Nostalgia: Fome de Viver

Fotos – Warner

Pela eternidade Miriam Blaylock colecionou amores, os substituindo a medida que a juventude deles se perdia. Protagonista de Fome de Viver, a personagem imortal – nunca chamada de vampira ao longo do filme -, ganhou a representação icônica da musa francesa Catherine Deneuve. Pertencente a uma linhagem egípcia, Miriam – que para todo o sempre manteve sua beleza -, tem a companhia de John Blaylock, interpretado pelo saudoso ícone pop David Bowie, falecido em 10 de janeiro de 2016. Transformado por Miriam, ele precisa dormir por seis horas e se alimentar de sangue humano uma vez por semana para permanecer jovem. Problemas de insônia o levam a uma rápida decadência física, e a procurar a cientista Sarah Roberts (Susan Sarandon), notória por desenvolver um estudo avançado sobre a relação entre sono, juventude e uma utópica imortalidade. Não apenas John cruza o caminho da doutora, mas também Miriam. Esse encontro dará origem a uma forte atração entre as duas. Continuar lendo Nostalgia: Fome de Viver

Nostalgia: Almas Mortas com Joan Crawford

Em 1962 o inesperado sucesso de O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, que reuniu as rivais Bette Davis e Joan Crawford, deu o pontapé inicial para uma série de thrillers protagonizados por atrizes experientes, os chamados psycho-biddy. Também conhecidos como grande dame guigol, hagsploition e hag horror, eram filmes que colocavam suas protagonistas, estrelas glamourosas de Hollywood, em situações de horror psicológico, perigosas e mentalmente instáveis. Esse subgênero foi ativo até meados dos anos 70, mesmo que produções posteriores como o cult Mamãezinha Querida, controversa biografia de Crawford, e Réquiem para Um Sonho tragam elementos dos psycho-biddy. Continuar lendo Nostalgia: Almas Mortas com Joan Crawford

Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

Reprodução – Universal Pictures / StudioCanal

Em 20 de março de 1992 chegava aos cinemas norte-americanos Instinto Selvagem, um dos filmes mais marcantes daquela década. Dirigido por Paul Verhoeven, o filme transformou em estrela Sharon Stone como a femme fatale Catherine Tramell. Hoje é inimaginável outra atriz no papel. Voltando no tempo não foi fácil a escolha da protagonista. Joe Eszterhas, de Flashdance, escreveu o roteiro de Instinto Selvagem em 13 dias, e o vendeu a peso de ouro, 3 milhões de dólares, para a Carolco Pictures. Continuar lendo Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

Nostalgia: Celebridade e a inesquecível Laura de Cláudia Abreu

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Fotos – Divulgação/Tv Globo
Em 13 de outubro de 2003, exatos 13 anos, estreava Celebridade, uma das melhores novelas do autor Gilberto Braga. Certamente atrás apenas de Vale Tudo (1988-89). Inspirado pelo clássico A Malvada (All About Eve), o autor colocou como rivais duas de suas musas: Malu Mader e Cláudia Abreu. Malu era Maria Clara Diniz, empresária bem sucedida, alvo de Laura Prudente da Costa, a inesquecível Cachorra interpretada com maestria por Cláudia. Era a primeira vilã da carreira da atriz, e outra grande antagonista na galeria do autor.

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Música de cinema: Magic – Olivia Newton-John (Xanadu)

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Fotos – Universal

Olivia Newton-John tem certamente em Grease – Nos Tempos da Brilhantina seu maior sucesso nos cinemas. Entre os feitos do filmes estão uma arrecadação mundial sem reajustes de 395 milhões de dólares, uma indicação ao Oscar de canção original e cinco ao Globo de Ouro – incluindo melhor atriz para Olivia. No musical lançado em 1978, a loira formou com John Travolta um dos casais mais famosos das telonas. Dois anos depois a inglesa – Newton-John nasceu em Cambridge em 26 de setembro de 1948 – estrelou outro musical: Xanadu. Diferente de Grease, não agradou a crítica e público. Com exceção a ótima trilha sonora. Um grande sucesso, o álbum tinha como destaque faixas como a canção que dá nome ao filme e Magic.

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Olivia com Gene Kelly em Xanadu e a capa do single Magic

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Manhattan: Woody Allen em grande forma

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Woody Allen em auge criativo entregou Manhattan (EUA, 1979), certamente um dos melhores longas de sua filmografia e uma declaração de amor à Nova York. Humor inteligente, uma das características dos roteiros do artista – aqui repetindo parceria de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall) com Marshall Brickman. Química irretocável entre Allen e Diane Keaton, ótimas atuações de Michael York e Mariel Hemingway – nomeada ao prêmio da Academia de atriz coadjuvante, vencido pela companheira de elenco Meryl Streep por Kramer vs. Kramer. Emoldurados pelas belas locações de Nova York, e a fantástica trilha sonora com composições de George Gershwin, a cargo das orquestras filarmônicas de Nova York e Buffalo. Com destaque para “Someone to Watch Over Me” em casamento perfeito com a charmosa fotografia em preto e branco de Gordon Willis. Parceiro habitual de Allen, Willis foi indicado ao BAFTA por esse irrepreensível trabalho. Continuar lendo Manhattan: Woody Allen em grande forma

Nostalgia: Há 20 anos estreava as aventuras da Fada Bela

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Fotos – Divulgação Tv Globo / Reprodução Canal Viva

Parece que foi ontem, mas há duas décadas estreava nas manhãs da Globo Caça Talentos. Série/novela infantojuvenil que apresentava a atrapalhada Bela, meio fada e meio humana, que deixava o mundo mágico para conhecer o real. O projeto fazia parte da estreia da apresentadora Angélica na emissora, e é até hoje seu melhor produto na Globo. Na época a loira com a pinta na perna já era, ao lado de Xuxa, o principal nome do segmento no Brasil. Fora contratada a peso de ouro – segundo uma revista Contigo (!) da época por 3 milhões de dólares (!) – após passagens de sucesso pela extinta e saudosa TV Manchete e SBT. Concebido como parte do programa de auditório Angel Mix, não demorou para o seriado emplacar e ofuscar a atração principal.

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Com Angelina Jolie, há 15 anos Lara Croft abria as portas para as heroínas no cinema

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Paramount Pictures

Lá se vão 15 anos da estreia nas telonas da maior heroína dos games Lara Croft, interpretada pela musa Angelina Jolie. Em 15 de junho de 2001, Lara Croft: Tomb Raider fez história ao arrecadar em sua abertura 47 milhões de dólares – de um total de US$ 274 milhões no mundo. Se tornando a maior estreia de um filme centrado numa personagem feminina naquele momento. Nem as críticas negativas, exageradas, afastaram o público.  Continuar lendo Com Angelina Jolie, há 15 anos Lara Croft abria as portas para as heroínas no cinema

Demolidor – O Homem Sem Medo é mesmo ruim?

Sim! Pior do que lembrava e longe de se tornar uma aventura suportável

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Fotos – Fox

Com uma bem sucedida série na Netflix – apesar da queda de qualidade da segunda temporada, Demolidor é hoje um personagem muito bem desenvolvido e consolidado no Universo Cinematográfico da Marvel. Tendo na atuação de Charlie Cox um de seus méritos, além da abordagem mais séria em relação a grande maioria dos filmes da Casa das Ideias. Diferente disso, há 13 anos o personagem não teve aceitação e aplausos ao estrear nas telonas com um filme muito ruim. Feito numa época em que as adaptações de personagens da Marvel ainda engatinhavam. Ao chegar às telas Demolidor – O Homem Sem Medo (Daredevil, EUA, 2003) era uma versão econômica do Homem-Aranha de Sam Raimi, lançado com enorme sucesso no ano anterior. Ben Affleck era Demolidor/Matt Murdock nessa produção de 2003, com roteiro e direção de Mark Steven Johnson, que anos depois cometeria outra bomba baseada em HQ da Marvel: Motoqueiro Fantasma. Continuar lendo Demolidor – O Homem Sem Medo é mesmo ruim?

O Rei da Comédia: outro filme excelente da parceria De Niro/Scorsese

“É melhor ser rei por uma noite, do que idiota por uma vida inteira”.

– Rupert Pumpkin.

O rei da atuação: De Niro em grande forma

No último sábado finalmente assisti o único filme da dupla Robert De Niro/Martin Scorsese que ainda faltava: O Rei da Comédia (The King of Comedy, EUA). A comédia dramática lançada em 1983, foi o projeto seguinte dos dois pós sucesso de Touro Indomável. Um grande acerto. De Niro, em outra excelente atuação, é Rupert Pumpkin, um aspirante a comediante de stand up que deseja estrear na televisão em grande estilo: como atração do programa de Jerry Langford, um famoso apresentador e comediante. Langford é interpretado por ninguém menos que Jerry Lewis, ótimo. Continuar lendo O Rei da Comédia: outro filme excelente da parceria De Niro/Scorsese