Dez atrizes inesquecíveis do cinema clássico de Hollywood

Elizabeth Taylor

Disque Butterfield 8 / Cleópatra / Quem Tem Medo de Virginia Woolf? – Warner / Fox / Warner

A estrela dos olhos de cor violeta conquistou dois prêmios Oscar – por Disque Butterfield 8 e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? -, maridos, foram sete, além de grandes clássicos do cinema como Um Lugar ao Sol, Assim Caminha a Humanidade e Cleópatra. Pelo épico, que quase faliu a Twentieth Century Fox, Taylor recebeu o maior salário para uma atriz naquela época: um milhão de dólares. Foi indicada ao Oscar em outras duas oportunidades. Nos aclamados Gata em Teto de Zinco Quente e De Repente, No Último Verão. Melhor amiga de Montgomery Clift, seu parceiro em diversos sucessos, Taylor passou a década de 80 dedicada apenas a trabalhos televisivos, retornando e se despedindo das telonas em 1994 como a sogra de John Goodman (Fred) em Os Flintstones – O Filme. Faleceu em março de 2011 aos 79 anos.

Bette Davis

Perigosa / Jezebel / A Malvada – Warner / Fox

Davis era o mal encarnado. Sabia interpretar como ninguém mulheres amargas, cruéis e loucas. Tendo vivido as mais célebres em Perigosa – primeiro Oscar, A Carta, Uma Vida Roubada – em que fez gêmeas, Pérfida e o ápice com O Que Aconteceu com Baby Jane?. Em que trocou provocações com a rival Joan Crawford, na pele da nenhum um pouco inocente Blanche Hudson. Versátil e extremamente talentosa, Bette Davis soube diversificar a carreira com outros tipos como a mimada Julie de Jezebel – pelo qual fora premiada com seu segundo Oscar -, a sofredora Judith de Vitória Amarga e a estrela Margo que tem seu tapete puxado por A Malvada Eve (Anne Baxter). Outros filmes marcantes da atriz foram Com a Maldade na Alma e o sensível drama Baleias de Agosto. Se despediu das telas em 1989, ano em que faleceu aos 81 anos, com a comédia A Madrasta que brincava com a sua persona vilã.

Ingrid Bergman

Casablanca / À Meia Luz / Anastácia, a Princesa Esquecida – Warner / MGM / Fox

Vencedora de três prêmios Oscar – À Meia LuzAnastácia, a Princesa Esquecida e Assassinato no Expresso Oriente –, Bergman estrelou também os clássicos Casablanca, em parceria célebre com Humphrey Bogart, Quando Fala o Coração de Alfred Hitchcock, e Por Que os Sinos Dobram – pelo qual foi indicada ao Oscar. Recebeu outras duas nomeações por Joana D’Arc e Os Sinos de Santa Maria. Mãe de quatro filhos – três da união com o diretor italiano Roberto Rossellini -, Ingrid faleceu em 1982 em decorrência de um câncer de mama. Sua última aparição nos cinemas foi no aclamado Sonata de Outono, em que atuou ao lado de Liv Ullmann, sendo dirigida por Igmar Bergman. Além do legado de grandes atuações, Ingrid deixou ao mundo cinematográfico a filha Isabela Rossellini, atriz que se destacou nos anos 80 com atuações em produções como Veludo Azul e Um Toque de Infidelidade.

Marilyn Monroe

O Pecado Mora ao Lado / Quanto Mais Quente Melhor / Os Desajustados – Fox / MGM

A loura mais conhecida do cinema. Talvez seja também a estrela mais famosa de todos os tempos. Morreu muito cedo, com apenas 36 anos, num caso mal explicado que envolvia os irmãos Kennedy. Dona de uma beleza impactante – e uma fragilidade na mesma intensidade -, Monroe colecionou atuações e filmes icônicos, mesmo que nunca indicada ao Oscar. Apesar de boa atriz, era subestimada. Mas quem precisa de um careca dourado? Marilyn colecionou clássicos inesquecíveis em sua filmografia como Os Homens Preferem as Loiras, Como Agarrar um Milionário, O Pecado Mora ao Lado, Nunca Fui Santa, Quanto Mais Quente Melhor, Adorável PecadoraOs Desajustados. Drama em que dividiu a cena com Clark Gable e Montgomery Clift, sob a direção de John Houston. Outros trabalhos destacados da musa máxima do cinema foram Almas Desesperadas, Torrente de Paixão e O Príncipe Encantado. Deixou um filme inacabado, a comédia de George Cukor, Something’s Got to Give. Talento sempre teve, além da inegável beleza.

Grace Kelly

Janela Indiscreta / Amar é Sofrer / Ladrão de Casaca – Universal / Paramount

Uma das grandes musas de Alfred Hitchcock, Grace Kelly foi protagonista de filmes icônicos do diretor – e alvo de sua obsessão – como Disque M para Matar, Janela Indiscreta e Ladrão de Casaca. Indicada ao Oscar de atriz coadjuvante em 1954 por Mogambo, venceu no ano seguinte com o drama Amar é Sofrer. Nele interpretou a sofrida esposa de um alcoólatra ex-astro da música (Bing Crospy). Em 1956 largou a carreira ao se casar com o príncipe de Mônaco, Rainier III. Com ele teve três filhos: Caroline, Albert e Stéphanie. Faleceu com apenas 52 anos em 14 de setembro de 1982, em um acidente automobilístico em Monte Carlo. A bela loura brilhou também em filmes como Matar ou Morrer e Alta Sociedade, seu último trabalho no cinema.

Katharine Hepburn

Manhã de Glória / De Repente, No Último Verão / Adivinhe Quem Vem Para Jantar – Warner / Sony Pictures

Maior ganhadora do Oscar e considerada a melhor atriz norte-americana de todos os tempos, Katharine Hepburn colecionou doze indicações ao prêmio num intervalo de seis décadas. Venceu em quatro oportunidades por desempenhos em Manhã de Glória, Adivinhe Quem Vem Para Jantar, O Leão no Inverno e Num Lago Dourado – todas na categoria principal. Conheceu Spencer Tracy em 1941. Com ele formou um dos casais mais comentados de Hollywood – dentro e fora das telas -, mesmo que o romance entre eles nunca tenha sido assumido até a morte do ator em 1967. Atuou até 1994. Nos cinemas com o romance Segredos do Coração com Warren Beatty, e na televisão com O Poder do Natal, baseado num conto do autor Truman Capote. A geniosa estrela deixou seu público em 29 de junho de 2003, ao falecer por causas naturais aos 96 anos. Outros êxitos da atriz foram A Mulher Absoluta, Lágrimas do Céu, De Repente, No Último Verão e Longa Jornada Noite Adentro.

Audrey Hepburn

A Princesa e o Plebeu / Bonequinha de Luxo / Minha Bela Dama – Paramount / Warner

A eterna Bonequinha de Luxo – filme que imortalizou sua imagem em 1961, rendendo uma indicação ao Oscar – nasceu na Bélgica. Mas foi em Hollywood que virou estrela internacional ao protagonizar, ao lado de Gregory Peck, o sucesso A Princesa e o Plebeu. Pelo filme recebeu o prêmio da Academia de melhor atriz. Seria indicada no total em cinco oportunidades. Seguiu imortalizando elegância e a beleza delicada em produções como Sabrina, Charada, Cinderela em Paris, Amor na Tarde, Quando Paris Alucina e Minha Bela Dama. Sem medo de encarar desafios, apareceu em dramas como Uma Cruz à Beira do Abismo e o polêmico Infâmia com Shirley MacLaine. Além do suspense Um Clarão nas Trevase Robin e Marien – aventura romântica em que fez par com Sean Connery. Audrey largou a atuação em 1989 como o Anjo de Além da Eternidade, filme dirigido por Steven Spielberg. Dois anos antes havia encontrado outra motivação ao exercer a função de Embaixadora da ONU. Ícone máximo de estilo e elegância, a atriz faleceu com apenas 63 anos, em decorrência de um câncer em 1993. Tendo recebido um Oscar póstumo por seu trabalho humanitário.

Vivien Leigh

…E o Vento Levou / Uma Rua Chamada Pecado / A Nau dos Insensatos – Warner / Sony Pictures

Nascida em 13 de novembro em Darjeeling (Índia) – na época dominada pelo império britânico – e formada pela Academia Real de Artes Dramáticas de Londres, a bela Vivien Leigh chamou a atenção do mundo no final da década de 30. Época em que derrotou uma infinidade de atrizes pelo cobiçado papel da temperamental sulista Scarlett O’Hara, protagonista do best seller de Margaret Mitchell, …E o Vento Levou. Fenômeno em todo o mundo, a produção recebeu oito prêmios Oscar – incluindo o de melhor atriz para o desempenho irrepreensível de Vivian. Já vivendo um conturbado romance com Laurence Olivier,  a atriz atuou no drama de guerra A Ponte de Waterloo. Priorizando o trabalho nos palcos londrinos, Leigh cada vez mais fez aparições esporádicas no cinema. Deu vida a rainha do Nilo em César e Cleópatra, e interpretou Anna Karenina no drama homônimo. Em 1951 com Uma Rua Chamada Pecado, entregou uma interpretação visceral e cheia de nuances como a frágil Blanche DuBois na adaptação da peça de Tennessee Williams. Recebeu seu segundo Oscar de melhor atriz pelo papel. Enfrentando períodos de depressão e crise no relacionamento com Olivier, Leigh faleceu em 8 de julho de 1967 em decorrência da tuberculose, doença que a perseguia por anos. Uma das melhores atrizes do cinema, a estrela atuou também em produções como O Profundo Mar Azul, Em Roma na Primavera e A Nau dos Insensatos, sua última aparição no cinema em 1965.

Joan Crawford

Alma em Suplício / Precipícios d’Alma / O Que Aconteceu com Baby Jane? – Warner / RKO Pictures / Warner

Lucille Fay LeSeuer nasceu 23 de março de 1906, mas virou estrela como Joan Crawford. Dançarina e remanescente do cinema mudo, a atriz ficou famosa por interpretar mulheres que atravessam momentos difíceis como Mildred Pierce em Alma em Suplício. Por seu desempenho recebeu o Oscar de melhor atriz em 1946. Fora indicada em outras duas oportunidades: Fogueira de Paixões e Precipícios d’Alma. Rival declarada de Bette Davis – com que dividiu as telas no suspense O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, Crawford passou por diversos altos e baixos na vida pessoal e profissional. Foi casada por quatro vezes. A última com o presidente da Pepsi, Alfred Steele. Adotou quatro crianças: Christina, Christopher – ambos deserdados em seu testamento -, e as gêmeas Cynthia e Caty. Dona de um temperamento difícil, Joan teve uma polêmica biografia escrita por Christina, em que detalhava o comportamento obsessivo e abusivo da mãe. O livro Mamãezinha Querida – que virou filme em 1981, sepultando a carreira de Faye Dunaway – foi lançado em 1978, um ano após a morte de Crawford aos 71 anos.

Rita Hayworth

Gilda / A Dama de Xangai / Meus Dois Carinhos – Sony Pictures

Ao tirar apenas uma luva, Rita Hayworth realizou o strip-tease mais sensual dos anos 40 no clássico noir Gilda – em que imortalizou sua imagem de femme fatale. Rita nasceu Margarita Carmen Moreno, era dançarina. Arte que trazia no sangue. Seu pai, Eduardo Cansino, era um exímio dançarino de flamenco. Após passagem apagada pela Fox, foi contratada aos 18 anos pela Columbia Pictures, e lá virou uma lenda do cinema. Além de Gilda, Hayworth brilhou também em Ao Compasso do Amor, Bonita como Nunca, Modelos, A Dama de Xangai – em que foi dirigida pelo então marido Orson Welles -, e Carmen que a reuniu com Charles Vidor e Glenn Ford – com quem atuou em cinco oportunidades -, respectivamente diretor e astro de Gilda. Protagonizou ainda os polêmicos Salomé, em que viveu o papel título, A Mulher de Satã, em que seduzia um reverendo, e o romance musical Meus Dois Carinhos ao lado de Frank Sinatra e Kim Novak. Sua despedida das telas aconteceu em 1972, com o western A Divina Ira. Hayworth, que sofria do mal de Alzheimer desde a década de 60 e diagnosticado apenas 20 anos depois, faleceu em 14 de maio de 1987 com 68 anos. Foi casada cinco vezes, teve duas filhas, Yasmin e Rebecca – fruto da união com Orson Welles.

Post em homenagem ao amigo Jonas, um grande admirador da era de ouro de Hollywood e aniversariante do dia.

Leia também Onze atores inesquecíveis do cinema clássico de Hollywood

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Publicado por

Ramon Dutra

Jornalista

3 comentários em “Dez atrizes inesquecíveis do cinema clássico de Hollywood”

  1. Amoo, agradeço pelo Jonas, hihi! Adorei o post, Ramon, sem dúvida, um ótimo presente. Morro de paixão por Davis, Hepburn (ambas), Monroe, Bergman, Kelly e diva Taylor. Já tô aguardando pelo top de grandes atores da era de ouro de Hollywood, socorro rsrs

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