As atuações de Madonna

Universal Music

Madonna é a artista de maior sucesso na história da música pop. A única da geração 80 que continua no topo das paradas com seus álbuns e turnês. Além, é claro, de suas habituais polêmicas. Como atriz, Madonna não teve o mesmo sucesso. Apesar de ter em sua filmografia êxitos como Procura-se Susan Desesperadamente e Evita, a quantidade de longas reprovados pela crítica e ignorados pelo público é superior. Premiada por duas vezes no Globo de Ouro – uma pela atuação em Evita e outra pela canção Masterpiece -, Madonna foi 16 vezes (!) indicada ao Framboesa de Ouro, que “premia” os piores do ano no cinema, tendo “vencido” em nove oportunidades. Continuar lendo As atuações de Madonna

Anúncios

Os filmes do diretor David Fincher

david_fincher_01
Divulgação

Aos 52 anos – completados em 28 de agosto, DAVID FINCHER é um dos maiores diretores do cinema mundial. Realizador de obras impactantes como Seven: Os Sete Crimes Capitais Clube da Luta, ele se encantou cedo pela sétima arte – aos oito anos, inspirado por Butch Cassidy, filme estrelado por Paul Newman e Robert Redford em 1969. Tendo cursado a Berkeley Film Institute, Fincher começou a trabalhar em 1983, aos 21 anos, na Industrial Light & Magic, em filmes como Star Wars, Episódio VI – O Retorno de Jedi e Indiana Jones e o Templo da Perdição. Um ano depois deixou a ILM para se dedicar a direção de comerciais, entre eles de marcas como Nike, Pepsi, Sony e Revlon. Foi um dos fundadores da Propaganda Films, tendo dirigido videoclipes clássicos em meados dos anos 80 e 90, como Express Yourself, Oh Father, Vogue e Bad Girl de Madonna, e Freedom! ’90 de George Michael.

Dirigiu nos anos 2000 Only do Nine Inch Nails, e Suit & Tie, colaboração de Justin Timberlake com Jay-Z. A estreia na direção de longas-metragens aconteceu com Alien³, de 1992. Despontou como jovem talento ao dirigir o aclamado Seven: Os Sete Crimes Capitais, se consagrando com o clássico contemporâneo Clube da Luta. Abraçou o cinemão com O Quarto do Pânico, sendo acolhido pela Academia com dois projetos menos ousados: O Curioso Caso de Benjamin Button e A Rede Social. Acompanhe a seguir um passeio pela filmografia desse talentoso cineasta – meu preferido, que volta aos cinemas em outubro com outro suspense, A Garota Exemplar.

Alien³ (1992)

Fox

A terceira parte da franquia Alien marcou a estreia de David Fincher no comando de um longa metragem, tendo a carismática Sigourney Weaver novamente irrepreensível como a heroína Ripley. Inserida num ambiente claustrofóbico em uma história que primava pela falta de esperança, tratando a presença do Xenomorfo – raça alienígena – em um planeta prisão como metáfora ao vírus HIV no início da década de 90. O filme foi recebido com má vontade por fãs, críticos e até por Fincher que mesmo hoje não aprova o resultado final da produção. Injustamente, já que o longa continua com excelência a saga iniciada por Ridley Scott em 1979, e visitada por James Cameron em 1986. Com bilheteria internacional de 159 milhões de dólares, ALIEN³ tem também no elenco Charles Dance, Charles S. Dutton, Lance Henriksen e Pete Postlethwaite.

Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995)

seven_01
Warner

Três anos depois Fincher assinou o thriller SEVEN: OS SETE CRIMES CAPITAIS (Se7en), que marcou sua primeira parceria com Brad Pitt – em papel recusado por Denzel Washington. O longa, que ao lado de O Silêncio dos Inocentes redefiniu o gênero suspense policial nos anos 90, trazia também no elenco Morgan Freeman – substituindo Al Pacino, que preferiu estrelar City Hall – Conspiração no Alto Escalão, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey – em participação pequena e marcante. Com roteiro – de Andrew Kevin Walker – e fotografia espetaculares, Seven é um dos melhores trabalhos da carreira do diretor. A trama acompanha dois detetives e a caçada a um serial killer, que usa os sete pecados capitais como método de seus assassinatos. Indicado ao Oscar de montagem e BAFTA de roteiro original, o filme é o segundo maior sucesso de bilheteria de David Fincher, tendo rendido no mundo 327 milhões de dólares.

Vidas em Jogo (1997)

vidasemjogo_01
Universal Pictures

David Fincher continuou no campo do suspense em seu trabalho seguinte – outro thriller – VIDAS EM JOGO (The Game). Com roteiro de John Brancato e Michael Ferris – com revisão não creditada de Fincher e Andrew Kevin Walker, a produção acompanha Nicholas Van Orton (interpretado por Michael Douglas), um empresário que recebe do irmão (Sean Penn) – inicialmente Jodie Foster seria a filha do protagonista, que virou irmão quando a atriz deixou a produção por diferenças criativas – um inusitado presente: um jogo real que transforma por completo sua vida. Aclamado pela crítica, o filme se saiu bem nas bilheterias – US$ 109 milhões, mesmo que não tenha repetido o grande sucesso de Seven.

Clube da Luta (1999)

clubedaluta_01
Fox

Clássico instântaneo, critica social acertada e contundente, melhor e mais emblemático filme dos anos 90. Todas essas afirmações servem para definir CLUBE DA LUTA (Fight Club), até hoje o melhor filme da carreira de David Fincher – que aqui dá outro show de direção. Subestimado por parte da crítica em sua estreia, sendo considerado violento demais, o filme ganhou com o passar dos anos status de cult. Um dos melhores do cinema contemporâneo, a adaptação do livro de Chuck Palahniuk acompanha O Narrador (Edward Norton, no ponto alto da carreira), um jovem executivo bem sucedido que atravessa uma crise existencial, usando como fuga participar de grupos de auto-ajuda. Ao conhecer Tyler Durden (um irrepreensível Brad Pitt), ele se liberta das amarras impostas pela vida em sociedade. O Narrador e Durden – ou seriam eles a mesma pessoa? – criam clubes da luta, que posteriormente se transformam no Projeto Caos. Presente em diversas listas de melhores filmes de todos os tempos – em publicações como Total Film, Empire – Clube da Luta traz também uma trilha sonora espetacular, destaque para Where Is My Mind? da banda Pixies, e atuações marcantes de Helena Boham-Carter, Jared Leto e Meat Loef. US$ 100 milhões em arrecadação mundial.

O Quarto do Pânico (2002)

oquartodopanico_01
Sony Pictures

Três anos após toda a controvérsia que envolveu Clube da Luta, David Fincher voltou aos cinemas com o thriller O QUARTO DO PÂNICO (Panic Room) Após um dolorido divórcio, Meg Altman se muda para um apartamento em Nova York ao lado da filha Sarah. No imóvel há um quarto secreto, utilizado em situações de emergência. É nele que Meg e Sarah se refugiam quando três bandidos invadem o local, atrás de uma fortuna deixada pelo dono anterior do apartamento. Desenvolvido com Nicole Kidman como protagonista, a atriz teve que abandonar as filmagens por conta de duas costelas fraturadas durante as filmagens de Moulin Rouge!. Fincher pensou em substitui-la por Angelina Jolie, mas a considerava muito jovem para o papel, que ficou com Jodie Foster. A atriz recebeu um salário de 12 milhões de dólares. Uma adolescente Kristen Stewart fora escalada como a filha de Foster, com Jared Leto, Forest Whitaker, Dwight Yoakam completando o elenco, além de uma participação especial de Kidman. Um suspense vigoroso, O Quarto do Pânico foi um êxito comercial rendendo US$ 196 milhões.

Zodíaco (2007)

zodiaco_01
Warner

Após cinco anos afastado dos cinemas, David Fincher retornou num território familiar: suspense policial, centrado numa caçada a um serial killer. Após recusar Batman Begins, Missão: Impossível 3 e Dália Negra, o diretor trouxe com a excelência habitual a investigação em torno do assassino do zodíaco, que aterrorizou São Francisco por décadas. Um tímido cartunista (Jake Gyllenhaal) inicia uma perigosa investigação pessoal, paralelamente a polícia da região. Excelente exemplar do gênero, ZODÍACO (Zodiac) foi bem recebido pela crítica, mesmo injustamente esnobado no Oscar daquele ano, e decepcionando nas bilheterias, com pouco mais de 84 milhões de dólares no mundo. Mark Ruffalo, Robert Downey, Jr., Anthony Edwards, Brian Cox, Elias Koteas, Dermot Mulroney e Chloe Sevigny, completam o elenco principal.

O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

ocuriosocasodebenjaminbutton_01
Warner

Em desenvolvimento desde os anos 80 – pelo projeto passaram nomes como Frank Oz, que dirigia a produção com Martin Short como protagonista, nos anos 90 Steven Spielberg e Tom Cruise, e posteriormente Ron Howard e John Travolta, passando por Spike Jonze e Gary Ross, e por fim em 2004, David Fincher, que aceitou dirigir o projeto tendo o roteiro de Eric Roth (Forrest Gump) e seu colaborador habitual Brad Pitt no papel principal, com Cate Blanchett como interesse romântico. O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON (The Curious Case of Benjamin Button) – baseado no conto homônimo de F. Scott Fitzgerald, conta a história do personagem título: um bebê que nasce com a aparência e estado físico de um homem de 80 anos, e rejuvenesce com o passar do tempo. Verdadeiramente um filme cheio de possibilidades narrativas e de direção, que proporcionou a Fincher outro excepcional trabalho – indicado ao Oscar. O filme recebeu outras 12 nomeações – incluindo filme e ator para Pitt, tendo vencido em três categorias: direção de arte, maquiagem e efeitos visuais. Maior bilheteria da carreira de Fincher, com 333 milhões de dólares arrecadados no mundo, o filme tem ainda no elenco Julia Ormond, Elias Koteas, Taraji P. Henson e Elle Fanning.

A Rede Social (2010)

aredesocial_01
Sony Pictures

A segunda indicação ao Oscar de direção de David Fincher – premiado com BAFTA e Globo de Ouro – viria com A REDE SOCIAL (The Social Network), adaptação do livro The Accidental Billionaires de Ben Mezrich, sobre a criação da rede social Facebook, com destaque a um de seus fundadores, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, em atuação nomeada ao Oscar de melhor ator). O elenco trazia ainda Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, Dakota Johnson e Rooney Mara. Oscar de roteiro adaptado para Aaron Sorkin, montagem e trilha sonora – Trent Reznor (da banda Nine Inch Nails) e Atticus Ross, de um total de oito nomeações. Além de 224 milhões de dólares arrecadados.

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011)

millennium_01
Sony Pictures

David Fincher retornou ao universo dos suspenses com MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (The Girl with the Dragon Tatoo), adaptação do livro homônimo, primeiro da trilogia Millennium, escrito por Stieg Larsson, e que já havia dado origem a um filme sueco de mesmo nome que trazia Noomi Rapace como a hacker Lisbeth Salander. Para sua versão, Fincher fez testes com uma série de atrizes, entre elas Natalie Portman, Jennifer Lawrence, Keira Knightley, Anne Hathaway e Scarlett Johansson – que foi considerada “sexy demais” para a personagem. Por fim, quem ficou com o papel fora a pouco conhecida Rooney Mara, que já havia sido dirigida por Fincher em A Rede Social. A trama é centrada na investigação do jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig), acerca do desparecimento há 36 anos de Harriet Vanger (Moa Garpendel). Para a empreitada, Blomkvist conta com a ajuda de Lisbeth (Mara, em atuação indicada ao Oscar), com quem acaba se envolvendo enquanto descobre os podres da família Vanger. No elenco também Christopher Plummer, Stellan Skarsgard, Robin Wright, Joely Richardson e Goran Visnjic. Filme vigoroso e bem conduzido, Millennium recebeu cinco indicações ao Oscar – vencendo o de montagem, e bilheteria de 232 milhões de dólares. A sequência The Girl Who Played with Fire continua nos planos do diretor, mesmo que nada oficial tenha sido acertado.

Garota Exemplar (2014)

garotaexemplar_01
Fox

Entre Millennium e seu novo thriller GAROTA EXEMPLAR (Gone Girl) – longa baseado no livro homônimo de Gillian Flyn, David Fincher atuou como diretor em dois episódios e produtor executivo da aclamada série House of Cards, e esteve envolvido em dois projetos cinematográficos que não foram adiante: o remake de 20 mil Léguas Submarinas e a adaptação do livro Cleopatra: A Life, épico que trará Angelina Jolie como a rainha do Nilo. Fincher preteriu esses dois filmes, optando por mais uma vez embarcar numa trama de suspense. Garota Exemplar acompanha o desaparecimento de Amy Dunne (Rosamund Pike) no dia do aniversário de casamento, deixando seu marido Nick – Ben Affleck, em primeira colaboração com o diretor, desesperado. Com o passar das investigações, Nick se transforma no principal suspeito do sumiço de Amy, por conta de suas mentiras e comportamento descontrolado. Seria ele inocente ou culpado? Com orçamento de 61 milhões de dólares, Garota Exemplar chega aos cinemas brasileiros em 2 de outubro. No elenco também Carrie On, Neil Patrick Harris, Tyler Perry e Patrick Fugit, e trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, em terceira colaboração com o diretor.

Música: Beyoncé muda a ordem das coisas com novo álbum

beyonce_01
Sony Music

A cantora cria uma sonoridade que flerta com o experimental em BEYONCÉ – projeto que prima pela ousadia e originalidade.

Madrugada de sexta-feira, a antepenúltima do ano de 2013, um álbum visual – faixas acompanhadas por vídeo clipes, é lançado exclusivamente na loja virtual iTunes deixando o público do mundo surpreso e ávido por consumir essa arte. BEYONCÉ, quinto álbum de inéditas da cantora dá continuidade a experimentação musical vista no trabalho anterior, 4, de 2011. Mais maduro e coeso que o anterior, o projeto homônimo de Beyoncé – artista consagrada e vencedora de impressionantes 17 prêmios Grammy, traz a colaboração de nomes relevantes da música contemporânea como Justin Timberlake, Jay-Z, Drake, Frank Ocean, Timbaland e Pharrell Williams.

beyonce_02
Pretty Hurts / Sony Music

Os trabalhos são iniciados com a ótima Pretty Hurts, canção escrita por Beyoncé em parceria com Ammo (Joshua Coleman) e Sia Furler, com vídeo dirigido por Melina Matsoukas (Grammy por We Found Love), abordando a busca desenfreada pela perfeição estética. O inspirado curta tem a participação do ator Harvey Keitel. O projeto segue com Ghost / Haunted, músicas que vem acompanhadas por vídeos que exploram sensualidade e sexualidade. Haunted – com direção de Jonas Akerlund (Ray of Light), nos remete a Justify My Love – lançada por Madonna em 1990, trazendo Beyoncé envolta por erotismo e androginia. O álbum segue em alta com a nova colaboração da cantora com o marido Jay-Z, a faixa Drunk in Love e Blow – concebida em parceira com Pharrell Williams, Timbaland e Justin Timberlake. As faixas ganharam clipes dirigidos por Hype Williams (Video Phone). O de Blow chama uma maior atenção por trazer elementos setentistas em sua concepção, o que deixou a canção ainda mais energética. Também são destaques as faixas seguintes: No Angel, Yoncé / Partition, Jealous, Rocket e ***Flawless.

beyonce_03
Rocket / Sony Music

A excelente Mine – talvez a melhor do álbum, parceria de Beyoncé com o rapper Drake com produção de Noah “40” Shebib (do sucesso Take Care), com vídeo clipe dirigido pelo fotógrafo francês Pierre Debusschere, mantém a excelência da produção. Assim como XO e seu positivo clipe assinado pelo polêmico – e aqui despretensioso – Terry Richardson, fotógrafo de moda que dirigiu também o recente Wrecking BallSuperpower – apesar do ótimo curta realizado por Akerlund, é menos interessante em comparação ao restante do álbum. Completado pela ótima balada Heaven e pela suave Blue, canção composta por Beyoncé em homenagem a filha Blue Ivy – que participa do vídeo rodado no Brasil. Grown Woman, disponível apenas no DVD, traz um clima bem humorado ao mostrar e recriar momentos do passado da cantora.

beyonce_04
Blue / Sony Music

Sem divulgação prévia – leia-se single liberado em rádios, iTunes e com apresentações, Beyoncé mudou a ordem das coisas ao lançar um álbum visual – com venda exclusiva digital – que tomou para si toda a atenção de grande parte do público mundial. Não apenas por sua excelência musical, mas principalmente por sua ousadia ao realizar essa jogada arriscada – e acertada. Que garantiu a artista a expressiva marca de 828 mil cópias digitais vendidas em apenas três dias no mundo.

“Eu vejo música. É muito mais do que eu escuto. Eu sinto falta dessa experiência imersiva. Agora as pessoas só ouvem alguns segundos de música no iPod e não investem em toda a experiência. É tudo sobre o single, e o hype criado. É muita coisa que fica entre a música, a arte e os fãs. Eu só queria que isso saísse quando estivesse completamente pronto, e de mim para os meus fãs.”  

– Beyoncé.

A versão física de BEYONCÉ chega as lojas em 20 de dezembro.

BEYONCÉ: The Visual Album (EUA, 2013) Produção executiva Beyoncé Knowles • Parkwood • Columbia / Sony Music • Cotação: Excelente

Música: David Bowie completa 65 anos

David Bowie, o gênio do pop / Divulgação

Cantor, ator, compositor, musicista, polêmico, revolucionário e ícone de gerações, o inglês David Bowie é um dos mais importantes astros da história da música mundial.

Precursor na arte de se reinventar, que seria seguida por Madonna, o inglês nunca teve medo de ousar com suas personas contestadoras, como o alienígena Ziggy Stardust, musicalidade diferenciada e letras que iam da crítica a sociedade, passando pelo romantismo e chegando a pura e contagiante diversão.

Seu primeiro lançamento musical foi o álbum homônimo David Bowie em 1967, dois anos depois com o folk psicodélico de Space Oddity e sua faixa título, que trazia como figura central o fictício astronauta Major Tom que seria revisitado nas canções posteriores Ashes to Ashes e Hallo Spaceboy, renderam a Bowie críticas positivas. Que aumentariam durante as décadas de 70 e 80, consideradas as mais criativas de sua carreira.

Álbuns memoráveis como Hunky Dory, The Rise and Fall of Ziggy Stardust, Aladdin Sane, Diamond Dogs, Heroes, Scary Monsters (and Super Creeps) e Let’s Dance, as fases soul, rock glam, alemã, em decorrência de seu interesse pela cena musical da Alemanha iniciada em 1976, e sua faceta de astro pop com clássicos populares como Let’s Dance e China Girl, marcaram essa etapa da carreira do artista. Versátil, Bowie fez uma bem sucedida transição da música para a atuação com sucessos como a montagem teatral de O Homem Elefante, e os filmes Fome de Viver, a fantasia Labirinto – A Magia do Tempo e recentemente O Grande Truque.

As décadas de 90 e a primeira de 2000 foram marcadas respectivamente pelas canções eletrônicas e pela prematura aposentadoria da música. Ícone e fonte de inspiração para artistas de variadas gerações, David Bowie segue se reinventando ao longo dos anos em diversas esferas artísticas. É indiscutível que o legado do camaleão do pop é um dos mais importantes entre os expoentes da música mundial.

Confira dez sucessos de Bowie

Let’s DanceLet’s Dance

+: Starman – The Rise and Fall of Ziggy StardustChangesHunky Dory, Ashes to AshesScary Monsters (and Super Creeps), China GirlLet’s Dance, HeroesHeroes, Life On Mars?The Man Who Sold the World, Space OdditySpace Oddity, As The World Falls DownLabyrinth Soundtrack, Cat People (Putting Out Fire)Cat People Soundtrack

David Fincher pode unir forças com Angelina Jolie em Cleópatra

Em cena de Alexandre, épico dirigido por Oliver Stone em 2004 / Divulgação – Warner

Há pouco mais de nove meses o produtor norte-americano Scott Rudin revelou o desejo de produzir em parceria com a Sony Pictures uma nova versão da trajetória de Cleópatra, tendo como base o livro Cleopatra – A Life de Stacy Schiff. Com Angelina Jolie confirmada no papel título e roteito de Brian Helgeland (Oscar por L. A. – Cidade Proibida), o projeto teve James Cameron e Paul Greengrass (O Ultimato Bourne) como possíveis diretores. Ambos ambandonaram o barco por projetos pessoais: Cameron optou por Avatar 2 e Greengrass dirigirá Memphis, cinebiografia do ativista Matin Luther King.

Quando todos pensavam que a produção seria cancelada eis que surge o nome de David Fincher. O diretor está em negociações com Rudin, que produziu A Rede Social, para assumir Cleópatra. Talentoso e realizador de clássicos contemporâneos como Se7en – Os Sete Crimes Capitais e Clube da Luta, Fincher seria uma escolha mais do que acertada para comandar esse novo olhar sobre Cleópatra, que será mostrada como uma mulher inteligente e estrategista e não apenas como um sedutora rainha.

Um diretor que prima pela excelência 

O então novato Fincher teve divergências criativas com os executivos da Fox durante a produção de Alien³ / Divulgação – Fox

David Fincher estreou no comando de longas metragens em 1992 com Alien³, terceira parte da série estrelada por Sigourney Weaver. Com um visual claustrofóbico e uma história que primava pela falta de esperança tratando a presença do alien em um planeta prisão como metáfora ao vírus HIV no início da década de 90, o filme foi recebido com má vontade por fãs e críticos. Injustamente, pois o longa continua com excelência a saga iniciada por Ridley Scott em 1979. Três anos depois Fincher assinou o thriller Se7en – Os Sete Crimes Capitais, que marcou sua primeira parceria com Brad Pitt. O longa, que ao lado de O Silêncio dos Inocentes redefiniu o gênero suspense policial nos anos 90, trazia também no elenco Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. Com uma fotografia espetacular e um excelente roteiro Se7en é um dos melhores trabalhos do diretor. Assim como Clube da Luta, polêmico longa lançado em 1999 e que trazia irrepreensíveis atuações de Brad Pitt e Edward Norton. Um dos melhores filmes do cinema contemporâneo, a adaptação do livro de Chuck Palahniuk funciona como uma grande crítica ao consumismo e a valorização de marcas e status sociais.

Fincher dirigiu também o ótimo Vidas em Jogo com Michael Douglas e Sean Penn, o sucesso de bilheteria O Quarto Pânico, que marcou o retorno de Jodie Foster aos cinemas após três anos afastada. O suspense policial Zodíaco, um dos melhores filmes de 2007 e que foi injustamente esnobado no Oscar daquele ano. E os “oscarizados” O Curioso Caso de Benjamin Button e A Rede Social, vencedores de três prêmios da academia e que renderam a Fincher indicações ao Oscar como melhor diretor. Nas duas oportunidades ele saiu de mãos vazias e viu Danny Boyle por Quem Quer Ser um Milionário? e Tom Hooper por O Discurso do Rei saírem com o “careca dourado”.

Brad Pitt, habitual parceiro do diretor, nos clássicos Se7en e Clube da Luta / Divulgação – New Line. Fox

David Fincher, que dirigiu quatro videoclipes clássicos de Madonna: Express Yourself, Oh Father, Vogue e Bad Girl, volta as telas no fim do ano com The Girl with the Dragon Tattoo. Longa que traz no elenco Daniel Craig (007 – Cassino Royale) e que é inspirado em um filme sueco de mesmo nome. Depois disso o diretor decidirá entre Cleópatra com Angelina Jolie ou a adaptação do clássico de Julio Verne 20 Mil Léguas Submarinas para a Disney. Espero que ele fique com a rainha do Nilo.

Cinco maiores sucessos mundiais de David Fincher

1. O Curioso Caso de Benjamin Button (2008) – 333,93***
2. Se7en - Os Sete Crimes Capitais (1995) – 327,31***
3. A Rede Social (2010) - 224,58***
4. O Quarto do Pânico (2002) - 196,39***
5. Alien³ (1992) – 159,81***

*** Renda mundial

Falta carisma a Christina Aguilera em Burlesque

christinaaguilera_cher_burlesque_03
Sony Pictures

Musical cafona marca estreia sem brilho da cantora e o retorno de Cher aos cinemas

A história é a mesma que já foi contada diversas vezes, desde novelas a peças infantis de escola. Ali (Christina Aguilera), uma garota bonita, boa de coração e com um grande talento, no caso a voz, decide deixar o interior e tentar a sorte na cidade grande para realizar seu grande e dourado sonho: ser cantora de sucesso. Lá ela arruma um emprego como garçonete no teatro Burlesque, um clube noturno neo-burlesco, que possui ecos dos musicais de Bob Fosse Cabaret e Chicago e nos estabelecimentos europeus de entretenimento como o Moulin Rouge. Logicamente que Ali conquistará tudo que sempre sonhou, inclusive a atenção de Tess (Cher), a durona dona do estabelecimento. Além de sucesso, amor e um pouco de inveja das menos talentosas companheiras de trabalho, para dar um tempero ao molho sem graça que é Burlesque. Um amontoado de clichês, escrito e dirigido pelo pouco experiente Steve Antin, que resulta em um dos piores filmes do ano.

Como é mesmo o nome dela?

christinaaguilera_burlesque_01
Sony Pictures

Burlesque marca a estreia tardia de Christina Aguilera nos cinemas. Famosa por ter uma bela voz e por ser arrogante com jornalistas e colegas de trabalho, a cantora começou sua carreira oficialmente com a canção Reflection da trilha sonora do desenho animado da Disney Mulan. Seu primeiro álbum o homônimo Christina Aguilera foi lançado em 1999 na esteira do sucesso de … Baby One More Time de Britney Spears. Mesmo sem vender o mesmo que a rival, Aguilera emplacou três singles número um na Billboard (Genie in a Bottle, What a Girls Wants e Come On Over Baby (All I Wants  Is You). Depois disso iniciou fase madura com o ótimo e catártico Stripped, e se aventurou pela musicalidade do jazz em Back To Basics, que também foi sucesso. Christina, vencedora de cinco prêmios Grammy, viu sua carreira entrar em desgraça quando foi acusada de copiar em sua apresentação no Video Music Awards 2008, a então iniciante Lady Gaga. Grosseira como de costume, Aguilera ironizou dizendo que “não sabia se Gaga era homem ou mulher”. Depois disso Gaga estourou e virou sucesso mundial, enquanto Christina viu sua carreira chegar ao fundo do poço com o enorme fracasso do inconstante álbum Bionic, lançado em 2010 e a recepção morna a Burlesque. Musical que custou 55 milhões de dólares e fez em sua bilheteria mundial pouco mais de 87, não é um fracasso mas passa longe de ser um sucesso, e as indicações ao Globo de Ouro deste ano foram muito mais por falta de opções do que pela qualidade do longa. Há que se destacar que o interesse da imprensa pelo filme foi motivado por uma simples razão: o retorno de Cher – que teve na década de 80 uma carreira bem sucedida como atriz, aos cinemas após sete anos de sua participação na comédia Ligado em Você.

christinaaguilera_burlesque_02
Sony Pictures

Christina Aguilera se esforça para dar certo como atriz, porém falta talento dramático e carisma. Catherine Zeta-Jones que estrelou o musical Chicago em 2002, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, esteve vibrante naquele filme. Fazendo dele seu palco. Assim como Nicole Kidman, genial como a apaixonante Satine em Moulin Rouge. As duas atrizes conseguiram o que a cantora não teve êxito: conquistar o público. Não basta ter uma voz com enorme alcance, é preciso estabelecer uma conexão emocional com o espectador, e isso a cantora de Beautiful nunca conseguiu, talvez por ser fria e distante ao extremo. Ao menos é essa a imagem que ela cultiva sem parecer querer mudar há 12 anos. Outro erro foi esperar demais para estrear nos cinemas, hoje o nome Christina Aguilera não representa muita coisa para o público em geral, apenas seus fãs se interessam por seus lançamentos. Ela não é um ícone da música como Madonna ou Cher e também não é Beyoncé ou Britney Spears, cantoras da nova geração que conseguiram um lugar privilegiado no cenário musical contemporâneo. Christina não soube se reinventar, transformando-se em apenas mais uma cantora pop como muitas dessas que são despejadas goela abaixo do público pela indústria musical norte-americana a cada ano. Aguilera ficou datada, assim como seu musical Burlesque.

Burlesque estreia nos cinemas brasileiros em 11 de fevereiro.

Burlesque (EUA, 2010) De Steve Antin. Com Cher, Christina Aguilera, Kristen Bell, Cam Gigandet, Stanley Tucci, Eric Dane. Sony. 114 min. Cotação: Ruim 

Tentar sempre, desistir jamais: cantoras no cinema

Cher

cher_burlesque_01
Sony Pictures

A cantora teve seu auge no cinema na década de 80 com sucessos como As Bruxas de Eastwick e Sob Suspeita. Quatro vezes indicada ao Globo de Ouro como melhor atriz, ela saiu vencedora em duas oportunidades como coadjuvante por Silkwood – O Retrato de Uma Coragem e principal por O Feitiço da Lua, que também lhe deu o Oscar de melhor atriz. Um prêmio de atuação feminina no Festival de Cannes pelo filme Marcas do Passado e um clássico juvenil, Minha Mãe é Uma Sereia, também fazem parte dos êxitos de Cher. Após estrelar Fiel, Mas Nem Tanto em 1996 e participações coadjuvantes em Chá com Mussolini e Ligado em Você, a cantora retorna aos cinemas passando certa vergonha em Burlesque, musical abaixo da média.

Madonna

madonna_diretora_01
No set de W/E / The Weinstein Company

A rainha do pop viveu altos – e muitos baixos – nos cinemas. Procura-se Susan Desesperadamente, Dick Tracy e Evita mostraram que Madonna funcionava como atriz se bem dirigida e com papéis adequados em mãos. Até um Globo de Ouro de melhor atriz em musical por sua representação da primeira dama argentina, ela levou para casa em 1996. Porém abacaxis como Surpresa de Shangai, Corpo em Evidência e Destino Insólito enterraram qualquer chance de Madonna ser levada a sério como atriz. Sempre obstinada, ela prepara um novo filme como diretora: W.E. – ainda sem data de lançamento. Maior ícone feminino da história da música ela pode se dar a esse luxo.

Beyoncé

beyonce_dreamgirls_01
Em Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho / Paramount

Maior nome da nova geração da música mainstream norte-americana, Beyoncé flerta há um bom tempo com a atuação, e com sucesso. A estreia como atriz foi no constrangedor Carmen: A Hip Hopera, e seus filmes seguintes foram Austin Powers e O Homem do Membro de Ouro, a comédia comântica Resistindo as Tentações e a nova versão de A Pantera Cor-de-Rosa. Nenhum deles era um projeto ambicioso, diferente de Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho, musical inspirado na vida das Supremes (grupo de Diana Ross). Beyoncé foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz, porém viu todas as atenções irem para a estreante Jennifer Hudson que levou o Oscar como coadjuvante em 2007. Seu mais recente filme fora o péssimo suspense Obsessiva, que apesar do sucesso comercial foi um dos piores de 2009.

TOP 5 [Os musicais com melhor faturamento]

1º Mamma Mia!: 609,84 / 2º Grease – Nos Tempos da Brilhantina: 394,58  /  3º High School Musical 3: 252,90 / 4º Hairspray: 202,54 / 5º Moulin Rouge!: 179,21

Música: Rihanna deixa sua marca com o álbum Rated R

rihanna_rated_r_01
Universal

Rihanna não é uma novata no mundo da música. Com quatro álbuns de estúdio lançados, a cantora nascida em Barbados colocou em pouco mais de cinco de anos de carreira seis músicas no topo da Billboard, entre elas um dos maiores hits dos anos 2000, a canção “Umbrella” que tomou o mundo em 2007. Seu mais recente trabalho musical, o álbum “Rated R“, mostrou a maturidade musical da cantora que expões em canções como “Russian Roulette” e “Fire Bomb” os problemas pessoais vividos com seu ex-namorado, o cantor Chris Brown.

Na estrada com a turnê “Last Girl On Earth” , Rihanna demonstra uma boa presença de palco e um cuidado especial na produção de seus videoclipes. “Te Amo”, single para o mercado europeu e que emplacou nas rádios brasileiras no ano passado, mostra a cantora se aventurando por um tema que se tornou recorrente nos últimos anos para as cantoras pop, o lesbianismo. Porém, diferente das investidas equivocadas e apelativas de Lady Gaga e Christina Aguilera, Rihanna acertou ao criar um videoclipe sofisticado apoiado em uma bela fotografia. Mostrando que soube seguir a cartilha de Madonna, casando de forma harmonica polêmica e qualidade.

“Rated R”, que possui como maior sucesso comercial o single “Rude Boy” – primeiro lugar nos principais mercados da música -, é coeso e goza de uma sonoridade madura que mistura ritmos latinos, da black music ao pop tradicional. Uma grata surpresa.

Destaques: Russian Roulette, Fire Bomb, Hard, Rude Boy, Te Amo, Photographs

Rated R (EUA, 2009) Produção executiva: Antonio “La” Reid, Rihanna. Universal. Cotação: Ótimo

Relembrando: Procura-se Susan Desesperadamente

susan01
MGM

Quem cresceu nos anos 90 deve lembrar das inúmeras exibições de “Procura-se Susan Desesperadamente” na “Sessão da Tarde”. Comédia oitentista estrelada pela então pop star em ascensão Madonna, como a Susan do título.

Lançado em 29 de março de 1985, o longa dirigido por Susan Seidelman (de “Ela é o Diabo” e alguns episódios da série “Sex and The City”) teria nos papéis principais inicialmente Diane Keaton e Goldie Hawn – Roberta e Susan, respectivamente. Por problemas de orçamento, a diretora optou por Rosanna Arquette, oriunda de produções independentes e Madonna, que havia estourado três anos antes com os sucessos “Burning Up”, “Holiday”, “Like A Virgin” e “Material Girl” – canções clássicas de seus dois primeiros álbuns. A trama do filme acompanha Roberta, uma pacata dona de casa insatisfeita com seu casamento e que sonha com um amor verdadeiro. Ela começa a acompanhar através dos jornais a troca de mensagens de um casal de namorados. Sua obsessão pela história – principalmente por Susan, a leva a perder a memória e ser confundida com a personagem de Madonna. Continuar lendo Relembrando: Procura-se Susan Desesperadamente