Marimar agora é Bella Aldama e quer vingança!

Eduardo Capetillo e Thalía na nova fase da novela / Divulgação - Televisa

Thalía fala sobre a transformação de Marimar em Bella Aldama, suas similaridades e diferenças, em entrevista realizada em 1994

Não deve ser fácil ser Marimar, personagem da estrela Thalía na novela homônima. A garota perdeu a mãe muito cedo, foi abandonada pelo pai milionário, se apaixonou e casou com Sérgio (Eduardo Capetillo), um homem rico que não a amava a princípio, acusada de um roubo que não cometeu e teve seus avós queimados numa choupana por ordem da cruel Angélica (Chantal Andere), que não satisfeita com tanta maldade, escreveu uma carta como se fora de Sérgio esnobando Marimar e pedindo o divórcio.

Livre das acusações de roubo, retiradas por Renato Santibañez, Marimar parte para a capital mexicana em busca de novas possibilidades. Porém, para completar o drama da “costeñita“, ela está grávida de Sérgio. A sorte da garota muda quando, por obra do destino e das coincidências televisivas, ela começa a trabalhar como diarista na casa de Gustavo Aldama, milionário que foi rejeitado por sua mãe ainda grávida. Sem saber que Marimar é sua filha, ele decide ajudá-la a se transformar numa mulher sofisticada. Através de Esperança, tia de Gustavo, a garota descobre que ele é seu pai. Porém, a informação é mantida em segredo por causa da saúde debilitada do milionário.

Transformada em uma nova mulher, desde que chegou a capital mexicana Marimar adotou novo nome: Bella Aldama. A costeñita irá para o Vale Encantado cuidar dos negócios de seu pai, e também colocar em prática seu plano de vingança contra a família Santibañez. Para ter sucesso na nova empreitada ela se envolverá com homens poderosos e perigosos, como o inescrupuloso empresário Rodolfo San Genis (Marcelo Buquet) e o corrupto Fernando Montenegro (Ricardo Blume), o governador do Vale Encantado. Entre os desejos de Bella estão comprar a fazenda Santibañez e assim levá-los a falência, brincar com os sentimentos de Sérgio, da mesma forma que o jogador fez com ela e, principalmente, devolver na mesma moeda a Angélica a humilhação de pegar um objeto na lama com os dentes. Momento que resultará em uma das mais clássicas cenas da “Trilogia das Marias”.

Em fevereiro de 1994 a revista mexicana TV y Novelas, especializada em notícias sobre entretenimento, publicou uma matéria de capa com Thalía trazendo a atriz como Marimar e seu alter ego Bella Aldama. Para comemorar o sucesso da exibição original da produção na terra da tequila, a atriz e cantora concedeu uma entrevista revelando detalhes da trama e da transformações de sua personagem. A seguir você acompanha esse bate-papo:

TV Y NOVELAS: O que mais te agrada na personagem Marimar?          

THALÍA: Tudo! É uma personagem mágica, que conserva a sensibilidade para transitar pelas coisas sensíveis da vida. Se todos pudessem encarar a vida com um sorriso como ela faz, seriamos mais felizes.

TVYN: Como você descreve Marimar após mais de seis meses de gravações?

Thalía em ensaio para o álbum En Éxtasis de 1995 / Divulgação - EMI

THALÍA: É uma personagem real, que apesar das adversidades conserva suas qualidades humanas e isso me faz senti-la mais perto da minha forma de ser e pensar. Acredito que isso faz com que o público se identifique com ela.

TVYN: Existem semelhanças entre Marimar e você?

THALÍA: Não sei. Sinto que sou muito moleca, como ela, muito travessa e que enfrento meus problemas com bom humor, amo meus familiares e amigos. Também, me dói quando são falsos e maus comigo. Porém, sem dúvidas, tenho uma maior capacidade de recuperação do que Marimar.

TVYN: Da primeira fase da novela, do que você mais gostou?

THALÍA: Tudo, porque a história é arrebatadora. É excelente e me encantam todos os ingredientes dela, acima de tudo a transformação pela qual a personagem passa, porque isso permite demonstrar minhas qualidades como atriz.

TVYN: O que você mais gosta na Bella?

THALÍA: Sua personalidade… a inteligência que tem para criar uma nova maneira de ser, apesar dos obstáculos… ela usa as mesmas armas contra aqueles que em algum momento a fizeram sofrer!

TVYN: O que você não gosta?

THALÍA: Que em alguns momentos é muito dura e sacrifica seus sentimentos para seguir adiante com sua vingança, esquecendo que acima de tudo ela tem uma filha e que deveria priorizá-la.

TVYN: Há alguma similaridade entre Bella e você?

THALÍA: Sim, por mais que mude nossas vidas, não esquecemos quem amamos. Por exemplo, Bella nunca esqueceu a Barata, uma personagem que a ajudou quando estava presa.

TVYN: Quem você prefere… Bella ou Marimar?

THALÍA: As duas, porque são dois lados de uma mesma pessoa e não pode existir uma sem a outra. Cada uma tem suas coisas boas e más, porém ambas fazem parte de uma história de grande sucesso. Talvez as pessoas tenham mais carinho por Marimar, porque não sabia se defender, a inocência com a qual ela cai nas armadilhas dos Santibañez  é comovente e faz com que todos sintam vontade de ajudá-la. Em compensação, Bella conhece as cartas com as quais joga e o público confia que ela saberá resolver a situação da maneira mais conveniente.  

Marimar é exibida de segunda a sexta-feira, 16h no SBT.

Perfil – Eduardo Capetillo

Capetillo atualmente é jurado do reality show musical La Academia / Divulgação - TV Azteca

Eduardo Capetillo, protagonista ao lado de Thalía da telenovela Marimar, divide com a parceira de elenco muito mais do que apenas cenas. Assim como ela, o mexicano é ator e cantor e ganhou fama na América Latina ao participar em meados dos anos 80 do grupo juvenil Timbiriche, que trazia também Paulina Rubio. Capetillo permaneceu por quatro anos na equipe, e assim como Thalía, optou pela carreira solo em 1989. Seu primeiro projeto de grande alcance foi protagonizar a novela musical Alcançar Uma Estrela, grande sucesso entre o público jovem da América Latina na década de 90. O enredo da produção era o clássico conto da menina sem graça e mal arrumada, Lorena (papel da também ex-Timbiriche Mariana Garza) que se apaixona pelo “cara” mais desejado e popular, no caso o cantor Eduardo Casablanca (Capetillo).  Eduardo cantou cinco das 13 músicas da trilha sonora da novela. Entre elas o grande êxito do álbum, La Mujer Que No Soñe, que se converteu em um dos maiores sucessos de sua carreira solo. No Brasil Alcançar Uma Estrela foi exibida originalmente com grande repercussão entre o público adolescente pelo SBT em 1991 e ganhou uma reprise na CNT em 1997, por conta do sucesso da apresentação original de Marimar.

Capetillo revisitou seu personagem Eduardo Casablanca, que lhe rendeu um prêmio TV y Novelas em 1991 como revelação masculina, por outras duas oportunidades, em Alcançar Uma Estrela II, em que fez uma participação especial na sequência da produção estrelada por ele, e nos cinemas com uma variação do personagem, agora Eduardo Montenegro, no filme Más Que Alcanzar Una Estrella. No mesmo ano assinou contrato com a gravadora BMG Ariola, hoje pertencente ao Grupo Sony Music, lançando seu primeiro álbum como solista, Dame Una Noche. O single homônimo e a canção Más Que Alcanzar Una Estrella tornaram-se hits entre o público mexicano. Em 1992 protagoniza a novela inédita no Brasil, Baila Conmigo ao lado de sua atual esposa Bibi Gaytán e no ano seguinte lança Estoy Aqui, seu segundo lançamento musical. São sucessos desse CD as canções Me Tienes, La Chica de Ayer e Detrás de Ti, que mostraram ao público um amadurecimento artístico do cantor.

O sucesso internacional

Com Thalía, Paulina Rubio e os demais membros da formação clássica do Timbiriche e como Sérgio Santibañez em Marimar / Divulgação - Fonovisa, Televisa

Após o sucesso de Maria Mercedes, a rede mexicana Televisa preparava para estrear em 1994 a segunda parte da “Trilogia das Marias”, Marimar e que também seria estrelada por Thalía. Eduardo Capetillo foi escalado como o protagonista masculino Sérgio Santibañez. Gravada nas belas paisagens litorâneas do México, a novela foi um dos maiores sucessos de audiência naquele ano. Posteriormente virou fenômeno em países como Filipinas e Estados Unidos. No Brasil o êxito se repetiu em todas as apresentações da novela, realizadas em 1996 e 2004 pelo SBT e 2009 pela CNT. Atualmente Marimar voltou a grade de programação da emissora de Silvio Santos, com uma repercussão satisfatória nas tardes do canal.

Leia + sobre Marimar

Após se tornar conhecido mundialmente com o êxito de Marimar, Eduardo Capetillo deixou a atuação de lado para se dedicar integralmente ao seu terceiro álbum Piel Ajena, lançado em 1995 e que trazia cinco canções suas. Capetillo atuou também como produtor do CD, que marcou o último distribuído pela BMG. Que Me Quedará? e Por Ella foram sucessos em menor escala se comparadas as canções anteriores. Em 1996 e 1998 protagonizou e gravou as canções temas das novelas Canción de Amor e Camila, em que atuou com sua esposa Bibi Gaytan. Em 2001, Eduardo deixou o México para protagonizar na Espanha a telenovela El Secreto, co-produção da Televisa com a TVE. O êxito da trama resultou na volta do ator a música com o álbum homônimo Eduardo Capetillo, lançado em 2002 pela Universal Music. Canções como El Secreto, tema de abertura da novela, Dime Que Será e Será Porque La Amé não foram os sucessos esperados.

Com a carreira musical em baixa, Capetillo dedica os anos seguintes a atuação com participação em tramas da Televisa como as infantis Viva às Crianças! – Carrossel 2 e Amy – A Menina da Mochila Azul, os sucessos A Madrasta e Fuego En La Sangre, além de produções com menor repercussão como Peregrina e En Nombre del Amor. Após estrelar Pecadora, co-produção Venezuela e Estados Unidos, o ator retornou a Televisa em grande estilo em 2010 como um dos protagonistas de Soy Tu Dueña, novela que trazia no elenco principal Gabriela Spanic, Fernando Colunga e Lucero. Mesmo dando mais ênfase a atuação do que a música nos últimos anos, Eduardo lançou dois álbuns com estilo regional mexicano em 2007 e 2009, Un Vaquero En La Ciudad e Hecho en Sinaloa, duas produções inspiradas pelo respeitado cantor mexicano Joan Sebastian. Neste ano Capetillo trocou a Televisa pela TV Azteca, na nova emissora o ator-cantor virou jurado do programa de novos talentos musicais La Academia e se prepara para protagonizar uma nova novela da emissora, possivelmente a trama Soy de Barrio.

El Secreto – Eduardo Capetillo

Veja Eduardo Capetillo em Marimar de segunda a sexta-feira, 16 horas no SBT.

Fique de olho – Barbara Mori

Momento da virada: Ao protagonizar a telenovela Rubi e na sequência o longa A Mulher do Meu Irmão, Barbara Mori virou estrela internacional

Agora ela é do cinema!

“É uma descarada por ser a mais bela.” Esse era o primeiro verso da canção tema da personagem Rubi na novela homônima produzida no México em 2004. A primeira protagonista-vilã de um folhetim da rede Televisa era uma mulher que possuía na mesma intensidade oportunismo, ganância e beleza. Para interpretá-la era necessário alguém que hipnotizasse o telespectador com apenas um olhar. A atriz uruguaia, naturalizada mexicana, Barbara Mori foi a escolhida para encarar o desafio. Estonteante e não apenas bonita, mas também carismática, ela defendeu com talento e compôs com energia a difícil personagem que precisava seduzir e despertar ódio no telespectador.

Rubi foi um dos maiores sucessos da televisão latina em 2004 e chegou ao Brasil no ano seguinte com êxito em sua exibição no SBT, tornando Barbara conhecida no país. Apesar de todo o sucesso conquistado pela atriz na Televisa, Rubi seria sua única telenovela na emissora em consequência de sua decisão de dedicar a carreira ao cinema e ao teatro. O êxito de crítica e público alcançado pelo longa mexicano A Mulher do Meu Irmão abriu as portas para novos projetos cinematográficos, como a comédia O Disfarce e os dramas Amor, Dolor y Viceversa e Coisas Insignificantes. Para o qual Barbara raspou os cabelos, devido a personagem o fazer em apoio ao filho com câncer. Obstáculo que Mori superou em sua vida, em 2007 ela foi diagnosticada com câncer cervical. Na sequência foi operada e curada, sem a necessidade de passar pela quimioterapia.

Próximos projetos

Em Kites, sua estréia no cinema indiano / Divulgação: Reliance Big Pictures

A fim de alertar mulheres de todo o mundo para a necessidade de exames periódicos, Barbara Mori participou do documentário 1 a Minute ao lado de outras sobreviventes da luta contra o câncer como as atrizes Jaclyn Smith e Olivia Newton-John. Barbara retornou aos cinemas em 2010 de forma inusitada, sendo a primeira latina a protagonizar um longa em Bollywood, a “Hollywood indiana”. Ao lado do astro local Hrithik Roshan, ela atuou em Kites. Produção que fez enorme sucesso no país, tanto que garantiu para Mori um novo projeto com o maior cachê já pago para uma artista na Índia. Ela receberá 300 mil dólares para protagonizar Fever. Porém, antes disso a atriz segue em cartaz no México com a peça El Coleccionista e prepara um novo filme por lá, o thriller Viento en Contra.

Não será surpresa se em alguns anos Barbara Mori estrear em Hollywood. Beleza e talento para isso ela têm.

Trailer - Kites:

A malvada Gabriela Spanic

I

Ivana Dorantes, a invejosa prima da protagonista vivida por Lucero em Soy Tu Dueña / Divulgação - Televisa

Gabriela Spanic passou nove anos afastada das produções da Televisa, nesse tempo protagonizou novelas, se separou do marido, lançou um CD e teve seu primeiro filho. Famosa no Brasil pelo sucesso das gêmeas Paola e Paulina, protagonistas de “A Usurpadora”, a atriz é um dos destaques do elenco de “Soy Tu Dueña” como a vilã Ivana Dorantes. A novela estréia no México na próxima segunda-feira, 19 de abril.

De Miss a Usurpadora

Após ser Miss Venezuela Internacional e protagonizar algumas produções de seu país, Gaby foi escolhida em 1998 pelo produtor de telenovelas Salvador Mejía Alejandre para substituir Thalía em “A Usurpadora”. O desafio para Spanic era triplo: ocupar a vaga deixada pela maior estrela do México, interpretar gêmeas e levar nas costas o principal produto da emissora. Ela foi vitoriosa em todos os quesitos. A novela virou fenômeno mundial de audiência, inclusive no Brasil em que durante suas exibições, foram quatro no total, garantiu o primeiro lugar em diversos momentos para SBT, emissora que transmitiu os encontros e desencontros das gêmeas. Em 1999, Gabriela esteve no país por conta do sucesso alcançado por suas personagens, a integra e virginal Paulina Martins e principalmente a debochada Paola Bracho. Considerada uma das melhores vilãs da história das novelas mundiais.

O obstáculo seguinte de Gabriela seria o de repetir o sucesso de “A Usurpadora” em seus novos trabalhos, não conseguiu. “Por Teu Amor”, produção de 1999 e exibida no Brasil dois anos depois, foi bem recebida pelo público mundial, porém sem repetir o fenômeno da novela anterior. A atriz voltou a interpretar gêmeas em 2001 com “La Intrusa”, ainda inédita por aqui. Fazendo par com Arturo Peniche (Jorge Luís em “Maria Mercedes”), Gaby vivia Virginia e Vanessa, que ao contrário de Paola e Paulina, não eram rivais. A novela representou o último trabalho da atriz na Televisa até então. Há versões para a saída de Spanic da emissora: divergências com membros do elenco, principalmente a encrenqueira Laura Zapata (Malvina em “Maria Mercedes”), com executivos da emissora e o fracasso de audiência de “La Intrusa”. Contudo nenhuma das hipóteses foi confirmada pela atriz.

A Usurpadora, Por Teu Amor, La Intrusa e Tierra de Pasiones / Divulgação - Televisa. Telemundo

No período em que ficou afastada do México Gaby protagonizou três novelas de sucesso para a rede latina Telemundo: “La Venganza”, “Prisioneira” e “Tierra de Pasiones”. Aventurou-se pelo mundo da música, sem sucesso, com o álbum “Gabriela Spanic Total” em 2005 e lançou uma autobiografia no mesmo ano. Separada desde 2000 do ator Miguel de León (Douglas Maldonado em “A Usurpadora”), com quem ficou casada por três anos, a atriz é mãe de Gabriel, nascido em 2008. Fruto de sua relação com o empresário venezuelano Neil Perez.

Novamente vilã

“Soy Tu Dueña”, além de marcar a volta de Spanic ao México, também será o seu reencontro após 12 anos com Fernando Colunga, seu par em “A Usurpadora”. O ator é novamente o protagonista da história e dessa vez Gaby como a vilã o disputará com a heroína vivida por Lucero (“Chispita”). O público brasileiro já viu essa história antes, além dos clichês de sempre, a novela teve uma versão nacional pelo SBT em 2002, “Amor e Ódio”, com Susy Rêgo no papel principal.

Ainda não há previsão da estréia de “Soy Tu Dueña” no Brasil, provavelmente a produção será exibida na Rede CNT. Lar atual das produções exageradas da terra da tequila. Apenas uma certeza temos, Gaby Spanic voltou e sua Ivana Dorantes será tão ou mais marcante que a eterna ambiciosa e arrogante Paola Bracho.

Soy Tu Dueña (México, 2010)

Produção: Nicandro Díaz. Com Lucero, Fernando Colunga, David Zepeda, Eduardo Capetillo, Ana Martin e Gabriela Spanic como Ivana Dorantes.

Especial Thalía – Rosalinda

A produção foi a última novela mexicana estrelada por Thalía / Divulgação - Televisa

Em 1999, após recusar interpretar as gêmeas Paulina e Paola em “A Usurpadora” no ano anterior, Thalía fez seu tão aguardado retorno às telenovelas com “Rosalinda”. A trama da produção guarda algumas semelhanças com a das Marias: Rosalinda (Thalía) é uma bela moça que trabalha como florista, inclusive vendendo rosas em  restaurantes sofisticados. Por obra do destino ela se apaixona por Fernando José (Fernando Carrillo), filho de Valéria Altamirano (a péssima Lupita Ferrer) maior inimiga de Soledad, sua mãe biológica (Angélica Maria). Sim, para completar o festival de clichês, Rosalinda foi adotada ao nascer por sua tia, pois Soledad foi presa por um crime que não cometeu!

Na reta final da trama Laura Zapata, a eterna Malvina Del Olmo de “Maria Mercedes”, entrou na história como Verônica, verdadeira mãe de Fernando José. A adição de Zapata, irmã de Thalía, deu novo fôlego a história. Comprovando a boa química profissional que existe entre as duas. Merece destaque também a marcante canção tema de abertura, gravada por Thalía e lançada como quinto single do álbum “Arrasando” de 2000.

“Rosalinda” é definitivamente a produção mais fraca estrelada por Thalía, uma história morna e sem apelo consistente, recomendada apenas aos fãs da estrela mexicana. Ao contrário da “Trilogia das Marias” que possui elementos que agradam e conquistam diferentes tipos de telespectadores. O SBT transmitiu a história em duas oportunidades, 2001 e 2004, com sucesso de audiência. Considerada pela Televisa um êxito internacional, a novela não foi tão bem recebida em seu país de origem. No México a trama estrelada por Thalía não fez o mesmo barulho que os fenômenos “A Usurpadora” e “O Privilégio de Amar”, exibidas anteriormente no mesmo horário.

Despedida

“Rosalinda” marcou a despedida de Thalía, considerada a rainha das telenovelas, das produções do gênero. Uma trama que pecou pela falta exagerada de sentido, até para os padrões mexicanos. Mesmo que conte com o notório carisma da estrela mexicana.

Rosalinda (México, 1999) Com Thalía, Fernando Carrillo, Angélica María, Lupita Ferrer, Nora Salinas, René Muñoz e Laura Zapata. cotação: regular

Especial Thalía – Maria do Bairro

Maria do Bairro é a novela mais famosa estrelada por Thalía / Divulgação - Televisa

Maria é uma garota de 15 anos, que se vê sozinha após perder sua madrinha. Auxiliada por um padre, ela é adotada pelo milionário Fernando De la Vega, que a leva para viver em sua mansão. O ato de caridade desagradará parte de sua família, principalmente seu filho bêbado e irresponsável Luís Fernando e sua ambiciosa sobrinha Soraya Montenegro.

A sinopse de “Maria do Bairro”, terceira e mais famosa novela da “Trilogia das Marias”, guarda enormes similaridades com as histórias anteriores protagonistas com incrível êxito pela mexicana Thalía. A diferença surgiria no desenrolar da trama, que acompanha a transformação de Maria de adolescente romântica e sonhadora em uma mulher madura triste e amargurada. A produção, um remake de “Os Ricos Também Choram”, história original de Inês Rodena lançada em 1979, estreou no México em 24 de julho de 1995 com enorme sucesso. Nesse momento, a atriz e cantora já era uma estrela internacional, devido aos êxitos das novelas anteriores no mundo.

Thalía era a protagonista, entretanto, quem roubava a cena era a diabólica Soraya Montenegro, interpretada magistralmente por Itatí Cantoral. Após aproximadamente um mês e meio de novela, o público viu a vilã principal ser assassinada ao ser atirada por uma janela por seu amante . Soraya estava morta, e a história de “Maria do Bairro” tomaria outro rumo. Após uma série de desentendimentos e enganos entre Maria e Luís Fernando (Fernando Colunga, visto anteriormente em “Maria Mercedes” e “Marimar”, estreando como protagonista), a catadora em um momento de loucura entregou seu filho recém nascido à uma estranha que vendia doces na rua. A partir desse momento, começa uma longa jornada em busca do filho perdido.  Apesar de todo o carisma de Thalía e sua inegável empatia com o público, a novela esfriou com a ausência de sua vilã mor. Na reta final da produção, quando todos pensavam que finalmente Maria seria feliz ao lado de seu marido e filhos, eis que surge novamente em sua vida Soraya, disposta a se vingar da “marginal”. Que segundo a vilã, havia roubado tudo que ela julgava ser seu.

Fenômeno entre o público brasileiro

“Maria do Bairro” chegou ao Brasil em meados de fevereiro de 1997 com o desafio de manter a ótima audiência de “Marimar”. Fez mais do que isso, virou mania nacional e transformou Thalía em um fenômeno televisivo comparável a grandes estrelas como Glória Pires e Regina Duarte. Isso nunca havia acontecido antes com uma atriz estrangeira protagonista de telenovelas. Com média geral em torno de 20 pontos de audiência, a produção mexicana incomodou o “Jornal Nacional” da Rede Globo. “Maria do Bairro” voltou a grade de programação por outras três oportunidades, com grande sucesso em 2004, nas tardes do SBT. Garantindo 14 pontos de média, índice que colocou a emissora na liderança durante o período de exibição e timidamente em 1997, meses após o término de sua transmissão original, e em 2007.

Thalía e Colunga: um dos casais mais famosos das telenovelas internacionais / Divulgação - Televisa

Um fato curioso acontecia durante a primeira reprise de “Maria do Bairro” em 97, os telespectadores que acompanhavam as desventuras da catadora nas noites do SBT viam cada capítulo terminar com uma bizarra imagem congelada. Amadorismo puro, porém justificável. A emissora de Sílvio Santos terminava o capítulo de sua novela no exato momento que a global “Por Amor” era encerrada. Coisas do SBT.

Furacão mexicano

Thalía veio ao Brasil em 1997 pela primeira vez motivada pelo sucesso avassalador de “Maria Bairro” no país. Na ocasião ela participou de diversos programas de televisão para divulgar seu álbum “En Éxtasis”. Até hoje, seu lançamento de maior sucesso em nossas terras. Nessa época aconteceu um caso no mínimo curioso. A estrela mexicana participou de um quadro de entrevistas no extinto “Planeta Xuxa”, apresentado por Xuxa Meneguel. Essa entrevista nunca foi ao ar, dizem que a Globo vetou a participação da cantora por considerar sua imagem vinculada a emissora de Silvio Santos.

Na época o fim de “Maria de Bairro” deixou os telespectadores órfãs de Thalía, já que por mais de um ano a estrela mexicana marcava presença nas telas nacionais com suas apaixonantes Marias. A saudade da bela mexicana seria aplacada com as seguintes visitas da estrela ao Brasil e as inúmeras reprises de suas “histórias de Cinderela”. Porque, como dizem, somos responsáveis por aquilo que cativamos, e Thalía nos encantou com sua beleza, simpatia e talento de uma forma que se tornou inesquecível.

PRÓXIMO CAPÍTULO: ROSALINDA…

Apresentando: Itatí Cantoral

Divulgação - Televisa

Filha de um mexicano, o compositor Roberto Cantoral e uma argentina, a atriz Itatí Zucchi, Itatí Cantoral fez de Soraya Montenegro o papel de sua vida. Por seu desempenho como a desequilibrada megera, a atriz levou diversos prêmios latinos, entre eles o TV y Novelas como vilã do ano em 1996. Até hoje, sua personagem em “Maria do Bairro” é considerada a maior vilã das telenovelas latinas.

Seus principais trabalhos seguintes foram: “Salud, Dinero y Amor” e “Vale Todo” – versão latina do clássico nacional “Vale Tudo”, onde viveu o emblemático papel da batalhadora Raquel.

Após sete anos na Telemundo, rede latina que produz novelas em Miami, Itatí retornou a Televisa com grande sucesso em “Hasta Que El Dinero nos Separe”. Entretanto, para nós brasileiros, ela será a eterna Soraya Montenegro. Implacável inimiga da marginal.

Maria do Bairro (María la del Barrio, México, 1995-96) Com Thalía, Fernando Colunga, Itatí Cantoral, Ricardo Blume, Irán Eory, Ana Patrícia Rojo, Ludwika Paleta. cotação: ótimo

Especial Thalía – Marimar

Thalía e Eduardo Capetillo se reencontram em “Marimar”

Divulgação - Televisa

Dois anos após conquistar a audiência mexicana com “Maria Mercedes”, Thalía retornou como a costeñita Marimar na novela homônima. Ao contrário da primeira parte da “Trilogia das Marias”, “Marimar” não era ambientada na cidade, e sim no litoral mexicano. Na trama Thalía interpreta a bela e inocente órfã,  pobre, que vive em uma choupana com seus avós. O passado da garota guarda um segredo, que será revelado no decorrer da história. A vida de Marimar toma outro rumo ao se apaixonar por Sérgio Santibañez, vivido pelo ator e cantor mexicano Eduardo Capetillo, jovem herdeiro de uma das principais fazendas da região.

A aproximação dos dois desagradará a ambiciosa Angélica (Chantal Andere) que fará de tudo para destruir Marimar. Em 31 de janeiro de 1994 a novela foi lançada pela Televisa, a história de amor e superação com toques cômicos não demorou a conquistar o público. Que também estava curioso para rever Thalía e Capetillo juntos, eles foram companheiros no grupo musical Timbiriche nos anos 80.

Sucesso mundial

A trama chegou ao Brasil através do SBT em novembro de 1996, para substituir a bem sucedida “Maria Mercedes”. Porém, a repercussão alcançada por “Marimar” foi maior do que a emissora paulistana poderia prever. O crescente aumento de popularidade de Thalía, apoiado na história de amor e no clima de verão da novela, a transformaram num fenômeno televisivo do SBT. Que por muitas vezes chegou a incomodar a audiência do “Jornal Nacional”. Não foi apenas no Brasil que a novela foi um grande sucesso, países como Filipinas e EUA – onde até hoje é a novela latina de maior audiência da história – se renderam as desventuras da costeñita.

Os críticos mexicanos apontaram alguns defeitos em “Marimar” em comparação a, “mais séria”, “Maria Mercedes”. O fato do cão Pulguento ter seus “pensamentos” revelados ao público, foi um dos pontos apontados por eles. Bobagem, Pulguento era um dos melhores personagens da trama. Graças a química entre ele e Thalía, a produção conquistou o público infantil da época. Entretanto, num ponto os críticos foram unânimes, a evolução de Thalía como atriz. A personagem Marimar exigia muito mais dela, do que Mercedes. A linha tênue que separa o amor e ódio sentidos por ela em relação a Sérgio, o homem que brincou com seus sentimentos e a abandonou, exigiu uma entrega maior a personagem. Thalía se saiu bem na fase inocente e ingênua da personagem e também como Bella Aldama, alter ego adotado por Marimar para esconder de todos sua identidade e para colocar em prática sua vingança contra a família Santibañez.

Amar sem ser amada

Pulguento e Marimar: dupla dinâmica / Divulgação - Televisa

Durante o período que compreendeu os sucessos de “Maria Mercedes” e “Marimar”, Thalía interrompeu sua carreira musical, tendo lançado apenas um single entre os álbuns “Love”, de 1992 e “En Extasis”, de 1995, o tema de “Marimar”. Que inicialmente foi concebido apenas para acompanhar a novela, surpreendentemente se tornou um hit mundial. Foi nessa mesma época que Thalía deixou a Fonovisa, sua antiga gravadora, e se transferiu para a EMI. Onde permaneceria por longos 13 anos.

Em entrevistas posteriores Thalía escolheu Marimar como sua melhor e mais marcante personagem, pela da alegria, contato com a natureza e vontade de ser feliz acima de tudo que a costeñita tinha. A estrela mexicana está certa, diferente de Maria Mercedes e da amargurada Maria de “Maria do Bairro”, Marimar tinha uma enorme vontade de viver e superar obstáculos, amar e ser amada. Infelizmente para ela, como na vida, acabou encontrando em seu caminho alguém que queria apenas debochar e brincar com seus sentimentos. Mas, como a produção é uma novela e, sobretudo,  mexicana, óbvio que no final a sofrida costeñita perdoaria Sérgio.

Para quem acompanha e conhece as novelas mexicanas a trama original de Inés Rodena, adaptada por Carlos Romero, é uma espécie de “onde está o Wally?” com tantas participações de atores que já estiveram em outras produções da terra da tequila. A vilã mor da novela, Chantal Andere, que protagonizou a inesquecível cena da lama, viveria anos depois seu papel definitivo como a esquizofrênica Stephanie de “A Usurpadora”. René Muñoz, Ricardo Blume, Fernando Colunga e Meche Barba que teriam papéis de destaque na posterior “Maria do Bairro”, também estão na trama litorânea. Que foi baseada no sucesso dos anos 1970, La Venganza, protagonizado por Helena Rojo (“O Privilégio de Amar”).

De volta à telinha

A trama foi reprisada por duas oportunidades pelo SBT. Apenas seus primeiros capítulos em 1998 no péssimo horário das 11h e completa em 2004 no início da tarde, quando conseguiu ótimos índices de audiência. Reacendendo o amor dos brasileiros por Thalía. No ano passado por conta do contrato entre CNT e Televisa, “Marimar” foi reapresentada na faixa das sete da noite. Conquistando a maior audiência da pequena emissora. Comprovando que mesmo após tantos anos, o público nacional não esquece Thalía e sua apaixonante Marimar, la costeñita, AU!

PRÓXIMO CAPÍTULO: MARIA DO BAIRRO…

 

Leia também: Primera Fila: O Triunfo de Thalía

Divulgação - Televisa

Apresentando: Eduardo Capetillo

Assim como Thalía e Paulina Rubio, Eduardo Capetillo ganhou repercussão nos países latinos a partir do sucesso do grupo Timbiriche. No início da década de 1990 começou carreira solo com o álbum Alcanzar Una Estrella, trilha sonora da novela “Alcançar Uma Estrela”, exibida no Brasil em 1991. Seus trabalhos musicais com maior alcance foram os álbuns “Dame Una Noche”, “Piel Ajena” e “Estoy Aqui”, todos nos anos 1990.

Na televisão teve êxito com as telenovelas “Marimar” de 1994, “Camila” de 1998 e “A Madrasta”, de 2005. Os mais recentes álbuns lançados por Capetillo foram “Un Vaqueiro el La Ciudad” e “Hecho En Sinaloa”, em 2007 e 2009 respectivamente. Nos dois trabalhos musicais o cantor se aventurou pela música regional mexicana tendo como parceiro o conceituado Joan Sebastian. Atualmente Eduardo se prepara para protagonizar ao lado de Gabriela Spanic e Fernando Colunga a comentada produção mexicana “Soy Tu Dueña”, que teria Thalía como estrela principal. Alegando falta de tempo, ela recusou o convite.

Eduardo Capetillo – La Mujer que No Soñe (1990)

Marimar (México, 1994) Com Thalía, Eduardo Capetillo, Chantal Andere, Ricardo Blume, René Muñoz, Alfonso Iturralde, Marcelo Buquet. cotação: ótimo

Especial Thalía – Maria Mercedes

Divulgação - Televisa

Uma jovem abandonada pela mãe, batalhadora que trabalha como bilheteira para sustentar os três irmãos e o pai alcoólatra. Encontra a chance de sua vida ao conhecer um milionário que está com uma doença terminal.

“Maria Mercedes”, segundo remake de “Rina”, telenovela mexicana dos anos 1970 foi a primeira produção da chamada “Trilogia das Marias” a estrear no México em 1992. Idealizada pelo produtor Valentín Pimstein como veículo para atrizes como Victoria Ruffo (“A Madrasta”) e Lucero (“Chispita”), que recusaram o convite, o papel da jovem bilheteira foi parar no colo da estrela em ascenção Thalía. Contrariando a opinião dos executivos da emissora Televisa, que a consideravam jovem demais e com uma imagem polêmica devido ao lançamento dos álbuns “Thalía” e “Mundo de Cristal”, em que trocou a imagem da menina inocente do grupo Timbiriche por a de uma femme fatale. Disposta a provar que poderia levar nas costas uma produção de grande alcance e visibilidade, a cantora foi morar em uma casa próxima aos estúdios da Televisa durante os meses de gravação da novela para se dedicar integralmente ao trabalho.

De mi familia me encargo yo

Na história tudo giraria em torno da personagem título, mas um elenco coadjuvante de prestígio era necessário. Principalmente porque Maria Mercedes representava o primeiro papel protagônico solo de Thalía, que anos antes ao lado de Adela Noriega, estrelou o sucesso “Quinceañera”. O mal e a inveja foram representados por Laura Zapata, irmã de Thalía, na pele da ambiciosa vilã Malvina Del Olmo. Arturo Peniche, como par romântico da protagonista, Carmen Salinas e os estreantes Fernando Colunga e Karla Alvarez também chamaram a atenção dos telespectadores. Sucesso absoluto em sua exibição no México, “Maria Mercedes” transformou Thalía em fenômeno nacional. Foi graças ao êxito da novela que ela fez as pazes com o sucesso e fez o público esquecer as polêmicas de seus dois primeiros álbuns solo.

A bilheteira no SBT

Laua Zapata como Malvina Del Olmo, vilã que ficou louca no fim da trama e Thalía com o prêmio TV y Novelas como melhor atriz / Divulgação - Televisa

A novela chegou ao Brasil quatro anos depois de seu lançamento no México, para tapar o buraco da extinção da teledramaturgia regular do SBT. A trama, para os padrões brasileiros, absurda, com diálogos pontuados por exageros e figurinos e maquiagens cafonas chamou a atenção pelo tom bizarro e engraçado. Porém, com o passar das semanas a novela conquistou o público e surpreendeu o SBT com o sucesso inesperado de audiência. Outros destaques curiosos da trama foram a vilã ruiva Mirian (Nicky Mondelini) que usava apenas um modelo de roupa: um vestido preto brilhante, acompanhado por luvas rosas (!) e a peruca, que parecia uma cahopa de abelhas, que a doce Maria Mercedes usava para esconder o cabelo real de Thalía. Que esbanjava carisma e talento – sim talento, porque para atuar em uma novela mexicana e não parecer ridículo tem que ter talento, garantiam o prazer de assistir a trama.

“Maria Mercedes” é a menos conhecida no Brasil das telenovelas que compõem a “Trilogia das Marias”, talvez por ser a mais antiga, brega e por ter sido reprisada apenas uma vez, em 1997. A média geral da primeira exibição da trama no país foi de 12 pontos, sucesso absoluto para o SBT na época e também pela inexistente divulgação por parte da emissora. Em 2007 foi produzida “Maria Esperança”, a quinta versão da história original de Inés Rodena. Protagonizada por Bárbara Paz, a novela foi um dos maiores fracassos do SBT no ano.

Após os elogios por “Quinceañera”, deixar o grupo Timbiriche e mudar a imagem como cantora solo, Thalía se reencontrou com o sucesso de “Maria Mercedes”, que lhe rendeu um prêmio TV y Novelas como melhor atriz em 1993. Para o público brasileiro é impossível esquecer a inocente e sonhadora bilheteira que apresentou para o grande público nacional a bela musa mexicana.

PRÓXIMO CAPÍTULO: MARIMAR…

Videoclipe de Maria Mercedes exibido na CNT

Maria Mercedes (México, 1992) Com Thalía, Arturo Peniche, Laura Zapata, Carmen Salinas, Karla Alvarez, Fernando Colunga. cotação: bom

Especial Thalía – Quinceañera

Thalía e Adela: as protagonistas da trama / Divulgação - Televisa

A teledramaturgia mexicana é conhecida por seus melodramas quer versam sobre amores impossíveis, mocinhas extremamente boas e vilãs cruéis. Tudo, sejamos sinceros, completamente fora da realidade. Em 1987 a prestigiada produtora de telenovelas Carla Estrada lançou com ineditismo uma produção que se tornaria um clássico mundial do gênero, “Quinceañera” (debutante). A obra adaptada por René Muñoz (Padre Torres em “Marimar” e Vera Cruz em “Maria do Bairro”) do livro de sua autoria trazia a tona no México, pela primeira vez, temas polêmicos como gravidez na adolescência e estupro. A primeria novela voltada ao público jovem foi sucesso imediato.

A então novata Adela Noriega (“O Privilégio de Amar”) foi escolhida para um dos papéis principais, Maricruz, garota que pensa ter sido violentada. Para Beatriz, a outra protagonista, a escolha inicial foi Paulina Rubio. A cantora que na época fazia parte do grupo Timbiriche recusou o convite, por receio de interpretar uma jovem grávida. Em seu lugar entrou sua companheira de grupo, Thalía. O drama de Beatriz, garota rica que engravida e é abandonada pelo namorado, chamou a atenção da audiência e garantiu a Thalía o prêmio TVyNovelas como revelação do ano. Era o início do reinado da cantora na televisão mexicana. O tema de abertura também intitulado “Quinceañera” ficou a cargo de Thalía e das demais garotas do Timbiriche.

A novela chegou ao Brasil em 1991 com exibição bem sucedida no SBT. Seis anos depois aproveitando a thaliamania que acontecia no país, a CNT reapresentou “Quinceañera” com o nome “Meus 15 Anos”. Como estratégia de marketing substituiu abertura e música tema, entraram apenas imagens de Thalía ao som do sucesso “Gracias a Dios” do álbum “En Éxtasis”.

“Quinceañera” pode não ser a novela mais famosa de Thalía no mundo, mas foi a que rendeu a cantora suas melhores críticas como atriz. Foi a gênese para as Marias que viriam depois…

PRÓXIMO CAPÍTULO: MARIA MERCEDES