Melhor filme: Cisne Negro / O Vencedor / A Origem /O Discurso do Rei / A Rede Social / Minhas Mãe e Meu Pai / Toy Story 3 / 127 Horas /Bravura Indômita / Inverno da Alma
Melhor direção: Darren Aronofsky, Cisne Negro/ David Fincher, A Rede Social / Tom Hooper, O Discurso do Rei / David O. Russell, O Vencedor / Joel e Ethan Coen, Bravura Indômita
David Fincher e a turma de A Rede Social / Divulgação - Sony
Melhor ator: Jesse Eisenberg, A Rede Social / Colin Firth, O Discurso do Rei / James Franco, 127 Horas / Jeff Bridges, Bravura Indômita /Javier Bardem, Biutiful
Melhor atriz: Nicole Kidman, Reencontrando a Felicidade / Jennifer Lawrence, Inverno da Alma/ Natalie Portman, Cisne Negro / Michelle Williams, Blue Valentine / Annette Bening, Minhas Mães e Meu Pai
Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, O Vencedor/ Jeremy Renner, Atração Perigosa / Geoffrey Rush, O Discurso do Rei / John Hawkes, Inverno da Alma / Mark Ruffalo, Minhas Mães e Meu Pai
Melhor atriz coadjuvante: Amy Adams, O Vencedor / Helena Boham Carter, O Discurso do Rei / Jacki Weaver, Animal Kingdom / Melissa Leo, O Vencedor / Hailee Steinfeld, Bravura Indômita
Em “Salt”, longa que chega aos cinemas brasileiros hoje, Angelina Jolie vive a misteriosa Evelyn Salt, agente da CIA acusada de ser uma espiã russa. Especialista em interpretar mulheres fortes e obstinadas, Jolie deve colocar a agente em sua galeria de formidáveis personagens. Pensando nisso, o “Cinema na Panela” listou as cinco mais complexas, marcantes e inesquecíveis mulheres interpretadas por Angelina.
1º Gia (“Gia – Fama e Destruição”, 1998. Direção: Michael Cristofer)
Gia e Christine Collins / Divulgação - Warner, Universal
Gia Carangi foi a primeira modelo a virar estrela internacional e ícone da geração 80. Trabalhou para os principais fotógrafos da época, Francesco Scavullo, e foi capa de grandes publicações como Vogue e Cosmopolitan. Desfilou para estilistas renomados, como a belga Diane von Fürstenberg e Gianni Versace. Em decorrência do vício com drogas perdeu tudo, falecendo em 18 de novembro de 1986, aos 26 anos, vítima do vírus HIV. Foi a primeira mulher famosa diagnosticada com a doença. Angelina Jolie foi a primeira escolha dos produtores para o papel, mas sentia que a personagem se parecia demais com ela em relação a sexualidade – Gia era lésbica – e as angústias emocionais. Mesmo com dúvidas Jolie aceitou o desafio e entregou uma das performances mais explosivas de sua carreira. Ela não interpretou Gia, ela se tornou Gia! Premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz e indicada ao Emmy na mesma categoria, Angelina viu sua carreira decolar após a estréia do filme.
Já na condição de maior estrela do cinema internacional, Angelina Jolie aceitou viver outra figura real em “A Troca” de Clint Eastwood. No longa ambientado no fim dos anos 20, a atriz é Christine Collins, mãe solteira que precisa enfrentar a corrupção da polícia de Nova York para encontrar seu filho desaparecido. Jolie se inspirou em sua falecida mãe, Marcheline Bertrand, para compor a doce, frágil, porém corajosa Christine. O resultado foi uma das mais apaixonantes atuações de sua carreira, emocionante do início ao fim. Impossível não ir as lágrimas com o desespero e a esperança que Jolie imprime em Christine. Aclamada pela crítica no Festival de Cannes, ela foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor atriz. Viu o “careca dourado” ir para as mãos de Kate Winslet por “O Leitor”, o que não tirou o brilho de sua excelente atuação.
3º Marianne Pearl (“O Preço da Coragem”, 2007. Direção: Michael Winterbottom)
Comprovando o gosto por personagens reais, Angelina embarcou na vida da jornalista Marianne Pearl em “O Preço da Coragem”, baseado no livro “A Mighty Heart”. O longa mostra os momentos de angustia de Marianne - grávida de seu primeiro filho – que tem seu marido, o jornalista Daniel Pearl, sequestrado e posteriormente executado no Paquistão. Dirigido em forma de documentário pelo inglês Michael Winterbottom, em “O Preço da Coragem” Angelina Jolie nos entrega a melhor atuação de sua carreira. Força, determinação e inevitavelmente dor são expressos de forma ímpar pela atriz. Um turbilhão de sentimentos. Injustamente Jolie foi preterida no Oscar, mas recebeu indicações ao Globo de Ouro e Critics Choice.
Marianne Pearl, Lisa Rowe e Joan / Divulgação - Paramount, Sony, Miramax
4º Lisa Rowe (“Garota, Interrompida”, 1999. Direção: James Mangold)
Winona Ryder idealizava a adaptação do livro “Girl, Interrupted” há seis anos. Finalmente em 1999 começaria a rodar a história de Susanna Kaysen, interpretada por Ryder, a jovem foi enviada a um hospital psiquiátrico por seus pais nos anos 60. O show seria de Winona, porém um furacão chamado Angelina Jolie atravessou em seu caminho com a rebelde Lisa Rowe, uma das pacientes da instituição. Lisa na verdade é a junção de algumas mulheres que Susanna conheceu em seu período no hospital Claymoore. Um personagem rico e denso, ideal para uma atriz brilhar. Jolie agarrou a oportunidade e ofuscou todo o elenco, mesmo que todos estejam muito bem em seus papéis. O diferencial é que a atriz está acima da média. Venceu os mais importantes prêmios da temporada, incluindo o Oscar de melhor atriz coadjuvante e virou estrela.
5º Joan (“Corações Apaixonados”, 1998. Direção: Willard Carroll)
“Corações Apaixonados” apresenta uma colcha de retalhos em Nova York, inúmeras histórias que obviamente se cruzarão. No longa Jolie é Joan, mulher vibrante que se apaixona mas não é correspondida de imediato. Pode parecer uma personagem banal se comparada as outras mulheres de Jolie, mas é apenas a impressão. Joan é complexa e nas mãos de uma atriz tão talentosa como Angelina ganhou verdade e carisma, uma personagem apaixonante. Por sua representação cativante, a atriz foi escolhida pelos membros do National Board Review como um dos destaques de 1998, com o prêmio breakthrough performance.
“Salt” chega as telas nacionais amanhã. Aproveitando o lançamento do novo filme de Angelina Jolie confira os três agentes – secretos ou não – mais marcantes do cinema e da televisão mundial.
medalha de ouro: James BOND (Sean Connery)
Ele já foi encarnado por seis atores. George Lazenby, em apenas uma aventura, ”007 – A Serviço Secreto de sua Majestade”. Roger Moore que foi Bond por sete oportunidades, sendo as mais marcantes em “007 – Viva e Deixe Morrer” e “O Espião que me Amava”. Timothy Dalton teve a licença para matar por duas aventuras: “007 – Marcado para a Morte” e ”Permissão para Matar”, longa que colocou o personagem na realidade do fim dos anos 80. Pierce Brosnan, em quatro filmes e Daniel Craig em dois, com destaque para o ótimo “007 – Cassino Royale”, são os intérpretes contemporâneos do personagem. Porém o James Bond definitivo foi moldado na década de 60 por Sean Connery, primeiro ator a dar vida ao agente secreto em “O Satânico Dr. No” de 1962, e até hoje o mais lembrado e aclamado, com justiça, pelo público.
Melhor missão: ”007 Contra Goldfinger” (1964)
medalha de prata: Jack BAUER (Kiefer Sutherland)
A primeira vez que vimos o agente da Unidade Contra Terrorismo – UCT Jack Bauer (Kiefer Sutherland) correndo contra o tempo, foi em 2002 com a estréia da série “24 Horas” na FOX. No dia 1, Bauer precisava impedir o assassinato do senador David Palmer, candidato a presidência dos Estados Unidos. O seriado permaneceu no ar durante oito temporadas, sendo que durante as cinco primeiras viveu seu auge de popularidade, sendo premiada em 2006 com o Emmy de melhor série dramática e ator. Para Sutherland estrelar “24 Horas” foi a chance de resgatar sua carreira que não andava bem desde meados dos anos 90, devido a escolhas equivocadas em filmes esquecíveis como “Os Três Mosqueteiros” e “Jeito de Cowboy”. Em Bauer ele encontrou um verdadeiro herói, um personagem que mesmo adotando atos questionáveis, buscava a justiça e a verdade a todo custo.
Melhores missões: “Dias 1″ (2001-02), “2″ (02-03) e “5″ (2006)
medalha de bronze: Clarice STARLING (Jodie Foster)
Ajudada pelo psicopata Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), Clarice Starling conseguiu encontrar o serial killer Buffalo Bill, criminoso que sequestrava mulheres com o intuito de retirar suas peles. Interpretada com extremo brilhantismo por Jodie Foster, premiada com seu segundo Oscar de melhor atriz, a novata agente do FBI usava de sua inteligência, coragem e certa inocência para entrar na mente perturbada de Lecter e conseguir seu auxílio. Julianne Moore foi Clarice em “Hannibal”, lançado em 2001, mas não conta. Starling sempre será aquela interpretada por Foster no clássico “O Silêncio dos Inocentes”.
Melhor missão: “O Silêncio dos Inocentes” (1991)
banco de reservas: 4º Nikita, Nikita – Criada para Matar (Anne Parillaud) e 5º Jason Bourne, Trilogia Bourne (Matt Damon)
Filme vai bem nos cinemas norte-americanos, mas não supera “A Origem”
Pré-estréia de Salt em Moscou
O domingo foi movimento para Angelina Jolie. A atriz participou de entrevistas e da pré-estreia de seu novo longa, “Salt”, em Moscou na Rússia. Enquanto isso nos EUA saíram os primeiros números da arrecadação do longa em seus três primeiros dias em exibição. Enfrentando “A Origem”, filme badalado de Christopher Nolan com elenco estelar encabeçado por Leonardo Di Caprio, “Salt” saiu-se muito bem faturando 36 milhões de dólares. Números superiores ao da estréia de “A Identidade Bourne”, também um thriller de ação, que em 2002 fez 27 milhões em três dias. E dos últimos lançamentos estrelados por Tom Cruise e Cameron Diaz(“Encontro Explosivo” = 20,1) e Matt Damon (“Zona Verde” = 14,3).
4. O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer’s Apprentice) – 9,65 – 42,60**
5. Toy Story 3 – 8,91* – 379,41**
* Bilheteria do fim de semana
** Bilheteria total
Na próxima semana “Salt” chega aos cinemas brasileiros e de países asiáticos. Não é segredo para ninguém que a Sony Pictures espera um grande sucesso internacional para a produção, justamente pela força que Jolie representa nos demais mercados. As bilheterias mundiais de seus filmes comprovam isso, “A Troca” rendeu nos EUA apenas 35,7 milhões, mas no mercado internacional faturou ótimos 77,2. Fazendo com que o longa dirigido por Clint Eastwood rendesse satisfatórios 113 milhões.
O clichê de tratar as mulheres em filmes de ação como mocinhas em perigo, saiu de moda no cinema comercial norte-americano há um bom tempo. Angelina Jolie não está sozinha nessa revolução no gênero ação, mas com toda certeza representa com exatidão a força e determinação das mulheres em filmes que antes eram dominados por homens.
A primeira mulher durona e desafiadora do cinema mundial não era estrela de um típico filme de ação, e sim do romance épico mais famoso e celebrado da história. Seu nome Scarlett O’hara, a voluntariosa protagonista de “…E O Vento Levou”. A personagem imortalizada com maestria por Vivien Leigh dominava e manipulava todos a sua volta usando inteligente, sensualidade e beleza. Ambiciosa, conseguiu seus objetivos se aliando a rivais e não titubeou em matar um soldado ianque, que invandiu sua fazendo, Tara, atirando em seu rosto. De 1939, ano de lançamento de “…E O Vento Levou”, pulamos 29 anos até “Barbarella”, adaptação de Roger Vadim para os quadrinhos criados por Jean-Claude Forest. Com Jane Fonda no papel título, a ficção científica e comédia erótica psicodélica foi um grande fracasso na época de seu lançamento. E pouco serviu para impulsionar a criação de novas heroínas no cinema, Barbarella era apenas um fetiche, tanto que Fonda posou para a revista erótica Penthouse vestida (ou despedida) como a personagem.
Scarlett O'hara (...e o Vento Levou), Barbarella, Jill, Sabrina, Kelly (As Panteras) e Peper (Police Woman)
Próxima parada: a televisão
Foi na década de 1970, época dominada pelo olhar masculino no cinema norte-americano – leia-se Francis Ford Coppola e Al Pacino com “O Poderoso Chefão” e a dupla Martin Scorsese/Robert De Niro, que as mulheres começaram a ganhar uma fatia, ainda que pequena, no mercado de ação. Em 1974 pela rede NBC foi ao ar o seriado “Police Woman”, com Angie Dickinson no papel da sargento Leann “Peper” Anderson. Ao longo de quatro temporadas bem sucedidas a ”Police Woman” fez história na televisão mundial, por ser a primeira série dramática de sucesso tendo uma mulher como protagonista. Dickinson foi premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz por seu desempenho, além de três indicações ao Emmy na mesma categoria.
O êxito de “Police Woman” motivou dois anos depois as estréias de dois seriados, “As Panteras” (“Charlie’s Angels”) e “Mulher-Maravilha”, que se transformaram em ícones dos anos 70. A heróina da DC Comics chegou antes a televisão, em 1975 com um episódio piloto que contava a origem da personagem vivida pela bela Lynda Carter. No ano seguinte teve início a série regular que ficaria no ar durante três temporadas, mesmo com o enredo infantil o seriado marcou uma geração e até hoje Carter é a Mulher-Maravilha definitiva. Com maior sucesso, Farrah Fawcet, Kate Jackson e Jacklyn Smith viraram mania mundial com “As Panteras”. O seriado seguia o estilo de “Police Woman”, porém era menos sério que o precursor. As detetives da agência de Charlie (voz de John Forsythe) eram sempre mostradas em trajes sumários, para época, com o objetivo de atrair o público masculino. Pode-se dizer que “As Panteras” tentava encontrar o equilíbrio, juntando a força feminina ao apelo sexual. Com a saída de Fawcet, maior chamariz do seriado, o programa foi perdendo força ao longo dos anos chegando ao cancelamento em 1981, após cinco temporadas. Cheryl Ladd, Shelley Hack e Tanya Roberts também foram panteras. Porém passaram longe do brilho do trio inicial.
A década de 1980 é hoje lembrada pelos exageros das roupas, por Madonna e Michael Jackson dominando as paradas musicais e, principalmente, pelo cinema de ação dos brucutus anabolizados Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e seus genéricos. Três anos antes de Stallone criar o “exército de um homem só” com seu “Rambo – Programado para Matar”, Sigourney Weaver foi ao espaço em “Alien – Oitavo Passageiro”, clássico dirigido por Ridley Scott. A emblemática tenente Ellen Ripley era na verdade para ser interpretada por um homem, Scott foi o responsável pela escalação de Weaver, e o resto é história. A atriz se consagrou ao longo de quatro filmes, tendo alcançado seu ápice em “Aliens, O Resgate”, mega-sucesso da década de 80 dirigido por James Cameron. No longa Ripley acorda cinquenta e sete anos depois de seu primeiro embate com alienigena cuspidor de ácido. Com o objetivo de salvar a população que vive no planeta onde tudo ocorreu com sua nave, Ripley decide voltar e por consequência enfrentar novamente os aliens. Indicado a sete prêmios Oscar, incluindo melhor atriz para Weaver, e vencedor de dois, “Aliens, O Resgate” é até hoje o melhor filme de ação estrelado por uma personagem feminina.
Os ícones moldados por James Cameron: Ellen Ripley (Aliens) e Sarah Connor (Terminator). Abaixo: Clarice Starling (O Silêncio dos Inocentes) e Mulher-Gato (Batman - O Retorno)
Ainda na década de 80, Gena Rowlands dirigida por seu marido o diretor e roteirista John Cassevetes, estrelou “Glória”. Policial que mostrava a luta de uma mulher (Rowlands, indicada ao Oscar pelo papel) para proteger um garoto perseguido pela máfia em Nova York. O longa foi refilmado em 1999 com Sharon Stone no papel título e Sidney Lumet na direção, mas o resultado ficou aquem do original. No Brasil, Betty Faria representou a força das mulheres na década com longas como “Anjos do Arrabalde”, onde vivia uma professora lésbica, “Lili – A Estrela do Crime” e “Romance da Empregada” de Bruno Barreto. Betty era Fausta, diarista que enfrentava com bom humor as dificuldades da vida do brasileiro. Na televisão ela viveu o auge de popularidade com “Tieta”, adaptação da obra de Jorge Amado, uma mulher com personalidade forte e sem papas na língua. Outro ícone da década, ao menos na televisão nacional, foi o seriado “Dama de Ouro”. Lançado em 1985 pela rede norte-americana ABC e posteriormente exibido pela rede Globo, a produção estrelada pela detetive Kate Mahoney (Jamie Rose) era uma espécie de Dirty Harry de saias. A série durou 13 episódios e foi cancelada devido as críticas a violência excessiva de seus episódios.
Anos 90
A década de 90 teve início com acertos como Sigourney Weaver e sua inesquecível Ripley e Linda Hamilton em “O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final”. Dirigido por James Cameron, o longa mais caro da época transformou a frágil Sarah Connor do primeiro filme em uma determinada – e musculosa – mulher destinada a defender seu filho de qualquer ameaça, mostrou que havia espaço para mulheres duronas em filmes de sucesso. Merecem menções também a Mulher-Gato feita com maestria por Michelle Pfeiffer em “Batman – O Retorno”. A anti-heroína da DC Comics parou o mundo em 1992, assim como a enigmática Catherine Tramell de Sharon Stone em “Instinto Selvagem”, que três anos depois se aventuraria pelo western em “Rápida e Mortal”, Clarice Starling, agente do FBI interpretada pela genial Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes” e Meryl Streep, que na década de 80 interpretou mulheres fortes em “Silkwood – O Retrato de Uma Coragem” e “Plenty – O Mundo de Uma Mulher”, em “O Rio Selvagem”.
Televisão: Memorial de Maria Moura e La Femme Nikita. Abaixo: O Tigre e O Dragão
No campo televisivo “La Femme Nikita”, “Xena - A Princesa Guerreira”, “Buffy – A Caça Vampiros” e as séries brasileiras ”A Justiceira” com Malu Mader e “Mulher” com Patrícia Pilar foram tentativas satisfatórias de mostrar a força das mulheres, mas que não chegaram perto de “Memorial de Maria Moura”, adaptação da obra de Raquel de Queiroz e que teve Glória Pires como protagonista. Os êxitos dessas produções conseguiram ofuscar as tentativas fracassadas de Demi Moore, com “Até o Limite da Honra”, e Genna Davies com “A Ilha da Garganta Cortada” que levou a produtora Carolco (dos sucessos “Instinto Selvagem” e “O Vingador do Futuro”) a falência. No fim da década, “Matrix”, a aplaudida obra dos irmãos Wachowski trouxe Carrie-Anne Moss como Trinity. Um dos inúmeros acertos da produção.
Angelina Jolie, a estrela de ação definitiva
Se nos anos 70 “As Panteras” foi sucesso ao mostrar mulheres sensuais combatendo o crime, em 2000 a fórmula vencedora foi repetida, agora nos cinemas, e com o mesmo êxito. Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu reviveram as panteras em dois longas que deixaram de lado o uso de armas em favor das técnicas de lutas semelhantes as utilizadas em “Matrix”. “O Tigre e o Dragão” de Ang Lee, do mesmo ano, mostrou a história de duas guerreiras, vividas por Michelle Yeoh e Zhang Ziyi. Elas foram protagonistas de espetaculares cenas de ação no filme vencedor de quatro prêmios Oscar. Sem armas, espadas ou punhos prontos para desferir socos, mas com muita coragem, estava Erin Brockovich personagem de Julia Roberts no filme homônimo. A mãe solteira de três filhos, sem pudores de falar o que pensava e brigar por seus ideais rendeu a eterna linda mulher um Oscar de melhor atriz.
No ano seguinte, em 2001, o cinema de ação teria finalmente uma estrela pronta para brigar de igual para igual com os homens que até então dominavam o genêro. Angelina Jolie surpreendeu a todos ao aceitar viver a heroína dos videogames Lara Croft em “Tomb Raider”. A atriz acabara de receber o Oscar como melhor coadjuvante e se aventurar por um filme de ação seria a última escolha de uma jovem atriz. Mesmo o filme tendo sido alvo de inúmeras críticas, o trabalho de Jolie foi aprovado e transformou a produção em um grande sucesso de bilheteria e viabilizou uma nova leva de produções com socos e tiros estreladas por mulheres. Milla Jovovich também em uma adaptação de game, “Resident Evil”, veio na esteira do sucesso do longa da arqueóloga. A ex-modelo ucraniana se mostrou competente nos filmes posteriores da série e virou uma espécie de Jolie em liquidação, estrelando outros filmes de ação como “Ultravioleta” e “A Trilha”, ambos fracassos de bilheteria. Nos próximos meses Jovovich retornará ao universo dos games com “Resident Evil: O Recomeço”, quarto filme da franquia baseada no game da Capcom.
A Noiva (Kill Bill Vol. 1), Lara Croft (Tomb Raider: A Origem da Vida), Alice (Resident Evil 3) e Elektra
Se Milla Jovovich é uma versão menor de Jolie, o mesmo não pode ser dito de Uma Thurman. A loura criou em parceria com o diretor Quentin Tarantino uma das mais importantes personagens dos anos 2000, A Noiva, protagonista de “Kill Bill”. O longa não é um filme de ação comum, nem poderia ser, pois possui a assinatura inconfundível de Tarantino. A saga de vingança da personagem de Thurman foi dividida em duas partes lançadas com incrível sucesso de crítica e público em 2003 e 2004. O trabalho acima da média da atriz rendeu indicações ao Globo de Ouro e um lugar especial na galeria de mulheres fortes do cinema. Após um longo inverno Jodie Foster retornou aos cinemas em 2002 com “O Quarto do Pânico”, suspense movimentado dirigido por David Fincher, onde vivia uma mãe destinada a proteger sua filha de três bandidos. Posteriormente Foster estrelou com sucesso “Plano de Vôo” e “Valente”, com tipos semelhantes: mulheres corajosas. Com as adaptações de HQ em alta vimos os sucessos de Jennifer Garner, da série televisa “Alias” em “Demolidor – O Homem sem Medo” (Elektra) e Famke Janssen (Jean Grey), Rebecca Romijn (Mística) e Halle Berry (Tempestade) nos filmes da série “X-Men”. Inclusive das quatro citadas, Berry foi a que se aventurou com algum sucesso pelo gênero em outros projetos. Foi uma bondgirl diferente do padrão antigo de parceiras de Bond em “007 – Um Novo Dia para Morrer” e estrelou o maior vexame da década, “Mulher-Gato”. Numa adaptação que guarda apenas o nome da personagem em semelhança com as HQ.
Salt
Mesmo com as tentativas bem sucedidas de outras atrizes, Angelina Jolie se transformou na maior representante da força feminina nos filmes de ação. Longas como “Lara Croft Tomb Raider: A Origem da Vida”, “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, os mega-sucessos “Sr. & Sra. Smith” e “O Procurado” e os suspenses policiais “O Colecionador de Ossos” e “Roubando Vidas” a consolidaram como estrela de ação. Um fato curioso em relação a Jolie e sua filmografia é que mesmo em filmes dramáticos, a atriz sempre interpreta mulheres com muita personalidade. Joan (“Corações Apaixonados”), Sarah Jordan (“Amor sem Fronteiras”), Olímpia (“Alexandre”), Marianne Pearl (“O Preço da Coragem”) e Christine Collins (“A Troca”) compartilham com Fox de “O Procurado” e Evelyn Salt de “Salt”, por exemplo, a força e determinação e o desejo em superar as adversidades.
Salt estréia nos cinemas nacionais próxima sexta-feira, 30 de julho.
A atriz Angelina Jolie continua com sua maratona de entrevistas durante a promoção de seu novo filme “Salt”, suspense de ação que marca seu reencontro com o diretor Phillip Noyce 11 anos depois de “O Colecionador de Ossos”, primeira parceria da dupla. Jolie esteve hoje na Comic Con, evento realizado nos EUA voltado para o público consumidor de cultura pop em geral.
Acompanhada por Noyce, o produtor Lorenzo DiBonaventura e o ator Liev Schreiber, a atriz falou sobre como foi interpretar Evelyn Salt e dos planos para uma possível sequência:
“Eu acho que se conseguirmos manter o mistério e encontrar uma história muito boa, eu estarei de volta. Ela (Evelyn Salt) é bem complexa. Adoro a possibilidade de usar disfarces e interpretar personalidades diferentes. Esse tipo de papel é como uma espécie de playground para atores”.
Angelina Jolie, a maior estrela do cinema internacional, retorna em “Salt”. Thriller de ação, em que nada é o que parece ser.
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O evento Sony Summer 2010, realizado pela Sony Pictures com o objetivo de divulgar para o mundo seus principais lançamentos na temporada mais lucrativa do ano no hemisfério norte, aconteceu no início deste mês em Cancun no México. Angelina Jolie, estrela do maior lançamento da empresa, o longa “Salt”, esteve no evento para divulgar o projeto. No filme, que estréia no próximo dia 30 de julho no Brasil, a atriz vive Evelyn Salt, agente da CIA que é envolvida numa trama de mentiras e desconfianças ao ser acusada de espionagem.
O projeto foi originalmente pensado como veículo para o ator Tom Cruise, que recusou a proposta por considerar que se repetiria, pois o ator é estrela da série “Missão: Impossível”, em que vive um espião. Foi o momento dos produtores pensarem em um substituto. Nesse mesmo período Amy Pascal, co-presidente da Sony Pictures, ofereceu à Jolie um papel de bondgirl em uma aventura de 007. Angelina recusou a proposta de Pascal, dizendo “não ter interesse em ser uma bondgirl, mas que adoraria ser James Bond”!
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Foi assim que Edwin Salt virou Evelyn Salt, o Bond que Jolie tanto sonhava interpretar. “Salt” representa para a atriz uma nova oportunidade de estrelar uma franquia de ação com apelo junto ao público jovem, após sua recusa em retornar a um possível terceiro “Tomb Raider”. Roteirizado por Kurt Wimmer (“O Novato”) em parceria, possivelmente não creditada, com Brian Helgeland (Oscar por “L. A. – Cidade Proibida”) nas mudanças necessárias para a troca de gênero da personagem título, “Salt” começou a ser rodado no início de 2009 com direção de um especialista em ação: Phillip Noyce. O realizador australiano, revelado para o mundo com o suspense am alto mar “Terror a Bordo” com uma jovem Nicole Kidman como protagonista, dirigiu também longas de ação que fizeram muito sucesso no início dos anos 1990, “Jogos Patrióticos” e “Perigo Real e Imediato”, ambos protagonizados por Harrison Ford como o agente Jack Ryan. “Salt” marca seu reencontro com Angelina Jolie, ele a dirigiu no bem sucedido suspense “O Colecionador de Ossos”, lançado em 1999 quando a atriz ainda não vivia no centro das atenções da imprensa internacional.
Íntimo e Pessoal
É o momento de Jolie divulgar e falar muito sobre seu novo projeto cinematográfico. Porém, inevitavelmente, sua vida pessoal não poderia ficar de fora de pauta. Parceira há cinco anos do ator Brad Pitt e mãe de seis filhos do ator, três deles biolólogicos, o casal de atores é alvo de inúmeros boatos que estampam os jornais e revistas internacionais. Sobre esse falatório em torno de sua vida privada, Angelina afirma que não se importa com nada do que é publicado sobre seu casamento, por simplesmente não ler ou acompanhar o que é falado sobre o tema mencionado. Tempo para se preocupar com as mentiras inventadas ela parece não ter, além da vitoriosa carreira de atriz, Angelina é também embaixadora do Alto Comissariado das Nações Unidas – UNHCR, desde 2001. O papel da atriz como ativista motivou uma onda positiva de engajamento de estrelas ao redor do mundo. Colegas de Angelina, como as atrizes Nicole Kidman e Charlize Theron são exemplos de quem seguiu os passos da estrela no trabalho realizado junto a ONU. É válido ressaltar que a primeira grande estrela internacional a se comprometer com a ONU de forma recorrente foi Audrey Hepburn.
Salt: heroína ou vilã?
“Salt” chega aos cinemas do Brasil no próximo dia 30 de julho cercado de grandes expectativas, e também de um curioso marketing que nenhum dos envolvidos no longa esperava, a prisão de espiões russos nos EUA por autoridades norte-americanas no final de junho. A operação lembrou os tempos da Guerra Fria, terminada oficialmente em 1991 com a vitória do bloco capitalista (EUA) e desmembramento da União Soviética. Para os fãs de Angelina Jolie e do ótimo cinema de ação, esses dados históricos pouco importam, todos anseiam por rever a estrela na tela grande lutando, atirando e provando ser inocente ou quem sabe nos enganando. Essa é a magia do cinema, um mundo de “faz de conta” que tem Angelina como sua principal musa.
Os admiradores da atriz podem começar a se preparar, Jolie deve diminuir seu ritmo de trabalho nos próximos anos. Ela que acabou de filmar “The Tourist” em Veneza com Johnny Depp, pretende tirar férias e voltar apenas em 2011 com dois projetos que se sairem do papel farão grande barulho: ”Cleopatra”, um novo olhar para a história da rainha do Egito, e “Maleficent”, produção sobre a bruxa de “A Bela Adormecida” e quem tem Tim Burton como favorito a vaga de diretor. Sobre trabalhar com o diretor de “Alice no País das Maravilhas”, Jolie diz que seria “extraordinário”. Ficamos no aguardo dos novos projetos e de quem sabe reencontrar “Salt” num futuro próximo.
Salt estréia nos cinemas nacionais em 30 de julho.
Última rainha do Egito pertencente à dinastia ptolomaica, Cleópatra foi uma mulher ambiciosa que usava sua inteligência e sedução para manipular quem estivesse a sua volta e assim conseguir êxito em seus objetivos. Tema de diversas produções para cinema e televisão, a mais famosa estrelada por Elizabeth Taylor em 1963, a figura histórica está nos planos do produtor Scott Rudin (“Foi Apenas Um Sonho”) que pretende adaptar para as telonas a biografia “Cleopatra: A Life”, da autora Stacy Schiff. Para o papel título o objeto de cobiça do produtor é a atriz Angelina Jolie, para quem o projeto foi pensado e está em desenvolvimento. Sem diretor ou roteiro definidos, ainda não existe uma data para o início das filmagens. Jolie no momento prepare-se para divulgar mundialmente o thriller “Salt”, que estréia nos cinemas brasileiros em 30 de julho. Sem projetos confirmados para os próximos meses, a rainha do Egito pode ser a nova personagem de Angelina.
O épico megalomaníaco
A versão mais famosa da história da rainha do Egito é a megaprodução estrelada por Elizabeth Taylor em 1963, e que quase faliu a Twentieth Century Fox, estúdio que bancou a “brincadeira” de 44 milhões de dólares. Valor exorbitante para época. Pelo longa dirigido por Joseph L. Mankiewicz, Taylor tornou-se a primeira atriz de Hollywood a receber um milhão de dólares por um papel. Fracasso de público, “Cleópatra” com o passar dos anos se tornou Cult e definiu para o imaginário popular a figura da rainha do Nilo, mesmo que na realidade não existisse nenhuma semelhança entre a figura histórica e sua intérprete cinematográfica.