Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

Reprodução – Universal Pictures / StudioCanal

Em 20 de março de 1992 chegava aos cinemas norte-americanos Instinto Selvagem, um dos filmes mais marcantes daquela década. Dirigido por Paul Verhoeven, o filme transformou em estrela Sharon Stone como a femme fatale Catherine Tramell. Hoje é inimaginável outra atriz no papel. Voltando no tempo não foi fácil a escolha da protagonista. Joe Eszterhas, de Flashdance, escreveu o roteiro de Instinto Selvagem em 13 dias, e o vendeu a peso de ouro, 3 milhões de dólares, para a Carolco Pictures. Continuar lendo Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

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De Saved by the Bell a Showgirls: Elizabeth Berkley, uma musa cult

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CBS Television

Quem cresceu nos anos 90, ou já era adolescente, deve se lembrar de ELIZABETH BERKLEY, a Jessie da série juvenil Saved by the Bell. No Brasil conhecida como GALERA DO BARULHO e exibida pelo SBT. Berkley era a intelectual do sexteto de amigos – muito antes de Friends – formado pelo descolado Zach Morris (Mark-Paul Gosselaar), Kelly (Tiffani-Amber Thiessen), a popular, o esportista Slater (Mario Lopez), Lisa (Lark Voorhies), a fashionista, e Screech (Dustin Diamond), o nerd que ganhou a simpatia de 10 entre 10 espectadores do seriado. Além de Jessie, Berkley chamou atenção com outra personagem marcante da década de 90: Nomi Malone de Showgirls.

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Cinquenta Tons de Cinza: Muito barulho por nada

“Eu não faço amor, eu fodo… com força!”

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Fotos: Universal Pictures

Essa pérola sai da boca de Christian Grey para Anastasia Steele em determinado momento de CINQUENTA TONS DE CINZA (Fifty Shades of Grey, EUA/Canadá). Famigerada adaptação do romance homônimo campeão de vendas da autora E. L. James – junto ao público feminino -, com roteiro de Kelly Marcel. O tom sexual do longa fica apenas nas palavras, com muito pouco na prática. Sendo o filme um romance torto entre um psicopata bilionário e uma garota sonsa. Muito distante de um verdadeiro drama erótico como O Último Tango em Paris ou 9 1/2 Semanas de Amor. Foi justamente o longa estrelado por Mickey Rourke e Kim Basinger, que a diretora Sam Taylor-Johnson e E. L. James buscaram como maior fonte de inspiração. Mesmo que tenha ficado anos luz do sucesso dos anos 80.

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A trama acompanha o inusitado encontro de Anastasia (DAKOTA JOHNSON), uma estudante de literatura inglesa e o bem sucedido executivo Christian Grey (JAMIE DORNAN). Um playboy famoso e reservado. Do encontro cheio de caras, bocas e sussurros nasce uma forte atração. Que com o decorrer dos acontecimentos se transforma em amor. Mesmo que ele, com seu jeito arrogante e dominador, controle a vida da garota em todos os níveis imagináveis. O roteiro de Cinquenta Tons de Cinza é problemático – muito em decorrência do péssimo material original em que se baseia -, a direção de Taylor-Johnson burocrática e a trilha sonora de Danny Elfman – habitual colaborador de Tim Burton, aqui perdido, uma lástima. Que chega a máxima potência com a cansativa versão de Beyoncé para seu hit Crazy in Love.

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O longa não é um completo desastre. Dakota Johnson se sai razoavelmente bem, mesmo com um papel unidimensional em mãos, em comparação ao fraco elenco. Anastasia é a versão moderna da Cinderela, que gosta de ser humilhada e sofrer abuso físico e psicológico pelo “homem perfeito”. Ora, ele é perfeito! Tem uma gorda conta bancária, não importando seu grau elevado de transtorno de comportamento. Vinda de uma família hollywoodiana – Dakota é neta de Tippi Hedren (musa de Hitchcock em Os Pássaros) e filha de Melanie Griffith e Don Johnson -, a atriz é o único sopro de dignidade do longa. Enquanto Jamie Dornan (da série The Fall), seu parceiro em cena, é uma verdadeira vergonha. Sr. Grey é uma releitura – ou seria imitação? – de John Gray, personagem defendido com carisma por Mickey Rourke em 9 1/2 Semanas de Amor. Ao contrário de Rourke, Dornam é inexpressivo e sem um pingo de magnetismo. Com uma única expressão em todas as cenas, mesmo que seu “irresistível” personagem estivesse feliz, excitado ou com raiva.

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Reprodução – Universal Pictures

Sem potencial para ser algo melhor – já que seu material original é lamentável, Cinquenta Tons de Cinza poderia ser um pouco relevante se fosse ao menos corajoso em relação ao sexo, como fora Instinto Selvagem ou mesmo divertido como o satírico – e ótimo – Showgirls, ambos longas dirigidos nos anos 90 por Paul Verhoeven. Da forma que chegou às telas – com suas cenas de sexo burocráticas e tediosas -, o “romance” de Anastasia e Grey não eleva a temperatura, provocando bocejos no público. Expondo de forma rasa temas que poderiam render uma boa discussão. Emmanuelle fazia melhor nas madrugadas da Band.

Em cartaz nos cinemas brasileiros.

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Showgirls: A fúria de Nomi Malone

NOMI MALONE, garota do interior que quer vencer na vida – sem cair nela – como showgirl em Las Vegas, é certamente a personagem mais memorável da carreira de ELIZABETH BERKLEY. No Brasil conhecida também por ter interpretado a colegial Jessie em Galera do Barulho (Saved by the Bell), seriado exibido nos anos 90 pelo SBT. A seguir confira uma compilação de momentos raivosos de Nomi, carismática protagonista – defensora dos fracos e oprimidos – do incompreendido cult-camp SHOWGIRLS, lançado em 1995 com direção de PAUL VERHOEVEN. Realizador de obras violentas e sexuais como Robocop – O Policial do Futuro (1987), O Vingador do Futuro (1990) e Instinto Selvagem (1992).

Como não amar Nomi Malone?

O Vingador do Futuro (2012)

Sony Pictures

A melhor maneira de assistir O VINGADOR DO FUTURO (Total Recall), nova versão do conto We Can Remember It for You Wholesale de Philip K. Dick, é não compará-la com o superior filme de Paul Verhoeven. Lançado nos cinemas em 1990, com Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone nos papéis principais. A trama do remake se passa no final do século 21, acertadamente ambientada no mesmo mundo estético do clássico Blade Runner – O Caçador de Androides. O planeta foi dividido, em decorrência de uma guerra química, em duas super nações: União Federal Britânica – UFB e A Colônia (antiga Austrália), que travam entre si uma batalha por domínio de território e libertação, respectivamente.

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Farrell volta às superproduções

Douglas Quaid (Colin Farrell), um homem comum que trabalha como operário em uma fábrica, tem sonhos constantes e inexplicáveis sobre revolução. Neles ele está acompanhado por uma mulher (Jessica Biel) aparentemente desconhecida. Entediado com seu cotidiano, Quaid decide sair da rotina ao visitar a empresa Rekall, responsável por proporcionar aos seus clientes uma vida momentânea, a partir de implantes de memórias. O operário decide ser um agente secreto nessa quebra de rotina, o inesperado acontece quando é descoberto que na verdade ele é um agente renegado do governo da UFB, em busca da libertação da Colônia. A partir desses acontecimentos, Quaid, que na verdade se chama Hauser, será caçado por Lori (Kate Beckinsale), que ele acreditava ser sua esposa, e ajudado pela mulher de seu sonho, Melina (Jessica Biel), até o embate inevitável que envolverá o chanceler Cohaagen (Bryan Cranston) e Mathias (Bill Nighy), líder da resistência.

O Vingador do Futuro têm três grandes trunfos: a ambientação futurista claramente influenciada por Blade Runner, as cenas de ação de Minority Report – A Nova Lei – também com Farrell, duas obras de Philip K. Dick, adaptadas em 1982 e 2002, respectivamente, por Ridley Scott e Steven Spielberg. Além das sequências externas da Colônia, com sua atmosfera chuvosa, elementos orientais e noir em sua fotografia, uma cena em particular chama a atenção. Quando Quaid/Hause busca pela “chave” em seu apartamento, e a encontra ao tocar no piano o terceiro movimento da sonata número 17 de Beethoven. Toda a sequência traz uma clara referência a um dos momentos mais marcantes de Blade Runner, quando Deckard (Harrison Ford) e Rachel (Sean Young) se beijam pela primeira vez. O terceiro destaque do longa fica por conta do protagonista, Colin Farrell. O ator que estava há alguns anos afastado das superproduções de Hollywood, retorna em grande forma. Sua atuação, tanto nas cenas dramáticas, quanto nas de ação, é acima da média. Um trabalho cuidadoso de composição de personagem e preparo físico, aliados a seu habitual carisma.

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Kate Beckinsale é Lori

Como nem tudo é perfeito, o diretor Len Wiseman e seus roteiristas erraram, e muito, ao transformar Lori na principal perseguidora do herói, limando da trama o outro vilão, Richter. Em uma construção de personagem desastrosa, Kate Beckinsale, intérprete da personagem e mulher do diretor, teve sua pior atuação em anos, distante de seu bom momento no mundo da ação como a vampira Selene na série Underworld – Anjos da Noite. A atriz não soube dar o tom ambíguo e doce, que a personagem pedia. Em suas mãos Lori virou uma mulher insuportável, que se sumisse ao final do primeiro ato do filme, não faria a menor falta. Saudades da Lori de Sharon Stone. A outra presença feminina importante do longa, Jessica Biel, se saiu melhor como a revolucionária Melina. Não é um trabalho memorável, mas a atriz está extremamente bonita e vai bem nas sequências de ação.

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Farrell e Jessica Biel em ação / Fotos: Divulgação – Sony Pictures

Merecem ser destacadas também as vertiginosas e bem executadas cenas de ação, que empolgam e deixam o espectador ligado durante todo o tempo, os efeitos especiais bem executados, além da boa trilha sonora composta por Harry Gregson-Williams, com elementos que parecem inspirados no clássico trabalho de Vangelis para Blade Runner. O Vingador do Futuro poderia ser um filme de ação como tantos outros que são lançados anualmente pelo cinema mainstream norte-americano. Entretanto, o longa sai do lugar comum por dar nova roupagem a obra de Philip K. Dick, e levá-la de forma acessível para uma nova geração de espectadores, que por algum motivo não tiveram contado com a versão original.

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Em cartaz nos cinemas brasileiros.

Relembrando: Showgirls de Paul Verhoeven

MGM

Dirigido por Paul Verhoeven, Showgirls, drama musical com ecos de A Malvada, narra a trajetória de Nomi Malone (Elizabeth Berkley), garota do interior que quer vencer na vida, sem cair nela, como showgirl em Las Vegas. A produção de 1995, que “venceu” oito prêmios Framboesa de Ouro – incluindo pior filme, diretor e atriz -, é uma inspirada sátira do showbizz norte-americano. Atuações propositalmente caricatas e diálogos inesquecivelmente bizarros – e por isso mesmo excelentes – permeiam o longa. Que ao ser lançado há 16 anos causou grande escândalo e controvérsia, por conta de suas cenas de sexo e nudez. Exagero. Verhoeven e o roteirista Joe Eszterhas foram mais ousados com o thriller Instinto Selvagem de 1992. Comparado ao longa estrelado por Sharon Stone, que trazia uma aura do cinema noirShowgirls é alçado a condição de soft-porno semelhante aqueles exibidos na extinta sessão Cine Privé da Rede Bandeirantes. Continuar lendo Relembrando: Showgirls de Paul Verhoeven

Perfil: Sharon Stone

Um dos maiores ícones femininos do cinema nos anos 1990, a atriz norte-americana Sharon Stone anda sumida das produções de destaque desde 2007. Ano em que participou do longa Alpha Dog, dirigido por John Cassevetes e que trazia no elenco Bruce Willis e Justin Timberlake.

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Divulgação

A ex-modelo passou a década de 1980 participando de produções como As Minas do Rei Salomão – xerox de qualidade duvidosa da clássica série Indiana Jones, Loucademia de Polícia 4 e Action Jackson. Sem desistir do desejo de se tornar uma estrela de cinema, Stone conseguiu um papel coadjuvante no longa de ação O Vingador do Futuro, um dos maiores lançamentos do verão americano em 1990. Estrelado pelo então maior astro do cinema Arnold Schwarzenegger e dirigido pelo ousado Paul Verhoeven (RoboCop – O Policial do Futuro), a ficção científica baseada na obra de Philip K. Dick (Blade Runner – O Caçador de Androides) foi um grande sucesso naquele ano. Por tabela Stone recebeu elogios por seu trabalho e estampou a Playboy americana por, segundo declarações da atriz, um cachê de 50 mil dólares.

Salto para o sucesso

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O Vingador do Futuro e Instinto Selvagem: Bem sucedida parceria com Verhoeven / Universal

Sharon Stone ganhou notoriedade com O Vingador do Futuro e a capa da Playboy, mas esses fatos não trouxeram bons papéis. Paul Verhoeven, que a dirigiu anteriormente no longa estrelado por Schwarzenegger, estava pronto para iniciar os trabalhos no polêmico thriller Instinto Selvagem. Com Michael Douglas no papel principal, o diretor buscava uma atriz famosa para acompanhá-lo. Tarefa que não era fácil, pois o filme trazia uma grande quantidade de cenas de sexo, nudez e lesbianismo. A escolha inicial do estúdio, Michelle Pfeiffer, recusou a proposta optando por viver a Mulher-Gato em “Batman – O Retorno”. Julia Roberts, Kim Basinger, Geena Davis, Jodie Foster, entre outras atrizes, também disseram não ao roteiro “maldito”. Ao contrário de suas colegas mais famosas, Stone queria a personagem, mas não tinha o starpower que elas possuíam. Após muita insistência e testes, a loura conseguiu o papel da enigmática escritora bissexual Catherine Tramell. O resultado todos já sabem, sucesso de bilheteria e uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz. Tramell parece que foi escrita especialmente para Stone. Nenhuma outra atriz faria esse papel melhor do que a loura, que foi eternizada na história do cinema com a famosa e ousada cruzada de pernas.

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Com William Baldwin em Invasão de Privacidade / Paramount

O projeto seguinte da mulher mais comentada de 1992 foi o thriller, mais uma vez erótico, Invasão de Privacidade. Diferente da excelente química com Michael Douglas em Instinto Selvagem, Stone detestou William Baldwin, seu companheiro de cenas quentes no novo longa. A crítica detonou sem pena a produção, mas a bilheteria satisfatória consolidou Sharon como a estrela do momento no cinema hollywoodiano. Percebendo que a indústria tinha interesse em rotulá-la como femme fatale de filmes ousados, Sharon diversificou seus projetos atuando em longas como o western spaghetti Rápida e Mortal e o drama Intersection – Uma escolha, Uma Renúncia, ambos fracassos. Parecia que o público não queria ver a bela Stone em papéis que não explorassem sua sensualidade.

Nas mãos de Scorsese

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Ponto alto: Em cena com Robert De Niro sob a direção de Scorsese / Universal

A grande chance de ser levada a sério pela crítica viria em 1995, pelas mãos de Martin Scorsese em Cassino com Robert De Niro. Stone derrotou Kim Basinger, Nicole Kidman, Madonna, Melanie Griffith e a ex-atriz pornô Traci Lords pelo papel da drogada, alcoólatra e mulher de malandro Ginger. Personagem inicialmente oferecida a Michelle Pfeiffer. Crítica e público aclamaram a atuação visceral de Sharon, que por seu desempenho venceu o Globo de Ouro como melhor atriz e recebeu uma indicação ao Oscar na mesma categoria. Susan Sarandon por Os Últimos Passos de Um Homem ficou com o prêmio. Infelizmente para o público e para Sharon o resultado positivo de Cassino foi fogo de palha. Diabolique, A Última Chance, Esfera e Glória foram todos mal sucedidos junto a crítica e fizeram água na bilheteria. Dessa fase se salvaram apenas Sempre Amigos e A Musa, produções que renderam a atriz indicações ao Globo de Ouro.

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Bobby marcou o encontro nas telas de Stone com Demi Moore / Imagem

No início da primeira década dos anos 2000 a atriz se afastou dos cinemas por problemas de saúde. Um aneurisma cerebral, do qual ela se recuperou sem qualquer sequela. Saudável e disposta a retomar sua carreira, Stone voltou aos cinemas com o suspense mediano Garganta do Diabo, ao lado de Dennis Quaid e participou da série televisiva O Desafio que rendeu a atriz um Emmy como melhor convidada em 2003. No ano seguinte encarnou a vilã Laurel Hedare na equivocada e criticada adaptação de HQ Mulher-Gato, fracasso estrelado por Halle Berry. Os independentes Flores PartidasBobby – que marcou seu tão aguardado encontro nas telas com a também estrela sexy dos anos 1990, Demi Moore -, tiveram melhores resultados.

O retorno a Tramell

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Disney

O ano de 2006 marcou o retorno de Stone, aos 48 anos esbanjando beleza e sensualidade, a icônica personagem Catherine Tramell na comentada e tardia sequência Instinto Selvagem 2. Única remanescente do longa original, a atriz pagou o maior mico de sua carreira. Com uma bilheteria pífia e considerado o pior filme daquele ano, Instinto Selvagem 2 certamente foi o principal motivo para o sumiço da atriz de produções de destaque. Stone acreditava que o longa revigoraria sua carreira. Infelizmente aconteceu o contrário. Desde meados de 2007 ela vem participando apenas de produções esquecíveis lançadas diretamente em DVD nos EUA. A loura ensaia um retorno em duas frentes. Na televisão, participando de um episódio da bem sucedida série policial Law & Order: Special Victims Unit e no cinema com o longa francês Largo Winch II. Em que viverá outra femme fatale, ligada ao protagonista interpretado por Tomer Sisley. Dona de papéis de mulheres decididas, perigosas e fortes. Sharon Stone é sinônimo de beleza e sensualidade, um ícone dos anos 90 impossível de esquecer.

Por onde anda?: Elisabeth Shue

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A bela loura Elisabeth Shue começou a chamar a atenção do grande público em meados dos anos 1980 com sua participação em longas como “Karatê Kid II”, “Cocktall” com Tom Cruise, “De Volta para o Futuro II e III” e “Uma Noite de Aventuras“. A década seguinte foi a que a atriz conseguiu suas melhores oportunidades. Após uma participação apagada em “Uma Loira em Minha Vida” de 1991, estrelou quatro anos depois a produção independente “Despedida em Las Vegas”, ao lado de Nicolas Cage. Sucesso de crítica, Shue foi indicada ao Oscar pelo papel.

Muitos achavam que a atriz viraria uma estrela do primeiro time, não aconteceu. Na sequência esteve em “O Santo” com Val Kilmer, “Desconstruindo Harry” de Woody Allen e o sucesso mediano “O Homem sem Sombra” de Paul Verhoeven. Nenhum dos filmes trouxe maior visibilidade à interprete. Bonita e boa atriz resta torcer para que Elisabeth receba algum papel de destaque, quem sabe em uma série de TV. Lugar que ressuscitou, por exemplo, a carreira de Kiefer Sutherland com “24 Horas”.

Fez bonito: Como a sofrida prostituta Sera em “Despedida em Las Vegas”, que lhe rendeu indicações ao Oscar e Globo de Ouro como melhor atriz.

Vergonha alheia:A Vingança de Bette“, um dos últimos filmes em que foi protagonista. A produção é um festival de vergonha alheia, em todos os sentidos.