Música: Especial Marina Lima – Anos 80

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Universal Music

Olhos Felizes (1980)

Indiscutivelmente a década de 1980 foi de Marina Lima. Após uma boa estreia com o álbum “Simples como Fogo”, a cantora deixou a gravadora WEA e se transferiu para a Ariola, que hoje faz parte do catálogo da Universal Music. Nascia em 1980 seu segundo trabalho musical: “Olhos Felizes”. Com grande parte das canções compostas por Marina e seu irmão Antonio Cícero, com destaque para “Olhos Felizes”, “Só Você” e “Rastros de Luz”, foi com esse álbum que Marina teve seu primeiro sucesso com repercussão nacional: “Nosso Estranho Amor”. Um dueto com Caetano Veloso, que também compôs a canção. Considerado pela cantora um álbum linear em termos de sonoridade, “Olhos Felizes” é um de seus trabalhos mais agradáveis. Romântico, positivo e solar

Produção executiva: Sérgio Mello. Direção artística: Mazola. Direção musical: Marina. Ariola. Cotação: Bom

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Universal Music

Certos Acordes (1981)

Apesar do sucesso de “Nosso Estranho Amor” nas rádios brasileiras, Marina não ficou satisfeita com o resultado final de “Olhos Felizes”. Ela buscava, não apenas uma identidade que já transparecia em suas canções autorais, mas uma assinatura ímpar na sonoridade de seu trabalho. “Certos Acordes”, seu terceiro álbum, teve uma grande aceitação de crítica e público. Que fizeram de “Charme do Mundo” e “Gata Toda Dia” – composta em parceria com Leo Jaime e Tavinho Peres – grandes sucessos. As marcantes “Quem é esse Rapaz”, “O Lado Quente do Ser” e “Avenida Brasil” também foram destaques do LP.

Produção musical: Pisca. Produção executiva: Alexandre Agra. Direção artística: Mazola. Direção musical: Marina. Ariola. Cotação: Bom

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Universal Music

Desta Vida, Desta Arte (1982)

“Desta Vida, Desta Arte” é até então o melhor e mais autoral álbum da cantora. Produzido em parceria com o guitarrista Pisca, remanescente do bem sucedido “Certos Acordes”, o quarto LP de Marina chama a atenção pela variedade de sua sonoridade e por flertar com o pop/rock. “Desta Vida, Desta Arte” possui verdadeiras pérolas musicais como: “Acho que Dá” – composta com Tavinho Peres, “Noite e Dia” de Lobão e Julio Barroso, a regravação de “Emoções” de Roberto e Erasmo Carlos e a tocante “Essas Coisas que Eu Mal Sei”. Letra bela e inspirada que ganhou mais força nas interpretações de Marina e Zizi Possi. O sucesso “Nos Beijamos Demais”, da trilha sonora do longa “Beijo na Boca” completa um trabalho que se impões pela diversidade musical e de talentos e que marcou o fim da era Ariola na carreira de Marina.

Produzido por Mazola. Direção musical: Marina e Pisca. Ariola. Cotação: Bom

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Universal Music

Fullgás (1984)

Solteira artisticamente, Marina flertou com a EMI, mas decidiu casar com a PolyGram – hoje Universal Music – em 1983. Cada vez mais imersa no rock e disposta a dar uma identidade a quase inexistente música pop nacional, Marina se cercou de talentos, como o parceiro de longa data Antonio Cícero, o músico Liminha e Lobão no clássico “Fullgás”. Lançado em 1984 o álbum transformou Marina em uma cantora popular, com os hits “Fullgás” e sua inovadora bateria eletrônica – parceria com Cícero, “Mesmo Que Seja Eu” – com uma interpretação que tomou para sí a canção e superou a original de Erasmo Carlos e “Me Chama”, composição de mestre de Lobão. “Fullgás”  “estourou” no país e levou junto Marina, cinco anos depois de sua estreia no mundo da música.

Produzido por José Augusto. Direção musical: Marina. PolyGram. Cotação: Ótimo

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Universal Music

Todas (1985)

Se “Fullgás” a transformou em cantora popular, foi com “Todas” de 1985 que Marina virou fenômeno musical. Canções como a emblemática “Difícil” e as populares “Eu Te Amo Você” de Kiko Zambianchi e “Nada por Mim”, composta para Marina pelo então casal Herbert Vianna e Paula Toller viraram hits históricos da carreira da cantora. “Todas” possui ainda canções menos conhecidas como “Onde? (Orminda…)” e “Por Querer (Todas)” que são verdadeiras jóias musicais. O sucesso do LP deu origem a projetos mais ambiciosos: o álbum “Todas ao Vivo” e o show – que virou especial na extinta Rede Manchete – “Sexo é Bom – Todas ao Vivo”.

Produzido por José Augusto. Direção musical: Marina. PolyGram. Cotação: Ótimo

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Universal Music

Todas ao Vivo (1986)

O novo trabalho musical trazia releituras de canções que já estavam no “Todas”, como: “Me Chama”, “Difícil”, “Nada por Mim”,  “Eu Te Amo Você” e “Veneno”. Novas versões para “Fullgás”, “Noite e Dia” e “Ainda é Cedo” de Renato Russo. Além da inédita “Pra Começar”, tema de abertura da novela “Roda de Fogo” da Rede Globo. “Todas ao Vivo” foi o maior sucesso de vendas de Marina, até então, com 250 mil cópias, que garantiu disco de platina. O ponto alto do pacote álbum + show, é o VHS lançado pela extinta Manchete Vídeo “Sexo é Bom – Todas ao Vivo”. O registro, que até hoje não teve sua comercialização em DVD, é uma grande oportunidade para ver Marina cantando em sua grande forma imersa no rock.

Supervisão geral: Mariozinho Rocha. PolyGram. Cotação: Ótimo

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Virgem (1987)

Já consagrada como a maior cantora dos anos 80, símbolo de canções autorais e de novas sonoridades, Marina lança em 1987 a sua obra-prima artística “Virgem”. A canção homônima é uma composição sua em parceria com Antonio Cícero, e é desde sempre a canção definitiva da dupla. “Preciso Dizer Que Te Amo”, escrita por Cazuza, Dé e Bebel Gilberto, garantiu a cantora o prêmio Sharp de música como melhor intérprete. Marina levou também como melhor cantora pop/rock e disco do ano. O álbum “Virgem”, abraçado por público e crítica, teve ainda o maior hit do verão daquele ano: “Uma Noite e Meia”, que criou polêmica por sua – para os padrões da época – ousada letra. Canções não tão conhecidas como “Pseudo Blues”, “Hearts”, “Prestes a Voar” e “1º de Abril (Eu Negar)” merecem uma nova conferida. “Virgem”, assim como “Todas ao Vivo”, vendeu 250 mil cópias e representou o auge artístico e popular de Marina na década de 1980.

Produzido por Leo Gandelmam. Direção artística: Marina. PolyGram. Cotação: Excelente

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Universal Music

Próxima Parada (1989)

A popularidade crescente conquistada com “Fullgás”, “Todas”, “Todas ao Vivo” e que chegou a seu ápice com “Virgem” fizeram Marina repensar o caminho pelo qual conduziria sua música. O álbum “Próxima Parada”, oitavo de estúdio da cantora, foi lançado em 1989 e trouxe uma direção calma em canções como a questionadora “$Cara” e “Garota de Ipanema”, bela releitura da composição de Tom Jobim e Vinicius de Mores e que inaugurou a MTV Brasil em 1990. Destaque também para a música título “Próxima Parada” e para o maior sucesso comercial do álbum “À Francesa” – composta por Claudio Zoli e Antonio Cícero, e que foi tema da personagem de Malu Mader em “Top Model”, telenovela da Rede Globo. “Próxima Parada”, um álbum que exala sofisticação, rendeu a Marina os prêmios Sharp como melhor cantora pop/rock e de álbum do ano, além de ter sido certificado como disco de ouro ao vender 100 mil cópias.

Produzido por Carlos Martau. Produção executiva: Djalma Limongi. PolyGram. Cotação: Ótimo

A seguir: Marina Lima

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Publicado por

Ramon Dutra

Jornalista

9 thoughts on “Música: Especial Marina Lima – Anos 80”

  1. Ramon, muito legal teu trabalho!
    Demonstras um bom conhecimento sobre o que escreves!
    Um bom exercício de escrita de opinião (‘crítica’ é pesado e
    cercado de problemas em sua definição)
    Parabéns! É um carinho bom nos fãs, podes crer.

    Bjks!

    Betha

  2. Ramon, muito boa a sua análise. Gostei também dos detalhes sobre cada disco da Marina. Só faltou analisar os discos Marina Lima, O chamado, Abrigo, Registros a meia voz e Pierrot do Brasil. Lamentavelmente, sinto falta da Marina dos anos 80 e do começo dos anos 90. Acho que a depressão deixou marcas notórias na voz dela. Parece me que ela esta numa fase mais triste e sem esperança.

  3. Oi. Conheci seu blog hoje e estou apaixonado. Mais ainda nas matérias sobre a Marina Lima!! Você disse que tem o Sexo é Bom! – Todas Ao Vivo em DVD. Estou em busca de uma cópia há muito tempo!! Teria como fazer uma cópia??? Não é de graça, pode falar o valor! 🙂
    Parabéns pelo blog!!

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