Feud: Jessica Lange & Kim Basinger – Uma rivalidade velada

Fotos – El Pais / Universal Pictures

Atualmente interpretando Joan Crawford na série Feud – que mostra a rivalidade de Joan e Bette Davis, e as duas sendo manipuladas por imprensa e executivos de Hollywood -, Jessica Lange teve fora das telas uma disputa com Kim Basinger que marcou os anos 70 e 80. Lange trabalhava como modelo em Nova York quando conseguiu sua primeira oportunidade nos cinemas, a aventura King Kong (1976). Produzido por Dino De Laurentiis, o filme atraiu a atenção de diversas jovens atrizes, entre elas Kim Basinger. Modelo da Ford Models, Basinger sempre teve o sonho de ser uma estrela de cinema. Fez teste para Kong e perdeu o papel para Jessica. Foi sua primeira decepção profissional. Continuar lendo Feud: Jessica Lange & Kim Basinger – Uma rivalidade velada

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Bette Davis e Joan Crawford: A rivalidade de duas lendas do cinema

Sarandon e Lange interpretam Davis e Crawford / Fox

Uma das maiores rivalidades de Hollywood, talvez a maior, chega às telas brasileiras a partir de 12 de março pelo canal Fox Premium. Feud: Bette and Joan, série criada por Ryan Murphy (American Horror Story), Jaffe Cohen e Michael Zam, apresenta em sua primeira temporada a histórica batalha das duas atrizes. Jessica Lange vive Joan Crawford, enquanto Bette Davis é interpretada por Susan Sarandon. O pano de fundo é a filmagem de O Que Aconteceu com Baby Jane?, única colaboração das rivais. Além das brigas, a série discutirá as discriminações e perda de oportunidades em Hollywood enfrentada pelas atrizes. Catherine Zeta-Jones, Alfred Molina e Sarah Paulson também tem papéis de destaque.

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Dez produções marcantes com Jessica Lange

A norte-americana Jessica Lange, vencedora de dois prêmios Oscar – por Tootsie e Céu Azul –, comemora hoje 65 anos. A seguir confira dez trabalhos da irrepreensível carreira da estrela que fascinou até King Kong.

O Destino Bate à sua Porta (The Postman Always Rings Twice, 1981)

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Warner

Jessica Lange espantou a fase inicial ruim – marcada por filmes como King Kong e All That Jazz – O Show Deve Continuar – ao estrelar ao lado de Jack Nicholson o remake de O Destino Bate à sua Porta. Dirigido por Bob Rafelson (Cada Um Vive Como Quer), o longa extremamente sensual foi um sucesso e a atuação de Lange aplaudida – em papel que fora interpretado anteriormente por Lana Turner.

Frances (1982)

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EMI Films

No drama independente Frances, Lange – premiada no Festival de Moscou – interpretou de forma brilhante a atriz Frances Farmer que teve uma tumultuada relação com a mãe, que resultou em sua internação num hospital psiquiátrico. Indicada ao Oscar pela atuação, a atriz viveu um misto de felicidade e tristeza ao vencer na categoria coadjuvante por Tootsie e perder o de melhor atriz para Meryl Streep, que concorria por A Escolha de Sofia.

Tootsie (1982)

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Com Dustin Hoffman em Tootsie / Sony Pictures

No mesmo ano em que brilhou em Frances, Jessica esteve linda, divertida e suave como outra atriz, Julie, em ótima parceria com um inspirado Dustin Hoffman na excelente comédia Tootsie. Filme sensação de 1982, a produção dirigida por Sydney Pollack mostrou uma Jessica Lange versátil, rendendo a estrela Oscar e Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante.

Minha Terra, Minha Vida (Country, 1984)

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Disney

Lange, em outra atuação aclamada, e o então companheiro Sam Shepard formaram um casal em crise no drama Minha Terra, Minha Vida. Primeiro filme produzido pela loura. Dirigido por Richard Pearce, a produção resultou em novas indicações a Oscar e Globo de Ouro para a atriz. Sally Field, também vivendo uma mulher lutadora em Um Lugar no Coração, ficou com o careca dourado.

Um Sonho, Uma Lenda (Sweet Dreams, 1985)

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HBO

Em papel recusado por Meryl Streep, Jessica Lange deu vida a cantora country Patsy Cline na cinebiografia Um Sonho, Uma Lenda. O trabalho notável da atriz rendeu sua quarta indicação ao Oscar. Quem levou o prêmio foi a veterana Geraldine Page por O Regresso para Bountiful. Com Ed Harris e direção de Karel Reisz (A Mulher do Tenente Francês).

Muito Mais Que Um Crime (Music Box, 1989)

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Armin Mueller-Stahl é Mike Laszlo, um imigrante húngaro acusado de praticar crimes de guerra. Defendido por sua filha e advogada Ann Talbot (Lange) / Lume Filmes

Dirigida por Costa-Gravas (Desaparecido – Um Grande Mistério), Jessica Lange protagonizou o drama Muito Mais Que Um Crime, em papel que fora escrito pelo roteirista Joe Esztheras (Instinto Selvagem) para Jane Fonda – também primeira opção do produtor Irwin Winkler. Gravas, premiado com o Urso de Ouro em Berlim, não concordou com a escalação por considerar Fonda “muito velha para o papel”. Com isso a personagem ficou com a escolha do diretor: Lange, que por seu desempenho foi indicada novamente ao Oscar e Globo de Ouro de melhor atriz.

Céu Azul (Blue Sky, 1994)

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Lange como a sexy e temperamental esposa de Tommy Lee Jones em Céu Azul / Fox

Céu Azul marcou a primeira parceria de Jessica e o diretor Tony Richardson (Oscar de direção por As Aventuras de Tom Jones). O drama demorou três para ser lançado, por conta dos problemas financeiros da produtora do longa Orion Pictures. A recepção positiva a Céu Azul marcou o retorno de Lange – afastada dos cinemas por dois anos – e finalmente deu a ela o Oscar de melhor atriz. Derrotando nomes respeitados como Jodie Foster (Nell), Susan Sarandon (O Cliente) e uma jovem Winona Ryder (Adoráveis Mulheres). O prêmio deu novo fôlego a carreira de Jessica, que andava em baixa.

Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire, 1995)

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Lange com Alec Baldwin e Diane Lane na adaptação da peça de Tenneesse Williams / Paramount

Lange já havia interpretado Blanche DuBois nos palcos da Broadway por três anos, quando o telefilme Um Bonde Chamado Desejo foi exibido em 1995. Além de Jessica, premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz, Alec Baldwin também repetia seu papel, o machista Stanley Kowalsk. A produção, indicada a quatro prêmios Emmy, foi lançada 44 anos depois do clássico Uma Rua Chamada Pecado, estrelado por Vivien Leigh e Marlon Brando.

Grey Gardens (2009)

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Warner

O filme da HBO Grey Gardens apresenta a história de decadência de Big Edie (Lange) e Little Edie (Drew Barrymore), mãe e filha excêntricas que possuem parentesco com Jacqueline Kennedy Onassis (Jeanne Tripplehorn). Jessica levou o Emmy de melhor atriz por seu desempenho.

American Horror Story (2011-2014)

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Jessica nas três temporadas da série / Fox

Após mais de uma década atuando em projetos para televisão e independentes para o cinema, Jessica Lange voltou a estrelar uma produção de grande apelo junto ao público com a bem sucedida série American Horror Story – no Brasil também conhecida como História de Horror Americana. Lançado em 2011, o terror televisivo rendeu a atriz Globo de Ouro e Emmy na categoria coadjuvante por seu desempenho como Constance Langdon na primeira temporada – que teve como pano de fundo uma casa mal assombrada. Devido ao grande sucesso junto a telespectadores e críticos, Lange se tornou a protagonista a partir da sua segunda temporada: Asylum, em que viveu a severa Irmã Jude. No terceiro ano, Coven, ela foi Fiona Goode, uma bruxa na Nova Orleans contemporânea. Freak Show, temporada que estreia este ano e será ambientada na década de 50, deve marcar a despedida de Jessica Lange da produção.

Leia também o perfil da atriz

Perfil: Jessica Lange

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Foto: Interview

Atravessar três décadas de carreira, e mesmo com altos e baixos, se manter no disputado mercado cinematográfico com trabalhos aplaudidos pela crítica não é tarefa fácil. Jessica Lange conseguiu vencer essa batalha contra o tempo.

Nascida em Minnesota, Jessica Lange começou a trabalhar como modelo em 1973 em Nova York, participando do cast da agência “Wilhemina Models”, que também tinha como modelo exclusiva Gia Carangi. A primeira oportunidade de Lange como atriz apareceu em 1979, ao ser escolhida por Dino De Laurentiis para o principal papel feminino no remake “King Kong”. Decepção total, o filme e a atuação da atriz foram destruídos pelos críticos. Três anos depois ela foi mais uma vez alvo de críticas por sua participação como a Morte em “All That Jazz – O Show Deve Continuar”. Jessica espantou a fase inicial ruim ao estrelar ao lado de Jack Nicholson o remake de O “Destino Bate à sua Porta”, de Bob Rafelson. O longa, recheado de cenas de sexo, foi um sucesso e a atuação de Lange aplaudida – em papel que foi interpretado anteriormente por Lana Turner.

O destino bate à sua porta

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A estreia em King Konge o respeito da crítica com Frances / Fotos: Universal • EMI Films

Jessica esteve em duas das melhores produções de 1982, a comédia sensação “Tootsie” com Dustin Hoffman e o drama independente “Frances”, onde interpretou de forma brilhante a atriz Frances Farmer – que teve uma tumultuada relação com a mãe. Indicada ao Oscar pelas duas atuações, a atriz viveu na noite da premiação um misto de felicidade e tristeza ao vencer na categoria coadjuvante por “Tootsie” e perder o de melhor atriz para Meryl Streep, que concorria por “A Escolha de Sofia”. Os projetos seguintes de Lange foram a versão para a TV do clássico de Tenesse Williams “Gata em Teto de Zinco Quente”, em papel anteriormente interpretado nos cinemas por Elizabeth Taylor e o drama “Minha Terra, Minha Vida”, que rendeu uma nova indicação ao Oscar de melhor atriz. Sally Field, por “Um Lugar no Coração”, ficou com o prêmio. Um ano depois, em 1985, Jessica ficou com papel – recusado por Meryl Streep – da cantora country Patsy Cline na biografia “Um Sonho, Uma Lenda”. O trabalho notável da atriz rendeu sua quarta indicação ao Oscar, mas quem levou o prêmio foi a veterana Geraldine Page por “O Regresso para Bountiful”.

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Dirigida por Martin Scorsese em Cabo do Medo e o Oscar por Céu Azul / Fotos: Universal • Fox

Após uma fase com atuações reverenciadas por crítica e público, Jessica estrelou algumas produções que não agradaram. Os irregulares “Crimes do Coração”, “A Casa de Kate é um Caso” – dirigido por Sam Shepherd, seu então marido e “Quando me Apaixono” passaram em branco. Em 1989 pelas mãos do diretor Costa-Gravas, Jessica retornou a boa forma com o drama “Muito mais que um Crime” – em papel que fora escrito pelo roteirista Joe Esztheras (“Instinto Selvagem”) para Jane Fonda. Gravas levou o Urso de Ouro em Berlim e Lange foi indicada ao Oscar. Confirmando o gosto por dramas familiares a atriz estrelou o pouco visto “Mulher Até o Fim” com Kathy Bates. O projeto seguinte era muito mais interessante, a nova versão de “Cabo do Medo”. Seria mais um remake na carreira de Jessica, porém com a direção exemplar de Martin Scorsese. Num elenco encabeçado por Robert De Niro e Nick Nolte, a atriz acabou sendo ofuscada pelos dois atores e pela novata Juliette Lewis. Em 1991, após participar da produção para a TV americana “O Pioneers!”, Jessica se reuniu novamente a De Niro no independente “A Noite e a Cidade” e foi dirigida por Tony Richardson em “Céu Azul”, drama que demorou três para ser lançado por conta dos problemas financeiros da produtora Orion Pictures.

Mulher até o fim

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Com Michelle Pfeiffer no drama Terras Perdidas e em Grey Gardens / Flashstar •HBO

A recepção positiva a “Céu Azul” marcou o retorno de Jessica Lange e finalmente deu a ela o Oscar de melhor atriz, derrotando nomes respeitados como Jodie Foster, Susan Sarandon e uma jovem Winona Ryder. O prêmio deu novo fôlego a carreira de Lange que andava em baixa. Longas como “O Destino de Uma Vida” com Halle Berry, “Rob Roy – A Saga de Uma Paixão” e “Terras Perdidas” – que a reuniu com Michelle Pfeiffer, possuem suas virtudes mas não foram os sucessos imaginados. Os fracos “Segredo de Sangue” e “A Vingança de Bette”, ambos de 1998, marcaram um final de década melancólico. Cada vez mais afastada da tela grande, a atriz fez pouca coisa relevante nos anos 2000, destacando-se dois projetos: “Peixe Grande” de Tim Burton e o filme da HBO “Grey Gardens”, história de mãe e filha excêntricas que possuem parentesco com Jacqueline Onassis. Jessica levou o Emmy ano passado como melhor atriz por seu desempenho.

O show deve continuar

Mesmo aparecendo esporadicamente em produções para cinema e televisão, Jessica Lange continua sendo uma das maiores atrizes que o cinema norte-americano já teve. Impossível esquecer sua beleza em “Tootsie”, sua força em “Frances” e sua maturidade em “Céu Azul”. Verdadeiramente, uma grande atriz.

Por onde anda?: Juliette Lewis

Divulgação

Poucos devem lembrar, mas no início da década de 90 a atriz e cantora norte-americana Juliette Lewis era apontada pela crítica como uma das grandes promessas do cinema. A primeira produção de destaque na qual a atriz apareceu foi a comédia lançada em 1989, “Férias Frustradas de Natal”. Terceiro filme da série estrelada por Chevy Chase. Contudo a grande oportunidade nos cinemas para a então garota de 18 anos viria em 1991, com o suspense de Martin Scorsese “Cabo do Medo“. No longa a atriz dividiu cenas com três grandes nomes: Robert De Niro, Jessica Lange e Nick Nolte, e não desapontou. O perturbador projeto, refilmagem do longa homônimo de 1962, rendeu a Juliette uma indicação ao Oscar na categoria coadjuvante. Além de cenas marcantes com De Niro, como a sequência em que o ex-detento Max Cady flerta com a boboca Danielle num cenário de peça de teatro infantil. O erotismo da cena duela com a imagem inocente da personagem de Lewis. Continuar lendo Por onde anda?: Juliette Lewis