Onze atores inesquecíveis do cinema clássico de Hollywood

Paul Newman

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Paris Vive à Noite / Versátil

Os olhos, de um azul intenso, eram talvez sua maior marca registrada. Dono de papéis memoráveis em clássicos como Gata em Teto de Zinco Quente, Butch Cassidy e Golpe de Mestre, Newman foi indicado ao Oscar por 12 oportunidades. Venceu por A Cor do Dinheiro de Martin Scorsese, por seu desempenho ao revisitar o personagem Eddie Felson na continuação de Desafio à Corrupção. Casado por 50 anos com a atriz Joanne Woodward, estrela de As 3 Máscaras de Eva, e quem conheceu nas filmagens do drama O Mercador de Almas. Com ela teve três filhos. Outros três com a primeira esposa, Jacqueline E. White, de quem se divorciou em 1958. Atuou ainda em Paris Vive à Noite, Rebeldia Indomável, Inferno na Torre, Ausência de Malícia, O Veredicto – sendo dirigido por Sidney Lumet -, e O Indomável – Assim é Minha Vida, ao lado de Bruce Willis e Jessica Tandy. Suas últimas participações no cinema foram no drama de Sam Mendes, Estrada para Perdição, e emprestando a voz a animação Carros. Faleceu em decorrência de um câncer em 26 de setembro de 2008.

James Stewart

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Divulgação

O homem comum norte-americano. Essa é a melhor definição para o ator James Stewart, rosto reconhecido por clássicos do cinema como A Felicidade não se CompraO Maior Espetáculo da Terra. Stewart recebeu cinco indicações ao Oscar. Tendo recebido a estatueta dourada por duas oportunidades: melhor ator por Núpcias de Escândalo – de George Cukor -, ao lado dos astros Cary Grant e Katharine Hepburn, e um prêmio honorário pela carreira em 1985. Fora casado por 45 anos com a atriz Gloria Stewart. Ficou viúvo em 1994. O casal teve dois filhos. Atuou ainda em A Mulher Faz o Homem e Meu Amigo Harvey. Foi parceiro do diretor Alfred Hitchcock em quatro produções icônicas: Festim Diabólico, Janela IndiscretaO Homem Que Sabia DemaisUm Corpo Que Cai. A quinta colaboração – que nunca aconteceu – viria em Intriga Internacional, perdeu o papel para Cary Grant. Entre 1973 e 74 atuou na série de televisão Hawkins, pela qual recebeu um Globo de Ouro de melhor ator. Se despediu dos cinemas em 1991, ao emprestar a voz ao personagem Wylie na animação Um Conto Americano – Fievel Vai para o Oeste. Faleceu seis anos depois, aos 89 anos, em decorrência de problemas respiratórios e de coração.

William Holden

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O Crepúsculo dos Deuses / Paramount

Dono de uma das mais variadas e irrepreensíveis filmografias, William Holden deu vida aos mais distintos personagens em longas clássicos como o fantástico O Crepúsculo dos Deuses, Um Homem e Dez Destinos, Amar é Sofrer – ao lado de Grace Kelly -, A Ponte do Rio Kwai, Rede de Intrigas, Inferno na Torre – com Paul Newman e Steve McQueen, Damien: A Profecia II, e nas parcerias com Audrey Hepburn em Sabrina e Quando Paris Alucina. Três vezes indicado ao Oscar, venceu por O Inferno Nº 17, longa dirigido por Billy Wilder em 1953. Foi casado por 31 anos com a atriz Brenda Marshall, de quem se divorciou na década de 1970. Com ela teve três filhos. Em 1973 fez uma das poucos aparições na televisão, com o filme The Blue Knight. Por seu desempenho recebeu o Emmy de melhor ator. O Dia em Que o Mundo Acabou – que reuniu novamente Holden a Paul Newman – e a comédia de Blake Edwards, S.O.B. Nos Bastidores de Hollywood foram as últimas produções protagonizadas pelo astro que faleceu em 1981 aos 63 anos.

Montgomery Clift

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Divulgação

Galã por excelência, Monty – como era chamado pelos amigos íntimos – era especialista em interpretar personagens complexos e angustiados. O que espelhava sua real personalidade. Foi quatro vezes indicado ao Oscar, melhor ator por Perdidos na Tormenta, Um Lugar ao Sol e A Um Passo da Eternidade, e na categoria coadjuvante por Julgamento em Nuremberg. Nunca conquistou a estatueta dourada. A perfeição estética se perdeu em um acidente de carro em 1956, na época filmava ao lado da amiga Elizabeth Taylor o drama A Árvore da Vida. Após dois meses de recuperação – que incluiu cirurgias plásticas -, Clift retornou às filmagens para finalizar a produção. O ator nunca mais foi o mesmo. A beleza havia se perdido e os problemas psicológicos se acentuaram. Se refugiu em bebidas, drogas e nos amigos, em especial Taylor e Marilyn Monroe – com quem atuou em Os Desajustados. Segundo a biografia do ator escrita pela jornalista Patricia Bosworth, ele era homossexual, mesmo que tenha tido relacionamentos com mulheres. Faleceu em 1966 com apenas 45 anos, sozinho em seu apartamento em Nova York, em decorrência da dependência química. A última aparição nos cinemas aconteceu no mesmo ano, no suspense Talvez Seja Melhor Assim.

Sean Connery

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007 Contra Goldfinger / MGM

Após oito anos com papéis menores em produções para cinema e televisão, o escocês foi escolhido pelos produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli para interpretar o agente 007, James Bond em 007 contra o Satânico Dr. No. Sucesso internacional, o filme projetou a imagem de Connery mundialmente. O êxito continuou com Moscou contra 007  e Marnie, Confissões de Uma Ladra – suspense dirigido por Alfred Hitchcock –, até chegar ao ápice com o fenômeno mundial de 007 Contra Goldfinger. A produção transformou Connery no maior astro cinematográfico daquela época. O ator foi Bond em mais quatro filmes: 007 contra a Chantagem AtômicaCom 007 Só Se Vive Duas Vezes007 – Os Diamantes são Eternos e 007 – Nunca Mais Outra Vez – produção não oficial, lançada em 1983 e que marcou a volta do ator ao seu célebre personagem doze anos depois. Em 1987 viria a tardia consagração com o Oscar de ator coadjuvante por sua participação em Os Intocáveis, de Brian De Palma. O fenômeno de bilheteria de Indiana Jones e A Última Cruzada, em que roubou a cena na pele do professor Henry Jones, fecharia com chave de ouro a década. Atuou ainda em produções bem sucedidas como O Homem que Queria ser Rei, O Nome da Rosa, Caçada ao Outubro VermelhoA Casa da Rússia – tendo Michelle Pfeiffer como interesse amoroso -, e A Rocha. Aos 83 anos – há 11 afastado dos cinemas, Connery é casado com Micheline Roquebrune, sua esposa há 39 anos. Tem um filho, Jason Connery, de seu primeiro casamento com Diane Cilento.

Cary Grant

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Archibal Alexander Leach é o nome de nascimento do astro Cary Grant, um inglês que na década de 1930 fez uma bem sucedida transição dos palcos da Broadway para Hollywood. A estreia nos cinemas aconteceu em 1932, na comédia Esposa Improvisada. O primeiro protagonista veio no mesmo ano com A Vênus Loura, em que foi par de Marlene Dietrich. No ano seguinte estrelou ao lado de Mae West dois grandes sucessos: Uma Loira para Três e Santa não Sou, produções que salvaram a Paramount Pictures da falência.Virou sinônimo de charme e elegância em comédias bem sucedidas como Cupido é Moleque Travesso, Levada da Breca, Boêmio Encantador e Núpcias de Escândalo – em três parcerias com Katharine Hepburn. Valendo ouro nas bilheterias, Grant se destacou também em dramas e suspenses. Em especial nas quatro colaborações com Alfred Hitchcock – que o considerava seu ator preferido: Suspeita, Interlúdio, Ladrão de Casaca e o formidável Intriga Internacional. Atuou também ao lado de Audrey Hepburn na comédia de suspense Charada. Serviu de modelo para Ian Fleming criar o agente 007, James Bond. Era a escolha inicial dos produtores para dar vida ao personagem em 007 Contra o Satânico Dr. No, lançado em 1962. O ator recusou por não querer estar ligado a uma franquia, estando disposto a estrelar um único filme. Se retirou dos cinemas aos 62 anos com a comédia Devagar, Não Morra, lançada em 1962. Foi casado por cinco vezes, com a atriz Dyan Cannon – sua quarta esposa – teve uma filha, Jennifer. Bissexual, viveu um romance com o também ator Randolph Scott. Faleceu em 1986, aos 82 anos, sem nunca tornar público sua orientação sexual. Duas vezes indicado ao Oscar de melhor ator – por Serenata Prateada e Apenas um Coração Solitário, nunca venceu. Tendo recebido um prêmio honorário em 1970.

James Dean

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Juventude Transviada / Warner

O ator é certamente o maior ícone de rebeldia nos cinemas. Morreu muito cedo aos 24 anos, em um acidente de carro em 30 de setembro de 1955. Virou astro também precocemente com filmes aclamados como Vidas Amargas, Assim Caminha a Humanidade – indicado ao Oscar de melhor ator por ambos -, e Juventude Transviada, que eternizou sua figura no imaginário popular. Aluno do lendário Actor’s Studio de Lee Strasberg, James Dean tinha como seu ídolo máximo Marlon Brando – na época já um dos maiores astros do cinema. Ao conhecê-lo no set de filmagens de Désirée, Dean se decepcionou com o tratamento depreciativo que recebeu. Segundo sua biografia era aberto a experiências sexuais com ambos os sexos, mesmo sem se considerar bissexual. Teve um romance com Rogers Brackett, influente empresário que facilitou sua entrada na alta-roda de Hollywood.

Clark Gable

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Protagonista do filme mais famoso de todos os tempos – um certo … E o Vento Levou –, Clark Gable foi por três décadas o astro mais brilhante da constelação hollywoodiana. Conhecido também como o Rei de Hollywood, o ator teve a gênese da carreira no teatro e em filmes mudos. Após passagem apagada pela Warner Bros., se transferiu para a Metro-Goldwyn-Mayer. Na nova casa, fora testado em duas produções, A Guarda Secreta e Gigantes do Céu. Bem aceito, fez par com Joan Crawford e Greta Garbo em Quando o Mundo Dança e Susan Lenox, respectivamente. Após perder o papel título em Tarzan, O Homem Macaco, virou astro com o drama romântico Terra de Paixão, ao lado de Jean Harlow – com quem atuou em seis filmes. Em 1934 foi emprestado a Columbia Pictures para estrelar Aconteceu Naquela Noite. Por seu desempenho no longa recebeu o Oscar de melhor ator, num total de três indicações. A bem sucedida década de 30 foi fechada com chave de ouro, com o fenômeno … E o Vento Levou. Fazendo ao lado de Vivien Leigh – Reth Butler e Scarlett O’Hara – o casal mais famoso da história do cinema. De 1942 a 44, durante a 2ª Guerra Mundial, serviu a Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos. Atuou ainda em Mogambo de John Ford, ao lado de Ava Gardner e Grace Kelly. Os Desajustados, longa protagonizado também por Marilyn Monroe e Montgomery Clift, foi o último da carreira de Clark Gable. O ator faleceu dias depois do término das filmagens aos 59 anos, em decorrência de um infarto. Foi casado por cinco vezes, sendo viúvo da atriz Carole Lombardi.

Sidney Poitier

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Ao Mestre com Carinho / Sony Pictures

Primeiro afro-americano a receber o Oscar de melhor ator, pelo drama Uma Voz nas Sombras, Sidney Poitier abriu portas para gerações de atores e atrizes em Hollywood. Atuou em grandes sucessos que promoviam debate sobre preconceito racial, como Ao Mestre com Carinho, No Calor da Noite e Adivinhe Quem Vem Para Jantar – em que foi o genro de Katharine Hepburn e Spencer Tracy. Atuou também em Acorrentados – pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Oscar -, Quando Só o Coração Vê, Quebra de Sigilo e O Chacal. Em 1997 interpretou Nelson Mandela no filme para televisão Mandela e De Klerk. Por seu desempenho recebeu uma indicação ao Emmy de melhor ator. Há 13 anos se aposentou, sendo seu último trabalho o telefilme Construindo um Sonho. Em 2002 recebeu um Oscar honorário pela carreira. Casado desde 1976 com a atriz Joanna Shimkus, tem com ela dois filhos, além de quatro do primeiro casamento.

Rock Hudson

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Divulgação

Galã preferido do público mundial, Rock Hudson solidificou essa imagem ao estrelar uma série de bem sucedidas comédias românticas. Fez um marcante par com Doris Day em Confidências à Meia-NoiteVolta Meu Amor e Não Me Mandem FloresQuando Setembro VierAmor à Italiana – ambos com Gina Lollobrigida -, e O Esporte Favorito dos Homens, foram outros grandes êxitos que ajudaram a solidificar a carreira do ator. Além do excelente timing cômico e charme que emprestava a seus personagens em filmes românticos, Hudson explorava seu talento dramático. Foi indicado ao Oscar de melhor por Assim Caminha a Humanidade, atuando ao lado da amiga Elizabeth Taylor e James Dean. Outras atuações dramáticas destacadas do astro foram Sublime Obsessão e Almas Maculadas. Versátil, se aventurou também pela ficção científica e espionagem com O Segundo Rosto de John Frankenheimer e Estação Polar Zebra, respectivamente. Na década de 1970 priorizou o trabalho na televisão ao estrelar a série policial McMillan & Wife – no Brasil Os Detetives – por seis temporadas. Homossexual, Hudson se casou nos anos 50 com Phyllis Gates, secretária de seu agente Henry Wilson, para abafar os boatos sobre sua sexualidade. Diagnosticado com HIV em cinco de junho de 1984, o ator manteve em segredo o diagnóstico, que se tornaria de conhecido do público no ano seguinte. Faleceu em dois de outubro de 1985 em decorrência de complicações relacionadas à AIDS. Seu último trabalho fora na série de televisão Dinastia.

Marlon Brando

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Sindicato de Ladrões / Sony Pictures

Astro de cinema mais famoso de todos os tempos, Marlon Brando é a personificação exata de talento. O estilo de atuação do ator buscava entender as motivações psicológicas, e estabelecer uma conexão verdadeiro com o personagem. Consequentemente trazia aos desempenhos um realismo nunca antes explorado. Era o Método, usado por Konstantin Stanislawsky no teatro russo e trazido para os Estados Unidos pelo Actor’s Studios, de Lee Stransberg. Brando serviu de inspiração para gerações distintas de atores: Jack Nicholson, Robert De Niro, Al Pacino, Dustin Hoffman, Mickey Rourke, Edward Norton, Tom Hardy e Russell Crowe são alguns exemplos. Brando começou a chamar atenção de críticos e produtores nos anos 40 com suas atuações em bem sucedidas peças na Broadway – com destaque para A Streetcar Named Desire de Tennessee Williams -, com direção de Elia Kazan. A transição para o cinema aconteceu em 1950 com o drama de Fred Zinnemann, Espíritos Indômitos.

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Uma Rua Chamada Pecado e O Poderoso Chefão / Warner • Paramount

No ano seguinte revisitou o personagem Stanley Kowalski na adaptação para a tela grande de Uma Rua Chamada Pecado, com Kazan dirigindo. Brando entregou uma das mais formidáveis atuações da história do cinema, ao lado de uma igualmente soberba Vivien Leigh, na pele da problemática Blanche Dubois. Indicada em 12 categorias, a produção conquistou quatro Oscars: atriz (Leigh), ator coadjuvante (Karl Maden), atriz coadjuvante (Kim Hunter) e direção de arte. Marlon viu a estatueta de melhor ator ir parar nas mãos de Humphrey Bogart por Uma Aventura na África. O prêmio viria em 1955 pelo desempenho em Sindicato de Ladrões, em que foi dirigido também por Elia Kazan. A produção venceu em oito categorias, incluindo melhor filme e diretor. Entre as décadas de 50 e 70 atuou ainda em produções bem sucedidas como Viva Zapata!, Júlio César – em que interpretou Marco Antonio, O Selvagem – que eternizou sua imagem para gerações -, Sayonara, Quando Irmãos se Defrontam, Os que Chegam com a Noite, O Poderoso Chefão – em que viveu com maestria Don Vito Corleone, sendo premiado com seu segundo Oscar de melhor ator pelo clássico de Francis Ford Coppola, O Último Tango em Paris, Superman: O Filme – aventura pela qual recebeu 3 milhões de dólares, e Apocalypse Now de Coppola, em que interpretou o perturbado Coronel Kurtz.

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Último Tango em Paris e Apocalypse Now / MGM • Universal

Nos anos 1980 esteve em apenas duas produções: o fracasso A Fórmula e o elogiado drama Assassinato Sob Custódia, pelo qual recebeu sua última indicação ao prêmio da Academia – de um total de oito. Na década de 1990 foi menos recluso, atuando ao lado de atores da nova geração como Matthew Broderick em Um Novato na Máfia, Johnny Depp em Don Juan deMarco e Val Kilmer no catastrófico A Ilha do Dr. Moreau. A última atuação de Brando nos cinemas foi ao lado de Robert De Niro no thriller de ação A Cartada Final. A vida pessoal foi marcada por polêmicas, tragédias e excentricidades. Teve 16 filhos, três casamentos – o último terminado ainda na década de 70 -, e enfrentou problemas de saúde em decorrência do sobrepeso. Não fazia distinção entre mulheres e homens, ambos o atraíam sexualmente. Faleceu aos 80 anos em 1º de julho de 2004, deixando uma legião de admiradores.

Leia também Dez atrizes inesquecíveis do cinema clássico de Hollywood

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Publicado por

Ramon Dutra

Jornalista

3 comentários em “Onze atores inesquecíveis do cinema clássico de Hollywood”

  1. Adorei a lista, realmente grandes atores e ícones do cinema tb. Apenas acrescentaria James Stewart e Gregory Peck, igualmente icônicos e baluartes do cinema clássico de Hollywood, apesar de que não os substituiria por nenhum da sua lista que está fantástica.
    Já aguardo pela lista dos grandes atores e atrizes contemporâneos do cinema, hihi.

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