Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

Reprodução – Universal Pictures / StudioCanal

Em 20 de março de 1992 chegava aos cinemas norte-americanos Instinto Selvagem, um dos filmes mais marcantes daquela década. Dirigido por Paul Verhoeven, o filme transformou em estrela Sharon Stone como a femme fatale Catherine Tramell. Hoje é inimaginável outra atriz no papel. Voltando no tempo não foi fácil a escolha da protagonista. Joe Eszterhas, de Flashdance, escreveu o roteiro de Instinto Selvagem em 13 dias, e o vendeu a peso de ouro, 3 milhões de dólares, para a Carolco Pictures. Continuar lendo Nostalgia: 25 anos de Instinto Selvagem

Aniversariante do dia: Martin Scorsese

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The Hollywood Reporter

Vencedor do Oscar de melhor diretor por Os Infiltrados, e realizador de uma extensa lista de filmes clássicos, marcantes e icônicos que incluem Taxi Driver – Palma de Ouro em Cannes, Touro Indomável, Os Bons Companheiros – BAFTA e Leão de Ouro em Veneza de melhor diretor, A Época da Inocência, Cassino e A Invenção de Hugo CabretMARTIN SCORSESE comemora hoje 73 anos. Continuar lendo Aniversariante do dia: Martin Scorsese

Cinco filmes com Sylvester Stallone para redescobrir

Warner

SYLVESTER STALLONE é um ícone do cinema, em especial para quem cresceu nos anos 80 e 90 vendo as inúmeras apresentações das séries Rocky, Rambo – com direito a desenho animado, e outros filmes hoje pouco lembrados, como Tango & Cash – Os Vingadores e Stallone Cobra. Confira a seguir cinco produções protagonizadas por Sly – que ontem completou 69 anos – para redescobrir.

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Por onde anda?: Sharon Stone

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Stone na nova série Agent X, que estreia nos EUA no segundo semestre de 2015 / Divulgação – TNT

Sumida das grandes produções desde que passou vergonha com Instinto Selvagem 2, em que revisitou sua icônica personagem Catherine Tramell, a musa SHARON STONE completa hoje 57 anos. Ex-modelo, a loura lutou muito para chegar ao estrelado. Nos anos 80 participou de Loucademia de Polícia 4, Nico – Acima da Lei, foi mocinha em perigo de Richard Chamberlain nas aventuras de Allan Quatermain: As Minas do Rei Salomão e Allan Quatermain e a Cidade do Ouro Perdido. Produções que eram cópias – com menos recursos – da série Indiana Jones.

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Mulheres no comando: Um mosaico feminino no cinema

No DIA INTERNACIONAL DA MULHER, acompanhe um mosaico de grandes personagens do cinema que representam com exatidão toda a complexidade dos diferentes – e fascinantes – tipos de mulheres.

As obstinadas

CHRISTINE COLLINS (Angelina Jolie), A Troca

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Universal Pictures

Acostumada a interpretar mulheres fortes como Gia, Lisa Rowie e Mariane Pearl, em 2008 ANGELINA JOLIE viveu a corajosa Christine Collins em A Troca (Changeling). Mãe solteira nos preconceituosos anos 20-30, ela enfrentou a corrupção da polícia de Los Angeles em busca de seu filho sequestrado. Dirigido por Clint Eastwood, o filme apresentou um dos momentos mais delicados e ao mesmo tempo fortes de Jolie na tela grande. Indicada ao Oscar de melhor atriz.

KAREN SILKWOOD (Meryl Streep), Silkwood – O Retrato de Uma Coragem

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ABC

Em mais uma grande atuação MERYL STREEP vive Karen Silkwood, uma mulher que enfrenta o jogo de interesses de poderosos empresários de combustível nuclear. Levando por conta própria uma investigação, interrompida por sua misteriosa morte em um acidente de carro. Com direção de Mike Nichols, o filme rendeu a atriz uma indicação ao Oscar.

ERIN BROCKOVICH (Julia Roberts), Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento

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Sony Pictures

A lutadora Erin Brockovich, batalhadora mãe solteira de três filhos, não tem pudor em falar o que pensa e brigar por seus ideais. Pela excelente atuação JULIA ROBERTS – a eterna linda mulher – recebeu um Oscar de melhor atriz.

As bem resolvidas

RACHEL FLAX (Cher), Minha Mãe é uma Sereia

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Reprodução – MGM

Em um de seus melhores trabalhos no cinema, CHER é Rachel Flax, uma bela mulher que cria sozinha suas duas filhas. Avessa a relacionamentos convencionais, ela vive em conflito com a filha mais velha e religiosa, Charlotte (Winona Ryder). À frente de seu tempo, Rachel faz o que quer e quando quer.

CATHERINE TRAMELL (Sharon Stone), Instinto Selvagem

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Universal Pictures / Studio Canal

Dona de si e completamente segura quanto a sua sexualidade, Catherine Tramell busca apenas prazer e satisfação. Sem falsos moralismos, ela seduz homens e mulheres sem nunca se apaixonar. Inclusive o detetive Nick Curran (Michael Douglas), encarregado de investigar um caso de homicídio em que a bela loura está envolvida. Clássico dos anos 90, o filme transformou SHARON STONE – em grande atuação – em ícone do cinema.

A voluntariosa

SCARLETT O’HARA (Vivien Leigh), …E o Vento Levou

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Warner

A personagem imortalizada com maestria por VIVIEN LEIGH dominava e manipulava todos a sua volta. Usando inteligente, sensualidade e beleza. Ambiciosa, conseguiu seus objetivos se aliando a rivais e não titubeou em matar um soldado ianque, que invadiu sua fazenda. Leigh fora premiada com o Oscar de melhor atriz.

As destemidas

CLARICE STARLING (Jodie Foster), O Silêncio dos Inocentes

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MGM

Ajudada pelo psicopata Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), Clarice Starling conseguiu encontrar o serial killer Buffalo Bill, criminoso que sequestrava mulheres para retirar suas peles. Interpretada com extremo brilhantismo por JODIE FOSTER – premiada com seu segundo Oscar de melhor atriz, a novata agente do FBI usava de inteligência, coragem e certa inocência para entrar na mente perturbada de Lecter e conseguir seu auxílio.

ELLEN RIPLEY (Sigourney Weaver), Quadrilogia Alien

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Fox

SIGOURNEY WEAVER foi ao espaço em Alien – Oitavo Passageiro (Alien), clássico dirigido por Ridley Scott. A emblemática tenente Ellen Ripley era na verdade para ser interpretada por um homem, Scott foi o responsável pela escalação de Weaver, e o resto é história. A atriz se consagrou ao longo de quatro filmes, tendo alcançado o ápice em Aliens, O Resgate (Aliens), megasucesso da década de 80 dirigido por James Cameron, e que rendeu a atriz uma indicação ao Oscar.

DORA (Fernanda Montenegro), Central do Brasil

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Europa Filmes

Trabalhando na estação Central do Brasil, escrevendo cartas para pessoas analfabetas, Dora acaba conhecendo Josué (Vinicius de Oliveira). Enquanto tenta, a principio a contra gosto, ajudar o garoto, cresce entre os dois um forte sentimento de amizade e amor. FERNANDA MONTENEGRO foi escolhida melhor atriz pelos críticos de Nova York, e uma indicação ao Oscar.

A instável

JASMINE (Cate Blanchett), Blue Jasmine

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Imagem Filmes

CATE BLANCHETT nunca erra em suas interpretações. Sob a direção de Woody Allen não poderia ser diferente. Em Blue Jasminea atriz é Jasmine, uma milionária falida e neurótica vivendo momento de caos emocional. Com uma composição inspirada em seu trabalho como Blanche DuBois na peça Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire) – que encenou na Austrália em 2009, Blanchett colocou os críticos mundiais a seus pés, e arrebatou o Oscar de melhor atriz.

A apaixonada

SATINE (Nicole Kidman), Moulin Rouge: Amor em Vermelho

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Fox

Satine, personagem de NICOLE KIDMAN no musical Moulin Rouge!, não era uma heroína romântica clássica. Era uma cortesã na efervescente Paris de 1899. Sempre fugindo do amor, ela se apaixona de forma inesperada pelo jovem escritor Christian (Ewan MacGredor). Com que vive uma intensa e arrebatadora história de amor. Kidman venceu o Globo de Ouro de melhor atriz e fora indicada ao Oscar na mesma categoria.

Leia também: Mulheres no comando

Garota Exemplar: David Fincher erra e faz seu filme menos interessante

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Fincher tira leite de pedra ao dirigir Garota Exemplar / Divulgação – Fox

DAVID FINCHER é meu diretor favorito, e isso ficou evidenciado no texto publicado em agosto, em que a filmografia do diretor fora revisitada. Na mesma proporção que admiramos alguém, também esperamos demais e em muitos casos isentamos e até supervalorizamos suas ações. Isso dito, GAROTA EXEMPLAR (Gone Girl, EUA, 2014), novo filme do cineasta é broxante. Longe dos melhores trabalhos de Fincher – Seven: Os Sete Crimes Capitas, Clube da Luta e Zodíaco, e também de sua obra mais formulaica – O Curioso Caso de Benjamin Button, o suspense estrelado por BEN AFFLECK e pela superestimada ROSAMUND PIKE é arrastado – não por conta de suas 2h30 de projeção, e sim pela falta de agilidade nos acontecimentos e aprofundamento de personagens. Todos são unidimensionais e rasos. É muito blá blá blá e mimimi – sem desenvolver a narrativa – e pouca ação. Que acontece justamento no ato final do longa, e que é a razão de existir de Garota Exemplar. Ao lado da direção sempre impecável de Fincher, uma ótima trilha sonora, que completada com a fotografia habitual do diretor emolduram o filme em uma atmosfera escura e claustrofóbica.

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Pike e Affleck prontos para o remake de A Usurpadora / Divulgação – Fox

Garota Exemplar acompanha o desaparecimento de Amy Dunne (Pike) no dia do aniversário de casamento, deixando seu marido Nick (Affleck) desesperado. Com o passar das investigações, Nick se transforma no principal suspeito do sumiço de Amy, por conta de seu comportamento. Contar mais da trama, é estragar a surpresa do espectador com as reviravoltas do roteiro. Se bem que, com 40 minutos de filme o mais atento já matou a charada. Fincher que em 1999 fez Clube da Luta, obra definitiva sobre o culto exagerado da sociedade a perfeição, e ao status, tenta fazer algo semelhante em relação a imprensa e como um crime pode virar um circo nas mãos de profissionais sensacionalistas. É até interessante o cinismo e humor abordados por diretor e a roteirista Gillian Flynn – que adaptou seu livro homônimo para as telonas. Mas fica aquém do resultado obtido no filme estrelado por Brad Pitt e Edward Norton. Enquanto o debate sobre relacionamento e confiança é totalmente vazio e digno de uma novela mexicana dos anos 90. Assim como Paola Bracho, Amy possui um diário em que revela a falsa intimidade do casal. Rs

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“Diz na cara que eu não sei atuar!” / Divulgação – Fox

O roteiro cheio de furos faz de Garota Exemplar o longa menos interessante da carreira de David Fincher. A aplaudida pela crítica Rosamund Pike está absurdamente fraca, sem carisma e inexplicavelmente provável indicada ao Oscar de melhor atriz. Charlize Theron teria feito miséria com essa personagem em mãos. Por ironias da vida, é seu projeto de maior sucesso comercial – 349 milhões de dólares arrecadados, e pode render uma nova indicação ao Oscar de direção. Uma pena não ter vindo com Clube da Luta – em que merecia inclusive vencer. Que saudades de Sharon Stone e sua memorável Catherine Tramell. De espetacular, Amy não tem nada.

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O Vingador do Futuro (2012)

Sony Pictures

A melhor maneira de assistir O VINGADOR DO FUTURO (Total Recall), nova versão do conto We Can Remember It for You Wholesale de Philip K. Dick, é não compará-la com o superior filme de Paul Verhoeven. Lançado nos cinemas em 1990, com Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone nos papéis principais. A trama do remake se passa no final do século 21, acertadamente ambientada no mesmo mundo estético do clássico Blade Runner – O Caçador de Androides. O planeta foi dividido, em decorrência de uma guerra química, em duas super nações: União Federal Britânica – UFB e A Colônia (antiga Austrália), que travam entre si uma batalha por domínio de território e libertação, respectivamente.

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Farrell volta às superproduções

Douglas Quaid (Colin Farrell), um homem comum que trabalha como operário em uma fábrica, tem sonhos constantes e inexplicáveis sobre revolução. Neles ele está acompanhado por uma mulher (Jessica Biel) aparentemente desconhecida. Entediado com seu cotidiano, Quaid decide sair da rotina ao visitar a empresa Rekall, responsável por proporcionar aos seus clientes uma vida momentânea, a partir de implantes de memórias. O operário decide ser um agente secreto nessa quebra de rotina, o inesperado acontece quando é descoberto que na verdade ele é um agente renegado do governo da UFB, em busca da libertação da Colônia. A partir desses acontecimentos, Quaid, que na verdade se chama Hauser, será caçado por Lori (Kate Beckinsale), que ele acreditava ser sua esposa, e ajudado pela mulher de seu sonho, Melina (Jessica Biel), até o embate inevitável que envolverá o chanceler Cohaagen (Bryan Cranston) e Mathias (Bill Nighy), líder da resistência.

O Vingador do Futuro têm três grandes trunfos: a ambientação futurista claramente influenciada por Blade Runner, as cenas de ação de Minority Report – A Nova Lei – também com Farrell, duas obras de Philip K. Dick, adaptadas em 1982 e 2002, respectivamente, por Ridley Scott e Steven Spielberg. Além das sequências externas da Colônia, com sua atmosfera chuvosa, elementos orientais e noir em sua fotografia, uma cena em particular chama a atenção. Quando Quaid/Hause busca pela “chave” em seu apartamento, e a encontra ao tocar no piano o terceiro movimento da sonata número 17 de Beethoven. Toda a sequência traz uma clara referência a um dos momentos mais marcantes de Blade Runner, quando Deckard (Harrison Ford) e Rachel (Sean Young) se beijam pela primeira vez. O terceiro destaque do longa fica por conta do protagonista, Colin Farrell. O ator que estava há alguns anos afastado das superproduções de Hollywood, retorna em grande forma. Sua atuação, tanto nas cenas dramáticas, quanto nas de ação, é acima da média. Um trabalho cuidadoso de composição de personagem e preparo físico, aliados a seu habitual carisma.

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Kate Beckinsale é Lori

Como nem tudo é perfeito, o diretor Len Wiseman e seus roteiristas erraram, e muito, ao transformar Lori na principal perseguidora do herói, limando da trama o outro vilão, Richter. Em uma construção de personagem desastrosa, Kate Beckinsale, intérprete da personagem e mulher do diretor, teve sua pior atuação em anos, distante de seu bom momento no mundo da ação como a vampira Selene na série Underworld – Anjos da Noite. A atriz não soube dar o tom ambíguo e doce, que a personagem pedia. Em suas mãos Lori virou uma mulher insuportável, que se sumisse ao final do primeiro ato do filme, não faria a menor falta. Saudades da Lori de Sharon Stone. A outra presença feminina importante do longa, Jessica Biel, se saiu melhor como a revolucionária Melina. Não é um trabalho memorável, mas a atriz está extremamente bonita e vai bem nas sequências de ação.

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Farrell e Jessica Biel em ação / Fotos: Divulgação – Sony Pictures

Merecem ser destacadas também as vertiginosas e bem executadas cenas de ação, que empolgam e deixam o espectador ligado durante todo o tempo, os efeitos especiais bem executados, além da boa trilha sonora composta por Harry Gregson-Williams, com elementos que parecem inspirados no clássico trabalho de Vangelis para Blade Runner. O Vingador do Futuro poderia ser um filme de ação como tantos outros que são lançados anualmente pelo cinema mainstream norte-americano. Entretanto, o longa sai do lugar comum por dar nova roupagem a obra de Philip K. Dick, e levá-la de forma acessível para uma nova geração de espectadores, que por algum motivo não tiveram contado com a versão original.

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Em cartaz nos cinemas brasileiros.

Novos projetos de Sharon Stone

Em ensaio do fotográfo Frederic Auerbach para a revista Elle (Rússia) de janeiro de 2012 / Divulgação

A última vez que vimos Sharon Stone protagonizando uma grande produção foi há seis anos, no longínquo ano de 2006 quando a estrela voltou a viver a escritora ninfomaníaca Catherine Tramell em Instinto Selvagem 2. Sequência de seu maior sucesso nos cinemas. Diferente do filme original, a segunda parte foi um enorme fracasso que respingou de forma decisiva em sua carreira. De lá para cá a atriz foi coadjuvante no drama Bobby, fez meia dúzia de longas que quase ninguém viu e teve uma elogiada participação em alguns episódios da série de televisão Lei & Ordem.

Divulgação - Elle
Divulgação – Elle

Linda e jovial aos 53 anos – ela completa 54 no próximo dia dez de março, Stone parece ter deixado a má fase de lado e está com a agenda lotada. O principal, com trabalhos que no papel são promissores: The Mule traz a atriz numa história baseada em fatos reais. No longa ela é Sofie, uma jornalista que procura seu irmão desaparecido, tendo como pano de fundo os atos violentos não revelados que acontecem na fronteira entre EUA e México. De forma mais leve Sharon será a deusa Afrodite na comédia Gods Behaving Badly, estreia na direção de longas metragens de Marc Turtletaub, produtor do sucesso independente Pequena Miss Sunshine. O elenco traz também Christopher Walken, Alicia Silverstone e John Turturo. Lovelace, cinebiografia da falecida ex estrela porno Linda Lovelace, é outro dos projetos de Stone, na produção a atriz interpreta a mãe da protagonista vivida por Amanda Seyfried.

Leia o perfil da atriz

Confira os cinco maiores sucessos de bilheteria no mundo de Sharon Stone

1º Instinto Selvagem (Basic Instinct, 1992) - 352,92
2º O Vingador do Futuro (Total Recall, 1990) - 261,29
3º O Especialista (The Specialist, 1994) - 170,36
4º Invasão de Privacidade (Sliver, 1993) - 116,30
5º Cassino (Casino, 1995) - 116,11

Relembrando: Showgirls de Paul Verhoeven

MGM

Dirigido por Paul Verhoeven, Showgirls, drama musical com ecos de A Malvada, narra a trajetória de Nomi Malone (Elizabeth Berkley), garota do interior que quer vencer na vida, sem cair nela, como showgirl em Las Vegas. A produção de 1995, que “venceu” oito prêmios Framboesa de Ouro – incluindo pior filme, diretor e atriz -, é uma inspirada sátira do showbizz norte-americano. Atuações propositalmente caricatas e diálogos inesquecivelmente bizarros – e por isso mesmo excelentes – permeiam o longa. Que ao ser lançado há 16 anos causou grande escândalo e controvérsia, por conta de suas cenas de sexo e nudez. Exagero. Verhoeven e o roteirista Joe Eszterhas foram mais ousados com o thriller Instinto Selvagem de 1992. Comparado ao longa estrelado por Sharon Stone, que trazia uma aura do cinema noirShowgirls é alçado a condição de soft-porno semelhante aqueles exibidos na extinta sessão Cine Privé da Rede Bandeirantes. Continuar lendo Relembrando: Showgirls de Paul Verhoeven

Perfil: Sharon Stone

Um dos maiores ícones femininos do cinema nos anos 1990, a atriz norte-americana Sharon Stone anda sumida das produções de destaque desde 2007. Ano em que participou do longa Alpha Dog, dirigido por John Cassevetes e que trazia no elenco Bruce Willis e Justin Timberlake.

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Divulgação

A ex-modelo passou a década de 1980 participando de produções como As Minas do Rei Salomão – xerox de qualidade duvidosa da clássica série Indiana Jones, Loucademia de Polícia 4 e Action Jackson. Sem desistir do desejo de se tornar uma estrela de cinema, Stone conseguiu um papel coadjuvante no longa de ação O Vingador do Futuro, um dos maiores lançamentos do verão americano em 1990. Estrelado pelo então maior astro do cinema Arnold Schwarzenegger e dirigido pelo ousado Paul Verhoeven (RoboCop – O Policial do Futuro), a ficção científica baseada na obra de Philip K. Dick (Blade Runner – O Caçador de Androides) foi um grande sucesso naquele ano. Por tabela Stone recebeu elogios por seu trabalho e estampou a Playboy americana por, segundo declarações da atriz, um cachê de 50 mil dólares.

Salto para o sucesso

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O Vingador do Futuro e Instinto Selvagem: Bem sucedida parceria com Verhoeven / Universal

Sharon Stone ganhou notoriedade com O Vingador do Futuro e a capa da Playboy, mas esses fatos não trouxeram bons papéis. Paul Verhoeven, que a dirigiu anteriormente no longa estrelado por Schwarzenegger, estava pronto para iniciar os trabalhos no polêmico thriller Instinto Selvagem. Com Michael Douglas no papel principal, o diretor buscava uma atriz famosa para acompanhá-lo. Tarefa que não era fácil, pois o filme trazia uma grande quantidade de cenas de sexo, nudez e lesbianismo. A escolha inicial do estúdio, Michelle Pfeiffer, recusou a proposta optando por viver a Mulher-Gato em “Batman – O Retorno”. Julia Roberts, Kim Basinger, Geena Davis, Jodie Foster, entre outras atrizes, também disseram não ao roteiro “maldito”. Ao contrário de suas colegas mais famosas, Stone queria a personagem, mas não tinha o starpower que elas possuíam. Após muita insistência e testes, a loura conseguiu o papel da enigmática escritora bissexual Catherine Tramell. O resultado todos já sabem, sucesso de bilheteria e uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz. Tramell parece que foi escrita especialmente para Stone. Nenhuma outra atriz faria esse papel melhor do que a loura, que foi eternizada na história do cinema com a famosa e ousada cruzada de pernas.

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Com William Baldwin em Invasão de Privacidade / Paramount

O projeto seguinte da mulher mais comentada de 1992 foi o thriller, mais uma vez erótico, Invasão de Privacidade. Diferente da excelente química com Michael Douglas em Instinto Selvagem, Stone detestou William Baldwin, seu companheiro de cenas quentes no novo longa. A crítica detonou sem pena a produção, mas a bilheteria satisfatória consolidou Sharon como a estrela do momento no cinema hollywoodiano. Percebendo que a indústria tinha interesse em rotulá-la como femme fatale de filmes ousados, Sharon diversificou seus projetos atuando em longas como o western spaghetti Rápida e Mortal e o drama Intersection – Uma escolha, Uma Renúncia, ambos fracassos. Parecia que o público não queria ver a bela Stone em papéis que não explorassem sua sensualidade.

Nas mãos de Scorsese

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Ponto alto: Em cena com Robert De Niro sob a direção de Scorsese / Universal

A grande chance de ser levada a sério pela crítica viria em 1995, pelas mãos de Martin Scorsese em Cassino com Robert De Niro. Stone derrotou Kim Basinger, Nicole Kidman, Madonna, Melanie Griffith e a ex-atriz pornô Traci Lords pelo papel da drogada, alcoólatra e mulher de malandro Ginger. Personagem inicialmente oferecida a Michelle Pfeiffer. Crítica e público aclamaram a atuação visceral de Sharon, que por seu desempenho venceu o Globo de Ouro como melhor atriz e recebeu uma indicação ao Oscar na mesma categoria. Susan Sarandon por Os Últimos Passos de Um Homem ficou com o prêmio. Infelizmente para o público e para Sharon o resultado positivo de Cassino foi fogo de palha. Diabolique, A Última Chance, Esfera e Glória foram todos mal sucedidos junto a crítica e fizeram água na bilheteria. Dessa fase se salvaram apenas Sempre Amigos e A Musa, produções que renderam a atriz indicações ao Globo de Ouro.

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Bobby marcou o encontro nas telas de Stone com Demi Moore / Imagem

No início da primeira década dos anos 2000 a atriz se afastou dos cinemas por problemas de saúde. Um aneurisma cerebral, do qual ela se recuperou sem qualquer sequela. Saudável e disposta a retomar sua carreira, Stone voltou aos cinemas com o suspense mediano Garganta do Diabo, ao lado de Dennis Quaid e participou da série televisiva O Desafio que rendeu a atriz um Emmy como melhor convidada em 2003. No ano seguinte encarnou a vilã Laurel Hedare na equivocada e criticada adaptação de HQ Mulher-Gato, fracasso estrelado por Halle Berry. Os independentes Flores PartidasBobby – que marcou seu tão aguardado encontro nas telas com a também estrela sexy dos anos 1990, Demi Moore -, tiveram melhores resultados.

O retorno a Tramell

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Disney

O ano de 2006 marcou o retorno de Stone, aos 48 anos esbanjando beleza e sensualidade, a icônica personagem Catherine Tramell na comentada e tardia sequência Instinto Selvagem 2. Única remanescente do longa original, a atriz pagou o maior mico de sua carreira. Com uma bilheteria pífia e considerado o pior filme daquele ano, Instinto Selvagem 2 certamente foi o principal motivo para o sumiço da atriz de produções de destaque. Stone acreditava que o longa revigoraria sua carreira. Infelizmente aconteceu o contrário. Desde meados de 2007 ela vem participando apenas de produções esquecíveis lançadas diretamente em DVD nos EUA. A loura ensaia um retorno em duas frentes. Na televisão, participando de um episódio da bem sucedida série policial Law & Order: Special Victims Unit e no cinema com o longa francês Largo Winch II. Em que viverá outra femme fatale, ligada ao protagonista interpretado por Tomer Sisley. Dona de papéis de mulheres decididas, perigosas e fortes. Sharon Stone é sinônimo de beleza e sensualidade, um ícone dos anos 90 impossível de esquecer.