Próxima atração – As adaptações do conto Branca de Neve

Julia Roberts e sua cômica vilã em Mirror, Mirror / Divulgação - Relativity Media

Os contos de fadas, como  Branca de Neve, originaram-se na Alemanha, lugar em que o ato de contar oralmente histórias era popular. Entre 1812 e 1822, eles foram compiladas em um livro chamado Contos de Fadas para Crianças e Adultos pelos Irmãos Grimm. São essas as versões mais populares e que até hoje permanecem no imaginário popular e servem de material para produções cinematográficas, televisivas e teatrais.

No próximo ano duas adaptações, com abordagens diferentes, do conto Branca de Neve chegarão as telas mundiais. O primeiro a estrear nos cinemas norte-americanos é Espelho, Espelho Meu em 16 de março. A produção tem direção de Tarsem Singh (Imortais) e traz Julia Roberts como a “Rainha Má” Clementianna. A atriz foi a primeira a assinar contrato para estrelar o filme, segundo Singh ele precisava de uma estrela que estabelecesse uma conexão com o público, pois sua vilã não será particularmente má e sim insegura. Espelho, Espelho Meu é descrito como uma aventura cômica por seus produtores, com figurinos e cenários exagerados.

No elenco estão também a pouco conhecida Lily Collins (Um Sonho Possível) como a Branca de Neve, em papel que passou pelas mãos de Saisorse Ronan (Desejo e Reparação), Armie  Hammer (A Rede Social) como o Princípe Andrew e Sean Bean como o rei que morre pelas mãos de Clementianna.

Outro tom

Três meses depois, em 1º de junho de 2012, chega as telas mundiais Branca de Neve e o Caçador, a outra adaptação do conto dos Irmãos Grimm. Com direção do estreante Rupert Sanders, a fantasia épica segue um tom completamente diferente de seu “rival”. Mais fiel a história original, o filme traz a bela Chalize Theron como a “Rainha Má” Ravenna. A personagem é construída pela atriz como uma verdadeira vilã, cruel, invejosa, vingativa e disposta a fazer qualquer coisa para destruir Branca de Neve, interpretada por Kristen Stewart e que diferente de encarnações do passado, é uma heroína e não uma mocinha indefesa. Chris Hemsworth (Thor) vive Eric, o caçador.

Bela e cruel: a rainha Ravenna de Charlize Theron, maior destaque de Branca de Neve e o Caçador / Divulgação - Universal

Completam o elenco Ian McShane (série de TV Deadwood), Bob Hoskins (Uma Cilada para Roger Rabbit), Ray Winstone (A Lenda de Beowulf) e Toby Jones (Frost/Nixon) como quatro dos sete anões.

Frente a frente

Nos últimos dias foram liberadas as duas primeiras prévias das adaptações, e é evidente a grande diferença de tom narrativo das produções. Enquanto Branca de Neve e o Caçador possui uma atmosfera crível e promete ser uma aventura épica empolgante, principalmente pela presença carismática da cruel Ravenna de Charlize Theron, Espelho, Espelho Meu se mostrou uma grande bobagem. Cenários coloridos em excesso, figurinos exagerados, um desnecessário tom de comédia pastelão e uma Julia Roberts perdida e canastrona na pele da vilã Clementianna.

Roberts sai apagada na inevitável comparação com Theron na construção da Rainha Má, mesmo que o estilo dos filmes seja diferente.

Espelho, Espelho Meu estreia nos cinemas dos EUA em 16 de março e Branca de Neve e o Caçador em 1º de junho de 2012

Relembrando – Uma Linda Mulher

"Ela o salvou também..."

Divulgação - Buena Vista

Clássico dos anos 90 que transformou Julia Roberts em mania mundial continua a encantar o coração dos eternos românticos.

Lançado sem muita divulgação em 1990, a comédia romântica “Uma Linda Mulher” foi um dos maiores sucessos de bilheteria daquele ano. Tornou-se um clássico contemporâneo e um dos filmes românticos mais representativos da década passada. Mas tudo isso poderia ter sido diferente se o roteiro original, “$3,000″, tivesse sido levado a diante. Um drama sobre prostituição com Al Pacino e Daryl Hannah, que recusaram a proposta. Assim como Meg Ryan, Molly Ringwald, Michelle Pfeiffer e Jodie Foster.

A idéia de transformar o pesado drama “$3,000″ no romance “Uma Linda Mulher” veio do diretor da Disney Pictures, Jeffrey Katzenberg, que apostou em Garry Marshall, diretor de comédias leves como “Um Salto para a Felicidade” com Goldie Hawn. Após a mudança de gênero e diretor, faltava o elenco. Os escolhidos para os papéis principais foram o então decadente Richard Gere e uma novata chamada Julia Roberts, que havia concorrido ao Oscar de atriz coadjuvante com o drama “Flores de Aço“. Ofuscando um elenco de estrelas, encabeçado por Sally Field e Shirley Maclaine. Rebatizado de “Pretty Woman”, utilizando a famosa música de Roy Orbison como inspiração, outra sacada de mestre de Katzenberg. “Uma Linda Mulher” estreou em março de 1990 conquistando crítica e público, revitalizou a cambaleante carreira de Richard Gere e transformou Julia Roberts em estrela, a maior da década passada.

“Ela o salvou também!”

umalindamulher02

Cinderela moderna / Divulgação - Buena Vista

As razões para o sucesso mundial do filme são inúmeras desde a belíssima trilha sonora com sucessos como o já citado “Pretty Woman” de Roy Orbison, “It Must Have Been Love” do Roxette e a inspirada trilha instrumental de James Newton Howard. O roteiro que dosa na metida certa comédia e romance, e faz até os menos românticos sonharem em encontrar um grande amor. Mas a razão principal chama-se Gere/Roberts, um dos casais mais encantadores e charmosos do cinema.

Visto erroneamente como uma simples comédia romântica, o filme pode ser interpretado em diversos contextos e leituras, dependendo do ponto de vista de quem for estudá-lo. O perigo de se apaixonar por alguém e o medo da rejeição, por exemplo, evidenciado na cena em que Vivian não resiste mais aos seus sentimentos por Edward e acaba beijando-o. O que para ela e para muitos é algo mais íntimo do que o ato sexual em si, mostra o quanto é arriscado se entregar a alguém. Porque diferente do que alguns pensam, é muito complicado separar sexo de sentimento. Ambos andam juntos, paralelos. Vivian não conseguiu, sorte dela que era um filme, uma história de Cinderela moderna. Porque a realidade é outra, por isso chama-se realidade. Dura, seca, amarga e crua. Mas, sempre vale a pena tentar. Quem sabe em uma dessas tentativas dê certo.

Voltando ao filme, “Uma Linda Mulher” arrecadou no mundo inteiro mais de 463 milhões de dólares tendo custado a “bagatela” de 14 milhões de dólares. Nas premiações o longa também fez bonito, foi indicado ao Globo de Ouro e ao BAFTA de melhor filme. Julia Roberts recebeu o Globo de Ouro como melhor atriz em uma comédia, além de indicações ao Oscar e ao BAFTA como melhor atriz. Richard Gere também recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, como melhor ator em comédia.

“Uma Linda Mulher” redefiniu as comédias românticas que vieram em sua sequência, criou uma das maiores estrelas de Hollywood, inspirou personagens de novela como o casal Bebel (Camila Pitanga) e Olavo (Wagner Moura) de “Paraíso Tropical”. E o mais importante, continua encantando quem já viu e conquistando quem assiste pela primeira vez essa inspirada história de amor entre duas pessoas tão diferentes, mas que tem o mais importante em comum: o amor.

Uma Linda Mulher (Pretty Woman, EUA, 1990) De Garry Marshall. Com Julia Roberts, Richard Gere, Hector Elizondo, Jason Alexander, Laura San Giacomo. Buena Vista. 120 min. Cotação: Excelente

Julia Roberts se apaixona em Comer, Rezar, Amar

Julia Roberts e Javier Bardem em "Comer, Rezar, Amar"

Elizabeth Gilbert é uma mulher bem sucedida profissionalmente , mas não se sente feliz. Em busca de sua realização pessoal ela larga tudo e parte em viagem ao redor do mundo com o objetivo de encontrar sua verdadeira essencia. Essa é a premissa de “Comer, Rezar, Amar”, adaptação do livro de sucesso, que se assemelha aquele típico filme “Sessão da Tarde” que todos já vimos, e obviamente não poderia ser protagonizado por qualquer atriz e sim, pela eterna linda mulher Julia Roberts, especialista no gênero romance. 

Colecionadora de diversos sucessos de bilheteria como “Uma Linda Mulher”, “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, “Um Lugar Chamado Notting Hill” e “Noiva em Fuga”, sempre foi notória a identificação do público de Roberts com os filmes românticos que deram a ela o título de “namoradinha da América” no início da década de 90. “Comer, Rezar, Amar” representa um retorno de Julia ao gênero que a consagrou, do qual ela não visitava como protagonista desde “O Sorriso de Mona Lisa”, lançado em 2003. 

Em busca do tempo perdido 

Dirigido por Ryan Murphy, criador de séries televisivas bem sucedidas como “Nip/Tuck” e “Glee”, “Comer, Rezar, Amar” foi mal recebido pela crítica especializada sendo taxado de superficial ao transpor as emoções da protagonista do livro para a película. Para Julia Roberts, porém, o filme representou um sopro de sucesso comercial para sua carreira. Em menos de um mês o longa faturou nos EUA 60 milhões de dólares, números que passam longe dos conseguidos pela atriz nos áureos tempos de “Um Lugar Chamado Notting Hill” e “Erin Brockovich”, mas que representa seu maior sucesso comercial desde “Os Queridinhos da América”, lançado no longínquo 2001. A verdade é que, mesmo ainda sendo uma das atrizes mais famosas do cinema norte-americano, Roberts perdeu a mão depois do Oscar por “Erin Brockovich”. Se ela conseguiu voltar aos bons tempos saberemos apenas em 1º de outubro, quando “Comer, Rezar, Amar” estrear nos cinemas brasileiros. 

 

Come, Rezar, Amar (Eat Pray Love, EUA, 2010) De Ryan Murphy. Com Julia Roberts, Javier Bardem, Billy Crudup, Viola Davis, James Franco. 133min. Sony

Globo de Ouro 2010

Miss simpatia

Sem muita surpresas, mais uma edição do Globo de Ouro aconteceu no último domingo, 17 de janeiro. O fantástico “Avatar” levou os prêmios mais importantes da noite, melhor filme na categoria drama e melhor diretor para James Cameron. Que deve estar rindo toa, já que os dois filmes com maior arrecadação da história do cinema são assinados por ele, “Titanic” e “Avatar”. Jeff Bridges, ator competente e muitas vezes não tão valorizado, levou o prêmio como melhor ator dramático por “Crazy Heart”. Na categoria comédia Robert Downey Jr. foi o vencedor pelo irregular “Sherlock Holmes” de Guy Ritchie.

No campo das mulheres, a onipresente Meryl Streep, com indicação dupla, levou o prêmio de atriz em comédia pelo cansativo “Julie & Julia”. Porém, o prato principal da noite foi ver a subestimada Sandra Bullock lavar a alma com o prêmio de melhor atriz dramática por “Um Sonho Possível”. Merecido! Como Sandra disse, ela pode não ser a melhor atriz, mas teve uma oportunidade. A briga pelo Oscar está, sem sombra de dúvidas, entre Streep e Bullock. Christopher Waltz por “Bastardos Inglórios” e Mo-nique por “Preciosa” foram os coadjuvantes da noite.

Confira os vencedores

Melhor filme (drama) – Avatar

Melhor filme (Comédia) – Se Beber não Case

Melhor diretor – James Cameron, Avatar

Melhor ator (drama) – Jeff Bridges, Crazy Heart

Melhor atriz (drama) – Sandra Bullock, Um Sonho Possível

Melhor ator (comédia) – Robert Downey Jr., Sherlock Holmes

Melhor atriz (comédia) – Meryl Streep, Julie & Julia

Melhor ator coadjuvante – Christopher Waltz, Bastardos Inglórios

Melhor atriz coadjuvante – Mo-nique, Preciosa

Lista completa aqui

Da esquerda para a direita: Jeff Bridges e Kate Winslet, Robert Downey Jr., Meryl Streep, Halle Berry, Christina Aguilera, Julia Roberts, Sam Worthington, James Cameron, Zoe Saldana e Sigourney Weaver.

A volta por cima de Sandra Bullock

Divulgação

O ano de 2009 foi um dos piores para a economia mundial e para diversas pessoas, Sandra Bullock não foi uma delas. A atriz norte-americana de 45 anos viveu o melhor ano profissional de sua carreira, desde “Velocidade Máxima” de 1994. Com dois sucessos extraordinários de bilheteria – a comédia romântica “A Proposta” e o drama “Um Sonho Possível” – e aclamados pela crítica, Bullock pela primeira vez deve ser uma das finalistas na próxima edição do Oscar. Pelos dois trabalhos citados ela recebeu indicações ao Globo de Ouro, que acontece no próximo domingo.

Contemporânea e rival de Julia Roberts nos anos 1990, Sandra deve chegar a disputa do prêmio da Academia com um trabalho similar ao da ruiva em “Erin Brockovich”. Uma mulher forte, batalhadora e idealista, assim é Leigh Anne Tuohy. Que como Erin, supera os obstáculos para ajudar o semelhante. No caso um garoto traumatizado, que com seu talento e a ajuda de Leigh torna-se um famoso jogador de futebol americano. O longa produzido por Bullock custou apenas 29 milhões de dólares, rendendo apenas nos EUA mais de 220 milhões. Sucesso inquestionável.

Velocidade Máxima

Sandra Bullock chamou a atenção mundial ao viver a impetuosa Anne, mocinha do sucesso “Velocidade Máxima” com Keanu Reeves e Dennis Hopper. O longa de ação dirigido por Jan De Bont (“Twister”) foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 1994 e transformou a desconhecida morena em estrela da noite para o dia. Após os sucessos de “Enquanto você Dormia”, “A Rede” e “Tempo de Matar”, Bullock aceitou estrelar “Velocidade Máxima 2″, dessa vez sem Reeves. A atriz recebeu em torno de 12 milhões de dólares para reprisar o papel que a tornou famosa.

Indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz dramática

Contrariando as expectativas, o filme foi um dos maiores fracassos de 1997, e abalou consideravelmente a carreia de Sandra. Que ganhou novo fôlego apenas três anos depois com o êxito comercial da comédia “Miss Simpatia”. Na primeira década de 2000 os trabalhos de Bullock foram apagados ou poucos vistos, com exceção para o polêmico “Crash – No Limite” e para “A Casa do Lago”, romance que marcou o reencontro da atriz com Keanu Reeves. Ninguém poderia imaginar que o ano 2009 seria de Sandra Bullock, os sucessos de crítica e público de “A Proposta” e, principalmente, “Um Sonho Possível” ofuscaram o fracasso da comédia “Maluca Paixão”, também estrelada pela atriz e mostraram que mesmo após os 40 anos, idade considerada difícil pelas atrizes de Hollywood, ainda há espaço para se reinventar e realizar trabalhos memoráveis.

Os 5+

Velocidade Máxima, de Jan de Bont. 1994

Um dos maiores sucessos dos anos 1990, o longa de ação inovou com seu ritmo frenético, um vilão de primeira (Hooper) e claro uma dupla afinadíssima (Reeves e Bullock).

Enquanto Você Dormia, de Jon Turteltaub. 1995

Enquanto Julia Roberts brincava de atriz séria e Demi Moore estava preocupada em tirar a roupa, Sandra se tornou a nova “queridinha” do cinema com esse romance divertido e que a consolidou como atriz rentável nas bilheterias. Indicada ao Globo de Ouro como atriz de comédia.

Com Keanu Reeves em Speed

A Rede, de Irwin Winkler. 1995

Quinze anos depois A Rede pode parecer datado para as novas gerações, mas em 95 era o mais atual. O longa é divertido, tem ótimo ritmo e Sandra está linda!

Da Mágia à Sedução, de Griffin Dune. 1998

A parceria de Bullock com Nicole Kidman resultou num filme leve e divertido. Infelizmente para Sandra, a ruiva a ofuscou.

Miss Simpátia, de Donald Petrie. 2000

Após uma série de filmes poucos vistos, a atriz fez as pazes com o sucesso nessa comédia que se não é perfeita, faz o espectador passar horas agradáveis. Michael Caine como o consultor de moda e etiqueta Victor Malling rouba a cena. Sandra foi indicada ao Globo de Ouro.

Trailer – Um Sonho Possível

O retorno morno da linda mulher

blogroberts

Pré-estréia de Duplicidade

Após cinco longos anos sem protagonizar um filme Julia Roberts está de volta repetindo a parceria com Clive Owen, seu parceiro em Closer – Perto Demais”, em “Duplicidade”

No tempo que separa o drama de Mike Nichols e o thriller de ação,  Julia teve um casal de gêmeos, emprestou a voz à aranha de “A Menina e o Porquinho” e a animação “Lucas, um Intruso no Formigueiro”. Também foi coadjuvante em “Jogos do Poder”, de Nichols, que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro e o drama independente “Um Segredo entre Nós”. E o principal, viu o posto de atriz mais famosa e importante de Hollywood ser ocupado por outra pessoa, no caso Angelina Jolie.

“Duplicidade”, longa escrito e dirigido por Tony Gilroy indicado à dois Oscar por “Conduta de Risco” em 2008, chegou as telas norte-americanas em março. A produção orçada em 60 milhões dólares, 15 deles foram parar no bolso de Roberts, agradou parte da crítica. Mas fez água nas bilheterias, com abertura de pouco mais de 13 milhões de dólares. Até o momento o longa acumulou em sua bilheteria mundial 60 milhões de dólares. No Brasil o filme estréia em 20 de maio. No longa Julia e Owen vivem dois espiões que se unem para dar um golpe em duas empresas rivais. A premissa lembra “Sr. & Sra. Smith”, sucesso de 2005 com Brad Pitt e a “rival” de Roberts, Angelina Jolie.

Julia Roberts despontou para a fama no final dos anos 1980 com “Flores de Aço”, filme pelo qual foi indicada ao Oscar como melhor atriz coadjuvante. Na sequência virou mania mundial com o hit “Uma Linda Mulher”, onde deu vida a encantadora garota de programa-cinderela Vivian. Foi mais uma vez indicada ao Oscar, dessa vez como melhor atriz. De 1991 a 1996, Roberts colecionou alguns tropeços: “Hook – A Volta do Capitão Gancho”, “Adoro Problemas” e “O Segredo de Mary Reilly”. Nenhum deles colocou em risco o posto de estrela número um de Hollywood. Em 1997 a atriz recusou dois papéis na aventura “Batman & Robin”, Hera Venenosa e Batgirl, optando pela comédia romântica “O Casamento do meu Melhor Amigo”. Acertada decisão, Roberts voltou ao topo. O filme rendeu no mundo todo 299 milhões de dólares, com o irrisório custo de 38 milhões.

Na sequência a atriz colecionou uma série de sucessos, destancando-se “Lado a Lado”, “Um Lugar Chamado Notting Hill”, “Noiva em Fuga” – que marcou a volta da parceria vitoriosa com Richard Gere – e “Erin Brockovich” que lhe rendeu Oscar, Globo de Ouro e BAFTA como melhor atriz em 2001. Julia havia chegado ao topo, entretando não conseguiu manter a regularidade de sucessos. Excetuando “11 Homens e Um Segredo” e “Closer” – em que foi ofuscada por Natalie Portman, todos seus filmes decepcionaram.

Roberts continua sendo um nome forte em Hollywood, foi eleita pela revista Forbes a segunda atriz mais poderosa do cinema. Mas, precisa urgentemente de um sucesso de crítica e ou bilheteria. “Duplicidade” falhou como o retorno triunfal da linda mulher. Veremos como o filme se sairá aqui no Brasil. O próximo projeto da atriz é o drama “Eat, Pray, Love” com direção de Ryan Murphy, criador da série “Nip/Tuck”. O longa deve estrear no longínquo 2011.

blogroberts02

Foto: Buena Vista

O MELHOR DE JULIA

Uma Linda Mulher (Pretty Woman, 1990)

Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich, 2000)

Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill, 1999)

O Casamento do Meu Melhor Amigo (My Best Friend’s Wedding, 1997)

Flores de Aço (Steel Magnolias, 1989)

Fotos: Reprodução

Fim de semana na panela

Dicas de filmes para assistir no final de semana em multiplex, DVD e TV.

Nos cinemas

A principal estréia da semana é “Anjos da Noite: A Rebelião”. Terceira parte, que se passa antes dos filmes anteriores em ordem cronológica, da franquia “Underworld”. O surgimento do conflito entre lycans e vampiros é o foco do longa que traz no elenco Bill Nighy, remascente dos filmes anteriores, Michael Sheen e a pouco conhecida Rhona Mitra. Dirigido por Patrick Tatopoulos, o filme é uma diversão descompromissada para quem procura apenas passar o tempo. Não vai, além disso.


DVD

A terceira tentiva de adaptar o personagem da Marvel Comics, Justiceiro, naufragou como as anteriores. “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” foi um dos maiores fracassos do ano passado nos EUA, chega direto em DVD no Brasil. A história, todos já conhecem, o angustiado anti-herói Frank Castle combate o crime ao seu modo. Sem freios ou leis. No elenco Ray Winstone da série da HBO “Roma” e Dominic West visto em “O Sorriso de Mona Lisa”, com Julia Roberts.

TV

A estréia da semana no Telecine Premium é “Jogos do Poder” de Mike Nichols (“Closer – Perto Demais”). Estrelado por Tom Hanks, Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman e Amy Adams, a comédia dramática relata os acontecimentos que levaram a derrota do exercito Soviético em sua invasão ao Afeganistão. Indicado ao Oscar de ator coadjuvante (Hoffman) e cinco Globo de Ouro: filme – comédia, ator – comédia (Hanks), coadjuvantes (Hoffman e Roberts) e roteiro (Aaron Sorkin, criador da série The West Wing) é um bom filme para ver um outro lado de acontecimentos importantes quem culminariam no futuro no trágico 11 de setembro.

A favorita – Angelina Jolie

Divulgação

Segundo a revista norte-americana Forbes Angelina Jolie é a atriz mais bancável e rentável do cinema na atualidade. O ano de 2008 foi extremamente positivo para a atriz que além de ter aparecido na mídia pelo nascimento dos gêmeos Leon Knox e Vivianne Marcheline, fez enorme sucesso nos cinemas, o que realmente importa.

Seus três lançamentos no ano passado ultrapassaram a barreira dos 100 milhões de dólares arrecadados. Além do sucesso comercial, Jolie colheu elogios por sua interpretação da mãe coragem Christine Collins no drama de Clint Eastwood, A Troca. O longa rendeu a atriz sua segunda indicação ao Oscar.

No momento Jolie filma o thriller de ação Salt e e deve retornar na sequência de O Procurado como a enigmática Fox. Os boatos sobre sua participação no 23º Bond não se confirmaram, ao que tudo indica a atriz recusou o papel. Outras atrizes que aparecem na lista são Meryl Streep, Reese Witherspoon e a outrora “dona da bola” Julia Roberts. A “linda mulher” foi a atriz nº 1 do cinema na década de 1990 e início de 2000, hoje Jolie se tornou a favorita.

O começo do reinado de Jolie – Lara Croft: Tomb Raider (2001)