Aniversariante do dia: Michelle Pfeiffer

Fotos / Interview

Uma das estrelas mais luminosas do cinema, Michelle Pfeiffer comemora hoje 59 anos. Nascida em Santa Ana, Califórnia, aos 20 anos foi eleita Miss Orange Country, ficando em sexto lugar no Miss Califórnia. A estreia como atriz viria no mesmo ano, 1978, na série Ilha da Fantasia. Após participações na televisão, estreou no cinema em 80 com a comédia The Hollywood Knights. A primeira protagonista chegaria dois anos depois com Grease 2: Os Tempos da Brilhantina Voltaram. O filme, sequência do sucesso com John Travolta e Olivia Newton John, foi um fiasco. Diferente do projeto seguinte: Scarface. Pfeiffer foi escolhida pelo produtor Martin Bregman para interpretar Elvira Hancock, mesmo com a resistência de Brian De Palma que preferia Glenn Close. Michelle roubou a cena, e viu a carreira decolar, com sucessos como O Feitiço de Áquila e As Bruxas de Eastwick.

Já era uma estrela quando em 1988 dominou os cinemas com três filmes, mostrando versatilidade: fez comédia com o ótimo De Caso com a Máfia – indicada ao Globo de Ouro -, seduziu Mel Gibson e Kurt Russell em Conspiração Tequila, e foi seduzida por John Malkovich em Ligações Perigosas, em uma de suas melhores atuações, sendo indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e premiada com o BAFTA. Encerrou a década de 80 com chave de ouro com Susie e os Baker Boys, em outra excelente e premiada atuação. Venceu Globo de Ouro e National Board Review de melhor atriz, recebendo sua segunda indicação ao Oscar.

Michelle começou os anos 90 a todo vapor, recusando projetos como Uma Linda Mulher e O Silêncio dos Inocentes – hoje clássicos -, por não concordar com o tom dos roteiros. Preferiu atuar em A Casa da Rússia, adaptação do livre de John Le Carré, e Frankie & Johnny, repetindo parceria de Scarface com Al Pacino. Recebeu indicações ao Globo de Ouro pelos filmes. Em 1991, Pfeiffer recusou outro projeto por conta da temática: Instinto Selvagem. Deixou Catherine Tramell para Sharon Stone, recebendo outra personagem que se tornaria ícone do cinema: a Mulher-Gato de Batman – O Retorno. Hoje é inimaginável qualquer atriz em seu lugar, mas a escolha inicial de Tim Burton para viver a gatuna era Annette Bening, que grávida de Warren Beatty teve que abandonar o projeto. Pfeiffer ficou com a personagem e roubou o filme para ela, em atuação memorável.

Foi injustamente esnobada pela Academia por seu desempenho como a ladra de Gotham, mas não por seu excelente trabalho no drama As Barreiras do Amor. Que rendeu a atriz indicação ao Globo de Ouro, e o Urso de Prata no Festival de Berlim. No ano seguinte, 1993, outro trabalho marcante, A Época da Inocência. Dirigida por Martin Scorsese, Michelle recebeu sua sexta nomeação consecutiva ao Globo de Ouro e prêmio no Festival de Veneza. Ainda em 1993 se casou com o roteirista e produtor David E. Kelley (Ally Mcbeal), com quem tem dois filhos: Claudia e John. Nessa época a atriz começou a diminuir o ritmo. Retomou parceria com Jack Nicholson, atuaram juntos em As Bruxas de Eastwick, em Lobo de 1994, e no ano seguinte outro projeto bem sucedido, o sucesso de bilheteria Mentes Perigosas.

Em 1996 formou par com Robert Redford em Íntimo e Pessoal e George Clooney em Um Dia Especial. Nessa época desenvolvia com Tim Burton um filme solo da Mulher-Gato, que uma década depois sairia do papel numa equivocada versão estrelada por Halle Berry, e o musical Evita, quando Oliver Stone pretendia dirigir. O fim dos anos 90 foi marcado por dramas como Terras Perdidas e Nas Profundezas do Mar Sem Fim, pelo qual recebeu o maior salário da carreira: 12 milhões de dólares. Em 2000 uniu forças com Harrison Ford e Robert Zemeckis no suspense Revelação, sucesso de bilheteria com mais de US$ 290 milhões arrecadados. No ano seguinte protagonizou ao lado de Sean Penn Uma Lição de Amor e recebeu elogios por sua atuação em Deixe-Me Viver, indicada ao SAG de atriz coadjuvante.

2007 marcou a volta de um hiato de cinco anos – nesse meio tempo dublou apenas Sinbad: A Lenda dos Sete Mares -, com três projetos: Nunca é Tarde Para Amar, comédia romântica lançada nos EUA no mercado de home video, a fantasia Stardust: O Mistério da Estrela, e Hairspray: Em Busca da Fama, baseado num musical da Broadway. Os projetos seguintes foram novas parcerias com realizadores com quem trabalhou nos anos 80 e 90: com Stephen Frears, de Ligações Perigosas, fez outro drama de época, Chéri, enquanto Garry Marshall e Tim Burton a dirigiram respectivamente em Noite de Ano Novo e Sombras da Noite. Em 2013 trabalhou com Luc Besson em A Família, fazendo par com Robert De Niro. Pfeiffer reencontra o ator em The Wizard of Lies, filme da HBO que estreia em 20 de maio nos EUA e a coloca na corrida do próximo Emmy. A direção é de Barry Levinson (Rain Man).

Ainda em 2017, Michelle volta aos cinemas, após quatro anos longe, com três projetos: o drama independente Where Is Kyra? – que recebeu elogios em sua estreia no Festival de Sundance -, Mother!, esperado e misterioso novo thriller de Darren Aronofsky (Cisne Negro), e a nova versão de Assassinato no Expresso Oriente, em que interpreta Mrs. Hubbard, papel que fora de Lauren Bacall no filme de 74. Uma de minhas atrizes preferidas, é sempre bom ter Michelle Pfeiffer nas telas.

Ligações Perigosas (1988) / Batman – O Retorno (1992) / Stardust: O Mistério da Estrela (2007) Fotos – Warner / Paramount Pictures
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Publicado por

Ramon Dutra

Jornalista

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