Beyoncé mostra novas facetas de sua arte em 4

Divulgação - Sony

“Todos nós temos números especiais em nossas vidas. O quatro é o meu. Foi o dia em que eu nasci, o dia do aniversário da minha mãe e o dia em que me casei”. Beyoncé

Na noite de 31 de janeiro de 2010 Beyoncé fez história no Grammy ao receber seis estatuetas, tornando-se a artista com o maior número de prêmios numa mesma edição do evento. Entre eles estava uma das categorias mais importantes da noite, a de música do ano para Single Ladies (Put a Ring on It) primeiro single do sucesso I Am.. Sasha Fierce. Terceiro álbum solo da cantora e que apresentou ao público uma boa junção de R&B e pop, indicando que ela estava disposta a conquistar novos territórios musicais. Os prêmios de artista da década e do milênio pela Billboard se juntaram a lista de feitos da cantora, e apenas aumentaram as expectativas para o caminho seguinte que ela escolheria.

Sonoridade experimental e influências

Na última quinta-feira, 28 de junho, chegou as lojas 4. Como o título do CD já deixa claro, esse é o quarto trabalho musical solo de Beyoncé e o primeiro sem o pai Matthew Knowles como seu empresário. Tendo como referências naturais Michael Jackson, Whitney Houston, Tina Turner, Lauren Hill e Steve Wonder, a cantora buscou nos músicos citados e nas sonoridades soul e afrobeat do grupo The Stylistics e de Fela Kuti, respectivamente, inspirações para criar o trabalho menos comercial de sua carreira. A começar pelo primeiro single escolhido, a faixa Run The World (Girls), que representa uma volta de Beyoncé a um tema recorrente em sua carreira, a valorização feminina, vista anteriormente em Independent Women - grande sucesso do grupo Destiny’s Child, e Single Ladies. Com uma musicalidade apoiada em elementos de afrobeat e funk, a canção causou estranheza entre o público contemporâneo engessado no electropop usado a exaustão por Lady Gaga, Black Eyed Peas e Britney Spears nos últimos anos. A 29ª posição, melhor da música na Billboard Hot 100, comprovou que o público não estava disposto a sair da zona de conforto. Diferente de Beyoncé, que continuou investido na canção com apresentações irrepreensíveis, como a realizada no Billboard Music Awards e um videoclipe superprodução dirigido por Francis Lawrence (Bad Romance), e que de longe é um dos melhores do ano no gênero. Também utilizando elementos semelhantes ao de Run The World (Girls), aparecem as ótimas Countdown e End of Time, que se forem bem trabalhadas pela cantora poderão se tornar dois grandes sucessos de sua carreira.

Falando sobre o amor

4 em sua versão "Deluxe" / Divulgação - Sony

As batidas agitadas de 4 são acompanhadas por canções que falam sobre amor e superação, como a parceria com o produtor Babyface (Take a Bow - Madonna) Best Thing I Never Had - segundo single do álbum e que obteve a 16ª posição no Billboard Hot 100, Love on Top e a romântica 1+1, que teve uma elogiada apresentação na final do programa American Idol deste ano. Assim como em trabalhos anteriores, Beyoncé reservou grande parte do álbum para as baladas, que possibilitam a cantora utilizar com extrema competência seu talento vocal. Destacam-se I Care, I Was Here e a melhor delas: I Miss You, em que Beyoncé expanja sofisticação. Outras três canções chamam a atenção nesse novo trabalho musical da rainha do R&B: Party, comentada e esperada parceria com os rappers Kanye West e Andre 3000 (Outkast), trazendo uma Beyoncé mais hip-hop, lembrando os tempos do grupo Destiny’s Child. Lay Up Under Me e Schoolin’ Life, músicas que remetem imediatamente a dois ícones e ídolos da cantora: Michael Jackson e Prince.

O ano “quatro”

Seria inocente dizer que Beyoncé não está preocupada com vendas e resultados nos charts mundiais, com certeza ela está. Porém, é inquestionável que a cantora produziu 4 como queria. Introduzindo ritmos diferenciados, se arriscando e fugindo dos modismos atuais que dominam os principais mercados de música comercial. O resultado conseguido pela cantora é de longe seu trabalho mais autoral, coeso e sofisticado. Um risco acertado que a talentosa Beyoncé bancou e saiu vitoriosa, a estréia do álbum em primeiro lugar nos EUA, com 313,420 mil cópias vendidas, e Reino Unido, mostrou que ainda há espaço para inovações bem sucedidas no cenário pop atual.

Destaques: Run The World (Girls), Best Thing I Never Had, Countdown, End of Time, I Miss You, Lay Up Under Me, Party, Shoolin’ Life, I Was Here e 1+1.

4 - Deluxe Edition (EUA, 2011) Produção executiva: Beyoncé Knowles. Columbia/Sony. Cotação: Ótimo

Beyoncé contra-ataca com seu novo álbum 4

Caminhos bem traçados: Run The World (Girls), música com sonoridade experimental apoiada em excelente clipe e no talento de Beyoncé. / Divulgação - Sony

A cantora dá as costas para os modismos musicais, criando uma sonoridade agressiva com seu primeiro single Run The World (Girls)

Há três anos Beyoncé lançou com incrível êxito I Am… Sasha Fierce, seu terceiro álbum solo vencedor de cinco prêmios Grammy em 2010. Com uma musicalidade que passeava pelos tradicionais R&B e hip hop - If I Were Boy e Diva, o CD flertava com o pop em faixas como a excitante Sweet Dreams. Tudo indicava que a cantora entraria de cabeça na moda do electropop em seu trabalho seguinte, principalmente após a dupla colaboração com Lady Gaga nas faixas Video Phone (I Am… Sasha Fierce) e Telephone (The Fame: Monster). Ledo engano, Beyoncé está interessada em inovar.

Estratégia de guerra

Run The World (Girls), primeiro single do novo projeto 4, mantém Beyoncé na temática do “poder feminino” já visitada por ela em Independent Woman e  Single Ladies (Put a Ring on It), inovando na musicalidade apoiada nos ritmos africanos e experimentais. A canção pegou o público mundial de surpresa no seu lançamento em abril, conquistando a decepcionante 29ª posição na Billboard Hot 100. Como era esperado, Beyoncé não perdeu tempo montando uma estratégia de “guerra” para salvar Run The World (Girls).

Primeiro convocou o diretor Francis Lawrence, de superproduções como Bad Romance (Lady Gaga), Circus (Britney Spears) e What You Waiting For? (Gwen Stefani), para comandar o videoclipe da canção. O resultado foi um dos melhores e mais bem produzidos clipes da carreira da rainha do R&B. Na sequência duas performances irrepreensíveis no Billboard Music Awards – do qual saiu com o prêmio de artista do milênio, e no programa especial de despedida da apresentadora norte-americana Oprah Winfrey. Todo o trabalho resultou em sucesso, tornando música e coreografia populares em diversas partes do mundo.

Ao ver as performances de Beyoncé, seu carisma, talento e presença de palco, constata-se que ela é a única artista da nova geração que pode ser chamada de ícone da música e que no futuro poderá ser comparada em grau de excelência a artistas consagrados como Madonna, Michael Jackson – seu ídolo maior, David Bowie e Tina Turner.

RUN THE WORLD (GIRLS) (4) / cotação: ótimo

4 chega as lojas do mundo em 28 de junho deste ano.

VMA 2009

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O que rolou na premiação deste ano

Os dois maiores nomes da história da música pop mundial foram os destaques do MTV Video Music Awards 2009. O belo discurso de Madonna à Michael Jackson na abertura da premiação emocionou e nos mostrou ali uma colega homenageando com verdadeira admiração quem foi um dos maiores gênios do entretenimento, que o mundo já viu. Na sequência Janet Jackson continuou com o tributo à Michael ao cantar “Scream”, com a participação do falecido cantor através de imagens do videoclipe gravado em 1995.

A esperada apresentação de Lady Gaga, que saiu da premiação com três Astronautas de Prata, dividiu opiniões. Alguns adoraram, outros como eu, detestaram. Ela exagerou até mesmo para o seu já habitual comportamento bizarro. Vejamos como será daqui para frente, porque tudo que é demais enjoa fácil.

Beyoncé também levou para casa três prêmios, entre eles o mais importante da noite. Melhor vídeo do ano por “Single Ladies”. “Womanizer”, de Britney Spears foi escolhido melhor vídeo pop. O ponto negativo do VMA 2009 foi a grosseria que o rapper Kanye West fez com a cantora Taylor Switt, enquanto ela agradecia pelo prêmio de Melhor Vídeo Feminino. West ficou revoltado com a derrota de Beyoncé na categoria.

O tempo passa e a única certeza que temos é de que Madonna continua atual e relevante e Beyoncé é a cantora do momento. Quanto a revelação do ano Lady Gaga, sua música é ótima, mas as excentricidades já estão cansado.

Confira a lista de vencedores.

MTV Video Music Awards 2009

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Hoje acontece nos EUA o Video Music Awards 2009. Premiação que já representou muito no mundo da música, foi lá que Madonna apareceu pela primeira vez vestida de noiva cantando o clássico “Like A Virgin”, mas que hoje não passa de um desfile de artistas “modinha” como Lady Gaga. Alias, a cantora dos hits “Poker Face” e “Just Dance” concorre à nove prêmios e divide com Beyoncé a lideranção em indicações. Britney Spears vem na sequência com sete.

O evento desta noite promete emocionar os fãs de Michael Jackson, segundo os realizadores, sua irmã Janet Jackson fará uma apresentação em homenagem ao cantor. A grande pergunta da noite, entretanto, não é para quem os prêmios irão e sim se Madonna, a maior artista pop do mundo, se apresentará no VMA. Muitos dizem que ela participará do tributo à Michael, outros dizem que ela promoverá o lançamento de sua coletânea “Celebration“. Essas perguntas serão respondidas hoje às 22h com transmissão da MTV Brasil.

VMA 2003 - Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera

Perfil – Michael Jackson

Foto: Sony BMG

Divulgação

Grande ícone da música surgido na década de 1970 e consagrado na de 1980, Michael Jackson faleceu em decorrência de um ataque cardíaco na última quinta-feira, 25 de junho. Genial, talentoso, percursor, polêmico e esquisito são adjetivos que podem definir Michael, uma verdadeira lenda.

Michael Jackson começou cedo na carreira artística ao integrar ao lado de quatro irmãos o grupo “Jackson Five” na décado de 70. Contratados da gravadora norte-americana Motown, o quinteto fez enorme sucesso, com destaque para Michael, o menino prodígio e extremamente talentoso. Dessa fase destacam-se os sucessos: “ABC” e “I’ll Be There“.

Em 1975, O “Jackson Five” trocou a Motown pela Epic – atual Sony BMG – em busca de maior liberdade artística. O grupo teve que mudar o nome para “The Jacksons” por problemas contratuais. Quatro anos depois, o cantor se lançou em carreira solo com o álbum “Off The Wall”. Primeiro de uma parceria duradoura com o produtor Quincy Jones. Sucesso absoluto entre crítica e público, “Off The Wall” gerou grandes sucessos. Michael recebeu seu primeiro Grammy por “Don’t Stop ‘Till You Get Enough”, composta por ele. Mas era apenas o começo.

Novembro de 1982, mês em que a história era feita diante dos olhos do público mundial. Mês de lançamento de “Thriller”, ábum de maior vendagem – mais de 104 milhões de cópias – em todos os tempos. “The Girl is Mine”, “Billie Jean”, “Beat It” e a faixa título “Thriller” chegaram ao número 1 na parada da Billboard. Foi também com esse álbum que Michael revolucionou o mercado dos videoclipes, com a superprodução “Thriller”. Um curta metragem de 14 minutos ao custo de 600 mil dólares dirigido por John Landis. O clipe foi o primeiro trabalho de um artista negro a ser exibido na MTV. Fenômeno que tomou o planeta, o álbum rendeu ao cantor oito prêmios Grammy. Entre eles álbum do ano e cantor Pop Solo Masculino.

Usando sua popularidade para chamar atenção à causas sociais, Michael uniu forças com Quincy Jones e Lionel Ritchie no projeto “We Are The World”, single lançado em 1985 para ajudar na arrecdação de fundos para a campanha “USA for Africa”. Tina Turner, Cindy Lauper e Ray Charles foram alguns dos artistas que também participaram do projeto.

Cinco anos separam “Thriller” do projeto seguinte de Michael, “Bad”, último álbum da parceria com Jones. Os críticos consideraram o novo trabalho inferior a “Thriller”, mesmo assim “Bad” foi enorme sucesso de vendas. A canção título – que teve Martin Scorsese na direção do videoclipe -, “I Just Can’t Stop Loving You”, “The Way You Make Me Feel”, “Man in the Mirror” e “Dirty Diana”, alcançaram o 1º lugar na Billboard. Feito inédito para qualquer cantor, ter cinco canções no topo. Em 1988 Michael voltou as telas no musical-fantasia “Moonwalker”, sua experiência anterior foi em “Wiz” com Diana Ross. O videoclipe “Leave Alone”, que fazia parte da trilha sonora do filme, garantiu ao artista um Grammy.

1991 foi o ano de lançamento de “Dangerous”, último grande sucesso do artista. O videoclipe de “Black or White” foi dirigido por John Landis e contou com a participação de Macaulay Culkin, na época vivendo o sucesso de “Esqueceram de Mim”. “Remember The Time” e “Will You Be There” foram outros sucesso do álbum. A partir desse período Michael começa a enfrentar uma fase de declínio em sua carreira. As constantes mudanças na aparência – o embranquecimento da pele é creditado pelo cantor a doença Vítiligo -, o surgimento do movimento grungee e a acusação de pedofília são fatores decisivos.

O cantor lançou mais três álbuns: “HIStory: Past, Present and Future” de 1995- CD duplo que contava também com sucessos antigos -, “Blood On The Dancer Floor” de 1997 – com remixes de sucessos antigos e cinco canções inéditas – e “Invincible”, lançado em 2001. O CD representou o último projeto de inéditas de Michael na Sony BMG, “You Rock My World” chamou a atenção e fez sucesso no mundo todo. Seu videoclipe também impressionou, contando com a participação de Marlon Brandon e Chris Rock.

Michael Jackson, o rei do Pop, estrearia em 13 de julho a turnê “This Is It”, sua primeira desde “HIStory”. Infelizmente, não houve tempo. Porém, seu legado continua para ser admirado por gerações mundo a fora.