Mulheres cheias de charme

Conto de fadas moderno com toque das novelas dos anos 80 e 90

Divulgação - Globo

Três empregadas domésticas, com grande talento para superar as dificuldades do dia a dia de forma bem humorada e positiva, se encontram por obra do destino. Desse encontro nasce uma amizade que mudará para sempre suas vidas. Paralelamente a isso, uma cantora popular, e arrogante, conhecida como a rainha do tecnobrega, precisa criar formas para superar o início de declínio da carreira. Essa é a trama principal da divertida novela Cheias de Charme, produção que marca a estreia de Filipe Miguez e Isabel de Oliveira, como autores principais. A produção estreou na noite de ontem com média de 35 pontos e picos de 36, um êxito de audiência.

Com ecos de Quatro por Quatro, trama escrita por Carlos Lombardi em 1994, Cheias de Charme tem seu grande trunfo no talentoso quarteto de protagonistas: Taís Araújo brilhantemente debochada como a batalhadora Maria da Penha, Leandra Leal como a sonhadora Maria do Rosário, Isabelle Drummond acertando no tom doce de Maria Aparecida e Cláudia Abreu esbanjando talento na composição da vilã cômica Chayene, que desde já entrou para galeria das grandes personagens da carreira da atriz. A rainha do tecnobrega é exagerada, arrogante, egocêntrica, mas sem nunca perder a leveza e o humor. A atriz caprichou na expressão corporal da personagem, assim como no genuíno sotaque piauiense.

Divulgação - Globo

“Outras referências são importantes para a Chayene porque ela tem uma coisa superlativa. Tudo nela é muito mais exagerado. Então ela remete às novelas mexicanas, aos filmes do Pedro Almodóvar. Tudo dela é mais dramático, mais histriônico.” Cláudia Abreu – Globo.com

Jovem, colorida e alto astral, a trama tem direção geral de Denise Saraceni (Da Cor do Pecado/Passione), e promete discutir com leveza um tema já muito debatido pela dramaturgia nacional: o conflito de classes sociais. Com o diferencial de dar voz ativa e conflitos reais para as empregadas domésticas, que quase sempre estiveram colocadas como coadjuvantes das produções. Em Cheias de Charme, assim como nos contos infantis, as três amigas deixarão as vassouras e panos de prato de lado, tal qual Cinderela, e se transformarão em cantoras famosas com o grupo musical Empreguetes. Com a ascenção se tornarão rivais de Chayene, que não medirá esforços para acabar com a concorrência.

Completam o elenco da novela, que tem supervisão de texto de Ricardo Linhares (Insensato Coração), Ricardo Tozzi, Marcos Palmeira, Aracy Balabanian, Daniel Dantas, Humberto Carrão e Titina Medeiros, que promete roubar a cena com sua deslumbrada Socorro, fã de Cheyene que fará de tudo para se aproximar de sua musa. A estreia de Cheias de Charme foi satisfatória, a expectativa é que os autores consigam manter trama e personagens no mesmo nível apresentado em seu primeiro capítulo.

[Cotação: Ótimo]

Cheias de Charme é exibida de segunda a sábado, 19h15 pela Rede Globo.

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As estrelas de Cheias de Charme com a cantora de tecnobrega Gaby Amarantos, intérprete do tema de abertura Ex-My Love / Divulgação - Globo

Taís Araújo é Penha [Maria da Penha]

A atriz é especialista em dar vida a mulheres que não levam desaforos para casa, como a debochada Xica da Silva da novela homônima produzida pela extinta Rede Manchete em 1996, a batalhadora Preta de Da Cor do Pecado, e a alpinista social Ellen do sucesso de 2006, Cobras & Lagartos. Como Penha, Taís criou uma mulher carismática que supera os obstáculos, isso inclui o marido que não gosta de trabalhar (Marcos Palmeira), com força de vontade e bom humor.

Leandra Leal é Rosário [Maria do Rosário]

Sonhadora e apaixonada, foi assim que Leandra criou sua primeira protagonista na televisão, uma garota que deseja ser cantora e gravar um dueto com seu artista favorito e amor platônico Fabian (Ricardo Tozzi). Como não é boba, a atriz colocou uma pitada de obsessão no tempero de Rosário.

Cláudia Abreu e Ricardo Tozzi ensaiando para as performances musicais / Divulgação - Globo

Isabelle Drummond é Cida [Maria Aparecida]

A menina que teve seu primeiro papel de destaque como a filha de Ana Paula Arósio na minissérie Os Maias, cresceu e se transformou numa sensível atriz. Jovem talento nacional, Isabelle deu vida por cinco anos a boneca Emília do Sítio do Picapau Amarelo e foi filha de Flávia Alessandra em Caras & Bocas, Cida marca sua estreia como protagonista em telenovelas acertando no tom doce e romântico da mais “gata borralheira” das “Marias” de Cheias de Charme.

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Cláudia Abreu é Chayene [Jociléia Imbuzeiro Migon]

Uma das mais talentosas atrizes do Brasil, Cláudia retorna as novelas após três anos como a vilã, com fartas doses de humor, Chayene. Mesmo sendo politicamente incorreta, não há como não amar o jeito fútil, desbocado e brega da estrela do forró criada com perfeição pela atriz. Para interpretar a piauiense, Cláudia se dedicou a aulas de canto, dança e  de prosódia para dar o tom certo ao sotaque da personagem. Tanta dedicação resultou numa construção complexa e bem sucedida de uma personagem cheia de camadas como é Chayene.

Visite o site oficial da produção


Kiefer Sutherland retorna à televisão no drama Touch

Touch possui até o momento 13 episódios encomendados / Divulgação - Fox

Próxima atração

Por oito temporadas, Kiefer Sutherland enfrentou as maiores dificuldades na pele do agente da UCT Jack Bauer, protagonista da bem sucedida série 24 Horas. O êxito da produção revitalizou a carreira do ator, rendeu prêmios importantes de atuação – Emmy e Globo de Ouro, e o transformou em ícone de uma geração. Um ano após o termino de 24 Horas, Sutherland que se dedica aos cinemas com longas de prestígio como Melancholia do polêmico diretor dinamarquês Lars von Trier, retorna a tela pequena com o drama Touch.

A trama da série gira em torno da relação do viúvo Martin Bohm (Sutherland) e seu filho autista de 11 anos, Jake (David Mazouz). Um garoto que se comunica apenas por números e consegue ver passado e futuro de pessoas desconhecidas. Criado por Tim Krieger, de Heroes, a série traz também no elenco Danny Glover (Máquina Mortífera) como um professor especialista em crianças com habilidades especiais.

A produção estréia em 2012 no canal Fox.

Quem suporta a Lia do BBB?

A dona da verdade

Há meses atrás quando falei sobre a segunda edição do programa “A Fazenda”, exibido pela Record deixei claro que não suporto reality shows. São vazios, desnecessários e de fácil manipulação. Não acompanhava esta nova edição do “Big Brother Brasil” da Globo, por achar sonolenta e principalmente por ter uma participante que em todas as vezes que eu tentava assistir ao programa, me irritava profundamente. Seu nome Eliane, a Lia.

Por escrever sobre televisão e por isso ter que assistir de tudo um pouco, e também, confesso por curiosidade, comecei a acompanhar a reta final do “BBB 10″. E a pergunta que ficou martelando em minha cabeça é a seguinte, quem suporta a insuportável Lia?. A paulista de 29 anos é verdadeiramente um porre, grita em excesso, faz barraco a todo o momento, além de ser um poço de hipocrisia e arrogância. Ela joga, como todos, mas se faz de santa. No último paredão do qual participou, – a mala escapou misteriosamente de quatro. Lia derrotou a igualmente chata Anamara, mais pela aceitação aqui fora dos participantes Cadu e Marcelo Dourado, seus “amigos de infância” e pessoas que “ela ama verdadeiramente do fundo do coração”, do que por méritos próprios.

Lia entrou no BBB para fazer amigos para a vida toda e não de olho na grana.... aham...

Baixaria na televisão

Lia representa tudo que o “BBB” é: chata, exageradamente falsa e uma completa perda de tempo. Na noite desta sexta-feira, após a formação do penúltimo paredão com Dicésar e Dourado disputando a permanência, a  insuportável Lia fez um de seus maiores escândalos – quem tem pay-per-view ou o canal fechado Multishow conferiu – porque a líder da semana Fernanda votou em Dicésar. Obrigando a morena e seu capacho Cadu, votar no “amigo de infância” deles, Dourado. Segundo a dançarina, Fernanda “fez isso porque não respeita os sentimentos das pessoas”. É para rir, só pode! Três meses de convivência bizarra, trancados numa casa, participando de um JOGO que resulta em um prêmio de um milhão e meio de reais, origina em amigos de infância? Esse pensamento, ou atitude falsa, existe e ou provém apenas da cabeça de ovo de Lia.

VAZA LIA!

Não entendo como uma pessoa como ela permaneceu até o final de um reality show. Semelhante as eleições eleitorais, o cidadão brasileiro em sua maioria parece não saber votar. Infelizmente. Acorda Brasil, está na hora!

Especial Thalía – Maria do Bairro

Maria do Bairro é a novela mais famosa estrelada por Thalía / Divulgação - Televisa

Maria é uma garota de 15 anos, que se vê sozinha após perder sua madrinha. Auxiliada por um padre, ela é adotada pelo milionário Fernando De la Vega, que a leva para viver em sua mansão. O ato de caridade desagradará parte de sua família, principalmente seu filho bêbado e irresponsável Luís Fernando e sua ambiciosa sobrinha Soraya Montenegro.

A sinopse de “Maria do Bairro”, terceira e mais famosa novela da “Trilogia das Marias”, guarda enormes similaridades com as histórias anteriores protagonistas com incrível êxito pela mexicana Thalía. A diferença surgiria no desenrolar da trama, que acompanha a transformação de Maria de adolescente romântica e sonhadora em uma mulher madura triste e amargurada. A produção, um remake de “Os Ricos Também Choram”, história original de Inês Rodena lançada em 1979, estreou no México em 24 de julho de 1995 com enorme sucesso. Nesse momento, a atriz e cantora já era uma estrela internacional, devido aos êxitos das novelas anteriores no mundo.

Thalía era a protagonista, entretanto, quem roubava a cena era a diabólica Soraya Montenegro, interpretada magistralmente por Itatí Cantoral. Após aproximadamente um mês e meio de novela, o público viu a vilã principal ser assassinada ao ser atirada por uma janela por seu amante . Soraya estava morta, e a história de “Maria do Bairro” tomaria outro rumo. Após uma série de desentendimentos e enganos entre Maria e Luís Fernando (Fernando Colunga, visto anteriormente em “Maria Mercedes” e “Marimar”, estreando como protagonista), a catadora em um momento de loucura entregou seu filho recém nascido à uma estranha que vendia doces na rua. A partir desse momento, começa uma longa jornada em busca do filho perdido.  Apesar de todo o carisma de Thalía e sua inegável empatia com o público, a novela esfriou com a ausência de sua vilã mor. Na reta final da produção, quando todos pensavam que finalmente Maria seria feliz ao lado de seu marido e filhos, eis que surge novamente em sua vida Soraya, disposta a se vingar da “marginal”. Que segundo a vilã, havia roubado tudo que ela julgava ser seu.

Fenômeno entre o público brasileiro

“Maria do Bairro” chegou ao Brasil em meados de fevereiro de 1997 com o desafio de manter a ótima audiência de “Marimar”. Fez mais do que isso, virou mania nacional e transformou Thalía em um fenômeno televisivo comparável a grandes estrelas como Glória Pires e Regina Duarte. Isso nunca havia acontecido antes com uma atriz estrangeira protagonista de telenovelas. Com média geral em torno de 20 pontos de audiência, a produção mexicana incomodou o “Jornal Nacional” da Rede Globo. “Maria do Bairro” voltou a grade de programação por outras três oportunidades, com grande sucesso em 2004, nas tardes do SBT. Garantindo 14 pontos de média, índice que colocou a emissora na liderança durante o período de exibição e timidamente em 1997, meses após o término de sua transmissão original, e em 2007.

Thalía e Colunga: um dos casais mais famosos das telenovelas internacionais / Divulgação - Televisa

Um fato curioso acontecia durante a primeira reprise de “Maria do Bairro” em 97, os telespectadores que acompanhavam as desventuras da catadora nas noites do SBT viam cada capítulo terminar com uma bizarra imagem congelada. Amadorismo puro, porém justificável. A emissora de Sílvio Santos terminava o capítulo de sua novela no exato momento que a global “Por Amor” era encerrada. Coisas do SBT.

Furacão mexicano

Thalía veio ao Brasil em 1997 pela primeira vez motivada pelo sucesso avassalador de “Maria Bairro” no país. Na ocasião ela participou de diversos programas de televisão para divulgar seu álbum “En Éxtasis”. Até hoje, seu lançamento de maior sucesso em nossas terras. Nessa época aconteceu um caso no mínimo curioso. A estrela mexicana participou de um quadro de entrevistas no extinto “Planeta Xuxa”, apresentado por Xuxa Meneguel. Essa entrevista nunca foi ao ar, dizem que a Globo vetou a participação da cantora por considerar sua imagem vinculada a emissora de Silvio Santos.

Na época o fim de “Maria de Bairro” deixou os telespectadores órfãs de Thalía, já que por mais de um ano a estrela mexicana marcava presença nas telas nacionais com suas apaixonantes Marias. A saudade da bela mexicana seria aplacada com as seguintes visitas da estrela ao Brasil e as inúmeras reprises de suas “histórias de Cinderela”. Porque, como dizem, somos responsáveis por aquilo que cativamos, e Thalía nos encantou com sua beleza, simpatia e talento de uma forma que se tornou inesquecível.

PRÓXIMO CAPÍTULO: ROSALINDA…

Apresentando: Itatí Cantoral

Divulgação - Televisa

Filha de um mexicano, o compositor Roberto Cantoral e uma argentina, a atriz Itatí Zucchi, Itatí Cantoral fez de Soraya Montenegro o papel de sua vida. Por seu desempenho como a desequilibrada megera, a atriz levou diversos prêmios latinos, entre eles o TV y Novelas como vilã do ano em 1996. Até hoje, sua personagem em “Maria do Bairro” é considerada a maior vilã das telenovelas latinas.

Seus principais trabalhos seguintes foram: “Salud, Dinero y Amor” e “Vale Todo” – versão latina do clássico nacional “Vale Tudo”, onde viveu o emblemático papel da batalhadora Raquel.

Após sete anos na Telemundo, rede latina que produz novelas em Miami, Itatí retornou a Televisa com grande sucesso em “Hasta Que El Dinero nos Separe”. Entretanto, para nós brasileiros, ela será a eterna Soraya Montenegro. Implacável inimiga da marginal.

Maria do Bairro (María la del Barrio, México, 1995-96) Com Thalía, Fernando Colunga, Itatí Cantoral, Ricardo Blume, Irán Eory, Ana Patrícia Rojo, Ludwika Paleta. cotação: ótimo

Especial Thalía – Marimar

Thalía e Eduardo Capetillo se reencontram em “Marimar”

Divulgação - Televisa

Dois anos após conquistar a audiência mexicana com “Maria Mercedes”, Thalía retornou como a costeñita Marimar na novela homônima. Ao contrário da primeira parte da “Trilogia das Marias”, “Marimar” não era ambientada na cidade, e sim no litoral mexicano. Na trama Thalía interpreta a bela e inocente órfã,  pobre, que vive em uma choupana com seus avós. O passado da garota guarda um segredo, que será revelado no decorrer da história. A vida de Marimar toma outro rumo ao se apaixonar por Sérgio Santibañez, vivido pelo ator e cantor mexicano Eduardo Capetillo, jovem herdeiro de uma das principais fazendas da região.

A aproximação dos dois desagradará a ambiciosa Angélica (Chantal Andere) que fará de tudo para destruir Marimar. Em 31 de janeiro de 1994 a novela foi lançada pela Televisa, a história de amor e superação com toques cômicos não demorou a conquistar o público. Que também estava curioso para rever Thalía e Capetillo juntos, eles foram companheiros no grupo musical Timbiriche nos anos 80.

Sucesso mundial

A trama chegou ao Brasil através do SBT em novembro de 1996, para substituir a bem sucedida “Maria Mercedes”. Porém, a repercussão alcançada por “Marimar” foi maior do que a emissora paulistana poderia prever. O crescente aumento de popularidade de Thalía, apoiado na história de amor e no clima de verão da novela, a transformaram num fenômeno televisivo do SBT. Que por muitas vezes chegou a incomodar a audiência do “Jornal Nacional”. Não foi apenas no Brasil que a novela foi um grande sucesso, países como Filipinas e EUA – onde até hoje é a novela latina de maior audiência da história – se renderam as desventuras da costeñita.

Os críticos mexicanos apontaram alguns defeitos em “Marimar” em comparação a, “mais séria”, “Maria Mercedes”. O fato do cão Pulguento ter seus “pensamentos” revelados ao público, foi um dos pontos apontados por eles. Bobagem, Pulguento era um dos melhores personagens da trama. Graças a química entre ele e Thalía, a produção conquistou o público infantil da época. Entretanto, num ponto os críticos foram unânimes, a evolução de Thalía como atriz. A personagem Marimar exigia muito mais dela, do que Mercedes. A linha tênue que separa o amor e ódio sentidos por ela em relação a Sérgio, o homem que brincou com seus sentimentos e a abandonou, exigiu uma entrega maior a personagem. Thalía se saiu bem na fase inocente e ingênua da personagem e também como Bella Aldama, alter ego adotado por Marimar para esconder de todos sua identidade e para colocar em prática sua vingança contra a família Santibañez.

Amar sem ser amada

Pulguento e Marimar: dupla dinâmica / Divulgação - Televisa

Durante o período que compreendeu os sucessos de “Maria Mercedes” e “Marimar”, Thalía interrompeu sua carreira musical, tendo lançado apenas um single entre os álbuns “Love”, de 1992 e “En Extasis”, de 1995, o tema de “Marimar”. Que inicialmente foi concebido apenas para acompanhar a novela, surpreendentemente se tornou um hit mundial. Foi nessa mesma época que Thalía deixou a Fonovisa, sua antiga gravadora, e se transferiu para a EMI. Onde permaneceria por longos 13 anos.

Em entrevistas posteriores Thalía escolheu Marimar como sua melhor e mais marcante personagem, pela da alegria, contato com a natureza e vontade de ser feliz acima de tudo que a costeñita tinha. A estrela mexicana está certa, diferente de Maria Mercedes e da amargurada Maria de “Maria do Bairro”, Marimar tinha uma enorme vontade de viver e superar obstáculos, amar e ser amada. Infelizmente para ela, como na vida, acabou encontrando em seu caminho alguém que queria apenas debochar e brincar com seus sentimentos. Mas, como a produção é uma novela e, sobretudo,  mexicana, óbvio que no final a sofrida costeñita perdoaria Sérgio.

Para quem acompanha e conhece as novelas mexicanas a trama original de Inés Rodena, adaptada por Carlos Romero, é uma espécie de “onde está o Wally?” com tantas participações de atores que já estiveram em outras produções da terra da tequila. A vilã mor da novela, Chantal Andere, que protagonizou a inesquecível cena da lama, viveria anos depois seu papel definitivo como a esquizofrênica Stephanie de “A Usurpadora”. René Muñoz, Ricardo Blume, Fernando Colunga e Meche Barba que teriam papéis de destaque na posterior “Maria do Bairro”, também estão na trama litorânea. Que foi baseada no sucesso dos anos 1970, La Venganza, protagonizado por Helena Rojo (“O Privilégio de Amar”).

De volta à telinha

A trama foi reprisada por duas oportunidades pelo SBT. Apenas seus primeiros capítulos em 1998 no péssimo horário das 11h e completa em 2004 no início da tarde, quando conseguiu ótimos índices de audiência. Reacendendo o amor dos brasileiros por Thalía. No ano passado por conta do contrato entre CNT e Televisa, “Marimar” foi reapresentada na faixa das sete da noite. Conquistando a maior audiência da pequena emissora. Comprovando que mesmo após tantos anos, o público nacional não esquece Thalía e sua apaixonante Marimar, la costeñita, AU!

PRÓXIMO CAPÍTULO: MARIA DO BAIRRO…

 

Leia também: Primera Fila: O Triunfo de Thalía

Divulgação - Televisa

Apresentando: Eduardo Capetillo

Assim como Thalía e Paulina Rubio, Eduardo Capetillo ganhou repercussão nos países latinos a partir do sucesso do grupo Timbiriche. No início da década de 1990 começou carreira solo com o álbum Alcanzar Una Estrella, trilha sonora da novela “Alcançar Uma Estrela”, exibida no Brasil em 1991. Seus trabalhos musicais com maior alcance foram os álbuns “Dame Una Noche”, “Piel Ajena” e “Estoy Aqui”, todos nos anos 1990.

Na televisão teve êxito com as telenovelas “Marimar” de 1994, “Camila” de 1998 e “A Madrasta”, de 2005. Os mais recentes álbuns lançados por Capetillo foram “Un Vaqueiro el La Ciudad” e “Hecho En Sinaloa”, em 2007 e 2009 respectivamente. Nos dois trabalhos musicais o cantor se aventurou pela música regional mexicana tendo como parceiro o conceituado Joan Sebastian. Atualmente Eduardo se prepara para protagonizar ao lado de Gabriela Spanic e Fernando Colunga a comentada produção mexicana “Soy Tu Dueña”, que teria Thalía como estrela principal. Alegando falta de tempo, ela recusou o convite.

Eduardo Capetillo – La Mujer que No Soñe (1990)

Marimar (México, 1994) Com Thalía, Eduardo Capetillo, Chantal Andere, Ricardo Blume, René Muñoz, Alfonso Iturralde, Marcelo Buquet. cotação: ótimo

Especial Thalía – Maria Mercedes

Divulgação - Televisa

Uma jovem abandonada pela mãe, batalhadora que trabalha como bilheteira para sustentar os três irmãos e o pai alcoólatra. Encontra a chance de sua vida ao conhecer um milionário que está com uma doença terminal.

“Maria Mercedes”, segundo remake de “Rina”, telenovela mexicana dos anos 1970 foi a primeira produção da chamada “Trilogia das Marias” a estrear no México em 1992. Idealizada pelo produtor Valentín Pimstein como veículo para atrizes como Victoria Ruffo (“A Madrasta”) e Lucero (“Chispita”), que recusaram o convite, o papel da jovem bilheteira foi parar no colo da estrela em ascenção Thalía. Contrariando a opinião dos executivos da emissora Televisa, que a consideravam jovem demais e com uma imagem polêmica devido ao lançamento dos álbuns “Thalía” e “Mundo de Cristal”, em que trocou a imagem da menina inocente do grupo Timbiriche por a de uma femme fatale. Disposta a provar que poderia levar nas costas uma produção de grande alcance e visibilidade, a cantora foi morar em uma casa próxima aos estúdios da Televisa durante os meses de gravação da novela para se dedicar integralmente ao trabalho.

De mi familia me encargo yo

Na história tudo giraria em torno da personagem título, mas um elenco coadjuvante de prestígio era necessário. Principalmente porque Maria Mercedes representava o primeiro papel protagônico solo de Thalía, que anos antes ao lado de Adela Noriega, estrelou o sucesso “Quinceañera”. O mal e a inveja foram representados por Laura Zapata, irmã de Thalía, na pele da ambiciosa vilã Malvina Del Olmo. Arturo Peniche, como par romântico da protagonista, Carmen Salinas e os estreantes Fernando Colunga e Karla Alvarez também chamaram a atenção dos telespectadores. Sucesso absoluto em sua exibição no México, “Maria Mercedes” transformou Thalía em fenômeno nacional. Foi graças ao êxito da novela que ela fez as pazes com o sucesso e fez o público esquecer as polêmicas de seus dois primeiros álbuns solo.

A bilheteira no SBT

Laua Zapata como Malvina Del Olmo, vilã que ficou louca no fim da trama e Thalía com o prêmio TV y Novelas como melhor atriz / Divulgação - Televisa

A novela chegou ao Brasil quatro anos depois de seu lançamento no México, para tapar o buraco da extinção da teledramaturgia regular do SBT. A trama, para os padrões brasileiros, absurda, com diálogos pontuados por exageros e figurinos e maquiagens cafonas chamou a atenção pelo tom bizarro e engraçado. Porém, com o passar das semanas a novela conquistou o público e surpreendeu o SBT com o sucesso inesperado de audiência. Outros destaques curiosos da trama foram a vilã ruiva Mirian (Nicky Mondelini) que usava apenas um modelo de roupa: um vestido preto brilhante, acompanhado por luvas rosas (!) e a peruca, que parecia uma cahopa de abelhas, que a doce Maria Mercedes usava para esconder o cabelo real de Thalía. Que esbanjava carisma e talento – sim talento, porque para atuar em uma novela mexicana e não parecer ridículo tem que ter talento, garantiam o prazer de assistir a trama.

“Maria Mercedes” é a menos conhecida no Brasil das telenovelas que compõem a “Trilogia das Marias”, talvez por ser a mais antiga, brega e por ter sido reprisada apenas uma vez, em 1997. A média geral da primeira exibição da trama no país foi de 12 pontos, sucesso absoluto para o SBT na época e também pela inexistente divulgação por parte da emissora. Em 2007 foi produzida “Maria Esperança”, a quinta versão da história original de Inés Rodena. Protagonizada por Bárbara Paz, a novela foi um dos maiores fracassos do SBT no ano.

Após os elogios por “Quinceañera”, deixar o grupo Timbiriche e mudar a imagem como cantora solo, Thalía se reencontrou com o sucesso de “Maria Mercedes”, que lhe rendeu um prêmio TV y Novelas como melhor atriz em 1993. Para o público brasileiro é impossível esquecer a inocente e sonhadora bilheteira que apresentou para o grande público nacional a bela musa mexicana.

PRÓXIMO CAPÍTULO: MARIMAR…

Videoclipe de Maria Mercedes exibido na CNT

Maria Mercedes (México, 1992) Com Thalía, Arturo Peniche, Laura Zapata, Carmen Salinas, Karla Alvarez, Fernando Colunga. cotação: bom

É o Xico!

Foto: Divulgação

Divulgação - Rede Globo

Caras & Bocas“, a divertida trama de Walcyr Carrasco, é o maior sucesso do horário das sete global desde “Cobras & Lagartos” de 2006. O principal motivo desse êxito é a agilidade com a qual o autor leva a trama, além disso, um personagem em especial caiu no gosto do público, o chimpanzé pintor Xico. Na verdade “A”, pois é interpretada pela fêmea Keith de 13 anos. Confesso que a única novela quem me faz ligar a televisão é “Caras & Bocas”, a história é água com açúcar, mas diverte e nos distrai da vida difícil e corrida que levamos.

É completamente natural que Keith tenha roubado o coração dos telespectadores, ela é uma graça e suas cenas muito autênticas. Sem dúvidas o momento mais divertido foi ver Xico de óculos dirigindo pelas ruas da São Paulo fictícia do Projac. Você pode questionar, “mas isso é muito infantil, clichê”. Sim a trama é infantil, clichê, romântica e ingênua. Por isso mesmo vem fazendo sucesso, nem sempre precisamos de temas fortes e polêmicos. Ainda mais no horário das sete.

Mico na panela – E Yvone apanhou!

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A apagada vilã Yvone (Letícia Sabatella) da horrenda novela “das 21h” da Rede Globo “Caminho das Índias” levou uma surra da insuportável Melissa Cadore (Christiane Torloni) na última sexta-feira. A cena fez a trama capenga e chata de Glória Perez conquistar 41 pontos de audiência com 46 de pico, o que foi positivo para a novela que deve fechar com média geral de 38 pontos. Tornando-se o terceiro maior fracasso do horário, perdendo apenas para “Suave Veneno” e “Esperança“.

Caminho das Índias” é uma novela repetitiva, mal escrita, tosca! A péssima Juliana Paes e o núcleo indiano com seus “are baba” e “tick” me tiram do sério, mas gostei da briga de Yvone e Melissa, que mais parecia cena de luta do seriado “Power Rangers” ou então o clássico pop do Youtube “Leona – A Assassina Vingativa” – hahaha. Letícia Sabatella é linda e boa atriz, o mesmo digo de Torloni. Infelizmente para elas e nós, estão nessa bobagem das Índias.

Confira a tosquice!