Especial Marina Lima – Difícil

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Sexo é bom! Eu disse não, ela não ouvia. Mandei um sim, logo serviu. Então pensei, ela é bela porque não com ela?! Sexo é bom! Hum…

Há 25 anos Marina Lima gravou a clássica Difícil pela primeira vez para seu sexto álbum de estúdio, “Todas”. Marina, sempre uma visionária, compôs em parceria com Antonio Cícero essa que é de longe a música que melhor traduz os relacionamentos de ontem e hoje. Somos catalogados como pedaços de carne em um açougue, caçados sem pena e feitos de refeição por pessoas que valorizam apenas a imagem e o que ela pode oferecer de prazer momentâneo.

Para conseguir o que querem, essas pessoas se transformam em quem você espera encontrar em seu caminho. Na verdade esse é um movimento de projeção. Nos vemos na pessoa que por alguma razão escolhemos e achamos que, ela é como nós. Ledo engano, o que a grande maioria, alias quase que a totalidade quer, espera e principalmente caça nesta selva de pedra é sexo… porque como diz Marina em Difícil: “sexo é bom!” Mesmo que a principio você diga não, apenas seu sim será escutado.

“Mas acontece que eu tenho esse vício, de gente difícil no amor. Alguém lá no início me aplicou e me fez louca, me fez pouca  Me fez o que sou, difícil!… Nem sempre” 

Esse alguém apenas se repete nas pessoas que encontramos pela vida, seria isso o famoso “dedo podre”? Acredito que não, essa valorização continua de pessoas que usam e se fartam de outros como leões em uma selva, é a culpa da já falada projeção. Sempre esperamos o melhor das pessoas, se é isso que estamos dispostos a oferecer. Outro ponto que merece ser ressaltado é que os pensamentos de quem se posiciona na vida como caçador e de quem é integro com seus sentimentos, não está certo ou errado. Simplesmente são pensamentos opostos, e por isso diferentes. Cabe a quem espera algo mais profundo dos relacionamentos saber se posicionar e evitar que esses oportunistas contaminados pelo vício impregnado na sociedade os afete ou os destrua.

Lançada em 1985, “Difícil” foi um dos grandes sucessos de Marina e seu álbum “Todas”, ao lado de “Nada por Mim” e “Eu Te Amo Você”, que de certa forma se completam. Marina Lima revisitou Difícil por duas oportunidades, em “Todas ao Vivo”, disco extraído do show ”Sexo é bom – Todas ao Vivo” e em 2006 com álbum “La Nos Primórdios” – um dos melhores lançadas na última década. Indiscutivelmente as versões anos 80 tem seu charme, mas a modernidade impregnada na sonoridade da versão 2000 valorizou o principal trunfo da canção, sua letra ousada e verdadeira  interpretada com a sensualidade inconfundível de Marina.

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DIFÍCIL (todas, todas ao vivo, lá nos primórdios) / cotação: excelente

Marina Lima prepara seu Clímax

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A cantora pretende lançar seu novo trabalho musical no primeiro semestre de 2011

A espera por nova arte de Marina Lima está próxima de terminar. Após cinco anos do lançamento do excelente La Nos Primórdios, a cantora entrou em estúdio neste mês de janeiro para gravar seu 19º álbum, intitulado Clímax. No repertório do novo CD estão já confirmadas as canções inéditas escritas por Marina: Doce de Nós, Lex, A Parte que Me Cabe, Keep Walking e Não me Venha com Mais Amor, sua parceria com Adriana Calcanhotto. Assim como o lançamento anterior, Clímax terá releituras, uma delas será Call Me gravada em 1965 por Chris Montez e Petula Clark. 

“Finalmente começo a gravar, em poucos dias, o meu novo cd: Clímax.  Ele deverá ter 13, 14 músicas…” / Marina Lima – Blog Marina Lima

Outra dúvida que fica no ar para os fãs de Marina é se a canção Como Dois e Dois, cantada por ela no projeto Elas Cantam Roberto Carlos, será incluída no novo álbum. As respostas à essas perguntas virão ainda no primeiro semestre de 2011, período desejado pela cantora para o lançamento de seu esperado Clímax.

O essencial de Marina Lima: seis álbuns que você precisa escutar para conhecer melhor uma das maiores artistas do Brasil: Marina Lima (1991) / Virgem (1987) / Pierrot do Brasil (1998) O Chamado (1993) / Todas (1985) / Lá Nos Primórdios (2006)

Especial Marina Lima – O Chamado

Divulgação - EMI

“Um coração cansado de sofrer e de amar até o fim. Acho que vou desistir.”

No final de 1993 Marina Lima apresentou o álbum ”O Chamado”, assim como os trabalhos anteriores ele falava sobre o amor, mas dessa vez sobre o prisma da dor e da perda. Mas sem nunca se tornar depressivo ou baixo astral. “O Chamado” expõe sentimentos, com uma visão realista e necessária das relações humanas. Marina, que no decorrer do tempo de gestação do álbum passou por diversas perdas e mudanças de vida, apresentava no encarte de seu CD como “o novo trabalho de uma jovem senhora de passagem”. Ela falava em maturidade, em constatações e isso representa de forma acertada “O Chamado”, que é o trabalho musical mais sofisticado da cantora até aquele momento.

Lançado simultaneamente no Brasil, Europa e EUA – com o nome “A Tug on The Line”, foi um diferencial no cenário pop nacional daquele ano. “O Chamado” representou um sopro de inteligência e qualidade, e para quem conhece o trabalho de Marina não poderia ser diferente. O lançamento nacional trazia duas canções em inglês: “It’s Not Enough” e “Nightie Night”, além das belas “Carente Profissional”, “Meus Irmãos” – revisitada em “Lá Nos Primórdios” de 2006, “Deve ser Assim” e “Eu vi o Rei”, em que a cantora homenageava seu pai. No meio de tantas jóias musicais sensíveis e catárticas duas canções se destacaram para o grande público, e fizeram do álbum um dos maiores sucessos dos anos 90: “Pessoa”, composição de Dalto e Cláudio Rebello, e “O Chamado”, uma das mais belas criações de Marina em parceria com Giovanni Bizzoto.

Ambas as canções foram revisitadas por Marina no “Acústico MTV” de 2003 e falam sobre a dor de quem já viveu desilusões e que hoje prefere se preservar, perante pessoas que não respeitam os sentimentos do próximo ou que simplesmente dão mais importância a coisas materiais do que ao que realmente importa na vida: o amor que possa unir duas pessoas. “O Chamado” foi um dos maiores sucessos da carreira musical de Marina Lima com 250 mil cópias vendidas, o que rendeu a cantora o disco de platina. O êxito do álbum surpreendeu Marina, que não esperava que um álbum tão pessoal fosse conquistar de forma avassaladora o público nacional. Modéstia da cantora, pois o sucesso de “O Chamado” foi mais do que merecido, ele é sofisticado e um passo a frente da música nacional produzida naquela época e passados 18 anos continua atual e pulsante para quem o escuta.

O Chamado (Brasil, 1993) Produzido por João Augusto. Co-produção: Fernando Vidal e William Magalhães . EMI. Cotação: Excelente

 
 A seguir: O Abrigo e Registros à Meia Voz

 

Especial Marina Lima (1991)

Novos caminhos / Divulgação - EMI

Início dos anos 90. Marina agora é Marina Lima e está grávida de seu mais novo trabalho musical, o álbum homônimo, que por essência representa um sim da cantora para a vida. Sem rótulos ou bandeiras.

Eu espero acontecimentos, só que quando anoitece é festa no outro apartamento…

Lançado em 1991 “Marina Lima” representou uma nova fase da carreira da cantora, que durante a década de 1980, foi a grande musa da música pop nacional. De casa nova, ela trocou a PolyGram – hoje Universal Music – pela EMI em uma época que a música brasileira passava por uma crise. E, sem abandonar a marcante parceria com seu irmão, o poeta Antonio Cícero, vista nas clássicas “Acontecimentos” e “O Meu Sim” – uma das letras mais inspiradas da carreira da cantora. Marina experimentou novas experiências ao compor sozinha, como em “Criança”, acompanhada por novos colaboradores, o ex-titã Arnaldo Antunes na poética “Grávida”, e sendo “apenas” intérprete como em “Não Sei Dançar”, genial composição do então pouco conhecido Alvin L.

“Nesse momento me sinto obrigada a falar, a me mostrar, sair da sombra. Não é só tirar os óculos escuros. Quero dizer “sim”. É um movimento feminino meu.”

- Marina Lima

Divulgação - EMI

Passeando pelo pop e MPB, o álbum versa sobre a busca da maturidade emocional do ser humano e escancara um medo recorrente, o de se entregar emocionalmente a outro alguém. A já citada, canção “Acontecimentos”, que fez parte da trilha sonora da novela “O Dono do Mundo” da Rede Globo, é ao lado de “Virgem”, uma das maiores composições da dupla Marina/Cícero, e um ícone da carreira musical da cantora nos anos 1990. “Ela e eu”, de Caetano Veloso e “Serei Feliz” também merecem ser redescobertas.

Quem escuta o meu sim?

“Marina Lima” representou para a cantora um novo começo e uma nova apresentação para seu público. Um álbum extremamente charmoso, inteligente e sofisticado – como a própria cantora – apoiado na busca pelo sentido dos acontecimentos da vida.

Acontecimentos – Marina Lima

Marina Lima (Brasil, 1991) Produzido por Liminha e Fábio Fonseca. Co-produção: Marina Lima. EMI. Cotação: Excelente

A seguir: O Chamado

Especial Marina Lima – Anos 80

Marina em 1987 em ensaio fotográfico para o álbum Virgem / Divulgação - Universal

Olhos Felizes (Brasil, 1980)

Indiscutivelmente a década de 1980 foi de Marina Lima. Após uma boa estréia com o álbum “Simples como Fogo”, a cantora deixou a gravadora WEA e se transferiu para a Ariola, que hoje faz parte do catálogo da Universal Music. Nascia em 1980 seu segundo trabalho musical: “Olhos Felizes”. Com grande parte das canções compostas por Marina e seu irmão Antonio Cícero, com destaque para “Olhos Felizes”, “Só Você” e “Rastros de Luz”, foi com esse álbum que Marina teve seu primeiro sucesso com repercussão nacional: “Nosso Estranho Amor”. Um dueto com Caetano Veloso, que também compôs a canção. Considerado pela cantora um álbum linear em termos de sonoridade, “Olhos Felizes” é um de seus trabalhos mais agradáveis. Romântico, positivo e solar

Produção executiva: Sérgio Mello. Direção artística: Mazola. Direção musical: Marina. Ariola. Cotação: Bom

Certos Acordes (Brasil, 1981)

Apesar do sucesso de “Nosso Estranho Amor” nas rádios brasileiras, Marina não ficou satisfeita com o resultado final de “Olhos Felizes”. Ela buscava, não apenas uma identidade que já transparecia em suas canções autorais, mas uma assinatura ímpar na sonoridade de seu trabalho. “Certos Acordes”, seu terceiro álbum, teve uma grande aceitação de crítica e público. Que fizeram de “Charme do Mundo” e “Gata Toda Dia” – composta em parceria com Leo Jaime e Tavinho Peres – grandes sucessos. As marcantes “Quem é esse Rapaz”, “O Lado Quente do Ser” e “Avenida Brasil” também foram destaques do LP.

Produção musical: Pisca. Produção executiva: Alexandre Agra. Direção artística: Mazola. Direção musical: Marina. Ariola. Cotação: Bom

Desta Vida, Desta Arte (Brasil, 1982)

“Desta Vida, Desta Arte” é até então o melhor e mais autoral álbum da cantora. Produzido em parceria com o guitarrista Pisca, remanescente do bem sucedido “Certos Acordes”, o quarto LP de Marina chama a atenção pela variedade de sua sonoridade e por flertar com o pop/rock. “Desta Vida, Desta Arte” possui verdadeiras pérolas musicais como: “Acho que Dá” – composta com Tavinho Peres, Noite e Dia de Lobão e Julio Barroso, a regravação de “Emoções” de Roberto e Erasmo Carlos e a tocante “Essas Coisas que Eu Mal Sei”. Letra bela e inspirada que ganhou mais força nas interpretações de Marina e Zizi Possi. O sucesso “Nos Beijamos Demais”, da trilha sonora do longa “Beijo na Boca” completa um trabalho que se impões pela diversidade musical e de talentos e que marcou o fim da era Ariola na carreira de Marina.

Produzido por Mazola. Direção musical: Marina e Pisca. Ariola. Cotação: Bom

Olhos Felizes (1980), Certos Acordes (1981), Desta Vida, Desta Arte (1982) e Fullgás (1984) / Divulgação - Universal

Fullgás (Brasil, 1984)

Solteira artisticamente, Marina flertou com a EMI, mas decidiu casar com a PolyGram – hoje Universal Music – em 1983. Cada vez mais imersa no rock e disposta a dar uma identidade a quase inexistente música pop nacional, Marina se cercou de talentos, como o parceiro de longa data Antonio Cícero, o músico Liminha e Lobão no clássico “Fullgás”. Lançado em 1984 o álbum transformou Marina em uma cantora popular, com os hits “Fullgás” e sua inovadora bateria eletrônica – parceria com Cícero, “Mesmo Que Seja Eu” – com uma interpretação que tomou para sí a canção e superou a original de Erasmo Carlos e “Me Chama”, composição de mestre de Lobão. “Fullgás”  “estourou” no país e levou junto Marina, cinco anos depois de sua estréia no mundo da música.

Produzido por José Augusto. Direção musical: Marina. PolyGram. Cotação: Ótimo

Todas (Brasil, 1985) / Todas ao Vivo (Brasil, 1986)

Se “Fullgás” a transformou em cantora popular, foi com “Todas” de 1985 que Marina virou fenômeno musical. Canções como a emblemática “Difícil” e as populares “Eu Te Amo Você” de Kiko Zambianchi e “Nada por Mim”, composta para Marina pelo então casal Herbert Vianna e Paula Toller viraram hits históricos da carreira da cantora. “Todas” possui ainda canções menos conhecidas como “Onde? (Orminda…)” e “Por Querer (Todas)” que são verdadeiras jóias musicais. O sucesso do LP deu origem a projetos mais ambiciosos: o álbum “Todas ao Vivo” e o show – que virou especial na extinta Rede Manchete – “Sexo é Bom – Todas ao Vivo”. O novo trabalho musical trazia releituras de canções que já estavam no “Todas”, como: “Me Chama”, “Difícil”, “Nada por Mim”,  “Eu Te Amo Você” e “Veneno”. Novas versões para “Fullgás”, “Noite e Dia” e “Ainda é Cedo” de Renato Russo. Além da inédita “Pra Começar”, tema de abertura da novela “Roda de Fogo” da Rede Globo. “Todas ao Vivo” foi o maior sucesso de vendas de Marina, até então, com 250 mil cópias, que garantiu disco de platina. O ponto alto do pacote álbum + show, para mim, é o VHS – que possuo em DVD – lançado pela Manchete Vídeo “Sexo é Bom – Todas ao Vivo”. O registro, que até hoje não teve sua comercialização em DVD, é uma grande oportunidade para ver Marina cantando em sua grande forma imersa no rock.

Produzido por José Augusto. Direção musical: Marina. PolyGram. Cotação: Ótimo / Supervisão geral: Mariozinho Rocha. PolyGram. Cotação: Ótimo

Todas (1985), Todas ao Vivo (1986), Virgem (1987) e Próxima Parada (1989) / Divulgação - Universal

Virgem (Brasil, 1987)

Já consagrada como a maior cantora dos anos 80, símbolo de canções autorais e de novas sonoridades, Marina lança em 1987 a sua obra-prima artística “Virgem”. A canção homônima é uma composição sua em parceria com Antonio Cícero, e é desde sempre a canção definitiva da dupla. “Preciso Dizer Que Te Amo”, escrita por Cazuza, Dé e Bebel Gilberto, garantiu a cantora o prêmio Sharp de música como melhor intérprete. Marina levou também como melhor cantora pop/rock e disco do ano. O álbum “Virgem”, abraçado por público e crítica, teve ainda o maior hit do verão daquele ano: “Uma Noite e Meia”, que criou polêmica por sua – para os padrões da época – ousada letra. Canções não tão conhecidas como “Pseudo Blues”, “Hearts”, “Prestes a Voar” e “1º de Abril (Eu Negar)” merecem uma nova conferida. “Virgem”, assim como “Todas ao Vivo”, vendeu 250 mil cópias e representou o auge artístico e popular para a carreira de Marina.

Produzido por Leo Gandelmam. Direção artística: Marina. PolyGram. Cotação: Excelente

Próxima Parada (Brasil, 1989)

A popularidade crescente conquistada com “Fullgás”, “Todas”, “Todas ao Vivo” e que chegou a seu ápice com “Virgem” fizeram Marina repensar o caminho pelo qual conduziria sua música. O álbum “Próxima Parada”, oitavo de estúdio da cantora, foi lançado em 1989 e trouxe uma direção calma em canções como a questionadora “$Cara” e “Garota de Ipanema”, bela releitura da composição de Tom Jobim e Vinicius de Mores e que inaugurou a MTV Brasil em 1990. Destaque também para a música título “Próxima Parada” e para o maior sucesso comercial do álbum “À Francesa” – composta por Claudio Zoli e Antonio Cícero, e que foi tema da personagem de Malu Mader em  “Top Model”, telenovela da Rede Globo. “Próxima Parada”, um álbum que exala sofisticação, rendeu a Marina os prêmios Sharp como melhor cantora pop/rock e de álbum do ano, além de ter sido certificado como disco de ouro ao vender 100 mil cópias.

Marina, ícone absoluto da música de qualidade dos anos 80, é poesia em forma humana!

Produzido por Carlos Martau. Produção executiva: Djalma Limongi. PolyGram. Cotação: Ótimo

Virgem – Marina

A seguir: Marina Lima

Especial Marina Lima – Simples como Fogo

A inovadora Marina em 1979 / Divulgação - WEA

No final da década de 1970 as grandes influências musicais para as novas cantoras que surgiam eram dois nomes: Gal Costa e Maria Bethânia. E foi nesse cenário musical que apareceu em 1979 com seu primeiro álbum, “Simples como Fogo”, a cantora carioca Marina aos 23 anos, na época sem assinar o Lima. Tendo vivido a infância e a adolescência nos EUA, a artista trazia influências musicais, mais especificamente  blues, pop e rock,  do país que foi seu lar por tanto tempo.

Dois anos antes de se lançar com seu primeiro LP, Marina teve a canção “Meu Doce Amor” gravada por Gal em seu álbum “Caras e Bocas”. Isso representou a apresentação da jovem cantora para o cenário musical brasileiro. Entretanto, poderia ter ocorrido mais cedo, pois Bethânia gravaria “Alma Caída” no LP “Pássaro Proibido”. Mas foi impedida pela censura que existia na época da ditadura militar.

Maneira de ser

Marina, ao lado de Belchior, foi a primeira artista contratada pela WEA. Porém, ela contrastando com a habitual impaciência da juventude, queria realizar sua estréia com calma. Para criar uma sonoridade diferente da existente no mercado da época. “Simples como Fogo” traz uma levada da MPB tradicional do final dos anos 70, porém com uma sofisticação que apenas poderia vir de uma artista tão genial e visionária como Marina.

Divulgação - WEA

A cantora mescla a boa MPB, influências do blues e pop, este praticamente inexistente no Brasil naquele período. Sem esquecer, logicamente, do samba presente em faixas como “Solidão”, canção de Dolores Duran, que ganhou uma interpretação forte da sempre marcante Marina. Outros destaques do álbum são “A Chave do Mundo”, que virou tema da novela “Pai Herói” da Rede Globo, “Transas de Amor” – ambas compostas em parceria com seu irmão e colaborador habitual Antonio Cícero. “Literalmente Louca” e “Muito” composta por Caetano Veloso.

“Simples como Fogo” é complexo musicalmente e ao mesmo tempo leve e envolvente. Com ele, Marina deixou uma bela primeira impressão.

Simples como Fogo (Brasil, 1979) Produzido por Gastão Lamounier. Direção artística Mazola. Direção musical Marina. WEA. Cotação: bom

Transas de Amor – Marina

A seguir: Marina Anos 80

 

Show Primórdios em DVD

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Marina Lima, em seu blog, contou que lançará entre o fim de 2009 e início de 2010 o registro de seu show “Primórdios”. Filmado em 2006 e ainda não lançado mesmo depois de três anos, por ser uma produção independente, sem uma gravadora apoiando a produção.

Segundo a cantora, o DVD será algo “que vai surpreender por ser absolutamente original e fora dos padrões que vemos por aí”.

Entre as coisas

Em 2010 Marina lançará o livro “Entre as Coisas”, que também está em pós-produção, e um novo álbum de inéditas. Após quatro anos de “Lá Nos Primódios”.