Dona dos hits Rolling In The Deep e Someone Like You, Adele foi a grande vencedora com seis prêmios na 54ª edição do Grammy. Entre eles o mais importante da noite, álbum do ano para 21. A cantora britânica levou também canção, gravação e clipe do ano (Rolling in The Deep), álbum pop vocal (21) e performance pop individual (Someone Like You).
Aos 23 anos, Adele conquistou fama internacional com o lançamento em 2011 do aclamado álbum 21. Indo contra a maré do mercado tomado pelo electropop de Rihanna e Lady Gaga, 21 se tornou rapidamente um grande sucesso com mais de 12 milhões de cópias vendidas mundialmente. Enquanto Adele foi o grande nome da noite, a outrora sensação do pop Lady Gaga passou em branco esquecida entre os indicados e saindo da premiação de mãos vazias.
A voz se cala…
Outro destaque da noite foi a homenagem a Whitney Houston. Uma das cantoras mais importantes e emblemáticas das décadas de 80 e 90, Whitney foi encontrada morta na tarde de sábado na banheiro da suite do hotel em que estava hospedada em Beverly Hills. Jennifer Hudson, uma das inúmeras cantoras norte-americanas que foram influenciadas pela estrela maior do soul, cantou de forma emocionante I Will Always Love You. Tema do filme O Guarta-Costas, a canção originalmente gravada por Dolly Parton, se tornou a mais famosa do repertório da “voz” Whitney Houston, uma grande estrela que se apagou cedo demais.
Confira os principais vencedores do Grammy 2012
Álbum do ano – 21, Adele
Canção do ano – Rolling In The Deep – Adele
Gravação do ano – Rolling In The Deep – Adele
Artista Revelação – Bon Iver
Álbum Pop - 21, Adele
Melhor performance pop individual – Adele, Someone Like You
Melhor gravação dance – Skrillex, Scary Monsters and Nice Sprites
A cantora embarca em uma nova viagem pelo passado, de olho no futuro e em… Madonna!
Os anos 80 representaram o momento em que os grandes expoentes do gênero surgiram e ou tiveram suas carreiras consolidadas. Foi a época do pop/rock de Debbie Harry e a banda Blondie, o new wave do a-ha e Duran Duran, a fase popstar de David Bowie, o punk do Echo & Bunnymen e The Cure, as bizarrices estéticas de Cindy Lauper, Grace Jones e Cher, o heavy metal do AC/DC e finalmente Michael Jackson e Madonna, os dois maiores e mais importantes artistas da história da música. De todos os citados, apenas a rainha do pop continuou se reinventando com enorme sucesso ao longo dos anos.
Em 2008 apoiada em musicalidade e visuais que remetiam a tudo que já havíamos visto anteriormente, surgiu Lady Gaga. O revival dos anos 80 já fazia parte do cenário musical independente, a cantora apenas o trouxe para o meio mainstream com canções bem sucedidas como Poker Face, Paparazzi e Bad Romance. Aplaudida por passear por referências dos ídolos pop surgidos há 30 anos, Gaga começou a ter sua credibilidade questionada ao lançar o videoclipe de Alejandro que ia além das inspirações dos trabalhos anteriores copiando elementos utilizados por Madonna em Vogue, Like A Prayer e da turnê Blond Ambition. A polêmica se intensificou com o lançamento de Born This Way, primeiro single de seu homônimo novo trabalho musical.
Express yourself
Produzida em parceria com Fernando Garibay, Born This Way foi lançada em 11 de fevereiro e em menos de uma semana vendeu cinco milhões de cópias, estreando em primeiro lugar na Billboard Hot 100. Na mesma intensidade do sucesso alcançado, Lady Gaga foi criticada pelas semelhanças entre sua canção, um “hino” a liberdade do ser humano não importando seu gênero com Express Yourself, clássico que Madonna lançou em 1989 levantando a bandeira do poder feminino. Parecendo não se importar com as críticas Gaga prestou uma espécie de homenagem a Madonna e Michael no clipe ao usar, respectvamente, os característicos diastema e luva dos artistas. As semelhanças de Born This Way com Express Yourself devem ser encaradas como uma das inúmeras influências que encontramos ao entrar no mundo de referências bem sucedidas que é seu novo lançamento.
A criativa arte de capa de Born This Way, uma inspirada referência aos álbuns de heavy metal dos anos 80 e 90 e Lady Gaga com "Jesus" no clipe Judas, tentativa fracassada de criar polêmica junto ao catolicismo. / Divulgação - Universal
Temos Grace Jones e a banda inglesa Siouxsie and the Banshees na ótima Bloody Mary que soa muito mais bem sucedida em contestar o catolicismo do que a equivocada Judas, que foi lançada perto da semana de Páscoa apenas para criar polêmica. Não conseguiu seu feito, poucos se importaram com a canção. Tanto que seu videoclipe passou em branco, diferente do clássico de Madonna Like A Prayer que fora um escândalo na época de seu lançamento, e continua sendo analisando mesmo após 22 anos. A rainha do pop ”aparece” também na ótima Eletric Chapel e em Bad Kid, que ao lado de Hair, Marry in The Night, Goverment Hooker, Heavy Metal Lover e The Queen se destacam ao lado das canções anteriormente citadas.
Ainda utilizando o electropop como seu principal território musical, Lady Gaga agrega em suas canções elementos vistos em bandas de heavy metal dos anos 80/90. Isso transparece também nos elementos do videoclipe de Judas, no figurino com o qual a cantora vem se apresentando atualmente em sua turnê Monster Ball e na arte de capa de Born This Way que mostra a cantora meio humano e meio moto. A imagem gerou grande estranheza quando foi revelada, porém, faz todo o sentido vista no contexto musical do álbum e na proposta de “personagem” que Gaga está disposta a criar para essa nova fase.
O ápice desse caldeirão de referências proposto por Gaga em Born This Way é a ótima canção The Edge of Glory, um pop/rock – que lembra Cher, e traz um sensacional solo de saxofone, característico das músicas dos anos 80. Cortesia de Clarence Clemons, membro do E Street Band e colaborador habitual de Bruce Springsteen. Aclamada pelo público, The Edge of Glory passou de canção promocional para terceiro single oficial devido o sucesso inesperado que resultou na terceira posição na Billboard em sua semana de estréia. Mesmo não sendo mais divertido ou original do que The Fame (Monster), Born This Way mostra novas direções para o futuro musical de Lady Gaga. Uma artista que mesmo pecando pelos exageros, possui talento, um bom faro para o marketing e principalmente, estudou a trajetória vitoriosa de Madonna com esmero tendo nela sua principal fonte de inspiração. E quem pode culpá-la por querer se parecer com a melhor?
Destaques: Born This Way, The Edge of Glory, Marry in The Night, Hair, Bloody Mary, Eletric Chapel e Heavy Metal Love
Born This Way - Special Edition (EUA, 2011) Produção executiva: Vincent Herbert. Produção: Lady Gaga, Fernando Garibay, Red One e outros. Universal. Cotação: Bom
Donos do hit Need You Now, o trio roubou a cena na apresentação
O grupo de música country Lady Antebellum, formado por Hillary Scott, Charles Kelley e Dave Haywood, foi o grande vencedor da noite no 53º Grammy realizado na noite de ontem nos EUA. O hit do grupo, Need You Now, recebeu os prêmios de canção e gravação do ano. Enquanto que a banda canadense Arcade Fire ficou com outro grande prêmio, o de álbum do ano. Foram surpresas, pois todos imaginavam que esses prêmios iriam para o rapper Eminem e sua colaboração com Rihanna, Love The Way You Lie no álbum Recovery. Outras boas surpresas do Grammy 2011 foram as vitórias da jazzista Esperanza Spalding como revelação do ano em cima do xarope Justin Bieber, Alejandro Sanz premiado com melhor álbum pop latino pelo excelente Paraíso Express e o remix de David Guetta para a canção Revolver de Madonna, escolhido o melhor na categoria.
No campo das performances foram destaques as apresentações de Lady Antebellum, a estréia de Mike Jagger no palco do Grammy, Rihanna, disparada a melhor da nova geração de cantoras, e Drake com o hit What’s My Name e Gwyneth Paltrow acompanhada por Cee Lo, que comprovou que já passou da hora da atriz se lançar oficialmente no mundo da música, ela é ótima. Assim como Janelle Monáe que realizou uma performance original, sem parecer exagerada ou bizarra.
Lady Cansativa
Gaga pagando de Alien. Cadê a Ripley na hora que mais precisamos?
A bizarrice calculada ficou a cargo da marketeira Lady Gaga, que como de costume foi artificial e repetitiva ao querer parecer original. Passou pelo tapete vermelho dentro de um “ovo” (?), e foi chocada no palco do Grammy. Saindo dele para cantar seu novo sucesso Born This Way, canção inspirada principalmente em Express Yourself de Madonna. Alias Gaga se inspirou, para variar, também no visual platinado que Madonna usou em parte da turnê Blond Ambition. Mas nem tudo foi decepção na apresentação da nova sensação do pop, ela cantou direito e empolgou o seu público com o novo hit, como não poderia faltar tocou piano também. A conclusão que podemos chegar é que Lady Gaga é boa artista, porém repetitiva demais. Suas apresentações são sempre mais do mesmo. Falta originalidade.
A abertura do Grammy foi realizada por cinco cantoras com vozes de grande alcance: Christina Aguilera – que tropeçou no palco, Jennifer Hudson, Yolanda Adams, Martina McBride e Florence Welch. Elas realizaram um tributo à rainha do soul Aretha Franklin. Todas mandaram muito bem, inclusive Aguilera que, junto a Hudson, foi o destaque dessa apresentação. O engodo Katy Perry, cantora mais sem graça do cenário pop contemporâneo, também se apresentou mas não foi nada marcante sua participação. Ficou comprovado que ao vivo ela não funciona.
Confira os principais vencedores do Grammy 2011
Álbum do ano – The Suburbs, Arcade Fire
Canção do ano – Need You Now - Lady Antebellum
Gravação do ano – Need You Now - Lady Antebellum
Artista Revelação – Esperanza Spalding
Álbum Pop - The Fame Monster, Lady Gaga
Álbum Country – Need You Now, Lady Antebellum
Álbum Pop Latino – Paraíso Express, Alejandro Sanz
Melhor performance vocal feminina pop - Lady Gaga, Bad Romance
Melhor performance vocal masculina pop - Bruno Mars – Just The Way You Are
Melhor gravação dance – Only Girl (In The World), Rihanna
Madonna em 1990 na turnê Blond Ambition / Divulgação - Warner
22 anos depois criação de Madonna continua atual e chamando a atenção do público
Madonna já era a rainha do pop quando em 1989 lançou seu melhor, maduro e pessoal álbum até aquele momento, Like A Prayer e o clássico single homônimo que havia chocado o mundo com seu videoclipe genial e polêmico. Dando sequência nos trabalhos de divulgação do álbum, Madonna lançou Express Yourself, hino feminista que defendia o direito das mulheres de valorização e igualdade. Além de questionar até que ponto bens materiais interferem na busca e concretização do amor verdadeiro. Era uma Madonna pós-separação de Sean Penn, com quem viveu um conturbado casamento, e também a gênese do que se transformaria no ano seguinte na grandiosa, polêmica e bem sucedida Blond Ambition, turnê que fez história e estabeleceu um novo conceito de shows de artistas pop.
O clássico videoclipe dirigido por David Fincher / Divulgação - Warner
Apresentada em três turnês, Blond Ambition, The Girlie Show e Re-Invention, Express Yourself instantaneamente se transformou em um dos maiores clássicos da carreira de Madonna, tanto que mais de vinte anos depois a canção e seu videoclipe continuam a servir de referência para as cantoras da nova geração. Como aconteceu com Christina Aguilera e Lady Gaga, nos singles Not Myself Tonight e Born This Way, respectivamente. Mesmo que ambas tenham sido fortemente criticadas e acusadas de plágio pela imprensa internacional.
Revisitar Express Yourself nos possibilita constatar do que Madonna é capaz ao aliar na medida certa música pop de qualidade com os conceitos artísticos e contestadores claramente vistos na canção e em seu videoclipe. Sem falsas promessas, Madonna criou arte, um clássico da música pop que persiste relevante ainda na contemporaneidade. Diferente das músicas atuais que são consumidas, esquecidas e substituídas a cada novo lançamento.
EXPRESS YOURSELF (like a prayer) / cotação: excelente
Burlesque marca a estreia tardia de Christina Aguilera nos cinemas. Famosa por ter uma bela voz e por ser arrogante com jornalistas e colegas de trabalho, a cantora começou sua carreira oficialmente com a canção Reflection da trilha sonora do desenho animado da Disney Mulan. Seu primeiro álbum o homônimo Christina Aguilera foi lançado em 1999 na esteira do sucesso de … Baby One More Time de Britney Spears. Mesmo sem vender o mesmo que a rival, Aguilera emplacou três singles número um na Billboard (Genie in a Bottle, What a Girls Wants e Come On Over Baby (All I Wants Is You). Depois disso iniciou fase madura com o ótimo e catártico Stripped, e se aventurou pela musicalidade do jazz em Back To Basics, que também foi sucesso. Entretanto, Christina vencedora de cinco prêmios Grammy, viu sua carreira entrar em desgraça quando foi acusada de copiar em sua apresentação no Video Music Awards 2008, a então iniciante Lady Gaga. Grosseira como de costume, Aguilera ironizou dizendo que “não sabia se Gaga era homem ou mulher”. Depois disso Gaga estourou e virou sucesso mundial, enquanto Christina viu sua carreira chegar ao fundo do poço com o enorme fracasso do inconstante álbum Bionic, lançado em 2010 e a recepção morna a Burlesque. Musical que custou 55 milhões de dólares e fez em sua bilheteria mundial pouco mais de 87, não é um fracasso mas passa longe de ser um sucesso, e as indicações ao Globo de Ouro deste ano foram muito mais por falta de opções do que pela qualidade do longa. Há que se destacar que o interesse da imprensa pelo filme foi motivado por uma simples razão: o retorno de Cher, que teve na década de 80 uma carreira bem sucedida como atriz, aos cinemas após sete anos de sua participação na comédia Ligado em Você.
Divulgação – Sony
Christina Aguilera se esforça para dar certo como atriz, porém ela não têm carisma. Catherine Zeta-Jones que estrelou o musical Chicago em 2002, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, esteve vibrante naquele filme. Fazendo dele seu palco. Assim como Nicole Kidman, genial como a apaixonante Satine em Moulin Rouge. As duas atrizes conseguiram o que a cantora não conseguiu, conquistar o público. Pois não basta ter uma voz com enorme alcance, é preciso estabelecer uma conexão emocional com o espectador, e isso a cantora de Beautiful nunca conseguiu, talvez por ser fria e distante ao extremo. Ao menos é essa a imagem que ela cultiva sem parecer querer mudar há 12 anos. Outro erro foi esperar demais para estrear nos cinemas, hoje o nome Christina Aguilera não representa muita coisa para o público em geral, apenas seus fãs se interessam por seus lançamentos. Ela não é um ícone da música como Madonna ou Cher e também não é Beyoncé ou Britney Spears, cantoras da nova geração que conseguiram um lugar privilegiado no cenário musical contemporâneo. Christina não soube se reinventar, transformando-se em apenas mais uma cantora pop como muitas dessas que são despejadas goela abaixo do público pela indústria musical norte-americana a cada ano. Aguilera ficou datada, assim como seu musical Burlesque.
Burlesque estreia nos cinemas brasileiros em 11 de fevereiro.
Burlesque (EUA, 2010) De Steve Antin. Com Cher, Christina Aguilera, Kristen Bell, Cam Gigandet, Stanley Tucci, Eric Dane. Sony. 114 min. Cotação: Ruim
Tentar sempre, desistir jamais: cantoras no cinema
Cher em Burlesque* e a diretora Madonna / *Divulgação – Sony
Cher
A cantora teve seu auge no cinema na década de 80 com sucessos como As Bruxas de Eastwick e Sob Suspeita. Quatro vezes indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz, ela saiu vencedora em duas oportunidades como coadjuvante por Silkwood – O Retrato de Uma Coragem e principal por O Feitiço da Lua, que também lhe deu o Oscar de melhor atriz. Um prêmio de atuação feminina no Festival de Cannes pelo filme Marcas do Passado e um clássico juvenil, Minha Mãe é Uma Sereia, também fazem parte dos êxitos de Cher. Após estrelar Fiel, Mas Nem Tanto em 1996 e participações coadjuvantes em Chá com Mussolini e Ligado em Você, a cantora retorna aos cinemas passando certa vergonha em Burlesque, musical abaixo da média.
Madonna
A rainha do pop viveu altos e muitos baixos momentos nos cinemas. Procura-se Susan Desesperadamente, Dick Tracy e Evita mostraram que Madonna funcionava como atriz se bem dirigida e com papéis adequados em mãos. Até um Globo de Ouro de melhor atriz em musical por sua representação da primeira dama argentina, ela levou para casa em 1996. Porém abacaxis como Surpresa de Shangai, Corpo em Evidência e Destino Insólito enterraram qualquer chance de Madonna ser levada a sério como atriz. Sempre obstinada, ela prepara um novo filme como diretora W.E., ainda sem data de lançamento. Maior ícone feminino da história da música ela pode se dar a esse luxo.
Beyoncé
Beyoncé será dirigida por Clint Eastwood na nova versão de Nasce Uma Estrela / Divulgação – Paramount
Maior nome da nova geração da música mainstream norte-americana, Beyoncé flerta há um bom tempo com a atuação, e com sucesso. Sua estréia como atriz foi no constrangedor Carmen: A Hip Hopera, e seus filmes seguintes foram Austin Powers e O Homem do Membro de Ouro, a comédia comântica Resistindo as Tentações e a nova versão de A Pantera Cor-de-Rosa. Nem um deles era um projeto ambicioso, diferente de Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho, musical inspirado na vida das Supremes (grupo de Diana Ross). Beyoncé foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz, porém viu todas as atenções irem para a estreante Jennifer Hudson que levou o Oscar como coadjuvante em 2007. Após o péssimo suspense Obsessiva, que apesar do sucesso comercial foi um dos piores filmes de 2009, Beyoncé terá sua grande oportunidade na tela grande: a refilmagem do clássico Nasce Uma Estrela. Estrelado anteriormente por Judy Garland e Barbra Streisand em 1954 e 1976, a nova versão será dirigida por Clint Eastwood. Quem sabe agora Beyoncé consiga realizar seu objetivo nos cinemas, chegar ao Oscar como uma das indicadas.
TOP 5 [Os musicais com melhor faturamento]
1º Mamma Mia!: 609,84 / 2º Grease - Nos Tempos da Brilhantina: 394,58 / 3º High School Musical 3: 252,90 / 4º Hairspray: 202,54 / 5º Moulin Rouge!: 179,21
A cantora já é sucesso mundial com seu novo single ”Hold It Against Me”
Após por ordem na casa com o bem sucedido ”Circus” lançado em 2008 e levar “3″, single de sua coletânea, ao topo da Billboard sem nenhuma divulgação, Britney Spears se prepara para voltar ao mercado musical com seu sétimo álbum de inéditas ainda sem nome definido. No início da semana foi disponibilizado em rádios e para downloads o primeiro single do novo trabalho, “Hold It Against Me” produzido por Dr Luke (álbum “Circus”) e Max Martin (“… Baby One More Time”), antigos colaboradores da cantora. Aprovada pela crítica, por fãs e sucesso imeditado em diversos países em que já alcançou o topo das paradas de vendas digitais, “Hold It Against Me” segue a onda do eletropop que domina o mundo atualmente.
25 milhões de cópias vendidas, single de estréia número um na Billboard, indicação ao Grammy como cantora revelação, artista mais jovem a ocupar o primeiro lugar na venda de álbuns nos EUA. Precisa dizer mais alguma coisa? Pop chiclete e teen em seu ápice.
Vale escutar: …Baby One More Time, (You Drive Me) Crazy, Born To Make You Happy
Apesar do título ridículo, ele não deixa de ser verdadeiro. O sucesso de Britney se repetiu em seu segundo CD, apesar dos singles não terem ido tão bem nas paradas e de vídeo clipes que beiram a idiotice como o da chata canção “Lucky”. A rivalidade com Christina Aguilera, sua antiga companheira de Disney, se intensifica.
Antes Britney ostentava uma imagem de ninfeta virginal, porém “safadinha”. A partir de seu terceiro álbum ela – leia-se seus produtores – acham que a sexualização de sua imagem era o caminho a seguir para transformá-la em uma cantora pop adulta. A imagem e as letras são menos “inocentes”, porém o sucesso em vendas continua o mesmo.
Bobinho, chiclete e bonitinho demais. Tudo que Britney precisava para limpar sua imagem e voltar ao topo. “Womanizer” foi um sucesso internacional, tendo alcançado o primeiro lugar da Billboard. “Circus”, segundo single do CD, também cumpriu seu papel com a satisfatória terceira posição nas paradas. Mas nada disso foi o bastante para enfrentar Beyoncé e Lady Gaga, que ofuscaram a ex-ninfeta.
Lady Gaga lançou nesta tarde seu novo videoclipe, “Alejandro”, terceiro single do álbum “The Fame Monster”. E o resultado? Bem… não foi dos melhores. Deixando de lado que a cantora é um fenômeno musical e que suas canções e videoclipes fazem enorme sucesso, “Alejandro” é o ápice do ridículo. Uma Lady Gaga mais feia do que de costume é uma espécie de ditadora em um país em guerra, que supostamente perde seu amor… Alejandro. Supostamente, porque o videoclipe é extremamente confuso, uma colagem de cenas feitas para chocar e chamar atenção, duas coisas que Gaga adora.
A pergunta que fica no ar é a seguinte: o que uma música que versa sobre uma história de amor de uma mulher com um homem latino tem a ver com a temática de guerra, tribos, religião, homossexualidade e submissão sexual masculina mostrada por Gaga no videoclipe? Com certeza ela e seus fãs terão respostas envolvendo arte e que o clipe é vanguardista. Besteira, “Alejandro”, dirigido pelo fotografo Steven Klein – parceiro ocasional de Madonna em ensaios fotográficos, é uma verdadeira porcaria.
“Eu preciso pensar em outras maneiras de irritar e chocar o mundo pois ela (Madonna) ja fez tudo.”
“Bionic”, novo álbum de Christina Aguilera, marca seu retorno ao cenário pop mundial após quatro anos do lançamento de “Back to Basics”, seu aclamado trabalho junto a crítica. Esse tempo longe do disputado mercado da música pode significar uma eternidade, se bem que Aguilera lançou em 2008 a coletânea “Keeps Gettin’ Better”, que reunia seus maiores sucessos. Foi, inclusive, durante a divulgação desse material que a cantora se viu envolvida em uma polêmica com a então desconhecida Lady Gaga. Acusada pela imprensa norte-americana de copiar o estilo da nova cantora no Video Music Awards 2008, Christina respondeu que “não sabia se Gaga era homem ou mulher”.
No intervalo que separa esse episódio da volta de Aguilera com “Bionic”, o mundo viu surgir uma nova sensação da música: Gaga, a mesma do “episódio VMA”. A cantora que se transformou em uma pedra no caminho de Christina.
Whisper all your fetishes inside my ear... / Divulgação - Sony
Engana-se, entretanto, quem pensa que “Not Myself Tonight” representa a essência do álbum “Bionic”. O novo trabalho de Aguilera abre com a canção homônima, que junto de “Elastic Love”, são as que crumpem o tão falado estilo futurístico proposto. Christina retoma o pop comercial de seu primeiro álbum lançado em 1999, mas com mais estilo e uma sonoridade sofisticada, em “Prima Donna”, “Glam” - tida pelos produtores como a “Vogue” dos anos 2000, mas que passa longe do clássico de Madonna – e na chata “I Hate Boys”. “Desnudate” que traz uma “pegada” latina – ganharia muito se fosse uma parceria com o rapper norte-americano/cubano Pitbull - e ”Woohoo” – colaboração com a pouco conhecida Nicki Minaj – remetem claramente à “Stripped” e sua batida gueto.
I am
Reconhecida por sua forte voz, não é de se estranhar que o melhor momento de “Bionic” seja nas baladas. “Lift Me Up”, “You Lost Me” – que teve uma performance na final do reality show “American Idol” – e “All I Need” são os destaques. Elas comprovam que Christina deveria investir mais nas canções que valorizam sua voz. “I Am” é outro achado do CD, dificilmente essa faixa cairá no gosto popular, assim como aconteceu com “Save Me From Myself”.
“Bionic” acaba sofrendo por ser um álbum tão esperado, comentado e tido como obra-prima antes de seu lançamento. Infelizmente ele passa longe de merecer essa classificação. O trabalho musical é bom, porém ficou devendo. Ele é uma junção de tudo que Christina já fez em sua carreira com um toque do som do momento, o electropop.
You Lost Me – American Idol
Destaques: Desnudate, Prima Donna, I Am, Lift Me Up, You Lost Me e Not Myself Tonight
Bionic (EUA, 2010) Produzido por Christina Aguilera. Sony/RCA. Cotação: bom
Rihanna não é uma novata no mundo da música. Com quatro álbuns de estúdio lançados, a cantora nascida em Barbados colocou em pouco mais de cinco de anos de carreira seis músicas no topo da Billboard, entre elas um dos maiores hits dos anos 2000, a canção “Umbrella” que tomou o mundo em 2007. Seu mais recente trabalho musical, o álbum “Rated R”, mostrou a maturidade musical da cantora que expões em canções como “Russian Roulette” e “Fire Bomb” os problemas pessoais vividos com seu ex-namorado, o cantor Chris Brown.
Na estrada com a turnê “Last Girl On Earth” , Rihanna demonstra uma boa presença de palco e um cuidado especial na produção de seus videoclipes. “Te Amo”, single para o mercado europeu e que emplacou nas rádios brasileiras no ano passado, mostra a cantora se aventurando por um tema que se tornou recorrente nos últimos anos para as cantoras pop, o lesbianismo. Porém, diferente das investidas equivocadas e apelativas de Lady Gaga e Christina Aguilera, Rihanna acertou ao criar um videoclipe sofisticado apoiado em uma bela fotografia. Mostrando que soube seguir a cartilha de Madonna, casando de forma harmonica polêmica e qualidade.
“Rated R”, que possui como maior sucesso comercial o single “Rude Boy” – primeiro lugar nos principais mercados da música -, é coeso e goza de uma sonoridade madura que mistura ritmos latinos, da black music ao pop tradicional. Uma grata surpresa.
Fire Bomb – Rihanna
Destaques: Russian Roulette, Fire Bomb, Hard, Rude Boy, Te Amo, Photographs
Rated R (EUA, 2009) Produção executiva: Antonio “La” Reid, Rihanna. Universal. Cotação: ótimo
Ninguém chamou mais atenção no mundo da música internacional nestes últimos dois anos do que Lady Gaga. A cantora sensação divide opiniões, é considerada por muitos um novo ícone e artista visionária. Por outros é “acusada” de ser uma cópia de tudo que veio antes. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Lady Gaga é uma boa artista, isso é inegável. Ela se tornou mania mundial com muita inteligência, hits viciantes, visuais bizarros e que remetem a artistas consagrados como David Bowie, Madonna e Grace Jones, além de uma boa dose de polêmicas. Apesar disso e de ser a cantora do momento no mundo pop, Gaga precisa de muita estrada para ser colocada no mesmo patamar da rainha do pop Madonna. E o mais importante ela sabe disso, ou tenta parecer saber. Em recente entrevista à revista francesa Les Introcks, ela declarou que considera “indecente” compará-las.
“Eu tenho o maior respeito por Madonna . E para falar a verdade em alguns momentos eu acho indecentes algumas dessas comparações, em cinco minutos que tive as pessoas começaram a achar que eu sou o novo ícone Pop. Eu me sinto como “Quem você pensa que é? As pessoas deveriam me deixar fazer mais coisas antes de me chamarem de ícone Pop.” - Lady Gaga
O primeiro single “Just Dance” foi lançado em oito de abril de 2008 e permaneceu durante três semanas em primeiro lugar na Billboard Hot 100 e United World Charts – UWC. “Poker Face”, segundo lançamento do álbum – a canção “Beautiful, Dirty, Rich” foi single promocional – também alcançou a principal posição nas paradas norte-americanas e do mundo, além de ter sido considerado o maior hit de 2009. “LoveGame” e, principalmente “Paparazzi” com seu videoclipe polêmico também chamaram a atenção. “The Fame” é um álbum que cumpre o que se propõe, ser dançante e despretensioso. Grande acerto de Gaga, que de forma meteórica foi alçada à nova sensação do pop, com indicações à premiações importantes – ela é dona de dois prêmios Grammy, melhor álbum eletrônico/dance (“The Fame”) e gravação dance (“Poker Face”), turnês grandiosas e até uma parceria com Madonna num quadro do programa de humor norte-americano “Saturday Night Live”.
“Ninguém nunca será a nova Madonna. Ninguém vai tomar o lugar dela. O que Madonna fez para o feminismo e para as mulheres de todo o mundo, além de ter contribuído para a revolução sexual não pode ser copiado ou refeito, pois tudo já foi feito.” - Lady Gaga
A rainha da internet: Bad Romance e Telephone / Divulgação - Universal
O furacão Lady Gaga não tem data para se acalmar, em 2011 a cantora deve lançar seu segundo álbum, novamente em parceria com o produtor RedOne, seu companheiro no anterior. Lady Gaga é verdadeiramente um enigma. Suas músicas são ótimas, ela é inteligente e soube usar como ninguém a internet como ferramenta de divulgação de seus trabalhos. Além da sacada de mestre em reunir diversos conceitos de artistas de ontem e hoje. Principalmente por isso, se “parecer” tanto com artistas contemporâneos, que ela é alvo de críticas e goza de certa antipatia entre admiradores de outros cantores. Sendo chamada de farsa e “modinha passageira”. Talento, faro para o sucesso e consciência de que não está, ainda, no mesmo nível de artistas já consagrados ela tem. E, certamente, mesmo cercada de polêmicas Gaga despertou o adormecido cenário pop atual.
The Fame + The Fame: Monster (EUA, 2008/2009) Produção executiva: Vicent Herbert. Universal. Cotação: ótimo
Vale a pena escutar: Just Dance, Poker Face, Paparazzi, LoveGame, Brown Eyes, Boys Boys Boys, Bad Romance, Monster, Dance in The Dark, Telephone, Speechless