Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

Reprodução – Universal Pictures / StudioCanal

Em 20 de março de 1992 chegava aos cinemas norte-americanos Instinto Selvagem, um dos filmes mais marcantes daquela década. Dirigido por Paul Verhoeven, o filme transformou em estrela Sharon Stone como a femme fatale Catherine Tramell. Hoje é inimaginável outra atriz no papel. Voltando no tempo não foi fácil a escolha da protagonista. Joe Eszterhas, de Flashdance, escreveu o roteiro de Instinto Selvagem em 13 dias, e o vendeu a peso de ouro, 3 milhões de dólares, para a Carolco Pictures. Continuar lendo Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

De Saved by the Bell a Showgirls: Elizabeth Berkley, uma musa cult

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CBS Television

Quem cresceu nos anos 90, ou já era adolescente, deve se lembrar de ELIZABETH BERKLEY, a Jessie da série juvenil Saved by the Bell. No Brasil conhecida como GALERA DO BARULHO e exibida pelo SBT. Berkley era a intelectual do sexteto de amigos – muito antes de Friends – formado pelo descolado Zach Morris (Mark-Paul Gosselaar), Kelly (Tiffani-Amber Thiessen), a popular, o esportista Slater (Mario Lopez), Lisa (Lark Voorhies), a fashionista, e Screech (Dustin Diamond), o nerd que ganhou a simpatia de 10 entre 10 espectadores do seriado. Além de Jessie, Berkley chamou atenção com outra personagem marcante da década de 90: Nomi Malone de Showgirls.

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Por onde anda?: Sharon Stone

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Stone na nova série Agent X, que estreia nos EUA no segundo semestre de 2015 / Divulgação – TNT

Sumida das grandes produções desde que passou vergonha com Instinto Selvagem 2, em que revisitou sua icônica personagem Catherine Tramell, a musa SHARON STONE completa hoje 57 anos. Ex-modelo, a loura lutou muito para chegar ao estrelado. Nos anos 80 participou de Loucademia de Polícia 4, Nico – Acima da Lei, foi mocinha em perigo de Richard Chamberlain nas aventuras de Allan Quatermain: As Minas do Rei Salomão e Allan Quatermain e a Cidade do Ouro Perdido. Produções que eram cópias – com menos recursos – da série Indiana Jones.

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Novos projetos de Sharon Stone

Em ensaio do fotográfo Frederic Auerbach para a revista Elle (Rússia) de janeiro de 2012 / Divulgação

A última vez que vimos Sharon Stone protagonizando uma grande produção foi há seis anos, no longínquo ano de 2006 quando a estrela voltou a viver a escritora ninfomaníaca Catherine Tramell em Instinto Selvagem 2. Sequência de seu maior sucesso nos cinemas. Diferente do filme original, a segunda parte foi um enorme fracasso que respingou de forma decisiva em sua carreira. De lá para cá a atriz foi coadjuvante no drama Bobby, fez meia dúzia de longas que quase ninguém viu e teve uma elogiada participação em alguns episódios da série de televisão Lei & Ordem.

Divulgação - Elle
Divulgação – Elle

Linda e jovial aos 53 anos – ela completa 54 no próximo dia dez de março, Stone parece ter deixado a má fase de lado e está com a agenda lotada. O principal, com trabalhos que no papel são promissores: The Mule traz a atriz numa história baseada em fatos reais. No longa ela é Sofie, uma jornalista que procura seu irmão desaparecido, tendo como pano de fundo os atos violentos não revelados que acontecem na fronteira entre EUA e México. De forma mais leve Sharon será a deusa Afrodite na comédia Gods Behaving Badly, estreia na direção de longas metragens de Marc Turtletaub, produtor do sucesso independente Pequena Miss Sunshine. O elenco traz também Christopher Walken, Alicia Silverstone e John Turturo. Lovelace, cinebiografia da falecida ex estrela porno Linda Lovelace, é outro dos projetos de Stone, na produção a atriz interpreta a mãe da protagonista vivida por Amanda Seyfried.

Leia o perfil da atriz

Confira os cinco maiores sucessos de bilheteria no mundo de Sharon Stone

1º Instinto Selvagem (Basic Instinct, 1992) - 352,92
2º O Vingador do Futuro (Total Recall, 1990) - 261,29
3º O Especialista (The Specialist, 1994) - 170,36
4º Invasão de Privacidade (Sliver, 1993) - 116,30
5º Cassino (Casino, 1995) - 116,11

Perfil: Sharon Stone

Um dos maiores ícones femininos do cinema nos anos 1990, a atriz norte-americana Sharon Stone anda sumida das produções de destaque desde 2007. Ano em que participou do longa Alpha Dog, dirigido por John Cassevetes e que trazia no elenco Bruce Willis e Justin Timberlake.

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Divulgação

A ex-modelo passou a década de 1980 participando de produções como As Minas do Rei Salomão – xerox de qualidade duvidosa da clássica série Indiana Jones, Loucademia de Polícia 4 e Action Jackson. Sem desistir do desejo de se tornar uma estrela de cinema, Stone conseguiu um papel coadjuvante no longa de ação O Vingador do Futuro, um dos maiores lançamentos do verão americano em 1990. Estrelado pelo então maior astro do cinema Arnold Schwarzenegger e dirigido pelo ousado Paul Verhoeven (RoboCop – O Policial do Futuro), a ficção científica baseada na obra de Philip K. Dick (Blade Runner – O Caçador de Androides) foi um grande sucesso naquele ano. Por tabela Stone recebeu elogios por seu trabalho e estampou a Playboy americana por, segundo declarações da atriz, um cachê de 50 mil dólares.

Salto para o sucesso

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O Vingador do Futuro e Instinto Selvagem: Bem sucedida parceria com Verhoeven / Universal

Sharon Stone ganhou notoriedade com O Vingador do Futuro e a capa da Playboy, mas esses fatos não trouxeram bons papéis. Paul Verhoeven, que a dirigiu anteriormente no longa estrelado por Schwarzenegger, estava pronto para iniciar os trabalhos no polêmico thriller Instinto Selvagem. Com Michael Douglas no papel principal, o diretor buscava uma atriz famosa para acompanhá-lo. Tarefa que não era fácil, pois o filme trazia uma grande quantidade de cenas de sexo, nudez e lesbianismo. A escolha inicial do estúdio, Michelle Pfeiffer, recusou a proposta optando por viver a Mulher-Gato em “Batman – O Retorno”. Julia Roberts, Kim Basinger, Geena Davis, Jodie Foster, entre outras atrizes, também disseram não ao roteiro “maldito”. Ao contrário de suas colegas mais famosas, Stone queria a personagem, mas não tinha o starpower que elas possuíam. Após muita insistência e testes, a loura conseguiu o papel da enigmática escritora bissexual Catherine Tramell. O resultado todos já sabem, sucesso de bilheteria e uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz. Tramell parece que foi escrita especialmente para Stone. Nenhuma outra atriz faria esse papel melhor do que a loura, que foi eternizada na história do cinema com a famosa e ousada cruzada de pernas.

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Com William Baldwin em Invasão de Privacidade / Paramount

O projeto seguinte da mulher mais comentada de 1992 foi o thriller, mais uma vez erótico, Invasão de Privacidade. Diferente da excelente química com Michael Douglas em Instinto Selvagem, Stone detestou William Baldwin, seu companheiro de cenas quentes no novo longa. A crítica detonou sem pena a produção, mas a bilheteria satisfatória consolidou Sharon como a estrela do momento no cinema hollywoodiano. Percebendo que a indústria tinha interesse em rotulá-la como femme fatale de filmes ousados, Sharon diversificou seus projetos atuando em longas como o western spaghetti Rápida e Mortal e o drama Intersection – Uma escolha, Uma Renúncia, ambos fracassos. Parecia que o público não queria ver a bela Stone em papéis que não explorassem sua sensualidade.

Nas mãos de Scorsese

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Ponto alto: Em cena com Robert De Niro sob a direção de Scorsese / Universal

A grande chance de ser levada a sério pela crítica viria em 1995, pelas mãos de Martin Scorsese em Cassino com Robert De Niro. Stone derrotou Kim Basinger, Nicole Kidman, Madonna, Melanie Griffith e a ex-atriz pornô Traci Lords pelo papel da drogada, alcoólatra e mulher de malandro Ginger. Personagem inicialmente oferecida a Michelle Pfeiffer. Crítica e público aclamaram a atuação visceral de Sharon, que por seu desempenho venceu o Globo de Ouro como melhor atriz e recebeu uma indicação ao Oscar na mesma categoria. Susan Sarandon por Os Últimos Passos de Um Homem ficou com o prêmio. Infelizmente para o público e para Sharon o resultado positivo de Cassino foi fogo de palha. Diabolique, A Última Chance, Esfera e Glória foram todos mal sucedidos junto a crítica e fizeram água na bilheteria. Dessa fase se salvaram apenas Sempre Amigos e A Musa, produções que renderam a atriz indicações ao Globo de Ouro.

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Bobby marcou o encontro nas telas de Stone com Demi Moore / Imagem

No início da primeira década dos anos 2000 a atriz se afastou dos cinemas por problemas de saúde. Um aneurisma cerebral, do qual ela se recuperou sem qualquer sequela. Saudável e disposta a retomar sua carreira, Stone voltou aos cinemas com o suspense mediano Garganta do Diabo, ao lado de Dennis Quaid e participou da série televisiva O Desafio que rendeu a atriz um Emmy como melhor convidada em 2003. No ano seguinte encarnou a vilã Laurel Hedare na equivocada e criticada adaptação de HQ Mulher-Gato, fracasso estrelado por Halle Berry. Os independentes Flores PartidasBobby – que marcou seu tão aguardado encontro nas telas com a também estrela sexy dos anos 1990, Demi Moore -, tiveram melhores resultados.

O retorno a Tramell

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Disney

O ano de 2006 marcou o retorno de Stone, aos 48 anos esbanjando beleza e sensualidade, a icônica personagem Catherine Tramell na comentada e tardia sequência Instinto Selvagem 2. Única remanescente do longa original, a atriz pagou o maior mico de sua carreira. Com uma bilheteria pífia e considerado o pior filme daquele ano, Instinto Selvagem 2 certamente foi o principal motivo para o sumiço da atriz de produções de destaque. Stone acreditava que o longa revigoraria sua carreira. Infelizmente aconteceu o contrário. Desde meados de 2007 ela vem participando apenas de produções esquecíveis lançadas diretamente em DVD nos EUA. A loura ensaia um retorno em duas frentes. Na televisão, participando de um episódio da bem sucedida série policial Law & Order: Special Victims Unit e no cinema com o longa francês Largo Winch II. Em que viverá outra femme fatale, ligada ao protagonista interpretado por Tomer Sisley. Dona de papéis de mulheres decididas, perigosas e fortes. Sharon Stone é sinônimo de beleza e sensualidade, um ícone dos anos 90 impossível de esquecer.