceria com o diretor Phillip Noyce. A produção chega aos cinemas norte-americanos dia 23 de julho e uma semana depois no Brasil. Cercado de grande expectativa, por ser o primeiro filme da atriz desde “A Troca”, “Salt” terá como principal adversário pelo primeiro lugar nas bilheterias dos EUA a comédia “Dinner for Schumcks” de Jay Roach (“Entrando Numa Fria”). Para 2011 Angelina, que há nove anos é embaixadora do alto comissariado da ONU realizando um trabalho inspirador e ativo pelos refugiados de guerra, estrelará ao lado de Johnny Depp o thriller romântico “The Tourist”, refilmagem de um longa dinamarquês, dirigida pelo alemão Florian Henckel von Donnersmarck (“A Vida dos Outros”) e voltará como a Tigresa na sequência “Kung Fu Panda: The Kaboom of Doom”. Projetos ainda em desenvolvimento como “Serena”, “Gucci” e “Maleficent” estão na agenda da atriz, porém sem nenhuma confirmação de roteiristas, elenco e ou diretores.
Musa de uma geração, primeiro grande ícone do cinema internacional desde Marilyn Monroe, ativista, mulher inteligente e dona dos lábios mais desejados da história, essa é Angelina Jolie. Maior representação da independência feminina no novo século.
MTV Diary: Angelina Jolie and Dr. Jeffrey Sachs in Africa
Poucos devem se lembrar, mas no início da década de 90 a atriz e cantora norte-americana Juliette Lewis era apontada pela crítica como uma das grandes promessas do cinema. A primeira produção de destaque na qual a atriz apareceu foi a comédia lançada em 1989, “Férias Frustradas de Natal”. Terceiro filme da série estrelada por Chevy Chase. Contudo a grande oportunidade nos cinemas para a então garota de 18 anos viria em 1991, com o suspense de Martin Scorsese “Cabo do Medo”. No longa a atriz dividiu cenas com três grandes nomes: Robert De Niro, Jessica Lange e Nick Nolte, e não desapontou. O perturbador projeto, refilmagem do longa homônimo de 1962, rendeu a Juliette uma indicação ao Oscar na categoria coadjuvante. Além de cenas marcantes com De Niro, como a sequência em que o ex-detento Max Cady flerta com a boboca Danielle num cenário de peça de teatro infantil. O erotismo da cena duela com a imagem inocente da personagem de Lewis.
Quente…. frio!
Após “Cabo do Medo”, Juliette emendou projetos interessantes e de prestígio como “Maridos e Esposas” de Woody Allen, “O Sangue de Romeo” com Gary Oldman, “Aprendiz de Sonhador” com Johnny Depp e Leonardo Di Caprio. E “Kalifornia” com Brad Pitt, com quem namorou no início dos anos 1990. O longa funcionou como um laboratório para o projeto seguinte da atriz, “Assassinos por Natureza”, dirigido por Oliver Stone e com roteiro de Quentin Tarantino. O filme, um dos mais polêmicos de 1994, dividiu a crítica. Que o considerou violento e confuso demais, apesar disso Lewis foi escolhida a melhor atriz daquele ano no Festival de Veneza e colheu elogios por sua interpretação. Curiosamente, a carreira da atriz começou a esfriar após “Assassinos por Natureza”. Os projetos seguintes: “Um Dia de Louco”, “Diário de Um Adolescente”, “Estranhos Prazeres” e “Um Drink no Inferno” com George Clooney, conseguiram desempenhos discretos junto a crítica e público. A situação piorou com a péssima sequência tardia de “Laços de Ternura”, “O Entardecer de Uma Estrela”. Considerado um dos piores filmes do ano.
Com Jessica Lange e Nick Nolte em Cabo do Medo e Woody Harrelson em Assassinos por Natureza
Com a carreira de atriz cada vez mais em baixa – Juliette apareceu em produções menores como “Nunca Mais” com Jennifer Lopez e “Garganta do Diabo” estrelado por Sharon Stone nos anos 2000. Ela se aventurou pelo mundo da música com a banda de rock Juliette Lewis & the licks, da qual se separou ano passado iniciando carreira solo com o álbum “Terra Incognita”. Este ano Lewis volta a mostrar a faceta de atriz em papéis coadjuvantes em produções como “Betty Anne Waters”, nova tentativa de Hilary Swank voltar a disputa do Oscar e as comédias “The Switch”, estrelada por Jennifer Aniston e “Due Date” com Robert Downey Jr. Juliette Lewis é como os brasileiros, não desiste jamais.
Na tarde de hoje em Los Angeles foi realizada a pré-estréia do novo longa de Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”, protagonizado por Brad Pitt. A companheira do ator, a belíssima Angelina Jolie marcou presença no evento e mais uma vez roubou a cena!
A deusa Angelina Jolie roubou a cena do companheiro Brad Pitt na pré-estréia de “Bastardos Inglórios”, filme que teve críticas mornas em seu lançamento no Festival de Cannes. Dizem os críticos que o filme está longe do melhor de Tarantino, – leia-se “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction” – mas é seu melhor longa desde Jackie Brown de 1997.
Adoro o cinema de Tarantino, e Bastardos Inglórios deve ser, no mínimo, um bom filme.