Feud: Jessica Lange & Kim Basinger – Uma rivalidade velada

Fotos – El Pais / Universal Pictures

Atualmente interpretando Joan Crawford na série Feud – que mostra a rivalidade de Joan e Bette Davis, e as duas sendo manipuladas por imprensa e executivos de Hollywood -, Jessica Lange teve fora das telas uma disputa com Kim Basinger que marcou os anos 70 e 80. Lange trabalhava como modelo em Nova York quando conseguiu sua primeira oportunidade nos cinemas, a aventura King Kong (1976). Produzido por Dino De Laurentiis, o filme atraiu a atenção de diversas jovens atrizes, entre elas Kim Basinger. Modelo da Ford Models, Basinger sempre teve o sonho de ser uma estrela de cinema. Fez teste para Kong e perdeu o papel para Jessica. Foi sua primeira decepção profissional. Continuar lendo Feud: Jessica Lange & Kim Basinger – Uma rivalidade velada

Cinquenta Tons Mais Escuros: Eta filme ruim!

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Dakota e Dornan numa das inúmeras cenas constrangedoras do filme
Não adiantou trocar a diretora Sam Taylor-Johnson por James Foley (A Estranha Perfeita e episódios de House of Cards), Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker, EUA, 2017) é ainda pior que o primeiro filme. Nunca li nenhum dos livros da trilogia de E. L. James – nem pretendo -, e levando em consideração o longa original já esperava um filme raso e sonolento com apenas a parte técnica para salvar. Nem isso. Cinquenta Tons Mais Escuros, com roteiro assinado por Niall Leonard – marido da autora das “obras literárias” -, no lugar de Kelly Marcel, é constrangedor, sem ritmo e de mau gosto. Continuar lendo Cinquenta Tons Mais Escuros: Eta filme ruim!

Kim Basinger volta às telas em Cinquenta Tons Mais Escuros

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Universal Pictures

Há três décadas Kim Basinger foi alçada a fama internacional com 9 1/2 Semanas de Amor, um romance sobre obsessão e jogos sexuais ao lado de Mickey Rourke. Na próxima semana a atriz retorna aos cinemas com Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker, EUA) como Elena Lincoln, a mulher que iniciou Christian Grey (Jamie Dornan) nos… jogos sexuais! Quando 9 1/2 Semanas de Amor foi lançado, Kim vinha de uma carreira bem sucedida como modelo. Já havia sido dirigida por diretores renomados – Blake Edwards (Meus Problemas com as Mulheres) e Robert Altman (Louco de Amor) -, tinha uma indicação ao Globo de Ouro, por Um Homem Fora de Série, e interpretado uma Bond girl – Domino em 007 – Nunca Mais Outra Vez, volta e despedida de Sean Connery -, que rendeu a atriz um belo ensaio para a Playboy. Mesmo com tudo isso, foi o filme dirigido pelo sumido Adrian Lyne em 1986 que abriu as portas para o primeiro time de Hollywood. Posição consolidada com o sucesso de Batman em 89. Continuar lendo Kim Basinger volta às telas em Cinquenta Tons Mais Escuros

Música de cinema: Our Love – Michael McDonald (Sem Perdão)

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Sony Pictures

Parceria do cantor Michael McDonald e David Pack, Our Love foi lançada inicialmente no álbum de McDonald, No Lookin’ Back de 1985. Virou single dois anos depois, como tema do filme Sem Perdão (No Mercy, 1986). Além de uma versão remix, parte da coletânea do artista, Sweet Freedom. A música embalou o romance de Richard Gere e Kim Basinger em meio a tiros e correria em Nova Orleans. O filme dirigido por Richard Pearce (Minha Terra, Minha Vida), aposentado há 10 anos, não foi sucesso de bilheteria e crítica, tendo se transformado em cult para os fãs da dupla. Basinger e Gere, que viveram um breve romance nessa época, se reencontraram nas telonas em 1992 com outro filme mal sucedido, Desejos.

Música de cinema: The Best Is Yet To Come – Luba (9 1/2 Semanas de Amor)

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O single lançado em 86 / Reprodução

Um dos filmes mais emblemáticos do anos 80, 9 1/2 Semanas de Amor (9 1/2 Weeks) completa este ano 30 anos. Tão marcante quanto o casal formado por Kim Basinger e Mickey Rourke, é a trilha sonora do filme que transformou seus protagonistas em ícones daquela época. A ótima The Best Is Yet To Come da cantora canadense Luba, é a canção que acompanha Elizabeth (Basinger) pelas ruas de Nova Iorque na abertura do filme. Luba tem ainda outra música na trilha: a igualmente ótima Let It Go, apresentada nos créditos finais. 9 1/2 Semanas de Amor tem direção de Adrian Lyne, que junto do diretor de fotografia Peter Bizou, criou cenas inesquecíveis ao som de, além de Luba, nomes como Eurythmics (This City Never Sleeps), Bryan Ferry (Slave To Love), Joe Cocker (You Can Leave Your Hat On) e Corey Hart (Eurasian Eyes). 

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Kim Basinger volta a 9 1/2 Semanas de Amor

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Fotos – Divulgação / Fox

Não, a grande musa dos anos 80 não fará uma sequência tardia de um de seus maiores sucessos. A bela KIM BASINGER viverá Elena Lincoln, a Sra. Robinson, em Cinquenta Tons Mais Escuros, segunda parte da trilogia iniciada ano passado com o bem sucedido nas bilheterias – e muito ruim – Cinquenta Tons de Cinza. Na trama Elena foi quem iniciou Christian Grey (Jamie Dornan) no pretenso sadomasoquismo praticado por ele Rs. Fato citado no primeiro filme, e que despertou ciúmes na insossa Anastasia Steele (Dakota Johnson). Uma fanfic de Crepúsculo – tão sem graça quanto o original, Cinquenta Tons de Cinza sempre bebeu muito na fonte de 9 1/2 Semanas de Amor. Dirigido por Adrian Lyne em 1986, a produção trazia Elizabeth (Basinger) em meio aos jogos de sedução de um bem sucedido empresário, John Gray (Mickey Rourke). Continuar lendo Kim Basinger volta a 9 1/2 Semanas de Amor

Aniversariante do dia: Kim Basinger

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Interview

Maior musa dos anos 80, KIM BASINGER comemora hoje 62 anos. Vencedora do Oscar por seu trabalho irrepreensível em Los Angeles – Cidade Proibida, a loira estreou nos cinemas em 1981 com o drama Hard Country, após trabalhos na década de 70 como modelo e atriz em séries de TV como As Panteras e O Homem de Seis Milhões de Dólares. O salto para a fama aconteceria dois anos depois ao ganhar papéis de destaque na comédia Meus Problemas com as Mulheres de Blake Edwards, e como a bond girl Domino de 007 – Nunca Mais Outra Vez. Para promover o filme fez belo ensaio para a Playboy. Durante a década conciliou dramas e comédias, com personagens que a consagraram como sex symbolSendo o cult 9 1/2 Semanas de Amoro maior responsável por esse status. Atuou ainda em Homem Fora de Série – indicada ao Globo de Ouro de atriz coadjuvante, e nas comédias Encontro às Escuras, Nadine – Um Amor a Prova de Balas e Minha Noiva é Uma Extraterrestre. Em 1989 veio o maior sucesso comercial da carreira ao interpretar Vicki Vale no blockbuster Batman, adaptação do herói da DC Comics, dirigida por Tim Burton. O Grande Assalto, África dos Meus Sonhos, 8 Mile: Rua das Ilusões e Provocação, são outros filmes destacados da atriz. Continuar lendo Aniversariante do dia: Kim Basinger

Nostalgia: O Grande Assalto com Kim Basinger

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Universal Pictures

Início dos anos 90. Os longas de ação estrelados por mulheres eram ainda mais escassos do que hoje. Naquela época o segmento tinha como principais representantes Sigourney Weaver na série Alien – na época pretensamente encerrando sua trilogia, Linda Hamilton ao lado de Arnold Schwarzenegger nos dois Exterminador do Futuro, e nas produções de baixo orçamento Cynthia Rothrock, lutadora que fez uma bem sucedida transição para os filmes de artes marciais, e inspirou a criação da personagem Sonya Blade de Mortal Kombat. Visando um mercado ávido por novas produções, mas com poucas opções, os roteiristas William Davies e William Osborne decidiram investir no gênero. Criaram com elementos do livro Bellman and True, a história de uma mulher especialista em roubo de bancos, que após sete anos de prisão, que ficar longe do crime e recuperar os anos que perdeu ao lado do filho. Seus planos são interrompidos quando um ex-patrão sequestra seu filho e a obriga a um último grande assalto: a um banco em Atlanta. Ela, logicamente, entra na jogada, mesmo que disposta a ir contra as regras do vilão. Para comandar O GRANDE ASSALTO (The Real McCoy, EUA, 1993), os produtores recrutaram Russell Mulcahy, responsável pelo cultuado Highlander – O Guerreiro Imortal – e por sua famigerada sequência Highlander II – A Ressurreição. Continuar lendo Nostalgia: O Grande Assalto com Kim Basinger

Cinquenta Tons de Cinza: Muito barulho por nada

“Eu não faço amor, eu fodo… com força!”

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Fotos: Universal Pictures

Essa pérola sai da boca de Christian Grey para Anastasia Steele em determinado momento de CINQUENTA TONS DE CINZA (Fifty Shades of Grey, EUA/Canadá). Famigerada adaptação do romance homônimo campeão de vendas da autora E. L. James – junto ao público feminino -, com roteiro de Kelly Marcel. O tom sexual do longa fica apenas nas palavras, com muito pouco na prática. Sendo o filme um romance torto entre um psicopata bilionário e uma garota sonsa. Muito distante de um verdadeiro drama erótico como O Último Tango em Paris ou 9 1/2 Semanas de Amor. Foi justamente o longa estrelado por Mickey Rourke e Kim Basinger, que a diretora Sam Taylor-Johnson e E. L. James buscaram como maior fonte de inspiração. Mesmo que tenha ficado anos luz do sucesso dos anos 80.

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A trama acompanha o inusitado encontro de Anastasia (DAKOTA JOHNSON), uma estudante de literatura inglesa e o bem sucedido executivo Christian Grey (JAMIE DORNAN). Um playboy famoso e reservado. Do encontro cheio de caras, bocas e sussurros nasce uma forte atração. Que com o decorrer dos acontecimentos se transforma em amor. Mesmo que ele, com seu jeito arrogante e dominador, controle a vida da garota em todos os níveis imagináveis. O roteiro de Cinquenta Tons de Cinza é problemático – muito em decorrência do péssimo material original em que se baseia -, a direção de Taylor-Johnson burocrática e a trilha sonora de Danny Elfman – habitual colaborador de Tim Burton, aqui perdido, uma lástima. Que chega a máxima potência com a cansativa versão de Beyoncé para seu hit Crazy in Love.

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O longa não é um completo desastre. Dakota Johnson se sai razoavelmente bem, mesmo com um papel unidimensional em mãos, em comparação ao fraco elenco. Anastasia é a versão moderna da Cinderela, que gosta de ser humilhada e sofrer abuso físico e psicológico pelo “homem perfeito”. Ora, ele é perfeito! Tem uma gorda conta bancária, não importando seu grau elevado de transtorno de comportamento. Vinda de uma família hollywoodiana – Dakota é neta de Tippi Hedren (musa de Hitchcock em Os Pássaros) e filha de Melanie Griffith e Don Johnson -, a atriz é o único sopro de dignidade do longa. Enquanto Jamie Dornan (da série The Fall), seu parceiro em cena, é uma verdadeira vergonha. Sr. Grey é uma releitura – ou seria imitação? – de John Gray, personagem defendido com carisma por Mickey Rourke em 9 1/2 Semanas de Amor. Ao contrário de Rourke, Dornam é inexpressivo e sem um pingo de magnetismo. Com uma única expressão em todas as cenas, mesmo que seu “irresistível” personagem estivesse feliz, excitado ou com raiva.

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Reprodução – Universal Pictures

Sem potencial para ser algo melhor – já que seu material original é lamentável, Cinquenta Tons de Cinza poderia ser um pouco relevante se fosse ao menos corajoso em relação ao sexo, como fora Instinto Selvagem ou mesmo divertido como o satírico – e ótimo – Showgirls, ambos longas dirigidos nos anos 90 por Paul Verhoeven. Da forma que chegou às telas – com suas cenas de sexo burocráticas e tediosas -, o “romance” de Anastasia e Grey não eleva a temperatura, provocando bocejos no público. Expondo de forma rasa temas que poderiam render uma boa discussão. Emmanuelle fazia melhor nas madrugadas da Band.

Em cartaz nos cinemas brasileiros.

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9 1/2 Semanas de Amor ganha “remake” nas páginas da Vogue

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Foto: Divulgação – Vogue

Um dos filmes mais representativos dos anos 80, 9 1/2 SEMANAS DE AMOR (9 1/2 Weeks) gerou polêmicas e comentários na época de seu lançamento. Arrematando uma legião de fãs no mundo, e alguns detratores – principalmente nos EUA.

28 anos depois, a produção dirigida por Adrian Lyne e estrelada por Mickey Rourke e KIM BASINGER continua relevante – inclusive é a principal fonte de “inspiração” para a diretora Sam Taylor-Johnson na adaptação de Cinquenta Tons de Cinza, e foi revisitada em editorial da revista Vogue alemã. Com fotos de Camilla Akrans, a modelo ANJA RUBIK entrou no universo concebido por Lyne nos anos 80 na pele de Elizabeth Mcneill, personagem da musa Basinger. O ensaio traz Rubik recriando cenas clássicas do filme, como o icônico striptease ao som de You Can’t Leave Your Hat On.

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