A pergunta que não quer calar é: o que leva uma atriz talentosa como Nicole Kidman, pós indicação ao Oscar de melhor atriz por Reencontrando a Felicidade, a aceitar protagonizar um filme tão mediocre como Reféns? Talvez o cachê tenha sido tentador, nunca saberemos.
A produção de US$ 35 milhões, que rendeu apenas sete em sua bilheteria mundial, é dirigida pelo inconstante Joel Schumacher, que possui em sua filmografia ótimas produções como Os Garotos Perdidos e Um Dia de Fúria e também enormes desastres como Batman & Robin e Número 23. Reféns faz parte da segunda categoria de filmes do diretor, inclusive consegue ser pior que os longas citados.
Nicolas Cage, um dos piores atores do cinema contemporâneo, é um empresário que negligência sua mulher (Kidman) e filha (Liana Liberato), em favor de seus negócios. Certo dia o casal tem a casa invadida por uma quadrilha de ladrões disposta a tudo para ficar com os diamantes que supostamente o empresário guarda em seu cofre. Qualquer semelhança com o longa espanhol Secuestrados (2010), não é mera coincidência, e sim pura cópia. Fazem parte do pacote atuações constrangedoras de todo o elenco, com destaque para Cage e o inexpressivo Cam Gigandet (Burlesque), muitos gritos irritantes de Kidman, reviravoltas desnecessárias, e sem razão de existir e um final assustadoramente ruim.
Uma verdadeira bomba, que permaneceu em cartaz nos cinemas norte-americanos por apenas dez dias com uma pífia renda de US$ 25 mil, e se tornou o filme mais rápido a chegar ao mercado de home video, em apenas 18 dias. Seria melhor se não tivesse existido.
Indicado ao Framboesa de Ouro (Razzies) de pior ator – Nicolas Cage
Reféns (Trespass, EUA, 2011) De Joel Schumacher. Com Nicolas Cage, Nicole Kidman, Cam Gigandet. 91 minutos. Cotação: Ruim







